sexta-feira, 22 de novembro de 2013

*O Corpo

Avistei no meio do deserto o templo
De longe vinham várias romarias
Com peregrinos de todos os lugares
De todas as línguas, de todas as nações

Dentro do templo estão os fiéis
E no centro de tudo: O Corpo
Os fiéis se aproximavam trêmulos e em tranze
Ouvi gritos, gemidos, sussuros e vi oração, devoção e adoração

O Corpo estava no centro do templo
No centro da cidade
Dentro do coração das massas
Os nortes aumentavam pelo Milagre da Multiplicação

E eu com a verdade sobre tudo isso!
Escancarada em meu rosto!
Saí da minha inércia
Para adorar O Corpo...

(.)

- Todo ser humano é um tudo em si mesmo, mas somente os que têm o dom do conhecimento são verdadeiramente completos.

(.)

- Injúrias, reclamações e votos de maldição permitidos.

CXXIII

Levante as suas mãos para o céu
E perca teu olhar na imensidão
A alma grande sente
Que o mundo é mesmo pequeno

Agora olhe para o chão
Que é o lugar onde você anda
Agora siga, siga
Porque lá na frente
Há vida!

Sei que dói no peito
E nessa dor tento buscar alguma direção
Será que ela é a esperança?
Se dói, há no futuro, nascimento

Sim, esta é ressurreição
Observe o lugar florido
E esse céu negro que troveja sobre nós seu mau-humor
O coração chora e dança
E é assim que todo mundo nasce
Quantas vezes necessário for!

CXXII

You are walking down the street
I can’t understand it
Are you joking, right?
You are walking down to hell
Can’t understand it
I caught me smiling
I see me laugh
You’re crying
But I’m safe here
Can’t go through here
This place is eternal pain
But I can see you
I can see you!
I can see you!
I wish I couldn't see you anymore
But I can’t help my sadistic heavenly love
And I can’t help laughing
Here by my side the God they told you
And he wants you to your knees
But he won’t save you!

Game Over

I've already given up this life
No mourn for my death
No mourn for my life

While I die I call
And I won’t tell who and I don’t know why
I wanted to have a meaning for the senselessness

I kill me now but I did it before
So many times before
That I can’t deny my suicide legacy
And stop my blood to fall from my head

As I tell it I remember you are the Most Important Person
And I'll always love you
This time I'll back to dust
Who denies life shall not inherit eternal life

(But I will go to heaven
Even though I am unforgiven
I will never be forgiven
If you keep on seeing me in hell)

Stop this!
I have never asked to live
It was just a act of repentance (So forgive me)
[Once I wanted to live]
My secrets will judge me and I am afraid…)

Poema Suicida

Se eu tivesse um meio de me matar agora
Por que eu não me mataria?
Por que não morreria para ver como é a morte?
E quando soubesse voltaria e lhe contaria

E quando a esperança morre eu morro?
E se a falta de amor minha e ao redor
Me matassem agora?
Como poderia eu ressurgir?

Não há esperança
Apenas morte
Vivo caminhando para o nada

Ao menos tenho este poema
Apontado para minha cabeça
E com ele atiro contra minha própria vida! (...)

Eu Sou Amado

... Eu, no entanto as flores
E o que cai sobre teu pescoço
Como colar de pedras sardônicas
Sim minha amiga, as flores
No momento em que teu mais florido pensamento
Reluziu sobre teu semblante
Apreendi no espírito este instante
E as flores então não morrerão
E a vida seguirá tão bela
E tu és tão bela...
Divagações estas em que ocupo!
Quero agora sentir-me maravilhado
É teu sorriso encantado que passeia em meu jardim

Perante este horizonte
Tomamos nosso coração por sacerdote
É nossa união eterna que celebramos (Selamos)

Descubro teu véu
Podes ler o amor em meu olhar em ti?
E não demoro a dizer o sim...

Conselho ao Desgraçado que agora faz sua Oração

Olá! Com licença!
Quero entrar em tua casa
Por favor sua atenção
Mas continue o que fazes
(Sim a sua oração
Falarei aos teus ouvidos
Quero falar direto com seu coração
Me receba como teu irmão na fé)

Ei! Você está bom não está?
Por que pedi isso aí?
Isso aí mesmo, para que esconder?
Isso aí que Deus não vai lhe dar?

Você está a muito tempo de joelhos
Mas para mim não é o bastante
Para outra coisa seria um estúpido a adorar
“Adorai somente a Deus”! (Um anjo lhe dirá)

Não! Continue tua oração!
Continue! Peça perdão!
Peça aquela benção
Para teu irmão

CXXI

Verdadeira Felicidade
É ser mais feliz aqui dentro
Do que aí fora

É não ser nem menos nem mais
Ser menos eles
Ser mais eu
E por que não ser nós também?

Pensamento sobre a Tecnologia Humana

A cada conquista
O desafio aumenta
E quem agüenta?
Quando não há mais desafio?

Aquelas trevas
Eu quero saber o que ela guarda
Eu queria que ela ficasse ali
Mas a luz sempre chega

Não há nada encoberto
Que não seja descoberto
Disse alguém

E estas coisas explícitas
E escancaradas! Quem sabe?
Ninguém!

Olhos Sanguinários

Sobre mim, peço, cesse de contemplar
Isto provoca friamente em minha alma o calor do pranto
Arrebatas minha consciência, caio e não levanto
Sua vontade é eu não ser e não estar

Oh! Queres me matar?
Desvie de mim seu olhar!

Não me tiras de vista e ainda olha?
Constante é meu terror e cresce minha paranóia

Como descobri tua ira?
Como descobri teu ódio?
Quando me percebi como alvo em mira
Quando eu teu espelho me vi verme, bactéria

Quando quebrarás meu opróbrio?
Quando tirarás de mim teus olhos?

Sua percepção diz que por ti me renego
Por ti me ponho prostrado
Por ti me dou por acabado
A verdade é que por ti não me entrego

Nunca Mais

- Nunca mais vou mentir porque jurei dizer apenas a verdade com a mão sobre a Bíblia perante todo o tribunal!

- Nunca mais vamos ter políticos corruptos porque finalmente entrou um cara honesto no poder e inaugurou uma nova era para a democracia, aclamada pelo povo e requerida pelo mundo.

- Nunca mais vamos ser violentados, oprimidos, punidos e desamparados porque todos sabem de cor os direitos humanos!

- Nunca mais vamos adoecer ou morrer porque a Ciência respondeu todas as nossas indagações e encontrou a cura para todos os males.

- Nunca mais ninguém vai pensar ou fazer outra coisa a não ser trabalhar pelo bem comum da humanidade, pois todos aprenderam que isso é o sentido da vida e o fim último de todo ser.

- Nunca mais vamos dizer nunca porque tudo o que somos e fazemos é para sempre.

... “Não haverá mais pranto ou lágrima”...

I n___t h e___B e a u t i f u l___M o n t a i n s___o f___C a n a d a

N a s   b e l a s   m o n t a n h a s   d o   C a n a d á
D e   o n d e   e u   c o n t e m p l o
E x p a n d e - s e   m e u s   h o r i z o n t e s
E   m i n h a   a l m a   s e   a c a l m a   c o m   a   b e l e z a   a z u l

E   v i a j o   e n t r e   s e u s   c a m i n h o s
E   d e i t o - m e   e m   t u a s   n e v e s
C o m o   u m a   c a m a   g é l i d a   q u e   m e   a c o l h e
E   m e   r e c e b e   c o m o   u m   l a r

E   n a s   b e l a s   m o n t a n h a s   d o   C a n a d á
O n d e   e t e r n a m e n t e   q u e r o   f i c a r
E u   p e ç o   a   D e u s   q u e   c o n s t r u a   a q u i   s e u   p a r a í s o

E   n e s t e   l u g a r   c e l e b r o   a   v i d a   e   q u e r o   a m a r
E   a   p a r t i r   d a q u i   s u r g e   o   m u n d o
N a s   b e l a s   m o n t a n h a s   d o   C a n a d á

E u   q u e r o   o   a b r a ç o   d e s t e   v e n t o
E   q u e r o   e t e r n o   o   m o m e n t o
D e   e n c o n t r o   c o m   a   b e l e z a
N a s   m o n t a n h a s   d o   C a n a d á

A Morte do Seu Genoíno pela Santa Inquisição e o Povo ao redor

- Lá!
- Não! = / > .
- ..., :.
- ...

Choveu de repente

Vi você lá
Visto que você não se calava
Fui mandado a trilhar o caminho das Índias
Sim, 149(.)

Escrevia cartas e sangue
Aquele que foi apresentado como senhor do universo
E ele te falou para não abrir
O baú da verdade

Você tem a curiosidade
Seguiu em frente e foi
Agora tens o baú aberto
E não uma verdade

Que é o mundo que não posso pensar sozinho?
Que é a vida para que eu não a viva?

Vai-te sozinho no caminho, estrangeiro
Vai-te! Pela vida, pela morte e pelo fim

Vai e não pense em voltar
Lembre-se de se encontrar

E agora posso ver
O mundo de frente
E começar a minha canção
Sem nenhum aviso

Amar agora: ... Eu preciso
Amigo: A vida é mais que isso
Quando me tirarem da alegria que eu sinto
Lhe conto o meu Caminho

Prefiro assim minhas memórias
Do que dar a eles um sorriso
Quero um mar e delírios
E nossos olhos se abrirão para A Beleza da Vida

Os Aglomerados do nosso Brasil

E para melhor expressar...
Pelos analfabetéis de nossa sociedade
E os miserofatis que há em todo lugar

O Recado

Manda a Mademoiselle
Dar o recado para o Maison
Que assim que eu terminar o download
Eu volto para casa na hora do Rush

Mas mudando de assunto meu brother
É hoje que nóis vamu cair na night?
A galera falo que vai no mesmo point
E todos vamos ter uma happy hour

C’est la vie amigo
Nada vai me fazer parar de escutar Rock’n Roll
Ou me proibir de comer Hot Dog
Apesar de tudo já estou lá no Shopping

Give me a time man!
Tô lendo meu Comics… Opa!
Rá! Rá! Rá! Rá!
Tem trem cabuloso até de bigode meu cabra! Rá! Rá! Rá...

Uma Nova Chance para Amar

Coração meu! Por que estás a chorar?
Saiba que ainda existe
Além de uma vaga lembrança triste
Uma nova chance para amar

Penso, mas não entendo
Por que o sol não mais irá brilhar?
Reconsidero, então compreendo...
Apenas o amor é capaz de iluminar!

Me contentaria se estivesse aqui por um instante
Te vejo além das montanhas
E ecoa um clamor de minhas estranhas...
Por que te fizeste tão sublime e tão distante?

Oh! Profunda é a dor em meu peito
E logo meu coração se torna suspeito
Pelo tanto querer, pelo tanto amar
E no fim sofrer mais do que se pode suportar

Será que talvez viria?
Quando ainda houvesse sol, ainda fosse dia?
Assim de felicidade me inundaria
- Uma nova chance para amar!

CXX

Diga com quem andas
E eu lhe direi quem és
E como tu andas sozinho
Bem sei que nada és

Eu finjo porque é bom
O mago veste sua capa
E se tua verdade é boa
É porque você é tão mentiroso quanto eu

Não quero solidão
Neste dia de chuva
Venha sobre mim a bonança
Não sou egoísta

O profeta diz agora:
Caia sobre ti a benção
Caia sobre ti a unção
Caia sobre ti a esperança
E o desejo do teu coração

Agora só me resta te enterrar
Já que morreu esmagado
Ao menos uma morte profética
- Assassinado, profetizado

A lua dançou
Você não viu
Você olhou
Teu dinheiro sumiu

Agora não tens entendimento
Mas tens muitos para lhe guiar
A voz sempre te alcança

Mas não dá para rir assim
E isso queremos
Compremos ouro
E poemas
Agora no meio do dia
Em que o sol se arrepia
Meu peito querendo amor
E alguém ao meu lado

A Raiva de Satanás em Mim como Brisa

A raiva de Satanás está em mim
E o peso da mão de mil demônios
Sobre a minha vida

Eu entregaria a minha alma à Lúcifer
E o controle do meu corpo para quem quisesse
Desde que isso me anulasse para sempre
E eu nunca mais ser

Venha sobre mim o meu julgamento
E todas as conseqüências de ser quem sou
Dane-se! E se eu hei de arrepender que me arrependa depois
Isso não me impede de fazer agora o que está em minhas mãos

E voe Satanás para perto do meu caminho
E todos os espíritos atrasados sejam público
Do pacto de sangue que com Ele farei
E os feiticeiros lá estarão para que sejamos um

E se acaso ler estas palavras maldito!
Sete vezes mais será amaldiçoado!
Amém! Aleluia!

