quarta-feira, 11 de novembro de 2015

O Destino

O Destino que possui o nosso encontro
Não pode ser meu e teu ao mesmo tempo
Numa mão do tempo estará eu
E noutra estará você

Quem de nós cantará a Insistência?
Quem de nós resistirá contra o Destino na cara?

Veja
A Divindade Amor
A Caminhar fora da Vista do Destino
Em segredo

O Destino não vê pelo olhar de ninguém
A União habitará o olhar
Se observarmos em silêncio
Veremos no Monumento-Corpo do Destino
Uma Porta
Apenas uma Porta

(A Melodia do Amor
 Ecoa no Silêncio
 Numa Paz Final)

Uma Luz

Uma Luz e um vento
Eu não torno atrás para ver
Esta é a minha fé
Até que eu os seja
Até que as asas me revelem
A Altura da Beleza
Infinda ainda
Mais Acima!

Oração a Culpa

A Culpa me precede
E não hás outra forma para me desperdoar
Que me deixar ser arrastado pelo Ar
E ouvir através do vento
Meu praguejar com tudo o que passeia o celeste estrado

Eu que vim de um velho tempo
Que verás e sentirás no rio novo
Ouça por favor meu praguejar
E faça disso uma canção

Amantes

Uma Amante ia
E uma outra acompanhava

Quanto se contava?

Iam ao Reino das Amadas

Bem-Amadas
Retornavam
Com um Novo Amor
Em suas mãos dadas
A Amistad pela Humanidade
As fazia ir além
Levar o Novo Amor as gentes
Para que as gentes pudessem cantar
E o Novo Amor pudesse ser sonho
A visitar o Novo Mundo

Guardei o meu Amor

Guardei o meu Amor
E guardei-me no Vento
Eu aguardo
Um encontro com o Outro Vento
Que tudo apaga

Um Fim

Que haja fim
Para o que amor que vive em mim
Que seja apartado de meus ouvidos
A Melodia do Amor que o Outono Inspira
Que haja fim
O princípio inquebrantável
A Fundação Primeira Irremediável
Força que me quebranta em haver me erguido uma única vez

Que haja fim
Que não permita recomeços
Que o ciclo da eternidade que fica infindo
haja uma ruptura que fique por escape
Que seja a fuga a liberdade
Quando o que sou verdadeiramente me é a prisão

Que haja silêncio nas gentes que quiserem falar de amor
Para que não apartem de mim o sono
De todo o cansaço que a esperança me causou
De toda morte que devotei a esta

Que haja silêncios nas gentes que quiserem falar do amor quando parto para longe do caminho que me foi traçado
Meu ainda...
Para que meu coração se silencie
E enfim meu coração que a todos silênciou até aqui
Entre nas asas da última esperança
A Primeira
A Mais próxima do Fim

As Paisagens de Teu Jardim

As Alas Bonitas
As Cores em Vida
Faz brilhar em teu Jardim
O que brilhas em teu Semblante

Uma Melodia ecoa
E te convida a cantar
Pelo Amor na Beleza
Que habita o teu olhar

Eu te observo

Eu te observo
O coração atento
Os caminhos abertos
Nas pontas de seus dedos

O que há de brilhar
Através de ti
É ainda pouco
Ascensão é sem fim

O Retorno do Saber
Ao Teu Coração
A Sabedoria em reencontro

Eu te observo
Eu te amo

A Porta

A Porta da Meia Noite se abre então
O Arco-Íris Noturno
Envolve Amantes que olham para cima

Uma Dama Cantante
Canta para o Amor
E o Amor adentra

E habita o olhar da Bem-Amada

A Estátua e as Nuvens

I

...

II

Uma Estátua em seu repouso
Move as nuvens acima
Aos olhos do Amor
De um Amante Solitário
Em companhia de sua Fidelidade
A sua Amada

A Estátua e as Nuvens
Por este amor se movimentam
E por este amor na Eternidade descansam
Honras a este Amor para sempre cantam

Coração infatigável
No coração do céu
Evoca as chamas escondidas
E os rios de flamas implacáveis
Hão de consolar aquela Amada
Aquecendo-a docemente

III

Estátua e céus
Se transformam
No Amor destes Dois
Um Beijo ocorre então

Dois Amantes no Azul-Verdade

I

Confessa o âmago puro da Humanidade
Então só assim poderá deitar a instância última do Desejo
Aos Pés daquela Amada

II

"Por que?"
Novamente perguntas
Infatigável Espírito do Mundo
Desafio está no Amor Infindo
Que aquela Bem-amada conhece
Vás e não tornes a tempo
Que tempo não te será guia
Mas a História que é por Ela Zelada
E por Ela se manifesta
Na Dança que todos conhecem em parte
O Nome da Dança que só ela conhece

III

Dois Amantes no Azul-Verdade se conhecem
Lançam as Capas
Aos não-Amantes
Que enfim se desvanecem
Chamam um a um por um Nome de Amor
...Uma Canção ainda
E Partem no caminho
Infinito
Desaparecendo de nossa vista
Crescendo no bem Amar
Ampliando Horizontes...

Dois Amantes na Graça

A Graça tal vinda de Tempos de Agora
Última das Distâncias Infindas
Primeira da Memória
Princípio e Primórdio
Faz o Encontro de Dois Amantes
Que brilham
A Graça e o Amor
Reconciliam mais uma Vez
Nas Aventuras da Eternidade
No ressurgir das estrelas
Nas estrelas do silêncio do olhar

Cântico a Última Terra

As Trevas que da Natura a esta Doma abençoaram
A Silhueta da Falsa Humanidade na Estátua-Montanha
Agora no Lugar das Trevas-Doces de Outrora
O Vigor desta Terra Padece
E com força faz o quebrantamento de nossos espíritos
Ainda mais que aos nossos ossos
(...Por agora... Selá!)

Bebamos, bebamos
De nós mesmos a Vida que se esvai
E neste embriagar de insânia
Mais e mais a Vida perdemos
Mais e mais de nós nos livramos
(Que assim seja! I-Seláht!)

Instrumentos contra a Vida de todos
E contra a vida de si mesmos
Gritos ecoam
E melodias queridas as gentes loucas escutam

O Último Veneno
Ergue-se então
A Aclamada Salvação
E a solução como que vinda da Sabedoria de todos os povos

De nossos corpos recusados dos Corvos
A Estátua mais e mais cresce
Tal quis nossa nefanda oração e inda mais

E eis então:

A Saúde-Milagre aos nossos corpos padece

Amantes diante da Árvore das Inspirações

Ah! Espírito da Humanidade
Estava
Nas Bem Amadas
Que Dançavam ao Redor da Bela Árvore
E vez por Outra a Abraçavam

Um Instrumento que eu não conhecia
Revela as Melodias
Que nas Bem Amadas se escondiam

Amantes e as gentes todas
As Bem-Amadas Celebravam
As Bem-Amadas a Árvore Perduraram
A Beleza Permaneceu e Venceu

A Casa na Montanha

A Casa na Montanha
Por ti construída
É bonita, é obra de tuas mãos

Mas o Abraço
Ah! O Teu Abraço
É que é a minha Elevação
E que é a minha morada

Das Estrelas virão
As Areias
Que Cantaremos
Diante da Vista
Da Casa Tua Óh Musa de Feitos
Cantaremos no Tempo
Que entregou teu coração

Uma Amada

Uma Amada
Tocou-me em meus ombros
Quando eu não a via
Em só vendo a ela

Esta Amada
De Tempos entre todos os Tempos
Estará comigo
No Amor
Que me acompanhava
E agora me arrasta

Retiro da Solidão

Alma do Mundo
Se há
Visitará a Solidão
E será Amante
A Alma do Mundo e a Solidão
Na Sabedoria serão - Uma só entidade

Quem há de ser sua descendência
Carregue em seus amores os nomes
Com quem deverão ser chamados os pensamentos
E com quem devem iluminar as palavras
Elevando Paradisos dos Dizeres e Silêncios

No Retiro da Solidão
O Templo Universal
De Universos e Universos
Será
A Humanidade
Que precisa ser
E é
Por estes Amantes deste Sol

Dois Amantes no Porto

Dois Amantes
Uma Alma a Outra Alma
Estão a Velejar no Mar
Que tipo de segredos do Mar
Estes Atravessam?

Dois Amantes no Porto
Amantes um do Outro
Amantes também do Vento
Cantam em silêncio enquanto sabem a Voz
Levantam a Voz para elevar o Silêncio
Da alma que amam

Dois Amantes no Porto
A Trocarem sorrisos
Com calma
Em harmonia do tempo
Despertando o Amor a Tempo
Consolando o Amor que veio de outros Mares
Para que o Amor siga em frente e faça amantes entre as gentes
Ao contar a história e o olhar
Daqueles Amantes no Porto.