A Vida é Bela

(A vida é um pomar)
A vida é como um frutífero pomar
De frutos que são devorados ou se apodrecem
Como o herói de ontem que as pessoas esquecem
Com náufragos que se perdem na imensidão do mar

A vida é como um belo jardim
De rosas despedaçadas
Onde habita a fera
(Que) No outono caem-se as folhas para que assim
Surjam flores na primavera

A vida é como uma guerra
Onde a própria vida comete suicídio
Onde sua importância é menos notória
... O lugar em que ela se encerra
Para iniciar uma vitória
(Consome a si mesma para manter-se viva)
A vida é maliciosa, injusta e desgraçada
Para apenas sofrer está fadada
Essa vida somente me terá valor
Até que eu te encontre, meu amor...

CXIX

O ser feito
É preferível
Ao perfeito

Cândida luz
Aurora!
Mais uma vez o amor
Irá embora

O que dizer ao coração
Desesperado
Sem saber o que dizer
Por estar desnorteado

E se eu ousar
Entrar por esta porta...

Lá! Além!
Vejo o pássaro debandar do bando
Vendo ele ir embora sangrando

Lá! Já vem!
O leão faminto
Que não quer comer por estar sozinho

Vejo muitas coisas
Foi-me dada a revelação
Para saber o que é alma
E ver o coração das coisas

Vejo
O Pecador ajoelhado
Que por tanto haver pecado
Cansou de pedir perdão

Vejo teu amigo ao lado
Que vinga de você amável
Por ter o sonho devorado
Por ter sido abandonado
(Óh! Besta do meu interior
Deixai-me lutar
Deixai-me livre de você
Para conquistar minha solidão)

Solidão é agora tua grande ambição
Foi o que escutei de tua oração
Oração profunda e singela

Cheia de graça
Semblante que se adorna com a desgraça
Olhar dentro de ti me congela!

Poderia ter falado menos...
Eis que ergo minha voz
Para calar-te então

O que te fará acreditar?
O que te fará tremer?
Vejo-te na escuridão

Mas por que ainda me fita nos olhos?
(Mas como é que ainda consegues me olhar nos olhos?)

CXVIII

Vocês dizem
Que sofro de uma louca loucura
Eu não quero
A vossa consciência alienada
Sapientíssimos senhores!

Se assim é
Prefiro essa louca loucura (Insana!)
É minha! (Minha!)
Do que essa lucidez que vendem
Que distribuem, que doam e que vomitam

Sobre vocês está a maldição
Sobre mim está a morte
Sobre vós está as esperanças de um mundo melhor
Sobre mim está a paranóia, o medo e a vontade de sobreviver

Vocês seguem o curso de vosso consenso
Eu sigo minha oprimida liberdade
Vocês apregoam o caos com vossas demagogias
Eu quero a verdade... (Cínica de preferência!)

A Notícia

Um dia em meu quarto
Uma voz disse para mim
“Você não vai ser feliz”
Com uma segurança capaz de assombrar

Foi uma notícia
Amarga como a morte
Importante como a morte
Não perdi o rumo, encontrei o norte

Descobri que além da felicidade
Havia castelos
Paraísos e muitas delícias
Reais e utopias

Sim! E estas coisas
Poderia eu alcançar todas elas
“Eu garanto!”
Disse a voz

Então, como um hábito
Que renova sempre seu motivo
Amaldiçoei-me
Que diferença haverá em estar mais amaldiçoado
Do que estou?

A maior dádiva:
O amor
Deus me negou!

Mas tudo isso será em vão
Voz de um cretino!

Se a verdadeira felicidade
Não estiver em meu caminho

“Não estará!”
Diz a voz
É para nós
Esse destino!

Então serás mais uma voz
No coro dos tristes
Para escárnio dos espíritos dançantes
Que não conhecem os grilhões que haviam antes

Deixa teu lugar
Saia do teu repouso e do teu refúgio
Eis que te abro
As portas do meu reino!

CXVII

Se há muitos que sofrem
O poeta deve sofrer
Se há quem se alegre
O poeta deve fingir-se feliz

Este vazio
Que tomou a forma de teu semblante
Quando distraístes de tua tarefa
E de tua vontade

Sei que desistiria
Se desistisse
De permitir um novo fôlego de vida
Lhe dar ar novamente

Inspire!
Agora inspire
Podes também ministrar
A outros este ar

E siga teu caminho
Sozinho
Siga teu caminho
(Podes acordar!)

A Todos Aqueles que entreguei ao Nunca Mais

Tudo acabou
A grande amizade
Nada é
Depois do conflito

E se não é
Não foi
E nunca será
É tempo de dizer adeus

Desejo-vos mau
Agora que como deve
Trilhará vós longe do meu caminho

Acabou, está acabado!
(Selá!) Amém! Amém!

Desejo que me veja renascer
Num grande inimigo a surgir
Num corvo pronto a rir
De vossa desgraça

Vos eternizo
Porque vos amei
Vos eternizo no meu inferno
Porque nada sois para mim
A não ser um poema de ira
Que será esquecido
Nos meus momentos de alegria
Agradeço-vos pois
Continuarei a escrever
Porque eu vos amei

E por vos amar de verdade
Não andarei nunca com vós
Pois sois mentira
(Desculpe-me!) Sei que sois algo
E sois minha decepção
E eu vos amei

E em nome do meu amor
... Eterno
Que seja para sempre
Este adeus!

Poema da Falta de Inspiração

- Será que um dia eu hei de ser um grande poeta? Tudo o que eu queria escrever o poeta não já escreveu?

- Não, você não será um grande poeta nem um grande nada, porque tudo o que tu querias fazer é fazer o que já foi feito, mas nem isso tu faz. Tu só vês o que queres ver: A parede a sua frente para não ver que além dela tem um vasto horizonte. Eu sou o Poeta. Eu vejo o Vazio por todos os lugares: Não me importa o que tenham para mostrar: Eu sempre vejo o Vazio. E sempre que existir o Vazio haverá o que há de ser para preenchê-lo. Eu vejo o Vazio em mim. Mas você não vê nada. (...) Onde está você?

Só para que isso seja um poema
Eu escrevo esses versos
No coração do Vazio
No âmago do coração da humanidade
Apenas para que isso seja um poema
Peço para que o vejas
Apenas para que exista o mundo
Peço para que isso seja um poema.

Eu não queria morrer tão cedo

Eu não queria morrer tão cedo
Queria viver mais
Para frustrar os que tinham expectativas altas de mim
Para tentar outra vez e erguer a cabeça

Sim! Para errar e refazer alguns erros
Perder algumas oportunidades
Ganhar arrependimentos
Conseguir quase imediatamente o que sonhei

Não queria ter permanecido pouco tempo
Gostaria de ter menos ciúme
Continuar a buscar em você um irmão
Ido mais vezes te visitar sem consultar a conveniência

Queria ter vivido um grande amor
Ter certeza de que eu te quero
E você assim tão longe...
Alcanço-te com meu amor

Amada eterna de minha alma!
Eu vou continuar a viver
O Rio do Destino me arrasta
Meus queridos melhores amigos me amparam

Mas eu não queria morrer agora
Sem nunca ter tido o que é para ser...
... Para sempre

CXVI

“Vou destruir você”!
Disse alguém
Então não acabar com outro
Chamaram de amizade.

Às vezes
Querer o descanso
É sua morte
E querer consolo
Um suicídio!

O que alguém diz para outrem
Diz para si
As pessoas se envenenam
E se condenam

Não me deram a glória
Assim consegui meu mérito
Não me deram o poder
Mas fui aquilo que quis ser
A minha fama
Me fez infame
E minha morte
Não me descansou

Dai-me de volta
A vida que você
Me roubou!

Dia após dia
Arrastando uns aos outros
Para o mesmo inferno

Engula a agonia
De ver teu inimigo solto
Consolado e protegido contra o inverno

Salve-se
Pois muitos querem te salvar
E te libertar

Quando chegar a hora do teu lamento
(Sua alma está presa)
O teu tormento
(A sua alma esta presa)
Irá se multiplicar

Eis-me aqui!
Te conduzi rico e são no mundo
E por ser somente isso o que você quis
Agora pego sua alma e levo comigo...

Desabafo de um Possesso

Somente por que não estou o controle de mim
Sou eu um possesso?
Somente porque em mim resplandece várias luzes
Está em mim a legião?

Eu sou a legião
Me lançarei sobre vós manada de porcos
Não vos controlarei
Mas farei o que puder para afogá-los!

Medo!
Todos os que me vêem!
Fogem de mim!

Venha!
Aproxime-se pois quero um amigo
Para compartilhar do mesmo destino
Destruir e se destruir

Tens fé?
Por favor não invoque aquele nome
Senão o outro some

Leia! O que aí está escrito?
Fostes além do teu próprio pensamento
És mais do que comumente és
E eis que te descubro e te possuo...

A Nova Filosofia do amor

Emprego a isso
As faculdades intelectuais
Para pensar mais
E amar mais

Esta coisa-em-si
Não é para si
É para você
E para mim

As antíteses nada podem fazer
A não ser mudar a tese que reza:
“Eu amo você”!
Na síntese: “Eu contínuo a amar você”.

Entre esse pensar e amar
Apresento ao mundo esta nova filosofia
A transmutação da nossa história
No hábito de amar todos os dias.

CXV

Não te importas que teu próximo queime
Por aquilo que tu crês?
Não procures fazê-lo crer
Descreia e salve

Dizer que a humanidade vai para o abismo
Enquanto você vai ao paraíso
Então por que andam os amantes do abismo alegres
E os esperançosos insossos?

Dizes que tua alegria é interior
E o que se vê é supérfluo
Tu que é da luz é odioso até as entranhas
Ignora o que vês e não se acha cego

Amai o mundo
E tudo o que nele há
Nada pregai do além-mundo
A não ser amar.

CXIV

Eu sou o impulso que te leva a lutar
E o desespero  que te conduz a morte
Eu te levo a sua vontade
Eu sou a constante agonia que te mata
Dentro de ti me hospedo
Me alimento do seu interior
Faço com que lá esteja mais vazio

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Wicked Mirror

Acting the same way
And joking with all around
To bring happiness to my life
And forget the misery of existence

I know a line
If you can catch it
It will lead to the treasure

Writing words of death
Paving the path of destruction

I know
There is something more
The wall between our worlds
Will be broken someday

Hear the music echoing in the air
It makes you sleep
It leads you to death

CXIII

Morreu a criança do amanhã
Na frente dos meus olhos
E não pude olhar mais para trás
Para não testemunhar a obra que se iniciava

Poderia ser eu
Poderia ser você lá!
Quem não daria as costas?