A Quem de Amor na Falsa Luta

Eu grito o não
Do Amor em meio as lutas inglórias
As Histórias sem risos
E a Face Medrosa que represa os rios de lágrimas

Tu dizes
Que há de serem explicadas
Todas as palavras malditas distribuídas por quem dançava como se representasse a graça
E que o amor disto tudo surgiria
Quando as vitórias necessárias brilhassem no teu dia
Para te achares no trono do Amor
Em Paz

Não

- Não
O Amor te disse também
Hás de lutar pelo Amor
Fora de tuas construções
E fora dos abrigos-prisões que forjas

Liberta-te de tuas próprias palavras
Então poderás dizer
"Liberta a Ti mesmo"

A Rosa de meu Amor

Rosa Desvanecente
Rosa Azul

Rosa de Meu Amor

O Amor
Em seu canto
Ainda que último entre as gentes que o ouviu
Há de perdurar em meu silêncio
Há de seguir adiante
Com o Estandarte do Amor
Contra o Esquecimento
Contra as gentes a requisitar o fim de sua História
As gentes inimigas serão contadas pelas gentes das Bardias
Apenas por estarem no caminho do Amor
Que as passou

Ah! Rosa Desvanecente
Rosa dos Cantos Bardos
Rosa Azul
Dama... Intensa Dama
Profunda em minha Alma
Reveladora de meu coração

Eu vou abraçar as tuas mãos
E vou abraçar o teu silêncio junto ao meu
No Jardim és a Rosa
Que desvanece o que não é para sempre
E então estamos aqui juntos
Na Eternidade que se entrega aos teus cuidados
E eu e esta somos por ti Iluminados

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

A Dama do Amor

A Amada
A Bem Amada
Velou o sono do Amor

Amor e Silêncio
Há em seus Dedos

A Amada
A Bem Amada
Toca em meu rosto
Por um momento eu sei o que é o Amor
Daqui em diante da eternidade
Buscarei o Saber que está com ela

A Dama das Artes do Amor

Uma Dama

Uma Amada Bela

Uma Bem Amada

Que conhece as artes da incisão do Amor
Beija o Amor

E lança um beijo em uma direção conhecida

Segredo apenas dela

A Dama do Espelho

Em seu caminho ela vai
E Pavimenta
Vontades a parte
Vontades colocadas ao Lado
Onde pertencem
E essas vão
Em cânticos
Pela Verdade dela

Uma Vela se acende
E irradia o amor da Lua
Para quem está na Sala onde se adora o Amor
Recebam um Azul em seus Semblantes
Que ainda não foi visto

As Divindades buscam novos frutos
E novas Eternidade almejam
Nos Banquetes que aqui se fazem
Com as gentes que aqui encontram

Eu olho mais uma vez a Dama do Espelho
Sem Ela
Nunca conheceria a Natureza de meu Amor
e nem o Amor A Divindade mesma

Para o Amor dela
Eu canto
Para que estas novas cores azuis
Em meu semblante
Continuem a vir
E o Amor continue a Fluir
Para que esta Era esteja até a Próxima Estrela

O Céu Rendido

Crava em meu peito tua mão garra
Arranca de mim a glória rara
Que agora lançarei fora de mim os olhares
Com ímpeto de espírito e falsificação
Das mentes impressas nos semblantes finais
Colherei de todos a idéia
Lançarei os corpos onde não caberá humanidade

Maquinações nefandas que não sobem ao teu coração
E que preparam para arrancá-lo em definitivo
Mais numerosas que as gentes que não podes contar
Mais amantes do fim do que teu sono no cemitério
Onde sonhas a vida

Não haverá para mim formas de salvar a sua vida
Que eu não posso usá-la mais
E nem tu mesmo sabes o que faz
Quando oras ao Céu
Coloca as obras de tuas mãos para cair por Terra
Querendo a Proteção de um Céu
Que a tua Fé fez rendido

Agora mesmo, agora mesmo
Invadirei teu Paraíso
Queimarei todos os teus pomares
Até que haja o Fruto Final
Que comerei este em tua lembrança
Para fome universal de tuas crianças
Que habitavam em teu silêncio

Dentro do Coração

Dentro do Coração
Eu me movo
E nada encontro
Nada novo

Nenhuma Melodia de Outono
Nenhuma recordação
Nada
Nada

E se lá nada encontro
Por que eu ia te querer aqui?
A Pretexto de te amar?

Ah! Mas assim era antes de o Amor me visitar
E te preparar no meu coração morada
Desde então não sou eu que adentro meu coração
Mas tu
Se adentro é por abraçar as tuas mãos
É por ti amar

Sejas sempre bem vinda
Ao meu Amor
Com as Dádivas Encontradas
No Amor Infinda Estrada
E a Melodia do Outono
Que aprendi a tocar
Por tua Inspiração a me ensinar
O que os céus sem ti tentariam em vão

O Amor vez após vez
E Tu em cada momento
Assim eternidade aprendo
Passo a Passo em direção a ti

Verdadeiro Olhar

Verdadeiro Olhar
Eu evoco ao Vento
E me surge você
Para que eu olhe atento
A Verdadeira Face do Amor
A Verdadeira Face do meu Amor

A Melodia do Outono
Continua a me mostrar o caminho
Pois eu orarei com mais Fé ao Vento
Que me mostrou você

Eu irei ter com teu Olhar Afamado
A Formusura do Amor na Coragem de Amar
Me fará estar ao Teu Lado
Com o Amor em meus braços
Com o Amor de você em todos os Lugares
Que são teus
E que fazem a mim

A Irmandade

A Irmandade quer iluminação
Queimemo-nos
Se a Irmandade quer calor
Dancemos

Até que enfim
Cordas de nós se rompam
Para que brilhemos uma comunhão
Que seja distância em sendo verdade
Que seja próxima
Para quem quiser alcançar acima
Então queimaremos uma Irmandade
Que não sobrevive ser provada no fogo
E se disso surgir alguma humanidade
A seguiremos

Amor

Se tu não disseste
Te amo
Que eu me contente
Com o canto dos pássaros

Que minha alma faça esforços além de si
Que eu opere milagres
Que eu seja em outros seres
O Amor que julgo merecimentos ou não

O Fluir do Rio
A Estrela Diferente a brilhar do mesmo jeito que suas irmãs
Me mostram
A Razão de ocultares o teu Amor
De dar a este todas as Faces
Que possam brilhar um amor

Eu te amo ainda
Escondido e calado
Aprendendo do Amor
Aprendendo a ir embora
Ao seu lado

Quem eu sou?

Quem eu sou
Ao olhar o Vento da Noite
Ao saber onde você esteve
Sem saber se amou ou não
Se amara e não amará

Quem sou eu?
A Olhar para onde me aponta
Este Vento
O que será deste e o que será de mim
Se a Meia-Noite chegar
E eu não souber a canção que devo caçar
Que será de mim
O que eu sou?

A Dor para cada vez mais dentro de mim
Darei-lhe abrigo e cada vez mais refúgio em meu íntimo
Ela há de crescer
Eu não...
Eu me despenso...
Mas o que ela dirá de mim
Para o que eu sou?
Que sorte de covardia e valentia ela descobrirá em mim?
E o que ela descobrirá que me contará?
Como há de doer em mim o Silêncio da Dor?

Quem sou eu?
A Esperar o que eu quero e não sei
Durante uma vida inteira...

Perdição

Eu não estou perdido
Eu tenho flamas em minhas mãos
E a Noite aos Meus Pés

- Tolo!
  Que a noite não está abaixo de pé algum
  Que não conhece partida
  Que não conhece vida além do que vê

  Tempo após tempo
  A Luz por si só não ilumina
  Os que profanam a vista
  E os que ao chamarem o Amor
  Não vão

  Não é necessário explicações
  Se a algo a queimar em tuas mãos
  Corra logo e pegue a primeira estrela
  Num amor primeiro
  E conheça deixando tua tolice
  Visitando o Templo do Amor para ser descoberto esta Noite
  Nesta Sagrada Meia-Noite
  Nesta última partida

Quatro Amadas na Praia

Quatro Amadas na Praia
A zelar pelo Sono do Amor
A empregar os cânticos
E a dizer os nomes das várias faces do Sol

Lua Ainda...

Uma das Amadas Olha Bem para o Céu
E desvela profundos mares
Com o Iluminar diferente de seu olhar
Que conhece várias sortes de Cores Verdade
Azuis-Verdade, Azuis-Maravilha e Azul-Perfeição

Todas estas coisas lhe vão bem no coração
E o Amor desperta para cada uma das Amadas
A Amada do Olhar esperto
Olha para suas irmãs
E Ante o Luar agora
E o Sol que está a sair do Amanhã
É levado o entendimento para o cantar das Amadas
E o Amor para as Canções e os Sorrisos delas

A Tua Alma

A tua Alma
Voa no céu
E queima a minha Alma
Nesta Ausência de Sol

Ante as mesmas trevas
Antigas
E som das harpas de meu Amor
Eu me guio
Atraído pelo sofrimento que arde em mim
Por que em algum lugar brilhas
Ainda que longe
Ainda que não queiras que a Luz me busque

A Minha Alma em Chamas
Gostaria que estivesse por perto
Apenas para que eu pudesse ser queimado inteiro
Mas no fim descansado em teu olhar

Dama da Violeta

A Solidão lhe cai bem
Tanto quanto qualquer outra companhia
Eu a vi e senti o mesmo
Que sentia o Amor por Ela

Eu sabia que devia mudar o que eu sou
E gostar da Estrela Solitária tanto quanto ela
Aprender que a ajuda está no Vento
E o vento está a Caminho

As minhas fortes convicções me levaram ao Jardim dela enfim
E estou feliz por estar aqui por hora
Que os ventos me levem a Ela
A Dama-Divindade deste Jardim
A Dama-Divindade a Brilhar o mais Intenso Azul em minha Alma
Estarei com o que ela disser...

Uma Aparição

Uma Aparição amaldiçoa uma Amada
E Diz para o Mundo sem dizer a Ela
"Ela é uma Vida em Solidão
Ela é uma Vida em Solidão"

Quem se ofereceu em Amor
Ao Nome dela
Desviou do Caminho
Diante do Espelho da Amada

A Amada atravessa a Estrada
Até que o Amor tocou a Melodia do Outono
E enfim um Coração que conhecia medo e aparição
Tocou junto do Amor a Melodia
E trouxe a Amada para seu coração

A Melodia de Outono

Ah! Amada minha
A Melodia do Amor
A Melodia do Outono
Está em suas Mãos

O Amor guardas bem em tua mente
Com a Canção a Buscar tua esperança
no Céu
Para onde vais no despertar de Teu Sonho

Eu daqui teu Amor escuto
E não mais me sustento onde estou

Um Sinal

Uma Chama Azul
Ao Lado de uma chama Escarlata
Meu Beijo ao lado de teu Beijo
Os Sinais que queremos da Verdade do Amor
Façamos nós mesmos

Te vi cantar

Te vi cantar
O Amor em mim te viu
E eu sei a forma que queres Amor
Desde quando habitastes o meu olhar

As Graças estão na Música
E estão em nós

Uma Luz e uma Musa

Uma Luz e uma Musa
Sustenta a Esperança do Mundo
E a Rosa do Povo
Com a sua canção

A Rosa do Povo se torna então
A Rosa do Mundo
A Verdade então protege a todos
Quando nos falha os muros

A Luz na Musa
Leva as gentes a passear por todas as terras
Então bem no Alto da Montanha
Enqüanto todos que aprenderam a canção
Agora cantam
A Luz na Musa diz a Palavra
E Sela uma Eterna Amizade

Uma Harpa e um Mistério

Uma Harpa
Canta a Verdade do Meu Coração
A Oferta ao meu Amor
Está no Tapete
Tudo devidamente
Com A Ausência exigida

Uma Verdade se recusa a Dançar comigo
A Outra Verdade só dança se for com meu Coração
E a Harpa persiste em tocar
A Melodia do Outono

Qual Verdade é a Verdade então?
A Verdade que me acompanha ou a que me abandona?
Sei que a Verdade não pode estar tão dentro de mim...
A Harpa continua a cantar a Verdade de meu coração
Eu irei continuar a escutar a Canção
Para que não aparte de mim a Verdade
Que não consigo ver

A Verdade

A Verdade
É que meu amor partiu em viagem
Por várias Nações
Para ver se meu coração suporta melhor
O ver-te em todos os lugares

Não há razão neste templo
Mesmo depois de meditar
Eu me recusei a adentrar no Paraíso
Que mora em minha mente
Não te vi lá

Vagarei pela Terra
Até te encontrar

Graças!
Graças a ti!

Graças
Graças a Ti!

Eis um vento
Eis uma canção
Carregando palavras numa Melodia
Eis uma Aparição

Graças!
Graças!

sábado, 7 de novembro de 2015

O Amor crescerá

O Amor crescerá óh Musa
Sem que saibamos por quê
Só por Saber que no Amor estamos
Sem origem no princípio
Com criação no final

Nosso amor Brilha
Tal um Abismo que beija o Mar
Tal as Areias que encontram um Rio
Um Oásis é Paraíso
Ainda que em meio ao Deserto dos Sonhos

Nosso Amor crescerá
Cresçamos juntos
E vamos para todos os lugares
Que nosso amor nos mostrar
Até enfim chegarmos nos Jardins do Amor
Onde Brincaremos com o Amor e as Crianças que moram lá

Desde que você se foi

Desde que você se foi
Eu mergulho as águas que me parecem boas
Não mais as condeno por parecerem solidão

Desde que você se foi
Sei que ninguém irá tomar o seu lugar
E que a tua morada não é a única em meu coração

Que haja lugares vazios e lugares hospedados
Assim diz o faça-se a Luz
Da Divindade que opera em meu coração
Uma Terra Vazia e passeios sobre águas
Ao Lado de uma Terra Viva
Duas Irmãs
Duas Criações
Duas Divindades para se adorar
Sem nenhuma competição

Vou te procurar para sempre
Sem te encontrar
Desde que você se foi
Em minhas mãos invisíveis
A Dádiva de minha Gratidão

Entre as Nuvens

A Amada Dança com uma Criança
Entre as Nuvens que passam
A Adivinhação das Faces das Nuvens
Ciência Antica das Gentes Amiga
Revelou as Risadas que fizeram

Um Jardim na Montanha
Um Amor acima de tudo
Ah! Um Silêncio e um vôo
Quero agora
Na Contemplação da Celeste Visão

A Divindade da Poesia

Uma Divindade de Estrelas Vestida
Lançava Rosas Mágicas
Que falavam para quem em algum momento quis poesia

A Divindade
Em seu templo
Despia o Amor das gentes que adentravam
Faziam confessar o Amor que guardavam
Para quem pudesse escutar

A Divindade de Estrelas
De seu vestido lançava então as Gentes de Poesia
Para brilhar a Noite nas Praças

A Divindade de Estrelas
Fez uma lagoa em seu Altar
A Beleza que dela se fez
Inspirou a todos a Amar
E amar foi tudo o que se quis

Adeus

Eu gostaria de dizer
Me perdoe
Sei que magoei você profundamente
Mas disse adeus
Era tudo o que eu podia dizer

Você Uma Alma que não a minha
Que tem tanto de minha Alma
Eu queria seguir a trilha
Que me levaria até ti outra vez
Na certeza de que existe um amor que espera
E com isso em meu coração
Fui para a trilha para fora de tuas vistas
Longe de tua cidade
Tal se mudasse para uma cidade inimiga
Eu mudei
Para lá eu fui
Quando queria estar contigo

Todos os que guardam as Poesias do Amor
Não me perdoam
De uma Amizade sincera ouvi dizer
Que não deixaria partir um grande Amor
Eu reagi e decidi cantar então
O meu Amor por ti para sempre
No Nunca Mais de nós Dois

Eu que te Amo

Eu que te Amo
Eu que Amor contava
Na tua aparição
Acreditava
E que sonhava a muito
Com este Amor

Eu sei que estou aqui ainda
Sendo uma outra face sua
Uma face para lembrar...

No tempo das Alegrias
Serei apenas uma face
Eu que amava sem saber
Agora sei que não amo
Vou confessar o meu não amor até o fim
De teu amor
Então quando enfim me libertares de minha culpa e de meu não amor
Deixaremos de sermos tão sós
E teremos um ao outro na memória
Fora da história

No meio da Estrada

Você não pode
Conversar com o Demônio que está em mim
Nas Rodas onde eu discuto com Estranhos de Tempos
Meus Únicos Amigos
Teus Olhar não consegue coincidir
Para onde apontas o dedo no céu em Sabedoria
Não tão sábia para ser fugídia o bastante

No Meio da Estrada
Onde encontras Almas em Loucura
Para ajudares afugentando-as de seus caminhos
Encontrarás eu e minha Roda Estranha
Apartes de nós
Vá como quem não conheças
E não adentres em mim
Tu
Que não entras com chamas
E que confia nas luzes que não vêm delas

O Demônio que vive em mim
Nada saberá
Do que sabes
É quer ouvir dizer de outras vozes

Eu vou escutar multidões de vozes nos Trovões
Agora basta
Nunca serás companhia para o Demônio que vive em mim
Vá a Deus ou ao Diabo
Que estão longes de mim
E falsos próximos de Ti

Tudo bem

Para um pouco mais longe de mim
Brilham as Estrelas

Eu estive no Templo do Amor
Antes de te conhecer
E para lá eu irei voltar
Grato por ter te conhecido

A minha Dançarina na Nuvem Mística

Oh! Dançarina!
Bailas bem e inspira a mim a crença
Adoro sem medo a Tua Estrela
E abençoo tua sina

Ah! Teu canto de noite me envolve
E bem sei onde devo te encontrar
Levarei o Amor
Que o Amor é a Saúde da Divindade
E é minha Lei para contigo

Ah! Teu Paraíso de Segredos
Invade meus sonhos!
Louvo a Divindade que adoras
Enqüanto danças pela Lei da Lua
Danças a Lei do Amor
E o Amor Dança por ti e apenas por Ti

Saúde a Tua Divindade!
Eu te adorarei de Verdade!
Te trarei as Palavras que colhi de Teus passos
E te amarei além da Lei que me inspiraste!