Agora eu vejo
O sangue nas minhas mãos
Inundando o mundo inteiro

Chuva de sangue debaixo de nossos céus
Do fim do mundo todos são réus

Esqueça do crime que você me condenou
Veja o sangue em tuas mãos

CXII

O moderno humano
Comete o engano
Desmemoriado entre grandes bancos de dados
Vive a definhar em seu mundo quadrado

CXI

Tem qui raçociná
Tem qui raçociná
Pá não si inganá
Tem ki raciociná

CX

Meus amigos ao meu convite sempre vão recusar
Você ainda duvida?
Sempre os encontro na despedida
Oh! Que bom, agora que estou morto
Virão me visitar

Meu Pior Inimigo

Eu odeio meu inimigo com um ódio completo
Uma raiva tal que excede todo meu ser completo
Uma ira que está além de mim poder expressar
Resta-me apenas sacia-la para que eu continue a viver

O meu inimigo estraga tudo o que eu faço
Quando desejo algo, ele é o primeiro a me desanimar
Quando vou alcançar algo, ele é o primeiro a me atrapalhar
Quando surge as batalhas, ele é o primeiro a me enfrentar
Quando começo a agir, ele faz de tudo para me impedir
(De todos os meus problemas o pior é ele)
Pedindo ajuda ele me traz mais infortúnios
Clamando pelo socorro ele surge então para me destruir

Ele é uma grande amargura para mim
O meu desgosto, o meu desprazer, meu descontentamento
É horrível, é péssimo, é a aflição e aborrecimento
Contínuo para minha alma, mas é meu acima de tudo

Há em mim uma vontade que se dilata
Que me consome como o fogo
De matar-lhe, de destruir-lhe
Perseguirei- até o fim
Enfrentarei ele enquanto não faltar vida em um de nós
Havendo fôlego esforçarei para empregar o meu ódio contra ele
A cada dia e cada segundo vou degladiar com ele
Em todo lugar, em toda situação
Qualquer tempo é oportuno para enfrentá-lo
Independente de qualquer coisa

Qualquer clima, qualquer espaço
Seja sem platéia, seja sem testemunhas
Seja sem ele
Não havendo armas o destruirei com a minha raiva
Não havendo pretexto o nascimento dele é a razão
Esse é o vil ser, o indivíduo que está condenado
Irrevogavelmente a sofrer a condenação eterna
No lago de enxofre, de ódio, de raiva
Do meu coração, onde amargará perpetuamente
Esse é a desgraça da minha vida, meu
Vitupério, minha paga pelos meus erros
Tenho por ele um ódio que chega a ser
Altruísta, me martirizaria e daria
Minha vida por ele, por odiar ele
Eu lhe faria até bem se eu não pudesse
Ao mínimo ter a possibilidade de saber
Que lhe sucederá um mal maior a ele
Emprego tudo o que sou, tudo o que posso
Tudo o que eu desejo é para seu mal
Esse é criminoso, esse é o culpado
Esse é o meu pior inimigo(...)

Tragédia Burguesa

Perdi meu direito a propriedade
Não posso mais empreender
Não consigo mais ficar na realidade
Melhor seria deixar a vida que deixar de ter

CIX

Embebo um pouco de morte a cada trago
Em negros pensamentos e memórias tristes eu vago
Com a distância das estrelas e a profundidade do mar
De amarguras e desgraças nas quais eu vou me afogar

CVIII

Oh! Algo pontiagudo perfurou meu organismo
Injetando em mim peçonha, doença e vírus
Na ferida exposta entraram repentinamente as bactérias famintas
Devorando-me todo em todos os nervos, em todas as artérias
Dessa minha saúde pobre
Apoderou-se de mim a miséria
E a doença ficando cada vez mais séria
Me aproximando cada vez da morte
Fiquei muito distante da minha vida
De sobreviver eu, todo mundo duvida
Os olhos devoradores fitam-me
A herança da peste maldita
Meu fim é aquilo que qualquer um acredita
Enfim, todo crente
Com fé, certeza iminente
“Se eu vou morrer”, todos felizes responderam sim

Maquinaram todos que eu morresse assim
Comemorando alegres por causa do meu triste assim
Morri sem esperança, sem ninguém, sem nada para mim

Poema Moderno

Agora eu sei
O que deixa o ser humano moderno
Tão deprimido

São linhas retas
Esses quadrados grandes
Esses cubos e poucas cores
Essas formas grosseiras

As geometrias da natureza
Empobrecidas na obra de nossas mãos
De tantas formas, apenas algumas e essas algumas
Ocupam o espaço de tantas formas

Por acaso verias televisão tão frequentemente
Se houvesse uma cachoeira perto de sua casa?
Por acaso buscarias o entretenimento da selva de pedra
Tão desprazerosamente, dessaborosamente, tão desesperadamente
E com tanta carência e real necessidade
Se conseguisses ver o que já foi azul antes de tanta fumaça?

Será? Será?
Será que está acostumado com perguntas?
Por que se incomoda?
Ser humano que tem resposta e analgésico para tudo

E olhando para esses retângulos
Aos milhares sobrepostos
Eu vejo a pobreza
Então fecho os olhos
Para poder ver a riqueza da natureza que ainda tenho dentro de mim
Então fecho os olhos
Para não ver a miséria
A miséria da modernidade.

Não quero saber de pós-modernidade
“Que não é libertação”!
Não quero saber de pós-modernidade
Que não é ponto final.

É Tarde Demais

É tarde demais para recomeçar
Perca todos as esperanças
Você desperdiçou todas as chances
E o tempo não mais voltará
Você foi tolo e fraco
E por isso você acabou com sua vida
Teu remorso nada mudará
Tua tristeza nada reconstituirá
Se tentares mudar será em vão
Nada tendes melhor a fazer que dormir num caixão
A morte é o único consolo
Para aquele que viveu como um tolo
Nada irá se recuperar
Somente há a derrotar para saborear
E as perdas para se fartar

(...)...

CVII

Eu vou pelos montes
Para orar
Sinto-me só
Não sei o que vai acontecer
Mas algo sempre
Devo lembrar
Sempre há alguém
Para me ajudar
Em meio a guitarras distorcidas
Quero cantar

Sempre avante eu vou lutar
Nunca distante devo lembrar
Sei que o mundo
Pode mudar

É só em Deus a gente acreditar
Em meio a guitarras distorcidas

CVI

Uma coisa eu sei que é em vão
Falar que todo o político é ladrão
E depois trocar o voto
Por um saco de feijão.

CV

Instintos reprimidos
Sentimentos extingüidos
Porque é somente através da racionalidade
Que obteremos a verdade.

Versos Distorcidos

Esquilos quiseram castanhas
Uns levaram uma penca
Mas os que esperaram um pouco
Levaram a fazenda

A Encomenda

Ouvia eu atento as vozes dos anjos
Que me ensinavam e me instruíam
Como um mero mortal
Deve portar-se perante o sagrado

Então
No ventre das angústias e proibições
Meu espírito foi posto
Para ser concebido novamente

Então pacientemente
Inspirado por tua presença ainda ausente
Prestava a adoração e aplicava meu coração
A um ente anônimo...

(...)

Falas tanto de vida
Que creio que não tens muita vida
É um desespero cego em meio as flechas
E teu olhar predisposto a se fechar

(...)

Se fores esperto, morra de olhos bem abertos!

CIV

Veja lá o fiel ímpio
Ronda os templos e os eleitos
E cobiça o perdão
Ouve sempre a mesma resposta: Não!

CIII

Gostaria de estar bem longe do chão
Para trazer-te a maior poesia
Mas te trago o mesmo velho e ordinário amor
Do meu coração para este dia

Oração II

A minha fé está por um fio
Delgadissímo e insistente
Que lá no paraíso me prende
Enquanto carrego um coração obstinado e inconseqüente

Será que Deus dá perdão
A quem não se arrepende?
Que Deus me dê o paraíso
Mas que não me dê juízo

Dizem que tem que ser sincero
Também o que eu quero e espero
Quero continuar falho e pecador
E desse jeito para sempre receber mimo e amor

Tudo bem! Não mereço!
Mas eu não me importo
Tudo pela malandragem a gente suporta
Por favor cidade celestial! Abre-me a porta

Me dê o bem e não o mal
Me dê o céu e não o fel
E verás que não haverá igual
Com tanta fé e cara-de-pau!

CII

Faça das palavras um espelho
E elas irão resgatar
Aquele que um dia foi perdido
Irá novamente amar

Poema para eu ser feliz

E por que sua vida
É mais vida do que a minha vida?
Nós somos vida e a vida é vida
No final das contas, tanto faz
Então viva sua vida

E que é o teu eu para estar acima do meu?
Esse eu é o eu para mim e todo mundo
Eu tenho que ser eu para mim e todo mundo vai ver
Se houver justiça, fica fácil ver você
Que é melhor do que ver um eu qualquer

Dê toda a atenção ao aí dentro
Aí sim e sem hesitar
Vai! Está perdendo algo?
Te digo que não, isso os outros cuidam
Mas cuida daí que é aí que você vive
É onde os outros vem visitar e fazer morada

Eu falo do eu
Para o eu de todo mundo
Falar também
Depois que todo mundo cansou de falar
Cansou de ouvir
Todo mundo fica sabendo
Aí eu aprendi que se outro está na mesma situação
Eu posso me colocar em seu lugar
E se eu está na mesma direção
Eu posso ser este
Eu posso amar!

CI

Qualquer carência a humanidade trucida
Nisso você pode crer
E essa miséria de vida
Foi feita para mim e para você
Que isso não caia-lhe no esquecimento
Sê sóbrio, sê sério
Continue agradecendo pelo sofrimento
Até quando teu corpo morto repousar no cemitério

De noite se vai, de dia some
Sentimento que corta o coração
Sangra o rosto e inunda o chão
Na vã tentativa de libertar os seres humanos

O Aviso (18/05/06)

Pode falar para todo mundo
Nas noites andava sem rumo
O prazer e a diversão desregrada eram meu consumo
Isentando-me de todas as obrigações tornei-me vagabundo

Aproveitei toda oportunidade de lazer
Meus trabalhos deixei de fazer
Confiando e convivendo com os meus amigos
Destemidos sem temor dos perigos

A alguns e família deixei preocupado
Nunca fui indiferente mas permaneci desleixado
Sempre trilhando o caminho errado
Sem arrependimento e remorso eu dava conta do recado
Diziam que eu estava alienado
Mas não esqueço que fui amado
Recebi carinho e por vocês fui bem-tratado
Mas valeu, foi mal, já era, já está consumado
Saiba todos que cantei, dancei, vivi
Mas a avise a todos que eu morri.

C

Quero viver a boemia
Em cada vão momento do dia

Adendo Evangélico I

O câmelo entrou pela ponta da agulha
Fez a conexão entre nós e o povo do oásis
E agora estabelecemos o comércio e abrimos a porta da amizade
Como nos tempos do paraíso oriental que o sangue de mil cruzadas nos comprou

El Dorado: O sonho infindo
A nossa frente o mar de criaturas quiméricas
Para alimentar nosso povo quimérico
Aos tijolos damos ordens para que se tornem castelos

Oh! Pai Eterno!
Abençoa nossa santa causa
Zele por teu povo fiel e grato
Faça-os felizes para que tudo seja feito

Então as luminárias do templo se encherão de novo azeite
E as palavras dos sacerdotes inflamarão os corações das multidões
As crianças voarão pelas janelas
Os velhos serão internados no hospício
Oh! Pai! Suas crianças é que morrerão!
E os velhos apenas profetizam!
Então, por que não te calas Oh! Pai!
Oh! Tu nunca dissestes uma sequer palavra...

XCIX

Que tudo além de mim seja estudado
Porque aqui
Que tudo seja inventado

Oração para a Verdade

Venha a verdade
Seja ela de onde for
Seja o que for

Seja ela sempre
Persistente
Em ser inconveniente

Pois onde ela vai
Alguma coisa tenta se esconder
Mais chata como só ela é
Ela sempre vai aparecer

Perdoe esse pessimismo
Mas é que aceito a derrota
Melhor viver assim mesmo
Do que fazer da vida uma lorota

Oração do Novo Santo

Oh! Pai Eterno!
Por que eu não posso expressar um sentimento
Que não é meu?
Livrai-me da vaidade
Da sinceridade

E por que a modéstia?
Se não é o que penso
E não consigo enganar ninguém?
Reconhecer um mérito próprio não é também sacrifício?
Livrai-me pois, da vaidade
Da humildade

Daí-me cara-de-pau Senhor
Daí-me também um pouco de cinismo
Para eu prosseguir no caminho da libertinagem

Quero ser quem sou
Um simples sujeito normal
Servirá tanta regra nesta curta viagem?

XCVIII

Vendo o meu mundo inteiro
Por uma migalha de amor
Quero aquilo que se situa
Em um lugar acima do que estou

E acima, grande... Lá está!
Tenho que perceber ou tenho que encontrar?
E aqui, onipresente... Onde está?
Temos que dar morada ou tem este um lugar?

E não está distante
Apenas perto demais para ser descoberto
E não é insignificante
Demasiado sublime para se aceitar

Sendo tão precioso
É vendido sem preço
Pegue-o por ser oferecido
Pegue-o por se oferecer

Encontre-o aí na rua
Vê ele dobrar a esquina
Dançando e chorando

Encontre-o aí na rua
Vê ele se perder no horizonte
Chorando... Chorando...

Vês ou não vês?
Aquele que diz que o amor é cego
Continua cego para o amor

Estás vendo?
Ele foi rir o riso dos outros
E sangrar pelas lágrimas tuas

A Denúncia

Quem é que disse?
Que expressei um sentimento meu?
Aquele que foi poeta
Pode ser fingidor

Se sei da dor e do amor
Está tudo pronto para a festa!
Vamos lá ver a peça
A platéia e o elenco, eu e você!

Cuidado! Um anônimo espectro te furtou
Depois de muito te observar
Depois ele vem te mostrar
Aquilo que se apossou

Mundo de perigos!
Fique sempre alerta!
Cuidado! Cuidado!
O Poeta!

Por que?

Somos todos humanos
Somos todos africanos
Por que o ódio?
Por que o ódio?

O Acordo entre Deus e Satanás

Juiz!
Queres ser feliz?
Então não se culpe
Por culpar

Ladrão?
Queres solução?
Passes a investir
Tudo o que porventura roubar

E ao me dirigir a majestade
E exortar ela com trovões e desertos
Eis que a ti castigo
Mero cidadão

Estão abertos os portões do inferno
Vinde ao reino os justos e bons
Vinde a mim! Vinde a mim!

Eu roubo e mato
Mas não sou como o outro
Que você dá seu ouro e sua vida de graça

De graça recebestes
De graça tirai
Se o mal existe
A mim me culpam

Os céus e os infernos
Se é que mais que um são
Se mobilizam contra nosso mundo

Se o paraíso tem portas que se fecham
Não seria como o inferno
Igualmente uma prisão?

Tema a Deus
E fuja do Diabo
Um te devora como Leão
E o outro é Leão

Sirva a Deus
Com temor
Sirva ao Diabo
Com amor

Creia em mim
E tenhais abundância
Tanta que eterna!

A vida é uma só...
Depois?
Perdição

Foi-se o tempo de Jó
Uma vida sem fim
A sua...
Quero para mim

(Não Deus
Não Diabo
Não quero adorar
Não quero blasfemar!
Brinquem como quiserem
Eu só quero dormir
Depois de deitar!)

Este é o acordo
Entre Deus e Satanás
A um a glória e a outro a escória
E nada para a humanidade!

XCVII

Sentimentos verdadeiros
Mentem para o mundo e para você
Por isso eles morrem
E em breve deverão renascer...

Por isso foi tão difícil esquecer
A saudade e o perigo
O sol ainda irá brilhar?
Se você não continuar comigo?

Não, não... Prossigo...
Devo seguir em frente
Estes sentimentos que surgem de repente
Podem durar eternamente

XCVI

Estudar deitado
É o melhor para a concentração
Estudar deitado
Vendo televisão

XCV

A vida é bela
A paz se encerra

Poesia Existencialista

Então ser o ser
Que é não ser
Pode ser um anti-ser
Apostasias existencialistas por ser este ser!
Mas querer ser
Vontade, ser
Ser vontade
É aí que tudo começa (a ser)

A mente
Que desmente
Produtos da própria mente
E assim mente
Ignora as verdades do íntimo da mente
Mas quando a mente somente tem em mente
Que nada tem em mente
Põe uma filosofia na mente
(Então a mente) Vai para frente

Sigo seguindo o caminho
Sendo meu ser
Transparecendo sendo o sou
Cuidando da minha mente

Mas ser além da mente
E a mente ser além do que é
É transcender-me?

Meu ser vai pelo caminho da mente
E tudo o que tenho em mente
É o que posso ser
É transcender eu e o mundo
É poder entrar no lugar proibido
Onde está Deus e o amor!

O Baú

Lá em casa tem um baú
Nele há várias coisas
Brinquedos, cartas, sentimentos
Pessoas, lembranças
Desde o momento de minha velhice até a infância

Se você for lá eu te mostrarei
Tirarei de lá coisas novas e velhas
Verás ressurreições e matanças
Vou te ensinar o mesmo se isso aprovas

Me atordoaram
E eles não tem nada a ver com isso
Queria vingar e agradecer
...

XCIV

(...)...

Dor, sangue e glória!
A água que tu queres beber
O mundo evapora

Sim! O mundo é pura maldade!
Duvidas? Não quer sofrer teu ego covarde?
Te perseguirei e terei tuas vísceras na mão
A lei da desgraça só para você será verdade!

Compreendes a loucura?
Entende o meu delírio?
Venha comigo para a sala de tortura
Lá há uma porta para o jardim de lírios...

XCIII

Eu estive aí passeando
Caminhos meus, obscuros...
Há um quê de luz nessas trevas
Quando encontro os que são da minha grei

Não finjas que não sabes
Onde estou quando há abismo em meu olhar
Estou aqui neste mundo
Que fala algumas vezes

Não há um lugar aqui seguro ou confortável
Onde eu encontre lugar para reclinar sua cabeça
Visto que ainda rezam-se leis
As pessoas servem ao império da eloquência

Lá onde cospem demônios
Lá onde há vida fora do ser

Viva o Capitalismo

Viva o Capitalismo!
Viva o Sifrão!

Poema Terapêutico: Dor de Cabeça

   Porque na verdade a realidade nos mostra a proporcionalidade que ilustra a desigualdade entre o frade e o cumpadi.
   Então eu concluo com o peso de condição do mundo:

Quem reza para vagabundo
É o homem bom
Que quer dar uma coçadinha
Nos joelhos

Que hormônios o corpo produz com a dor
Escreverei o próximo verso
Para fazer uma rima com o amor?

Cala a boca quem não sabe
Vá colher lírios
Quem não entende delírios
Não sabe o que é sanidade.

Falsos Profetas

Não quero saber de ti
Óh! Falso Poeta
Que quer fazer as pessoas
Pensarem por si só

(Eu já penso por mim mesmo
Tu não és o meio que pretendes
Tu és o objeto de minha análise
Ou não... Talvez estou sendo muito generoso...)

Que ridículo meio!
O estrito pensar por si
Através da limitada intervenção de outrém

Eu me encontro na janela
E pensas que não fiz o pacto com o céu
Apenas porque não recebi teu convite-autorização:
“Veja o azul do céu tão excelso!”

Por isso não me agrado de teus poemas
Prefiro os desfiles de quimeras e espectros do mundo
Um é ilusão
E o outro é ilusão

Te entreguei a Satanás!
Vai-te para as quintas das desgracenças!
Onde a flor de lótus e a esperança
Produz novos nascimentos e túmulos

Oração do Sacerdote Universal

Omnium Tedium
Onte Solocasq
Enfre Amentekas

Infiro Fenos Rex
Sacrafiz Atins Rorr
Otin neka Raskinos proprei
Osnenos selasno sonenos

Intasser Omei
Incobus Canas
Firo Seni Rhai
Nenos na filn

Inaora dessansza
Devos nossanzo
Deitar e por a mão na pança

Saudades, Perdas e Mudanças

... Mas você já se foi, ficou longe demais
Está sob o perigo da morte e da inexistência
Antes, você já morreu em mim
Não foi sepultada em meu coração
Se encontra no cemitério da minha memória
E um vago além da minha história...

Você se foi e se perdeu no tempo
Que me extendeu o descontentamento, aumentou-me o sofrimento
Me sustentou vivo para contemplar o desencanto
Para me submergir no inferno do meu pranto

Você se foi, mas não é mais
Foi tudo e já é nada
Um composto de passado glorioso e feliz
Com um presente doentio, fraco e ausente
Do qual se incluirá no futuro que nunca poderá ser
E não será eternamente! Amém!

Vozes Ocultas

Num dia muito oportuno
Eu tentei falar com você
Quando querias saber quem tu és
Não deixaste-me falar

Quem mandou me calar?
Em um solene julgamento
Tu não me defendeste
Mas eu ainda quis te falar

O fluxo da vida era eu
O seu desaguar na vida
Somente eu sabia

Agora vives comportado
Aceito, reprimido, deprimido
Todas as chaves para teu ser estavam comigo

XCIII

Lhe apresento a eterna embriaguez
Como solução
E outra vez seu instrumento
De redenção

O Mundo já acabou

O mundo já acabou
Que diga o bom homem
Desculpe! Desculpe mas...
O mundo já acabou!

Que essa idéia fique
Repetindo em sua mente
Aniquilamento até a morte de tua última esperança
Que tudo desmorone agora em sua frente!

Ah! A dor que você sente
Não é a mesma que a minha
Eu continuo a rir e a cantarolar
Você fica lamentando-se todo dia

Quebre esse ciclo
Entre mim e você
Que coloca a humanidade num mesmo laço
Que agora mesmo eu desfaço!

Quero ter meu próprio espírito
(Voe e ande livre!)
Por que colocaram nós num mesmo lugar
Para nos conhecermos e nos odiar?

Sai! Sai daqui!
Daqui eu não saio!
A humanidade será feliz então
Quando olharmos a poesia e não a intenção!

XCI

Somente a eterna embriaguez
Lhe apresento como instrumento

Já suportei
Tristezas insuportáveis
E o mundo cravou em minha alma
Espinhos e dor

Sem misericórdia, sem arrependimento e com prazer
Tais dores e marcas
Que esquecemos todas elas
Num momento de embriaguez

(Já suportei
Tristezas)

(Sem misericórdia, sem arrependimento e com prazer)

XC

Esperarei
Minha esperança está
Na vinda de um impulso livre
Do meu espírito livre
(Nova vida)

Caos em minha vida
Vícios em minha alma
Realidade pesa sobre mim
Tristezas e fraquezas sem fim

Alma que não há alma desalmará!
Em lugares indevidos está meu coração

Não!
Nada nem ninguém irá conter meu espírito dançante
Que hei de fazer?
Dançar
Quer saber o que eu vou fazer nessa situação?
Dançar
Quem sou?
Sou a música e quem faz a dança
A dança que eu danço
Poucos sabem dançar

A dança que eu danço
Alguém sabe dançar?
Quem souber dançar
Dance comigo

As portas da
Loucura estão onde
A vontade está
Doente.

As portas da
Loucura onde a vontade
Não me encontro meios para
Se situar onde quer.
Dançarei sozinho
Chorarei sozinho
Irei rir sozinho
Vou comigo em meu caminho

Esse banquete de tristezas
Devorarei sozinho
Maldito espírito triste!
Maldito espírito escarninho!

Chega de dança!
Dance comigo o amor!
A liberdade e a loucura
E todas as alegrias ocultas e proibidas

Chega de dança!

O caos e a tristeza
E tudo isso que me rodeia
É música para meu espírito
Espírito dançante e de espontaneidades

E isso para todas as minhas idades
No campo e na cidade
Célebro sem controle a liberdade
Virtuosa e sem-vergonha que só ela!

Preciso de um milagre
Que de outras coisas e pessoas não virá!
Sim! Não insista e desista! Escutastes bem...