Os Sonhos vão em teu coração
Os Teus passos vão ao meu
Ah! Dançarina! Filha do Céu
Filha do Amor e Irmã

Eu te quero com esperança
Porque acredito intensamente no Amor
Eu acredito fortemente na Beleza de Teus Passos
Nas Promessas de Teu Nome tal um Mar para mim

Ah! Minha Dançarina!
Eu hei de Amar
Com um amor maior que os deuses por tua Divindade
Eu hei de Amar com a força de um profano
Com a Intensidade de quem pragueja uma última maldição que consome sua vida
E hei de te Amar mais que a Vida intensa que brilha em Ti
Mais do que o Amor de quem já tanto ama
E mais e mais
Por tanto que danças
Por tanto que me faz amar a Ti
Hei de te amar e tanto amo

No Palácio do Amor

O Palácio do Amor
É uma Terra Estrangeira
Sendo minha adoração profana
Eu escondo meu amor por devoção
Peregrino para longe

Ouço já as Melodias Alegres
Levarei as palavras de Amor para ti
E quando chegar
Irei construir um novo Palácio
E irei fazer habitar lá o Antigo Amor
Que já te amou de tempos e tempos
E há de me revelar a razão
Que me levará a fazer o mesmo

Numa Neblina

Numa Neblina
Cores e Paisagens Cinzas Várias
Revelam as cores de minha vida

Se acrescenta uma asa azul
Que me abraça correspondendo a minha ternura dentro de mim
E aí tendes a cor da minha partida

Tudo o que mais me importa
Está aí: Retratos de minhas memórias
De tuas mãos a abraçar meu olhar
E minhas mãos a abraçarem o que és
Num momento tão verdadeiro
E tão risonho
Nós dançávamos com o vento
E éramos Amantes com calma de intenso amor
Olhava horizontes distantes no apoio de meus ombros sinceros
Enquanto eu respirava a vida em gratidão
De ter teu olhar tão perto de mim

A Neblina da Tua Partida
A Cor das minhas asas
Eu toco pela última vez a Flauta do Outono
E lembro da canção no Verão
Quando também lembras de mim
E de nossas partidas
Jornadas ainda
Num olhar a buscar
Uma esperança que não prende
Uma porta que se abre com resistência que se faz tão fácil

Ah! Fácil demais por intenso demais
Deus conhece as minhas lágrimas
E o meu amor que se foi
E a ausência de amor que ainda sinto

Adeus Maldito

Eu não queria ter dito adeus
Mas eu o disse pela boca do Destino
Agora que contemplo o Destino
A Salvo do que sofro do outro lado do Espelho
Eu espero que possas trocar as palavras que te disse
Em cada dia
Em cada vão momento
Em cada vão movimento do dia
Em cada momento em vão do Amor
Dos teus dias

Ah! Não mais estarás perto de mim
E de mim nunca mais partirás
Se acaso tivesse quebrado o Espelho
No momento mais maldito
E adorasse o Silêncio
Ao invés de todos os outros covardes Deuses
Teria te aqui minha Adorada
Meu Coração ao invés de Nada seria a Ti devotado
O meu Destino seria enfim aprisionado por tantos maus feitos contra o Amor
E este estaria comigo
Em teus Lábios e em teu Amor

Eu te amo

Eu te amo
E quero ser amado
Eu quero te amar
E quero saber se queres o mesmo

Eu te amo
E vim de escrever um Livro de Decepções
Se vieste de fazer o mesmo
Vamos encerrar estes Livros
E escrever tantos outros
Que do Amor há tanto para escrever
E se por acaso não escrevestes um Livro de Decepções
Por favor me ame
E não deixe que eu te faça escrevê-lo
Me ame e se não puderes tal coisa evitar
Coloca-me em teu livro e vá para teu caminho

Eu ainda sonho

Eu ainda sonho

Uma outra vez
Num novo caminho
Eu ainda sonho

Eu ainda sonho com Amadas
E sonho com o sonho delas
Nós nos Sonhos do Amor
A Sonhar Amores
Nós ainda sonhamos
Cada um em uma Dança
Na Polifonia dos Sons
Na Sinfonia dos Passos

Eu ainda sonho
Tal uma Criança a ver um pôr-do-sol

Eu ainda sonho
Enqüanto os sonhos fazem acontecer
E uma Criança vem em meu caminho
Me dá uma confirmação de tudo aquilo que ouso ser por ainda sonhar
Tal é o Ofício que as Crianças fazem a Divindade sem saber
A Divindade que nelas está a saber de tudo
A Inocência dentro da Ciência
Tais são as Crianças

Estou desperto no sonho
De fazer acontecer
Estou desperto e vejo
As Crianças a Brincar no Parque do Amanhecer

A uma Dama do Chapéu Azul

O Sol em Teu Céu mantém o Sorriso
Por sua causa
E se queres um Beijo
Te dá a Noite

Entidades de corações ferozes e intensos
Te ajudarão em teu passeio pela Floresta
Pela Causa do Bem
Que em Ti brilha
Por Bem
Por Bem
Vão contigo
Vais Tão Bela
Me felicito
Com teu olhar de Cristal no Horizonte Azul-Verdade

As Crianças te Ajudarão
Encontrarás a Tua União
Diante da Deusa e Diante de Teu Caminho
Que brilham com as Estrelas que esperam-te
Para a Tua Ascensão
Eu e o Amor te esperaremos
Em outros céus seremos as tuas estrelas contempladas
Até que possas estar aqui
Quando o Sol ao Sorrir te Anunciar

Surpresa de uma Aparição

Escolhi viver bem assim
O Destino pertence aos que vivem sem abandonar a Vida
Nos adeuses que dão para remar
No Amor vespertino para rimar
Que a Noite será de todos os Amores
Eu e o Amor juntos
Uma Amada quem sabe

Agrada-me dançar assim a guitarra
Agrada-me
E por isso dou a minha vida
E por isso te oferto minha noite
E a minha partida

Pensar em você

Pensar em você
Me faz atirar pétalas que destroem muros
Faz-me confessar amores aos gritos do silêncio
Tal é a forma de amar que existe entre você e mim
Que me compete amar todo o universo
Com a lembrança do seu nome

Só existe um caminho
E há de ser este
No horizonte onde eu vejo uma cidade por ti bem-amada
Um Piano me será dado
O amor será confessado
A noite passará rápido
Mas o tempo ficará para nós

É apenas o Amor
Que está como se estivesse fora de mim
Quando ardes em mim por inteiro

Crianças da Esperança

Eu devo confessar meu coração
E dizer da Criança da Esperança
Até que um dia
Eu também a seja

Apenas uma Sabedoria Antiga pode ser confirmada
Num Sorriso de uma Criança
Nossos feitos só podem ser coroados
Se as Crianças puderem festejar com isso
Com nossas lendas brincar e juntar todas as outras ao redor
E rodas, lendas e brincadeiras sem Fim
Ah! Só assim será verdade
Se elas puderem ser
Se elas puderem ir além
Levando nossos passos e nossos carinhos adiante

Adornemos então nosso coração
Com elas
Adornemos o nosso coração
Para que elas possam morar
A Esperança não pode mais esperar
A não ser na nossa fé em caminhar
E em nossa paciência em Amar

As Crianças vem a nós fáceis
Vamos dar a elas a Flauta do Outono
E o que elas nos dará em música
Só sei num Amor declarado em silêncio
Que não mais sai de mim
A Elas que em mim vêm
Indo longe...
Nas Transcendências de distâncias
Num abraço perto de nós

Um Chamado

Não se vá
Não se vá
Do outro lado do Rádio

Uma Paisagem de Outono
Jurada para ser abrigo do Amor
E um não se vá, um não se vá
Na Melodia de uma Amada dos Bandolins

Eu sinto um forte ímpeto
Dada a certeza
Que não consigo lidar com o Amor sozinho

O Pacto Universal do Amor
Me obriga ao exílio
Um fim a mim
No momento que te encontro
E Retorno ao Amor que me enviou

Templo das Solidões

Recintos milhares
Deitam Solitários
Estes caem e se espalham pelo chão
No início da minha Jornada

No Coração Escuro
Onde não chega Noite
Eu sei que está a Origem de Todos nós
Sem poder tocá-la

Violinos de Materiais que não podem vir ao mundo das gentes a descoberto
Saem a Proclamar os Mistérios
No fluir do espalhar das gentes
Ninguém escuta, mas lança sua capacidade de ouvir aos instrumentos famintos
E estes vão embora satisfeitos
E as gentes são desfeitas mais uma vez

No Coração Escuro
Onde limpo de mim a culpa
Eu sei que está a Origem de Todos Nós
Na Redenção que distribui Culpa a Todos

A Solidão impera e ordena
Certamente profetiza
Que um dia nos será dado sinais e maravilhas
Que nos fará nos reunir novamente

E seres desta gente
Serão um só ente
Um só mundo
Uma só condenação e haverá uma só estátua
Que nos dirá de tudo o que é eterno

No Coração Escuro
No Muro onde meu olhar tenta quebrar
Para minha contemplação em Vão
Eu lembro onde está a Origem de Todos Nós
Eu lembro que aqueles que primeiro lembraram
A guardaram em outro lugar que jamais revelarão
Finalmente surge a Estátua
Conhecedora de nossas últimas intenções
Que nos dará o Sono
Que nos transformarão em quem não nos lembramos a tempo
A justiça fora do tempo e fora das ardências
Procura novos caminhos
Em novas humanidades
Longe de nós

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

A Última Carta

I

Na Última Carta
A Última Música
A Ùltima Dança

Na Última Carta
Sacrifícios e Exaustão do Ser em Dizer
Tudo o que não foi dito
Ainda ofuscado pelas palavras
Ainda a revelação do inefável
Num esforço de superação extrema
Nas necessidades de sobreviver

As Razões não dançam
Tampouco as emoções
Não existem encontros de qualquer espécie aqui
Na Última carta cada coisa em seu lugar
Cada coisa ao Tempo que pertencem
Antes que sejam pedra de tropeço
Para os Anos que agora caem um sobre os outros
Sem se compartilhar, sem se confundir
Sem comunhão

II

Através das Mãos
Corredores de Ilusões
A Atravessarem os porões
A queda de Lembrares Anciãos
No Erguer das Construções

Que isso venha a ensinar
O Alcançar de um Altar
No momento de findar
Ultimo amanhecer a brilhar

Para salvação de todas as iluminações recusadas
Por toda luz que não foi avistada na negligência ritual do tempo
Considerada santa e entendimento
Ciência das Coisas Futuras

III

Vez após vez
Persistência e vontade irrefreável
Para quebrar jugos
E tirar a bravura do refúgio

Se não foi feito porque não se sabia
Que farás quando a própria Sabedoria
Te acompanhar e te examinar durante o Dia
E Te enfrentar na cara com Valentia
O que nem tu na ignorância se atrevia

IV

Almejar e brilhar
Entendimento no Altar
No vento novo encontrar
Legado de todos num Jardim Solar

Meu sonho na sua esperança
Adentra num lance rápido e sai infinito
A chuva silenciosa que as gotas vão revelando

A Manifestação que convida o Olhar para a Dança
E assim se fazem Presença
Numa sempre desejada
Agora vista
Comunhão

Não há nada para sempre que fique para sempre

Não há nada para sempre que fique para sempre
Dúvidas companheiras te acompanham até a Margem
E quando houveres de navegar até o outro lado
Que sorte de dúvidas te acompanharão de lá?
Ou seguirás em Solidão?
O que as dúvidas de lá te perguntarão?
Ou que Solidão te fará em maior Fé?