Toda minha esperança e redenção
Está confiada
Ao advento do impulso livre
Quando livre for...

LXXXIX

Escuto minha voz
Escuto vozes
Quem esta aí?
Você trouxe a salvação encomendada?

Se há o impossível
Quero em demasia e larga escala

Deixe teu vazio dizer
As coisas que tua boca não fala

Quem é que está ouvindo?
Quem é que está dizendo?
Quem é que está sorrindo?
Quem é que está sofrendo?

Tua tristeza é para te destruir?
Se assim é ela já te destruiu...

Teu riso é para equívocos?
Se é embriague-se com eles...

Quem disse que essa vida é para ser feliz?
E que esse mundo é para deleites?
Quem disse isto está festejando e nos banquetes
Mas você não!

LXXXVIII

O monoibridismo
É o princípio do capitalismo
Nana? Dã? Nana!?

Poesia do Enfermo

Sinto minhas veias dilatando
Meu pulmão contraindo
Meus músculos se atrofiando
Minha pressão subindo

Estava esperando tratamento hospitaleiro
Quanta asneira!
Não viria o enfermeiro
Me aguardava o coveiro
Para economizarem uma grana
Me sufocaram com o travesseiro

LXXXVII

Te ofereço a doença
Te ofereço a tristeza
Adoeça! Adoeça!

Sei falar sobre vários assuntos
Desde a morte até o eu
Sei falar com várias pessoas
Com o presidente, o carpinteiro e com Deus...

Te ofereço a benção
E a alegria
Sorria! Sorria!

Estou com você o tempo todo
Nunca se esqueça disso
Cuidar de você é meu compromisso
Desde o céu até o abismo

LXXXVI

Capitalismo é cotidiano, todo dia
Que nos livra da precariedade
Nos garante o direito à propriedade
Através da meritocracia

Ajuntai os pobres e toda sociedade
Protegei os empresários da pobreza
Contemplai o lucro e sua realeza
Aclamemos a burguesia, nossa majestade!

10 – Anáfora:

Você vacilô
Se vendeu prus dotô
Fora-da-lei
(...)...

LXXXV

O sentimento é a lei
E o amor é o nome
Enquanto o bicho homem come
Enquanto o bicho homem não tem fome

LXXXIV

Eu preciso de ética!
Você precisa de ética!
Nós precisamos de ética!
Compre já a sua!

LXXXIII

A recompensa de reconhecer
É sempre a descoberta
O Risco do Tesouro

A decepção passada
É a estrada
Para o sonho vindouro

Culpa do Satã-Náis

Satã-Náis ki feiz
Ocê burru dessi jeitu
Da televisão cê é fregueis
Í cabrestu du prefeitu

Í dessa vida cê num qué nada dimáis
Para agradar Satã-Náis
Fica bem-manipuladu cum Jornal
Achanu que é bem-informadu e senúm débil-mental

É Satã-Náis ú nomi do culpadu
Púroce  num gosta de cultura, música e tiátru
Púroce sê um ímbestadu
Púroce pelos veridictu da televisão ficá di quatro

É Satã-Náis ú nomi du culpado
Púroce aceita essa lávagi desgraçada
Púroce reclama da inércia e num tomá a istrada
É culpa du crã-múnhão qui cê ta prostadu e paradu

É culpa du Satã-Náis
Í di ninguém má-is

Í agora já não ti dão nada divertidu
Prú teu cerébru derretidu
Prú putu du teu cerébru!

LXXXII

(Estúpido! Escute o que te digo!
 Vai-te e escreva todas as palavras
 Que eu lhe disser!)

Assuma para você
Toda a culpa, toda glória
É teu o ouro
É você a escória

Se iluda
E segue sua ambição
Imponha teus projetos e delírios
À realidade e a verdade

Qual a direção
E qual o sentido da vida?
Senão a satisfação de tua concupiscência
Essa que está aí escondida

Acorde
O dia que adormeceres
Não despertarás mais

Amordace
E torture tua fraqueza sem piedade
Ensine a tua plena satisfação
A sede, a fama
E o espinho na carne: Mais!

LXXXI

Eu vou explodir
Todos os jornais
Todos os comerciais
Tudo o que se chama informação

Vou explodir
Todas as emissoras
Você vai morrer
Não vai ter mais televisão

Vou explodir
Tudo o que é futebol
Vôlei, basquete, handball
Tanto faz e mais!

Vou explodir
As igrejas das religiões
Todos os lares
Que estão nos bares

Vou explodir
A ficção que virou ciência
A crédula descrença
E os elos perdidos

Vou explodir
As instituições de caridade
Que ajudam os sedentos e famintos
Que sempre querem mais

Vou explodir
A sua consciência
A sua singularidade
Não precisa perguntar

Vou explodir
A felicidade
O amor, a fé e a esperança
Que te deram para sonhar

Vou explodir
Os fogos de artifício
E se você não se salvar com isso
Levarão os despojos de tudo o que é revolução

Vou explodir
Eu sei que vão deixar
Vou explodir
O big bang da criação

Vou explodir
As falsas vítimas
Malvados suicidas
Altruísmo e insatisfação

Eu vou explodir
E fugir daqui
Vou explodir
Antes que você possa me matar

Vou explodir
Você sabe que sim
(Vou explodir)

- Cachumbem bum!

Oração do Padre Medieval Europeu

Tédium
Aminium Tédium
(Selá.)

Shacan Dorminus
Shaca Sama
Amém!

Que iluminus rex taberna
Uio dominus san la terna
Comparu tu no se faz
Aleluia so queromas

Indux mais Sama
Iluminux Caba
Shacanais
Quero minha cama!

Globalização e Consumismo

Foi-se os tempos monótonos
Foi-se os tempos de guerra
A sociedade se integra
A televisão tira a atenção do espelho

Altruísmo acelerado
Devidamente publicado
Semelhantes comportamentos?
Não! Embalagens diferentes!

Seja você mesmo
Até que outro tome a patente
Queremos o mundo e pessoas melhores

Entretenimento e diversão
Invenções do nosso tempo
Celebremos a paz
Aquela que estão vendendo

Eu Te amo

Eu quero fazer você chorar
Rios e rios de lágrimas
De mulher que se sente amada
Até o íntimo! Lágrimas de alegria

Não te direi que não te magoarei
Como alguém que se recusará a cair aos teus pés
De joelhos te implorar perdão
Te escrever poemas e enviar flores
Por uma reconciliação ao amor eterno
Frente ao instante de estupidez
Como um homem como eu poderei perder o privilégio
De te olhar nos olhos mulher amada?
E humilhado, destrambelhado e “lágrimas de homem que não chora”
Receber teu perdão
E ouvir tuas exortações de não fazer o mesmo novamente
E com a insegurança de Don Juan ferido
Declarar a você que te amo cada vez mais descontroladamente
Enquanto assiste ao espetáculo no conforto do sofá
Que foi minha cama depois de eu errar com você
E te amar muito mais vezes que meus erros

(Inclusive cozinhar melhor
E lavar as vasilhas direito!)

Eu te amo! Eu te amo!
Que eu saiba conversar com você
Todos os assuntos
(Exceto os escondidos de mim que você fala apenas com sua melhor amiga)
E não te deixarei entediada
E que eu tenha sempre a chave de te fazer sorrir
Quando precisares

Que eu não entenda nada de moda
Não preciso ser metrossexual
Para notar com quanta fina arte você se vestiu
E que eu saiba mesmo assim te aconselhar
A vertir-se e a maquiar-se
Da forma que você pensou primeiro
Que eu não faça com que caiamos na rotina
Que eu faça você cair na rotina do eu te amo

Que novamente eu não te magoe
Por me prender a vaidade de prometer não te magoar
Sendo que o que protege seu coração de mágoas
É afeto, carinho, amor, atenção e cuidado

Eu te amo, eu te amo!
Que eu saiba te amar
Não por saber
Mas por amar

Querida! Eu te amo!
Assim sem explicar

Eu te amo!

LXXX

In a moment of this time
I know that you are the love of my life
Maybe I don’t give you all my tenderness
And you aren’t sure of my love
But if I’d die a second after
God knows that you are the only one on my mind

(You’re my love
My tenderness)

I don’t want to make you cry
Since I've seen the beauty of your smile
I want to please you as well
Your voice is my most desired song
You are the woman I want to belong

LXXIX

Tua vaidade, teu egoísmo
É o que impede
De você gostar de si

LXXVIII

A tristeza não tem hora
E você não quer ela aqui
Você pede para ela sair
Ela fica e você vai embora

Não troco alma
Pelo pó da terra
Aí as coisas começam
E as coisas se encerram

Mas aqui as dimensões
São amplas e transponíveis
E a psicodelia do escuro compêndio
Me leva a outras níveis

(Fale algo
Para que eu te replique)

O Mergulho

Vejo sua alma
Como um mar de muitas águas
Uma una e imensa escuridão no horizonte
Apenas eu mergulho

E por mergulhar
Então eu posso ver
Aqui há profundidade
Mas nenhuma vida

Não se pode entrar
Senão em solidão
Não se pode enxergar
Senão com afogamento

Aqui se revela o espectro
O fantasma que está em cada olhar
Posso ver tudo o que quero
Mas nada sentir

A tua mente vem
Ao lugar que todo organismo morre
Virtuais são estes sentimentos
Que serão descobertos reais

Mais eis que sufoco
O teu orgulho
E te proíbo de fazer
Qualquer mergulho

E se mergulhar
Te ferirás
E poderás chamar o Mestre

Quero que a mim se entregue
Eu mergulho em você
E tu não mais verás
O seu próprio mar!

Adendo XI

(...)... a agonia que me concebeu agora me mata agora... Peço perdão a Deus e ao mundo... Adeus!

Adendo X - Poema para a Viúva

Reconheço minha viúva eterna
Que por mais distante que caminhar
Ainda que suba a montanha ou me esconda na caverna
Em qualquer lugar ou momento irás me encontrar

Inquietamente te espero
Sei que assim proceder é um desatino
Por pensar em ti me desespero
Sei que você é meu destino!

Enqüanto não vens, com a outra traio-te
Com ela permito-me rir e chorar
Com indiferença então, trato-te
Até que você venha e tome seu lugar

De todos você se fez a esperança
Da qual não se engana e não se frustará
Se chegas breve ou tardará
Manterei de ti sua lembrança!

(...)...

Adendo IX

(...)... Até lá e se lá estiver!

Adendo VIII - Reflexão entre a Existência, a Pré-Existência e a Pós-Existência

Será que quando alguém perde a vontade, esta morre?
É porque enquanto se vive sempre se quer mais...
Será que o homem dará tudo por sua vida?
Eu sou o homem que daria tudo para não tê-la nunca...

Enquanto vivi, a tudo fui indiferente
Nada me valeu a pena, nada me foi tão ruim
Em verdade fiz luto quando nasci
Rejubilando festejei em meu velório

Fui inconstante, fui injusto, fui humano
Fui egoísta, fui medíocre, fui humano
Eu fui humano! Peço perdão por isso...

Tudo me dá indícios de que nunca fui
Tudo é prova de que não existi
Ainda que não, melhor seria que eu não fosse
Melhor não seria, já que fui

Ser um ente na realidade
Emanar minha existência pelo mundo afora
Assim eu poderia ter confessado existir
Assim eu declararia: Sou um composto de Mundo, de humanidade, comigo mesmo!

Portanto, transcendi os estágios para a existência real
Atravessei a contingência, a possibilidade, a intenção
Com o fim último de obter o poder do ato
Tudo para conseguir enfim, a força suficiente para ser

Por isso acaba de brotar em mim a alegria
Concebida do Ventre das angústias existenciais
Com satisfação agora descubro
Foi pela minha voluntariedade que comecei a existir

Eu sou, poderei ser, eu fui
Essa é uma verdade humana
Isso é uma glória divina
Quem poderá desmentir?