Tudo isso te pertence
Que nada que te pertence ficará para sempre
Pertencer é deixar passar pelo coração e sentir

Caminhos que possam ser sentidos
É isso que desejo para acariciar teus pés
Tão cansados e tão ávidos de ir
Pois sabem...

Ahr! Ecoa tão rápido o Canto da Descoberta
A Alegria que vem cantando dura tão pouco tempo com o muito de nós no Tempo
Eu gostaria de te explicar melhor cada uma das minhas palavras
Mas o Tempo é suficiente e eu tive que apenas te amar
E confiar ao Amor
A Revelação das Palavras
E Confiar A Música
A Beleza dos Silêncios
E confiar a Ti
A Musa das Harmonias e das Sinfonias
Abraçar tudo isso num só abraço
Que me coubesse também

Não há nada para sempre que dura para sempre minha amada
Tu disseste
Eu agora também

Eu posso atravessar as Ruas
Sem pedir nada a Divindade
Pela causa da Gratidão

E abraçar as tuas mãos nas minhas
Sentir o atravessar das ruas
Ah minha Companheira de Dúvidas e lutas heróicas com a Solidão!
Minha Namorada!
Essa é a Nossa Estrada...

Ascensão

Que bem irá a ti?
Em memórias de mim
Onde eu não existia?
Que irá a Ti?

Poderás subir a Escada
Quer respondas a minha pergunta ou não

Em Minha Saída Própria

A Alma do Outono
Se não do meu lado
Não proverá nenhuma canção
E não poderei passar
Tal uma Estrela

Não perceber
Para que me invada seres milhares
Em profusão
Não me salvará desta vez
Eu preciso conversar e enfrentar se preciso
Toda sorte de coisas que se metamorfoseiam
De Entidades
Quando abro o Coração da Minha Solidão

Eu irei ser forte
Para dar um Beijo
Eu irei ser forte o Bastante
Para dar um Beijo
E Abençoar as Graças de teus desejos

A Divindade da Manhã

Animal Esplêndido
Na Clara Terra-Mãe
Revela-me a Manhã
E teus passos

Vou-te procurar nos caminhos meus
Vou percorrer o Amor nos caminhos teus
Para que brilhes toda a Divindade da Manhã
Em teu Vestido Escarlata

Ausência

Animais esplêndidos passam por mim
Sem que eu possa sentir
As palavras me atravessam com nomes vários do Amor
E eu não o conheço
E nem sei chamar este para aqui
Em nome de alguém perto de mim

Eu derrotei todas gentes sábias
Que vieram discutir a Sabedoria do Amor
Mas por agora
Não quero vitórias de vã glória
Que mantenham meu coração derrotado

Eu irei entregar a minha vida
Irei anelar por algo que ainda não entendi
Sem querer me compreender totalmente
Me compreender
Sem querer amar totalmente
Amar simplesmente

Não quererei perceber mais nada
Que eu não possa sentir
Vou Combater as palavras
Que me atrapalham a pensar
Eu estarei presente contigo
Esta noite
Mão nas mãos
Toques no Tempo
Sorrisos na Face do Tempo
Com Afagos e Carinhos que regem para-sempres

O Amor é o Vôo

Se me dizes que o Amor precisa voar
Responda-me para onde
Se me dizes que o Amor é uma estrela-guia
Responda-me: Por que repousas?

Se me dizes que o Amor é uma Ave
Me diga por que não somos?
Por que ela é uma Ave Sem Par
Quando para ela imploramos o Fim das Solidões?

Eu já vi o Amor voar para partir e não mais voltar
Quando ainda nem pensava em Amar
E quando ainda em meu coração
Se faziam perguntas em relação a sua partida
Sem que eu me sentisse despedir

A Verdade

A Verdade
Quer recolher alguma força
Do cantar dos Povos

Entre as Gentes
Os Espíritos das Intenções
De dar vazão a Força do Coração
Para fora do Rio
Para Fora dos Jardins
Que padecem por falta do Trabalho do Entendimento

Mas ao Menos
Um Canto de outros Ventos
Ecoa Forte
Pelas Manhãs
E Ecoa longe nas Noites

Uma Verdade Virá ainda acompanhar
Uma Outra Verdade irmanada
Em outros ventos
Ainda neste Tempo
E neste passar de povos

Oração ao Sol

Eu irei orar o Cântico
De uma Criança que reina
Eu irei a Ti óh Sol!
E irei deixar partir
Tal deixar os Raios Partirem

E é por isso que estamos aqui
E é por isso que estamos aqui

Também me permitirei partir
Permitirei que guie-me
E me espalhe perante as gentes

A uma Divindade Desconhecida

Uma Divindade Desconhecida
É melhor Bálsamos para meu coração
Que meu coração pode ser qualquer coisa neste Universo
E uma Divindade Desconhecida
Pode fazer toda sorte de Criação
Que ainda não conheci

Um Coração com uma Divindade Desconhecida
Que me Abra os Caminhos
Que me faça Amar
No Palco das Criações Imprevisíveis
E nos Mistérios que podem abraçar
Que não cessam de cantar com a Alegria
Que nasceram com estes desde o Princípio

Siga-os Amantes

Siga-os Amantes
Siga as Crianças
E toda sorte de várias artes
Que lhes rodeiam
E estarás bem e feliz
Num Caminho que te seguirá
E zelará por teus passos
Pelo Mistério Inalcançável
Que não tocam teus pés
Mais tuas asas

Siga-os Amantes
E Ame

Siga as Crianças
E todos os Jardins
Que se movem diantes delas

Uma Dança de Amor

Quem sabe Dançar o Amor
Não faz mais diferença para meu olhar
Ainda que saiba Dançar em Solidão
Junto as Companhias

Eu dançava e amava
Até que numa distração o Amor se me escapou
E a Dança foi tudo o que tinha
Até eu acertar as minhas dívidas com o Nada

Há! Não há sorte mais perniciosa de almas
Que aquelas que dizem: Não quero te causar dor
Há! As lágrimas e feitos destas
É a Fonte de Desgraças e Lamúrias deste Mundo
Enqüanto a Natura cala a sua sabedoria
Diante das Maestrias da Dor que visitam Entendimento

Mas eu hei de Dançar uma última Vez
Despindo a minha hipocrisia
Despedindo o último amor
Para uma Nova Mentira
Uma Hipocrisia Renovada
Numa Ilusão sem necessidades de Máscaras

Teu Olhar

Teu Forte Olhar
Em minha vida
É as canções do Amor
Ao redor de meus caminhos

As Flores do Jardim

As Flores estão no Jardim
E Tu onde estás?
Para onde levastes a Era delas?
Que aqui só é Primavera?
Que aqui não se ouve nenhuma canção?

Que fizestes do Azul dos Campos
Que não mais brilha sobre nenhuma árvore?
Que fizestas das Montanhas
Que não recebem nenhuma peregrinação?

Hás de calar em definitivo
A Sorte dos Prazeres
Que passeavam pelo Amor?

Que fizeram as Rosas ao Teu Jardim?
Para esqueceres quem eras?
Quando num reflexo do Rio
Congelastes a Primavera
E dispensastes o frio
Junto com o calor do silêncio?

Que fizeram as Rosas ao Teu Jardim?
Que faremos ao Silêncio?

Estarei te esperando com o Amor Maior deste mundo
Em outras estações

Um Sonho de Amor

O Sonho também precisa partir de nossos braços
E escapar de nossas mãos
Para que não sejamos desamparados
Por apenas nos deixar consumir por ímpetos desesperados
Que não vindos do coração o simulam
Que queimando não aquecem nada

Eu preciso te deixar partir Bem-Amada
Para longe do meu coração
Para que encontres tua estrada
Para que eu sonhe contigo tão perto
Quanto o Tudo está do Nada

Que o Vento estará para as Distâncias
Será nossa Ala-Correio
Um dia há de sermos um no Sonho do Outro
De Sonhadores que se amam ao mesmo Tempo
Tal um Sol a Lembrar de Seu irmão em Algum Momento de intenso brilho

Que não haja nada para sempre

Que não haja nada para sempre
Para te ferir na face
Um amor que te doa
Toda uma eternidade

Que nada dura para sempre
Para que possamos nos amar esta noite
Que possamos passar pela chuva
Sem acidentes que causarmos
Quando não mais estivermos perto um do outro

Ah! Que não haja nada que dure para sempre
Que sem perceber nada estamos
A Fé em um Amor que seguimos
E em nenhum momento acreditamos

O Amor entre a Natura

O Amor entre a Natura busco
Para ti
Colho uma tempestade
E Planto raio por raio em teu jardim
Que a partir de agora
Quero que nosso amor viva
De arrepeios intensos

Amantes-Sonhos
Assim guiamos-mos a nós um para o outro
Assim brincamos
Assim com o Tempo somos

Um Amor Entre a Natura
Nosso Jardim plantamos
Por ele corremos
Até que sejamos
Tudo aquilo que por aqui encontramos

O Amor é um Transeunte

O Amor é um Transeunte
Um Estranho no Parque

Mas ainda sou capaz de reconhecer
Um Azul no Auge da Noite
E Sou capaz de reconhecer seu rosto
Entre os fantasmas vindos de amar

De onde me reconheces?