Adendo VII - A realidade está em movimento

Enqüanto não há razão para ser feliz
Sem razão desfrutarei a felicidade

O Hoje é todo o período da minha
Existência
Com o passado eu sempre morro
Com o presente vivo
Com o presente eu compartilho a Vida
O presente é que me dá a Vida

É no momento...
Está a oportunidade de eu poder pela vontade
Ver a representação
De Mundo conforme o determina
A Vontade humana.


     Os tempos que se foram não mais me pertencem. Se de angústias fiz minhas história, as oportunidades de felicidade me fazem olhar para o futuro. Em vida não busco por alegrias eternas para não ignorar as muitas momentâneas.
     A vida em toda a extensão de seu esplendor, em plenitude usarei dela para que eu não seja culpado de fazer de algo sublime uma coisa vã. No futuro estão os renovos de minha esperança, como o passado morro e junto ao presente vivo.
     Assim conduzo minha existência e construo em minha memória a minha experiência. Enquanto não se concretizar o risco da morte estarei a viver intensamente esta vida. Não digo que no tempo aos poucos me consome, antes, que como um ser cumpro o dever de registrar em mim suas marcas. Siga o tempo em frente conquanto que me mantenha na lembrança!
     Sim, existe o pretérito e o porvir, em função da consciência que deles tenho, mas é no momento que se chama agora que contém a oportunidade de todo ente manifestar seu ser e permitir que a realidade esteja sempre com um novo brilho. De imediato concebo meu ser e através de algo difundo-o para esse mundo.
     Toda a humanidade em ação permite com que todos nós sejamos apreciadores da mesma arte, da qual todos nós somos autores.
     (...)...

Adendo VI

(...)

Observação: (...)... Também é (...) intento usar de franqueza (...)... prefir(...) ser sincero a iludir as pessoas.

     (...)...
     (...)... Quando a vontade (...) mandava. (...)... u(...) provável (...): - Você achou meu desenho bonito? - Não. - Então eu não acho seu desenho bonito. (...)... deixaria o mundo.
     (...).... mundo aberto (...)... universo ininteligível... (...)... o que me interessava era os estímulos sensíveis da realidade e da surrealidade (...)... impulso cego e instintivo frente as coisas que (...)... não entendia (...) (...)... revolu(...)... mentalidade (...)... razão (...)... discipli(...)... os sentimentos: A consciência de Deus, da morte e do ser feminino (o que antes(...)... discer(...)... bem.
     Comecei a formular (...)... primeiras noções de conhecimento (...)... sociedade, família e ciência (...)... na superfície d(...) (...) não dentro (...)... como especulava o engano de nossos sentidos(...)... Apesar de tudo, o impulso de sentir era mais forte do que o de pensar (...)... me falou da morte quando eu perguntei, achava que os seres humanos morriam apenas por fatalidades, mas não por ação do tempo, cabelos brancos eram tonalidade diferentes (...)... e rugas outros tipos de pele. Não sabia de nenhuma espécie de além mundo ainda. Lembro vagamente de algumas missas católicas. Na escola também me falaram sobre a morte como o inevitável destino e comecei a aceitar esta idéia. Me imaginei dentro de um caixão, sendo precipitado num rio que era aguado por cachoeira e situado numa bela floresta. Minha imaginação também fazia imagens para (...)... que quando (...)... falavam, (...) fantasiava (...) (...)... de branco caminhando na praia com um sorriso.
     Costumava (...).... extinguiu este ato (...)... quando (...)... disse para que tal eu não fizesse e simplesmente não fiz (...)... Troquei (...)... pela superação da dor e pelo ódio. Não considero isso grande coisa, hoje penso que (...)... muito mais que costumam as pessoas somente com a diferença que é u(...) o consolo d(...)... (...)
     Em toda (...)... imaginação que se confundia com o real, salvo (...)... mínimo (...)... discernimento (...)... imaginação costumou ser meu entretenimento.
     (...)... e (...).... favoreciam acidentes... (...)... interessava ter (...)... do que (...)... ser amigo... (...)... artes piromaníacas (...)... sempre que possível (...)... Mesmo com os outros (...)... muito ao próprio mundo (...)... agia impulsivamente e inconsequentemente (...)...
     (...)...
     (...)...
     (...)... mania (...)... meus olhos e ver imagens (...)... andar por cidades e lugares fantásticos onde não existiam pessoas a não ser (...) dos quais me (...)... passava meu tempo (...)... montanha russa em um ambiente púrpuro passei da manhã até (...)... quando (...)... num limite que não pudi transpor(...)... vôo sobre a superfície do deserto (...) do sítio de folhas secas que cobriam o chão e de um lago que tinha (...)... apesar disso tinha uma beleza inexplicável (...)...
     Comecei a decorar informações e expor-las até um nível desnecessário. Em 19(...) mudei (...)... u(...) (...) que vi (...)... me ensinou a ser indiferente e conviver com o caos na sociedade. Lembro de ter ido à (...) onde pedi (...) e sai de lá (...)... descia e subia (...)... e tive um sono peculiar que me pareceu um piscar de olhos. Diverti-me muito (...)... alegre que era. Era u(...), mas um dia eu analizei (...)... que (...)... e vi que (...)... perdia (...)... momentâneo. Nisso pude me conscientizar da efemeridade dos prazeres.
     Lembro de (...)... pouco antes (...)... ser atormentado por (...)... que sucediam tanto sonhos como pesadelos e isso era frequente. Tentei procurar ajuda, mas isso era inefável para mim e (...)... desapegar do consolo alheio e contar(...)... introduziram a crença num sobrenatural maligno, mas numa entidade sobrenatural protetora(...)... No meu mundo, apenas eu e meus inimigos!
     (...)... compulsoriamente (...)... se não me engano.
     (...)... casa que estava em construção (...)... o que tal declarei quando superamos um desafio que (...)... Depois fui para a que ainda (...)... diminuíram mas não acabavam (...)... apeguei mesquinhamente (...)... outro fundamento (...) amizade (...)
     (...)... mentalidade (...)... nada fazia (...)... não gostava de lá (...)... discutir e retrucar (...)...
     (...)... conversavam... (...)... atrair a antipatia dos outros (...)
     (...)... também (...)... amizades (...)
     (...)... sem entender (...)... talvez isso a causa (...)... de reação.
     No início (...)... entretanto (...)... interagiram (...)... escárnios e apoquentação (...)... desdém (...)... muitos (...)... advento da (...)... impulso de expor (...)... inconstância característica que iria se desenvolverf (,,,)... resignar (...)... perdurar com força. Comecei (...)... surpreso (...)... amizade (,,,),,, satisfação da vingança (...)... contra todos (...)... no vocabulário (...)... revolta e rebeldia sem-cerimônia(...) oscilar: "(...)... tão (...)" para "(...)... tão (...)".
     (...) nesta fase (...)... mais (...)... que me aderiram (...)... me acolheram (...)... desputar cargo (...)... amigos (...)... introduziu a ler (...)... Idealizavamos até (...)... ler compulsoriamente (...) vaidades e mesquinharias (...)... crítica da realidade (...)... valores morais (...)... com fins cômicos (...)
    (...)... simultaneamente (...)... um paradoxo mutante (...)
    (...) orientação religiosa (...)... não considerava (...) antes (...)
    (...)... bruscas mudanças de caráter e pensamento marcaram o advento (...)... advento romântico (...)... apenas na contemplação (...)... advertências (...)... amor e ódio juntavam-se (...)... período (...)... ideal de encontrar o amor eterno e também do "eterno (...)" (...)... se interessar (...)... mudar um pouco (...)... Não (...)... mas guardei (...)... carinho no coração (...)... a amar mais quem (...)... exortava (...) quem (...)... lisonjeava (...)
     (...)... produção de histórias (...)...  propósito moralizante e as histórias (...)... quanto era recurso (...)... se escandalizavam (...) público (...)... respeito aos humildes (...)
     (...) jornal (...) visava satirizar (...)
     (...) muros (...)... conhecia (...)... fanático simultaneamente assim (...)... também (...) (...)... orientava (...)... atormentando (...)... apologias ao (...)... críticas ao (...)
     (...)... ignorava conscientemente (...)... culpava pelas desgraças do mundo (...)... capacidade de discutir (...) comportar quando fosse para (...)
    (...)... verem-se livres (...)...
    (...)... não me abstive (...)
    (...) espécie de (...)... esperança incondicional (...)... companhia (...)... criei antologias próprias (...) antagonizei (...)... mais em mim concomitantemente (...)... sentimente de paranóia (...)... Apocalypse (...)
     (...) discuti alguma Teologia (...)... Toda a simpatia (...)... recreou e consolou (...)... que inventei (...)... profundo (...)... eclesiásticos (...)
     (...)...
     (...)... ouvi falar de filosofia e já (...)...
     (...)... consenso entre (...)... ao menos que (...)...
     (...)... aulas de filosofia (...)
     (...)... surpresa de alguns (...)... temas remetentes ao cristianismo (...)...
     (...) vida filosófica (...)... perspicácia (...)... Teologia e Filosofia (...)... plena anuência (...)...
     (...) revolucionou (...)... despertou admiração por sua pessoa (...)...
     (...)... período precedente (...)... sentimental e religiosa (...)... perda de humanidade (...)... clamor humanista  e uma necessidade de liberdade (...)... mudar toda a rota que (...)... pensamento tomava (...)...
     (...)... literatura (...)... poesia e idealizar (...)... questão poética (...)... Augusto dos Anjos e (...)... Dostoievsky (...)...
    (...)... acesso (...)... Isso refletiu (...)... agora (...)... presente. 

Adendo V - Maldito Passado

(...)

Maldito o dia que me gerou!
Maldita a Terra que me abrigou!
Me amaldiçoo como fez Jó
Até que como Adão eu também vire pó!

Fui um pirralho nojento
Desperdício de esperança
Eu era desgraçada criança
Cuja utilidade era dar sofrimento

A morte me encarou em alguns momentos
Mas hesitou e nada pôde fazer
Se ela cumprisse seus intentos
O mundo inteiro amaria viver

Oh! Maldito Passado!
Que foi a história de um imaturo
Para mim o melhor futuro
É estar morto e enterrado

Adendo IV

(...)

(...)...

     Individualist(...), lasciv(...), indiferente, curios(...), incostante, ambicios(...) são coisas que fazem definição do que (...).
     (...) que (...)... gost(...) em (...) é (...)... inconstância (...) odei(...) preguiça,
     As pessoas em consenso praticamente unânime (...) vêem (...)... u(...) transloucad(...) alienad(...) de sua realidade, u(...) presunços(...) e u(...) (...) fri(...).

     De forma geral (...)... (as pessoas ao redor) como alvos do (...) amor ético. Amor esse de diferentes intensidades e modos. Pessoas que (...) interagem e coexistem. Pessoas que (...) admir(...) (...)... (...)... repugn(...) (...)... por conterem a essência humana. Pessoas que são alvos (...)... análise e curiosidade em conhecer o ser humano de forma mais profunda possível.

Adendo III

(...) (...) (...) (...) (...) (...)(...) (...) (...)...

"Sobrepujei todas as imposições, refutei todas as doutrinas e questionei todas as ideologias porque minha vontade de ser foi mais forte do que a opressão deste mundo".

"O que sou hoje era impensável ao que fui ontem, mesmo assim, sigo obstinado a surpreender o que serei amanhã".

(...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...)...

"O ser quando entra em contraste com o mundo, quebra a harmônica monotonia universal e reforça a bela regência da diversidade".

Adendo II

Agradecimentos(.)

     Agradeço a Deus pela misericórdia, aos que amo pela paciência. Quero também agradecer aos idealistas deste memorial porque repensar a história é uma oportunidade de construir um novo momento.
     Agradeço a minha família por tudo que aprendi com ela, por toda cultura, ética, moral e auxílio recebidos. Minha família é de uma importância capital para meu desenvolvimento pessoal e com ela pude compartilhar muitas coisas. Também aos meus parentes que com eles dividimos alegrias. Amo firmemente e imensuravelmente cada um deles.
     Agradeço em especial meu ti(...) (...). (...) excepcional, u(...) (...) sábi(...) e madur(...) que me instruiu em muitas coisas boas com suas idéias e principalmente, seu exemplo. Tive o privilégio de contar com seu companheirismo e depositar nel(...) minha confiança.
     Agradeço também ao m(...) grande amig(...) (...), pessoa que me é exemplo de caráter, virtude e coragem. Est(...) esteve comigo numa parcela de minha vida compartilhando as más e boas novidades que o tempo nos traz, me viu mudar de idéias e atitudes, tornando-se testemunha das diversas tendências de meu ser. Pela sinceridade e amizade sou ...(...)... grato.
     Agradeço a (...) com carinho que foi mais do que u(...) amig(...), foi u(...) irm(...). Por todos os conselhos, palestras artísticas e filosóficas que tivemos e tudo o que el(...) pode compartilhar comigo durante nossa convivência. Certamente el(...) é alguém especial e que conservarei em minha memória.
     Deixo meu obrigado a (...) pela franqueza e compreensão, pelo grande conhecimento que pude receber desta pessoa maravilhosa e por tantas coisas boas que pude ver nel(...). Sua inteligência e personalidade forte são um dos motivos que justificam minha grande estima que por el(...) tenho.
     Agradeço com carinho inigualável ao meu pequeno e bom círculo social que inclui ((...) de confiança) (...), (...) ("(...)"), (...) (m(...) psicólog(...)), (...) (Fonte de entusiamo), (...) (Grande incentivad(...) e conselheir(...)), (...) (Fonte de luz).
     Têm também minha gratidão (...) e (...) por terem me acompanhado por um bom tempo e termos desenvolvido uma importante convivência que por teimosia minha, não está interrompida.
     Da mesma forma, agradeço a (...) (...) e (...) (...) por tudo o que pudemos fazer juntos, pelos momentos de recreação e provas de uma amizade firme que me deixa demasiadamente satisfeito.
     Agradeço a todas as pessoas que interagiram comigo compartilhando suas idéias, experiências, emoções e ações. Isso é imprescindível, pois me dá auxílio para que eu seja menos pior.
     Os professores que tive merecem uma agradecimento especial por terem que tolerar minha presença nas aulas e ainda oferecer a assistência e companheirismo sério. Encerram-se aqui meus agradecimentos.

Adendo I - Memorial

Dedicatória

     As ações e as idéias produzidas pelas minhas faculdades, dedico elas à morte que é o único destino que creio e chegarei independentemente do caminho que eu seguir em minha vida. Quando eu morrer saberei que transcendi a existência e também, verificarei se ela é ou não é, o limite para todo ser humano.
     Dedico também esse registro de minhas memórias a tudo que de algum modo (com intensidade particular) é antagônico a meu ser, tanto como coisa em si, como fenômeno. Isso me fortalece até que não me destrua. Estou em movimento dialético, eu como parte do Absoluto, tenho consciência de que são antíteses que me engrenam nesta lei interna da realidade e cooperam para que eu esteja ciente de mim e do alheio. Assim, devo também incluir, o fato que é isso que proporciona-me contemplar a representação deste mundo conforme a vontade para que eu permaneça ciente de toda a contingência da realidade e tudo que nela há de concreto.
     Sei que é (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) assim como sei que se hoje for dia de amor, o futuro garante a possibilidade de uma eternidade de ódio. Continuarei ativo sob a pressão da passividade e se vaso ruim não quebra, eu ainda não quebrei. Por estes motivos dedico o memorial também a tristeza e ao amor Que a tristeza me acompanhe e que o amor eu pratique!

terça-feira, 19 de novembro de 2013

LXX

Amada irmandade
Vós que compartilheis da verdadeira fé!
Tudo é sagrado!
Não deixai enganar-vos

Creiai na humanidade
Confiai em vós
E tudo o que profanar nossa santidade
É heresia! É pecado!

Não vos submeteis a nada
Olhai a Deus sem inclinar a cabeça
Não tenhais dogmas ou mandamentos
A não ser a doutrina que manda fazer o que se quer

Tudo é sagrado!
Proclamai isso a todos!

Louvai a humanidade!
Tenhais o livre por exemplo
De santidade! Amém!

LXIX

Algo semelhantes aos delírios
(...)
Incorporo em mim meus desejos

Oh! Meu amor!
O que me levará a ti buscar?
E eu não sei escrever poesia

Quero te levar ao jardim de flores
E nesse dia
Declarar meu amor mais uma vez!

Apologética Capitalista

Ouvi você orar:
“O capitalismo deve acabar!”
E vi você fervorosamente buscar
O de todos para si

Tal atitude chamas de solidariedade
Trocar o diabo no lugar do demônio
Você chamou de revolução

Crês que ao entregar todo o poder ao diabo
Ele passará a cuidar de todos
Mas os demônios brigam pelo trono

A tua justiça contempla a todos
Do preguiçoso ao diligente
Do tirano ao solitário
E diz que todos devem compartilhar do mesmo quinhão

Em verdade
Tua fraternidade
Quer que os vermes e as flores
Chamem-se irmãos

Outra ilusão de justiça
Para satisfazer tua cobiça
Tua invejosa batalha
Para subjugar a todos pela mesma navalha!

(.)

- Muitos buscam descontração, mas esquecem que necessitam ser levados a sério.

- A vida é injusta... Ainda bem!

- Temei os bons!

- Acaricie o estômago das pessoas e com o coração elas te amarão.

- Ninguém é caso perdido. A morte encontra todo mundo.

- A vida é um pesadelo mais duradouro.

LXVIII

Essa idéia intermitente
E sua mente de absorvente
Pedem uma atitude urgente
Sabão e detergente

Poesia Capitalista III

Capitalismo é a poesia
Que me traz imensa alegria
Ao meu cliente ouço
Pois me traz dinheiro no bolso

Capitalismo é a verdade
Me faz um homem justo e verdadeiro
Que proporciona felicidade
Conforme o tamanho do meu dinheiro

O Capitalismo é o fundamento
Cujo alvo é a diligência
Para aquele que estiver atento
Mais lucrativa será sua agência

Faço lucro com a situação
Tempo tem valor monetário
Se o concorrente não prestar atenção
Maniatarei mais um otário

Ouviu-se falar que o Capitalismo
É a aquele que a sociedade corrói
Depois disso, com prontidão
Chega nos mercados o herói!

Vai dizer que o Capitalismo é o problema
E nunca será solução?
Duvido que esse seria seu dilema
Se você estivesse com a mais-valia na mão

Para você que é socialista
O capitalismo não será mais um mal
Você deixará sua hipocrisia sofista
Quando enriquecer afinal

O Capitalismo traz consigo
A expressão da plena alegria
Faz no semblante brotar o sorriso
Quando se vende a mercadoria

(.)

-  O ser humano precisa ser ensinado a fazer o bem e não fazer o mal o qual este já faz espontaneamente.

LXVII

Vá corvo maldito!
Canta!
A agonia em minha tristeza
Que é tanta

O consolo para minha dor
Esteve perto e ao meu dispor
Mas por seu teu esse lugar
Fui deixado ao relento a sangrar

A ferida escancarada
Muitas vezes ignorada
Por um orgulho imenso

De onde tirarei para ti
Meu carinho
Lá no jardim do meu coração
Folhas secas e espinhos

Teus caprichos
Teu escravo
Mais uma noite fria
Com a ausência de teus abraços!

LXVI

Eu espero
Que se um dia você cansar de meu amor
Que seja pelo excesso
E não pela falta

Quero que você se sinta amada até o íntimo
Até a alma
Tão saciada do amor que lhe ofereço
Que você possa até se sentir cansada

E quando estiver cansada
Te ofereço meu colo

(.)

- As coisas que uma pessoa consegue descobrir revelam o que coração dela se aplica.

- Tente a sorte antes que te encontre a morte.

- Viver para ser, morrer como sou.

- Enquanto houver quem afirme ou negue, ache possível que sim ou não que deus exista ele existirá.

Cálculos

Cálculo Aritmético
Cálculo Diferencial Integral
Cálculo Estequiométrico
Cálculo Renal

O Último Poema do Traidor da Pátria

Sinto na carne toda minha emoção em exílio
Como se o nada-além me preparasse
Para ir ter com ele, para ser ele
Onde não me mato nem me crio

E o criar-libertar-querer
Ato tão inerente ao meu eu
Como se nada e ninguém o quisesse
Indo embora se desvaneceu

Temo o futuro e suas correspondências
Que me envia todos os dias
Através do seu corvo-correio

Eis que vêm os meus carrascos
Que me agrilhoaram para minha última noite
Eis que estão a margem do cárcere meus carrascos
Que me deram toda a noite e nenhum sono

Uma multidão para escarnecer meu abandono
E uma morte nua para vestir meus trapos

(Em verdade
Eu queria vender a alma
Para poder dizer algo fútil antes da morte)

(.)

- Não há espaço no presente para o futuro e para o passado. E se o passado e o futuro não existir e sim um eterno agora?

- Sentimentos são coisas para se inventar.

O Peixe Maldito do Mar

Beba!
Toda essa água é sua
Assim também
Como tua solidão

Com hostilidade e plena liberdade
Foi-te dado o poder de contemplar
E odiar o mundo
Teu é o mundo!

Sobre teu cadáver
Muitos se sentarão
E consternados e temerosos
Farão a oração

Mas tuas preces
Não tenho como escutar
Pois a água é tua

Água que também já é mar
Tudo tendes
E a ninguém terás!

* III – Falsos Profetas


     No reino celestial onde os justos seriam felizes para sempre houve um incoveniente inesperado: Falsos Profetas!
     Bom, antes é necessário entender a até então, perfeita e inquestionável ordem das coisas. Pois bem, os justos eram felizes porque eram exortados com a severidade da Palavra de Deus através dos Santos Profetas. E por a Palavra de Deus ser eterna, não haveria porque altera-la apenas porque o Reino dos Céus já chegou a nós.
     Tampouco há motivo de negligenciar a comunhão, a igreja e o serviço ministerial apenas porque podemos encontrar Moisés e Elias pelas praças, ou ainda Enoque pelo costume de visitar a casa um dos outros (costume que os salvos de Minas Gerais trouxeram aqui no Paraíso e Deus decidiu convencionar, decisão esta que foi aceita por todos de bom grado) e é claro: Ver Deus face a face.
     É! O impossível aconteceu. Falsos profetas surgiram apesar de estarmos em pleno admirável mundo novo. Disseram os Santos Profetas que os falsos profetas iriam anunciar paz quando não houvesse paz. Alegria no lugar da tristeza do verdadeiro arrependimento. Outras doutrinas que não fossem o que nos foi anunciada pelos Apóstolos que não são apenas 12, mas multidões múltiplas deste número.

- Paz e amor! Viva a união! Chega de guerras!

- O novo sempre vem. Sempre haverá de brotar o que ainda não foi testemunhado para que a humanidade sempre evolua e cresça em amor.

- Não mais vos conturbeis! Eis que a nova ordem trará alegria a vossos corações. Todas as formas de amar e crer poderão coexistir!

- Levai-os aos fogo! Enforcai estes falsos profetas ao Senhor!

(.)

- Tudo que não é interesse é orgulho ou menos provável: Um amor verdadeiro!

LXV

I have nothing at all
I can’t write good lyrics
There aren't inspired words
And no good guitars too
Now I sing the loser’s anthem
My songs look new metal
I want a sword
The diamond sword

At least I don’t like
Melodic and Power Metal

(.)

- A idéia é o mais importante, portanto a ação para que ela seja valorizada.

- Quem me sentenciará para o inferno é certamente um ser bem-intencionado... Ou não?

- Se acaso a humanidade encontrar a cura para a morte ainda haverá antídoto para a vida.