Se és capaz de retornar um Amor a mim
Quando que um dia verdadeiramente você me amou?

As Nuvens mais belas passarão
No céu
Que isso seja a maior fúria
Da nossa indiferença

O Amor Indesperto

Exijo tua paciência Eterna
Não sei amar
E apenas na Eternidade aprenderei
Se tens todo o tempo da Eternidade
Vem comigo
Que eu te ensinarei esperar
Quem sabe tu não me ensinas a Amar
Quem sabes nos irmanemos por força do Amor
Quem não conhece nem a mim e nem a Ti
Que seja a Força Estranha a nos guiar
Em nossa solidão Eterna

Amar um Segredo que se revela

Se queres Amar
Não antecipes o Amor
Para que não hesites em Amar
Quando for o Tempo
Do Amor te despertar

Não cantes sozinha o Amor numa Noite
Se não conheces a Solidão que queres que cante contigo
É necessário fazer ainda mais pela solidão
Do que pensas ser necessário fazer ao Amor

Podes Atirar o Amor ao Mar
Que este nadará
Podes Atirar ao Ar
Que este voará
Com as Chamas irá aquecer o Mundo
No Gelo irá guardar Multidões
Na Água fará surgir novas Vidas
Em Ti se perderá
E se encontrará
Se te perderes junto
Reconhecendo o Nome do Amor
Num Amar e querer Amor

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Nos Montes Altos

Desculpe-me os ímpetos nas minhas palavras
Que eu saí para caminhar e voltei acompanhado
Agora A Morte que está do lado
Exige de mim simplicidade nas palavras
E generosidade nos meus gestos
Em relação a você

Num porto eu devo te acompanhar
E numa última aurora
Ver teus sonhos navegarem
Enqüanto abraço você partir

Ah! As Aves voam no céu
Com uma direção
Que meu coração sabe qual é
E não escolheria outra rota
Nem para devaneios
Nem por recreio dos vôos vãos
Que um só Vôo Maior
Tem em Mente

Não há mais fim para meus caminhos
Agora que estou na simplicidade das minhas palavras
E agora que meu amor mais fácil se anuncia
Na pequenês de minhas mãos
Na imensidão de teus cabelos

O Amor e o Tempo

Se dissermos
Perdemos tempo
Poderemos também dizer
Que deixamos o Tempo
Passar por nós?

Se não deixamos o Tempo passar por nós
Só o perdemos por não caminhar junto com este pelas Ruas
Só perdemos um ao outro pela mesma razão

Nem passeantes da estrada da Vida um do outro
Nos fizemos
Que pretendemos então em chamarmos um ao outro: Amante! Alma Querida!
Nem Caminhantes somos!

Quem passou e deixou
O Amor e o Tempo passar
É companhia para estes e para si
E há de Amar por Tempos e Tempos

Por Agora
Passemos este Amor
Neste Tempo
Que nos convida a caminhar pelos Bosques
Por Agora
Vamos dar as mãos um ao outro
Vamos nos permitir sentirmos medo
Um do outro
De nós mesmos
Só assim veremos uma Face Amada que queremos bem
E não um reflexo na água que queremos sacudir com a violência da Eternidade sem Morada

Assim iremos nos Abraçar
Finalmente
Vendo o Tempo Passar
Apenas vendo o Tempo Passar
Com o Amor a nos circundar
E a Pensar o que será de nós
O que será deste?
Se assim continuarmos a nos encontrar

Quando há de ser para Sempre?

Quando há de ser para Sempre?

Quando um pranto há de verdadeiramente passageiro?
Quando o Amor realmente há de ser descoberto um estrangeiro?
Que habitou entre nós tal um familiar?

Quando há de ser para Sempre óh minha Amada?
Se mal sabemos que sorte de deveres nos impomos
Ao querermos e ao nos retermos com sentimentos que desconhecemos e que há tempos nos acompanham?

Quando há de ser para Sempre?
Eu irei partir pela Manhã
Quando já haverás partido
Iremos ir de volta para a Casa
Iremos prosseguir e pensar...
Lembraremos de nos importar
Com o que começará a ser para Sempre?

Cante Minha Amada

Cante Minha Amada
Que o Meu Coração veio da Estrada
Por Amor ao Cantar Teu

Cante Minha Amada
Que enqüanto cantas meu amor fala
Que enqüanto as melodias me atravessam
Eu sei cada vez mais
Do Amor que quero lhe entregar
E do Jardim que quero lhe devotar

Venha a mim minha Amada

Venha a mim minha Amada

Eu fiz partir todas as notas da Canção de Outono
Convidei todas as Amizades para dentro de nosso Lar

Logo estará aqui toda nossa história

Perto de Onde colhemos a Primeira Chama
E protegemos o Jardim Primeiro
Alguém Solitário passou a Morar lá
Para Zelar todos os Nossos Segredos

Ora venha a mim minha Amada
Iremos celebrar
Apenas quando você cantar
A Canção de Outono
Até que o Solitário que não conhecera a Canção
Poderá abrigar a todos nós
Juntos com todos nossos Amores
A Amarem mais com a revelação dos Eternos Mistérios

Saber Amar

Saber Amar
É deixar quem se ama
Atravessar a Estrada de sua Solidão
Com a Companhia de um Olhar ainda mais solitário
Que lhe Ama
E que não chega perto de seus anelos
Senão com o peso de folhas e plumas
E permanece tal uma Árvore
Que sustenta um Jardim
Em meio ao florescimento de todas as irmãs flores

Amor sem defesas

Dois Amantes maquinam contra a Face
Um do Outro
Dois Amantes precisam entender a Face
Que querem alterar-se
Não existe sorte de Beijos
Que possam sobreviver
Que o Último Beijo
Será Amante em Solidão

A Fortaleza precisa ir abaixo
A História precisa ser contada
Para fora da Alma
Que precisa deixar de ser levada
Não existe Sabedoria para ser aprendida aqui
Aqui é deixar partir

Adeus

Eu quero um caminho de volta ao Amor
Um mergulho...
Um respirar...
Um sentir-me desesperado
Após sentir-te sem cessar

Eu não preciso de ninguém por perto
Nas obras de solidão que darei para meu coração
Tu me conheces bem
Mas não use de seu conhecimento contra mim
Que será contra nós
Saibas o que precisas saber de mim
Com a Sabedoria de me deixar partir

Eu vou caminhar em direção as águas
Eu vou deixar o Sol brilhar a Sua Face
Para mim
Eu vou deixar que eu veja o Amor
De alguma forma, em algum tempo

Sonhos

O Mundo
São as Crianças num Jardim
Amantes-Guardiões
A zelar por suas brincadeiras

Eu percebi a Tempo
Que é necessário crescer o Coração
Que quer ver crescer todos o que este cuida

Pois o Mundo
São as Crianças Num Jardim
A Sonhar a Nós por Elas
Por uma Revelação

Se o Amor não é possível

Se o Amor não é possível
Me deixe partir
Que estou obrigado a cantar o Hino do Amor
Que preciso levar seu estandarte adiante
E Amar sem caminhos não é o bastante

Se o Amor não é possível
Teus abraços são prisões
Seus beijos são farsas
A levar a delírios mudos
E Jardins sem glórias
Primaveras sem Outonos na memória
Outonos sem esperanças de Primaveras

Deixa-me ir
Levar a Canção do Outono para a Primavera que espera
Deixa-me ir
Levar o Nome da Primavera para o Outono
Para que os Ventos não parem de buscar
As Sementes dos Jardins
Luz dos Amantes

Se o Amor não é possível
Fiques por perto
Mas não me impeças
Assim me respeitando
Um dia o Amor lhe desperta

Um dia o Amor lhe desperta

Sabes de meu amor

Sabes de meu amor
Ainda que resolvi que este seja segredo
Sabes de meu amor
Que meu segredo é altissonante
Bate a tua porta
E convida teu olhar para entrar em mim

Juro as Divindades
Dar-te o meu coração
Sem temores e sem hesitação
De experimentar todos os amores contigo

A Chuva

As raízes em trevas
Anunciam as Silhuetas das Flores
Dos Amores
Que me são prometidos
Enqüanto adivinho
Que sorte de coisas cairá em mim
Nesta chuva
E que sorte de pensamentos meus
Cairão de minhas mãos

Virá novamente
Uma Chuva
Uma Promessa
A qual possa ser cantada

Existe uma Dama vinda desta Chuva
Cujo sussurro é segredo
Entre Amantes que protegem bem o Seu Amor

Ela Anuncia a todos
Qual é a forma que a Chuva deve cair sobre cada um
Ela diz o Nome da Canção
E Razão pelo qual o Amor é cantado

A Canção Noturna

I

De Coragem e Amor
Se fazem os cantos noturnos
Que se dirigem a despertar todos os amores não confessados
Para que a Noite e A Luz resgate cada Amante de volta a pessoa que tanto amara

Tal uma Lua ao Redor do Sol
Tal um Sol a tramar uma forma de estar a sós com a Lua

II

Na Luz do Luar
Flama Sacra na Meia-Noite
Nosso Amor poderá ser num Sonho
Onde faremos todas as nossas favoritas paisagens
Vindas de nossas solidões mais queridas
As que abençoam agora nossa união
Iremos nos recrear na Criação e na Invenção de nos Amarmos assim
Descobrindo que de fato
Éramos um para o outro
Nos fizemos um para o outro
Quando cantávamos a Canção Noturna que fizemos para nos encontrar
E nos encontramos
E assim é
Porque estamos diante do Mar
E diante do Amor um do Outro
Amada! Segure a minha mão
E a minha alma perto de ti
Eu te amarei
E não deixarei este amor partir

III

Amantes brincavam
No Azul Liberto da Noite
Estas Três Entidades Cantavam
Cada vez mais Alto
E despertaram o Amor sem querer a princípio
E depois terminaram de fazer isso de propósito
Do Princípio ao Propósito
Os Amantes com o Azul
Retiveram o Amor agora desperto e Alegre
Na Noite destes
Para sempre

A Mui Amada nesta Noite
Entendeu um sorriso da Noite
E guardou um segredo de irmã

Uma Jornada no Olhar

I

A Jornada no Olhar
É um Amor em que não se pode adentrar
Senão com o ímpeto de desbravar mundos
E ir ao Lar Primeiro
Que é lugar para onde se vai e para onde não se volta

Eu poderia sentir tal se eu fosse um vento
E ainda amaria tal se eu fosse Ventania
Assim poderia te encontrar todas as manhãs
E lhe levaria todos os Outonos do Amor que precisa ser levado por nossas mãos unidas

Mas posso mais
Posso te sentir agora e caminhar ao teu lado
Te sentir agora em meus braços e ainda assim te buscar longe
Cantar a Canção do Outono
Em nossos Jardins que iremos Unir e cuidar juntos

II

Numa Canção
Os Espíritos se erguem
E eu estou
No Amor
Onde todos estes estiveram um dia
Sem deixar de estar um só dia

Se perder num Paraíso não há de ser motivo de tristeza ou alegria
Tampouco se encontrar
Mas sentir o Amor que sinto
Quando olho a minha Amada de tempos pela primeira vez
É o que mais quero por aqui
É onde eu quero ser e não deixar de ser um só dia
Um Amar a Ti

Ah! Se me olhares agora
O Amor me escapará dos dedos
E irá se perder em Ti

O Dogma do Amor

Acreditar no Amor
Não é uma opção
Se existem Amantes nos Jardins
O meu coração é obrigado a florescer
E se Amantes brincam com o Amor displicentes
Meu coração é obrigado a confessar o Amor
E a minha Vontade de estar no Jardim

Uma Vida Inteira

Desconheço o Mistério
Das razões de tuas respostas
A esclarecer minhas perguntas
Quando as perguntas deveriam continuar sem as respostas
Da mesma forma que eu deveria continuar sem você

As gentes não são coisas fáceis para serem usadas e esquecidas
Que a alma humana põem cativo quem quer lhe aprisionar
Obrigando quem aprisiona a se aprisionar com quem aprisiona

É apenas uma Vida Inteira
Que deixei de brilhar
Quando não cantei a Canção do Outono

Tempestade e Azul

Toda vez que eu penso em você
Vem a minha memórias as maravilhas de tudo o que penso azul

A Música do Outono se aproxima de nossos sorrisos
E vem libertá-los para que possamos nos espalhar

No momento final
As palavras que nunca puderam ser presas
É apenas um Beijo
É apenas nós numa Tempestade
Vulneráveis a toda sorte de intempérios deste Amor

Em qualquer momento e em qualquer Lugar

Em qualquer momento e em qualquer Lugar
O Amor há de ser encontrado
Em qualquer encontro em que se queira amar

Que uma Dama e uma Criança a passear no Céu esta Noite
Colocarão o Nome do Amor nas gentes que olharem bem alto
Para que possam se encontrar enfim
Com o Nome que escolheram para seus caminhos
Até que o Nome seja todo o Ser que este promete
Nas Promessas que florescerão o Jardim
Sem Maior Tempo que não seja
Para se encontrar e amar

A Saudade do Jardim dos Amantes Canta
E se canta vamos ao Jardim
Vamos passear e encontrar
Vamos construir com nossas próprias mãos um Monumento
Vamos com nossas próprias mãos construirmos juntos uma morada no Olhar um do outro
Com as promessas que nos florescerão

Os Relâmpagos de repente
Abençoam nosso Amor
Quero Força e Verdade
Sem demora

Uma Dança na Ilha-Maravilha

Uma Guitarra Bem-Amada em meus Braços
É o que peço para ver-te surgir na Janela
Para brilhar os entardeceres da minha Vida
...Luz ainda

Haverá algo mais de amor nesta noite
Pois todo povo espera a Dama do Vestido Vermelho
Tão ardentemente quanto espero que as palavras que te direi virão dos deuses

E tudo haverá de ser dito
Quando dançar contigo
Uma Dança na Ilha-Maravilha

O Azul do Céu é o que espero ter em mãos
Para fazer a Saudação que chamará a Tua Beleza
Para Perto de mim e Perto de todos os que devotam amor as Canções e a Festa

Haverei de tocar com ainda maior devoção a Guitarra
Para que dances ainda mais amada e contemplada
Sapateando um Céu de Paraísos Azuis
Na Beleza da Ilha-Maravilha Amada

Eu me contentarei em habitar o teu olhar
Enqüanto aqui tudo for
Que se faça o te amo
Apenas no Amor

Amada Azul em Vestes Escarlatas
Sapateia e meu coração dança
E meu coração estará com ela
E ela estará comigo nesta noite

Digas a canção
Que eu te direi do meu amor

Jornada ao Oriente

Omnia de minha Vida
É a tua Rosa Adorada e Intransformável
A Lançar as Pétalas Alteradas
No Rio de meu tempo
No Oceano das histórias de todas as gentes
Sem Forma e Mãe de todas entidades a virem através da Forma

(Ainda)

E Foi entre as Fumaças e os Belos Lagos Onde Animais em Paz andam
Que eu vi a Ti Surgir Rainha

O Teu Olhar
Pesava em meu Corpo
Tal se abraçasse-me com força naquele momento
Sem mover a Balança dos Lábios
Lançando Beijos e sendo
A Guardiã do Amor

Ah! Se Teu Olhar se retivesse por mais tempo!

Eu vejo Paraísos Púrpuras e vestes Escarlatas
Sobre Teus Caminhos
Meu Amor irá te cingir de tudo o que lhe diz respeito e muitas outras palavras

Porque quando estavas em frente de tua casa
E chamavas o Sol para se recolher
Com o Canto das Cigarras
Eu te vi Surgir Rainha
E Vi Surgir os Campos ao Seu Redor

O Teu Nome Traz a Alegria de Teu Povo
O Teu Nome na Distância expande o Reino
Antes de entrar no meu coração a menção de Ti
Já preparavas tuas mãos para agraciar o Amor
E Teus pés já era a Luz dos Amantes que se encontram

As Amizades minhas vêm com belos trabalhos de tecido
Vêm de brilhar o olhar nas Trilhas de Pedras E Montanhas
Irão se juntar a nós

A Dança Alegre e A Rosa do Povo
Veremos em Tua Face
Que ainda não é o Todo
Do que sentimos e do que és
A nos envolver

A Carta das Ilusões
Não seria recebida
No momento em que aqueço a água
E preparo as pétalas para seu banho

A Carta de todas as Cores Azuis
Está sim seria recebida
Em Teu Amor

As Cores Azuis
Anunciarão a sua Silhueta
Abençoada por este horizonte e numa Cor dentro de uma Cor
A Voar no Céu
A me acariciar em meu peito
Enquanto meus olhos te acariciam a alma

As Neblinas vindas da Manhã
Vão trazer o Amor em meus olhos
E irei atravessar caminhos e feitos
E Sempre te encontrarei
Tão certo encontrarás Amor para que sejas Amada
Em meu Olhar

terça-feira, 3 de novembro de 2015

A Dama do Piano

A Dama do Piano transforma minhas folhas
Em Árvores em quedas harmônicas
Que fazem surgir vales nos Horizontes

A Dama do Piano faz-me cair lentamente do Céu
Faz-me aconchegar com calma no Piano
De seu coração em fúria e de suas mãos tranqüilas
Tais Animais Maravilhosos Confiantes em seu ir e sua força de sentir as Mudanças nas Paisagens

A Dama do Piano me pergunta:
Sabes sentir o Tempo passar?
Sabes sentir o Céu quedar sobre nós deixando Azuras para nos encantar até a queda final?