- Todo mundo é abençoado por Deus e ninguém reconhece isso.
- Todo mundo é abençoado pelo acaso e ninguém reconhece isso.

- Não peças a Deus para concordar ou discordar de ti, mas apenas para que ele esteja ao seu lado.

LXIV

De mim emana a brisa da maldade
Sou tufão de destruição
Em mim as trevas se tornam mais densas
Vinde a mim aves de rapina e eu vos alimentarei!

Eu sou o fim de tudo o que é agradável
O que é louvável eu torno em abominável
Eu atraio as forças horrendas
Vinde a mim criaturas desprezíveis e eu vos darei morada!

Aquele que querer encontrar o caminho do mal, siga-me!
Aquele que quiser praticar a impiedade aprendei de mim!
Aquele que cobiçar a ciência da malignidade escutai minhas palavras!

Saiam os morcegos das cavernas!
Eis que inundarei o mundo inteiro com a escuridão
E então eu e o caos seremos um!

(.)

- Se queres desfrutar a vida, esforce para que não haja “sempres” nem “nuncas” na sua vida.

LXIII

...Eu gostaria de te
Apresentar ao...

(.)

- Aquele que tomou as dores dos outros acabou numa cruz.
- “Aquele que não seguiu o conselho dos amigos acabou no buraco”.
- Quem já acabou no buraco que resta senão apreciar as trevas?

LXII

Hi…
How are you? How are you doing?
Is he your brother?
Hi, how’s it going? Hey what’s up!
What’s your name? And yours?

Sorry, what was your name again?
Hi, I’m…
Nice to meet you!
It’s my pleasure to know you
How do you do!

sábado, 16 de novembro de 2013

(.)

- Aqueles que louvam a virtude que a pratiquem por mim.

- “Todas as misturas homogêneas são transparentes”.

- “I forget the meaning of the word ‘to forget’”.

LXI

Eu não sangrei o bastante
Para que você entendesse
Que o precioso beijo que me negaste
Curaria esta ferida?

Esta dor faz meu rosto brilhar a morte
Perante o paraíso selado
Por estar por este tentado
Mantenho a fé apesar do inferno

Queria muito
O teu refúgio
Naquele momento
Que fugiste de mim
Eu morro e me mato
Imploro uma migalha de você
Imploro...

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Mulherismo

- É a crença no poder transcendental feminino.

- A prática de iniciação é a idealização de uma mulher como sua musa inspiradora que será o meio para que o adepto alcance sua plenitude existencial, guia e finalidade para que ele alcance os objetivos propostos pela religião, assim como também o fortalecimento do corpo e da alma afim que seja constante seu aperfeiçoamento espiritual.

- O contato com o poder transcendental feminino que também é ritual de santificação e se dá através do relacionamento obtido com a musa inspiradora.

(.)

- Os seres humanos com tudo querem fazer comércio e essa é a causa pela qual o mundo se prostitui.

- Always smile after you say “no”.

LX

Sua mente
Tem idéia intermitente
Sua mente de...

LIX

As plantas fanerógamas,
Têm flores, angyospermas,
Têm frutos e tem flores
Gymnospermas não tem frutos,
Mas têm flores

Philosophy I

I

A filosofia, a arte, a psicologia
A ciência do ócio
O enriquecimento, o engrandecimento
A falsificação e o fantasiar
Da humanidade, do ser e de ser
Humano, humanamente
Amados Irmãos! Sim...
Vós outros também!
Todos entenderão e entendem
A origem do humano!

II

Adão em seu momento preguiçoso
Recebeu a visita de Deus
E nomeou todos os animais

III

Acredite!
Depois de muitas horas
Deitado na cama
Depois de muitas reflexões
Depois de muitas depressões
E tédio... Sim!
O filósofo olhando seu rosto no rio
Então concluiu
A existência é um vazio

(.)

- Quando alguém parte, outro terá espaço.

- É possível amar de novo, porque não necessariamente amamos quem ocupa um lugar no nosso coração, mas sim este lugar no nosso coração. Amamos a nós mesmos, mas quando alguém ocupa este lugar então somos levados a pensar que amamos o hóspede. Meu coração abandonado irá atrás de você, pois seu lugar está reservado e não será ocupado mesmo que não volte para mim. Por amor a você, tive eu mesmo sair do lugar para ficar onde quer que você for. O amor não tem casa, o amor tem um universo para passear. Com você eu ganho o universo e sem você me perco nele.

LVIII

Isn’t it possible to love everyday?
To be happy together until my dying day?
Isn’t it possible to find your lifetime love?

There’s something true
My love for you

LVII

Life way end appears when you open the door and go through
Even if you know that you will die without knowing who are you

LVI

No jogo do amor
A maior maldade
É dar a alguém o amor
Por caridade
Se o que busco em você
Não se assemelha
Com o que buscas em mim
Será que vamos achar algo
Para compartilhar?
E ainda e mais importante
Nos encontrar?
Poderá ser assim? Será que sim?

Não!
Pois é ilusão!
O mágico por não inventar muito
Sempre nos mostra algo novo
Porque mostra e se vai
E já foi... Para mostrar
Seu novo
A outros

Outros!
Mas e nós?
Falta pouco para chamarmo-nos!
Outro!

Quem és?
Quem sou?
Alguém que deu a ti
Todo o amor

Achas que como o mágico
Devo continuar a mostrar a magia
Para o público
Que mantém o mesmo nome mas não a essência

Fizeste a magia
De me fazer como o mágico
Quem não mais chama é você
Em quem não há mais chama é você
Quem amou fui eu
Quem largou perdeu
Teu...

Triste alegria
Para noite e para o dia
Vamos passear
E fugir da alegria

Triste canção
Para o seu coração
Que cansou de amar
E agora quer descansar

(.)

- Se Deus não tivesse criado a mulher o mundo seria um silêncio, porque não haveria nada de bom para se falar.

- Para você conhecer bem uma pessoa, o passo mais prudente é discernir o que você verdadeiramente não sabe sobre ela.

O Ascender da Aurora

Há muito tempo padeci
Saudades do teu brilho
Do seu esplendor a me iluminar
De algo belo para se contemplar

Com paciência te esperei
E atravessei vários momentos
Mas conservei firme a esperança no coração
Sei que o advento excelso de tua presença não é ilusão!

Aguardei e não foi em vão
Tu te apresentastes aos meus olhos
Naquela precisa hora
E vi-te ascender com grande glória

Este foi o ascender da Aurora
A esperança que renasce
A mui desejada
A luz que se renova
A mui desejada
O alvo de adoração

Sei da ameaça que aflige o porvir
Sei também da beleza que há em ti

Se isso não é amor

Se isso não é amor
É ao menos uma brisa que acalma
Que é assaz aprazível
E faz carícias no profundo da alma

Se isso não é paixão
É por verdade assegurar a estima
É renovar o brilho da existência
É expressar o ser com eloqüência

E se isso é assim
Não é necessário um nome
Seja isso o que for

E se isso não enfraquece e não some
Desde que me dissestes sim
Que importa que isso não se chame amor?

(.)

- Por mais instintivo e sensível que sejam os humanos entes, se estes serem dotados de um mínimo de razão, toda experiência destes se remeterá a idéias.

- Será que ao nos tornarmos oniscientes, seriamos tão passivos como Deus?

- Expandir a amplitude da consciência da realidade para ocupação contemplativa? Se assim é, renunciaria todo o conhecimento que há, ainda que o atingisse por um raciocínio simples...

- Se eu não tiver a razão, se eu não tiver a consciência perguntarei: Para que o mundo?

- O amor livre (o único verdadeiro!) é uma relação interpessoal de liberdade, o amor paixão (o ímpeto cego trivial) se reduz a relação de dependência. Havendo dependência há comércio!

LV

A praia me diz
Perante as estrelas e luar
Perante o luar
O mar não sabe beijar

Tanta imensidão
Tanto tempo e dimensão
Fazes o mesmo movimento
Tantas vezes toca a praia
E não sabes beijar

Beijo-te com a alma
Suspiro e me embriago
E enlouqueço
Tomo vinho

Eu não posso me afastar de ti
Seja o que quer que for
Não vou te deixar
Meu amor!

LIV

Nosso jardim está em flor
A primavera é a estação
No ar flui a emoção
De que tu és meu amor

Nosso jardim está em flor
Sinto o aroma no ar
Enamorado fito o teu olhar
Então declaro: És meu amor!

Estou a te acompanhar
Pelos vales façamos nosso passeio
De te perder assaz receio
Minha alma está sempre a lhe procurar

Sem ti consigo viver
Sem ti conduzo a vida
Mas viverei a sofrer
Me perderei numa emboscada sem saída

O tempo passa
O vento leva meus dias
As flores murcham

As flores secam
O aroma desvanece
Mas somente o amor que lhe tenho
Permanece...

Deixarei o tempo passar
Enquanto estiver ao seu lado
Se ainda puder te amar
Estarei descansado

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

(.)

- Qual é o fator gerador de tanto vulgaridade entre a humanidade? Geralmente os seres humanos tendem a produzirem o que são para a avaliação do mundo. Entretanto, prefiro me fazer para minha contemplação, assim o sentido da minha existência está em função de mim mesmo.

A Metafísica do Amor

Quando estou contigo
Deixo ecoar meu romantismo barato
E entôo minhas redundâncias de baixa categoria
Deixo o ceticismo para me deixar levar pela metafísica do amor

Deixo o mundo
Deixo a realidade
Deixo tudo
Exceto você

Para vigiar em dimensões
Que cada vez expandem-se
Sei que elas deixam de estarem escondidas
Quando me permitem entrar no portal

Que não haja saída
Quero me perder e não me encontrar
Volto a crer no que vejo
Sei que você quer me deixar

(.)

- Qual é o porquê de tanta vulgaridade? Geralmente os seres humanos se fazem para o mundo, entretanto, produzo meu ser para minha própria contemplação.

LIII

I went to the Valley of Bones
And the Death told me again
How did we learn?
Paint the world
With the blood in our hands?

LII

Got to face up
The time is near
I will keep living
Without fear

Maybe I should
Stop and rest
But I would give up
If I live again

Dry your own tears or you won’t see another console
Believe in your strength inside or there’s no other hope

I heard for too many times you praying and crying
But now is the moment to stop the lies

The pain is showing you the way
Don’t ever realize?
The dead end is straight ahead!

Death is downstairs and the evil is by your side
Angels are deceiving you don’t you believe them
You’ve got to be strong and carry on
You need to search for the truth
You need to make your own answers
That the world tries to hide from you

(.)

- Toda entidade que exposta à experiência, que interagir com o universo inteiro e não ter formulado sequer uma única idéia, em si mesmo invalidou sua existência.

LI

Assumo o erro? Sim
Sofro as conseqüências? Sim
Me arrependo? Não!

(.)

- Será que todos os valores humanos e as interações entre os entes da humanidade se limitam a uma moral de senhor e servo, de mérito e demérito e de propriedade e posse?

- Se quiseres, seja amigo dos amigos de teus amigos, mas não te apresses a tomar os adversários como a teus próprios.

- Uma visão binária da realidade me é tão inaceitável e tão real. Maldita dualidade a que a humanidade foi reduzida!

- Que me aproveitaria mil conselhos se não me for dada sabedoria a qual eu me apegue?

- Forcejai pela porção que lhe baste na terra. Isto é parte da justiça.

- Um estado psicológico de tranqüilidade se inicia com aquiescência da realidade.

L

“O sábio cria
O burro copia
O sábio cria
E eu continuo copiando...”

(.)

- Se você facilmente adere às coisas as coisas dificilmente aderem a você.

- A inclinação para a mesmice é o princípio da massificação.

- Evite levar remorsos para o caixão.

- Eu não quero ter filhos!

- A mágoa precede a revolta.

- Por que a alegria não me atinge? Cada molécula de alegria é dissolvida no meu mar de tristezas.