A Dama destas Perguntas
Eu sinto Amor e a seguirei
Que ela parte para sentir um Amor passar
Por seus dedos
Eu a abraço
Por Amor as Harmonias e a Vida
Que quero que passem por ela
E a mais ninguém

Ah! Os Animais Maravilhas se encantarão
As Bestas Sagradas de Três Mares serão embebidas
Da Essência de Amor que emanará
De nossas Vidas
De Dois Amantes nas Trevas
E um Piano diante da Noite

O Espetáculo na Janela

Uma Criança vinda das Multidões
Correu para ver a Maravilha anunciada pela Primavera
Que iria aparecer na Janela

Um Monumento de Flores Amarelas
Saudou a Criança
E o Monumento de Flores Amarelas
Mostrou as Nuvens novas direções
E experimentou elas em novas cores

A Chuva veio e o Sol também
Outras Criaturas Maravilhas se mostraram
Não queriam perder o espetáculo
de uma Criança a contemplá-las na Janela

Livramento

Não poderia perdoar e não poderia viver
Esquecer que vi o Amor morrer
E que tudo continua na mesma
A mesmice de terminar eternamente arrependido
Por não se libertar a tempo
Que o Tempo jamais visita a Eternidade mais de uma Vez para resgatar uma alma aprisionada

Uma vez e mais
Só lá fora
No perigo da Noite

- Desperdoe-me agora a Tempo
  Desperdoe-me agora que vou partir com o Tempo
  Desperdoe-me e me liberte
  Não! Eu me desperdoarei sozinha
  E irei partir

Você disse e eu sei

...

II

Sento-me na cadeira de honra
No meio da estrada e da vergonha
Que o caminhar lança a minha face

Não irei perder a cadeira de honra
Que me garantirá descanso eterno
E a alma eterna
Quando quatro paredes comungarem ao redor de mim
Por saberem evocar meu nome enfim

Se tu me desperdoasse
Brilharia o Sol novamente em minha face
E me libertaria certamente
No próximo desvanecer

Se me desperdoasse
Saberei a forma de nunca mais saber
A Origem de mim
E a Origem de nós Dois Aqui

Saberei quem somos
Saberei partir
Para onde estamos
E enfim aprender a dizer adeus
Te desperdoando enfim
Eu te amo

Um Pôr-do-Sol Estranho

Guiei-me pelos Mapas Fiéis
Vindas de tuas mãos traiçoeiras
E encontrei o Pôr-do-Sol-Maravilha
Que iria mudar para sempre as Nossas Vidas

Fostes minha Guia
Através dos Desertos
Que iriam me levar a minha Vida
Por confiar em Ti encontrastes o Pôr-do-Sol-Maravilha
Que iria mudar para sempre as Nossas Vidas

Chamamos juntos multidões nas Cidades
Eu com um livro mágico
E tu com a recitação da magia
As multidões se tornaram montadoras de tempestes de ventos
E num céu azul
Assim nadamos na Terra
Até que no Horizonte
No Entardecer Mais Claro
E No Sol mais imponente
As Multidões nos despertaram do nosso transe de ir
E nos mostraram o Pôr-do-Sol-Maravilha
Que iria mudar para sempre todas essas vidas

O Pôr-do-Sol
Disse que visitou quem ama
Salutou todos que irmanou
E Veio ter conosco
Então a Luz Desvanecentes
Percebemos que éramos Amantes Solitários
A Tentar desaperecer com Solidão do Outro
Para combater a nossa própria
Então solitários guerreiros nos lançamos a guerras intermináveis
Nunca despimos as nossas palavras
Nunca fizemos o Amor que fizemos
Nunca quisemos despir a nossa nudez
Das vestes que não tecemos
Dois Amantes ante o Pôr-do-Sol
Partiram Um a Um
E se despidiram de nós olhando-nos nos olhos
Cada um com uma Luz Desvanecente
Que mudou para sempre nossas vidas
E que guardou a mudança em cada um de nossos corações
Para que ela batesse o que é o Amor até o Fim de nossas vidas
E depois do fim de nossos títulos de Amantes
E outras vanglórias de nossa História
A Lutar até alcançarem a Nós
Enfim vencemos
É hora de dizer adeus

Veja-me

Veja-me porque eu te amo
Te saúdo com Amor que não se vai
Ah! Por favor! Guarde um pouco de amor em teu olhar
Que sempre saberás para onde ir encontrar a mim em encontros secretos por capricho nosso

A Certeza do que eu Sinto

I

Quando enfim conseguir convencer-te do meu Amor
Partirei pela manhã
Com meu dever cumprido

II

Através das Multidões haverá sempre alguém
Para lembrar as gentes do Amor
Que Amaram quem passou pelo Desafio
De Serem Dois Amantes nas Trevas
As Multidões celebraram
E os Trovões ministrarão coragem entre elas
Para aceitarem também atravessarem
Com suas recompensas de chuvas sem medidas
Um Dia toda a Multidão aceitará
Quando enfim você também aceitar
Lançando meu barco no Mar
Então haverei partido
Contigo naquela manhã

Hino a uma Dádiva

Considerações a respeito de um Hino de Liberdade
Ou mais que isso
Que poderá ofertar a mim
O exército de Anjos?
Para que vá ter com estes e não com o exército de Estrelas
Que compartilham comigo o Amor a que me devoto

Recuso-me a Dançar as Danças Proibidas
Que me ocultam a Dança Primitiva
Levando-me para longe de mim em Jardins Distantes
Se o Salão de Dança é aqui
É em qualquer lugar que se faça caminho para meus pés
A Dança constrói e derruba templos
Da mesma forma e com a mesma Luz

Considerações a Um Hino de Liberdade
Façam-me melhor os Anjos
Cantando tudo aquilo
Que minha Musa ensinar

O Silêncio do Coração

Escutar o Coração
E deixar as Musas com suas Artes-Nuas
Escreverem o que aprouver no pequeno pedaço de Paraíso que encontrei
É só uma questão de ver o Tempo passar
E de lhe fazer companhia

A Beleza que está aqui
Me deixa a opção de Ser Amante
Eu irei tomar a mão de uma Musa
E ascenderei para escutar-lhe o Coração
Salvando a minha vida
Salvando todo o meu Amor
Entregando-me completamente

Musas
Vosso Coração
Está em vossa Arte
Está em mim
Está em meu coração
A vos servir de transporte
Por toda parte

Oração ao Amor

Apenas Mãos Gregas
Podem rezar a Oração Italiana
Que precisa chegar ao Deus de Meu Amor

A Essência do Amor
Me escapou
Agora preciso viver em Fuga
Preciso viver em Espírito de Fuga e Vigilância
Até que enfim eu enlouqueça
E possa pensar da mesma forma que o Amor pensa
Assim sempre poderei encontrar a Minha Amada
Seja Ela onde For
Esteja eu onde estiver o seu canto

Eu irei estar
Eu irei sobreviver
Porque irei me mover em meu coração
Através de sua canção

Um Bom Tempo

O Espírito da Humanidade
Deságua na Celebração
Dos Novos Tempos que precisam partir

Quem está entregue ao Sono Sério
Que tudo medita fora da Mente
E fora do Tempo
Não terá parte entre nós
Que a Sabedoria está entre nós
E nunca tomou retiro

As Danças Continuam
Os Pianos Surgem a Medida que a Melodia do Amor precisa ecoar
Nós surgimos
Na Medida que a Melodia do Amor ecoa por nós

Um Violino Novo

Um Violino Novo
Encontrou seu caminho
Entre a Neve

O Violino foi até a o ponto mais alto que avistou
Até que enfim um dia possa ser visitado
Por uma Amada

A Amada conta todas as histórias
De tudo aquilo que passa
De tudo o que ama

Então o Violino
Entrará no Tempo
E Será a Companhia da Amada
Dentro do Amor

O Encontro

Eu fui ao Retiro
Soube enfim
Quem eu realmente amei nesta vida
E levei de lá
Uma Criança
Que Desde então irá me ensinar a Amar
E me ensinar o que é a Vida
E o que é verdadeiramente ser entre as Humanas gentes

- Estou tão feliz com o nosso Amor aqui
- Estou tão contente de que viestes aqui para descansar teus caminhos em continuar teu caminhar comigo

Os Desertos

Os Desertos
Entram em Comunhão
No Dia da Terra
No Dia que Ela visita seu Próprio Espírito que se esconde entre nós

Uma Oração a Teu Própria Espírito a Terra Faz

Eu vou me adentrar nas Chamas
Eu irei me despertar
Nascerei das Águas e Irei Voltar
Os Desertos que guardem ainda a Sabedoria
Que se alarguem
Que me cresçam
Que sou o Renascer
Eu Sou o Espírito que precisa partir
Para que possas permanecer em Mim
E a Vida possa inspirar sobre nos Corações
E possa habitar as Mentes

Os Desertos Entram em Comunhão
Entram no Espírito da Terra
E Celebram até o Fim destes
Até que possam renascer outra vez
No Coração de um Novo Espírito
Na Profecia da Antiga Terra
A Soprar as suas areias
E navegar suas faces

Solitude

I

Ninguém está Sozinho
Todo mundo é Solidão

II

Se a Noite prepara as Vestes
As quais devemos nos vestir
Qual é a Razão
de não podermos nos despir com honestidade?

Sonhar é poder
Sonhar é encontrar
Para poder ir ao encontro
Por que vou dizer não a tudo que olhei
Que agora olha dentro de mim
Tal se fosse uma só pessoa
Tal se fosse a mim

O Vazio no Jardim da Solitude
É uma carícia
A florescer a Vida
A Ausência das pessoas
Não precisa ser explicada
O Mar precisa ser mergulhado
Multidões ou uma pessoa solitária
São o mesmo espírito
Podem se afogar ou navegar da mesma forma
O Mar a tu isso é indiferente
O Mar são apenas ondas
Apenas ondas
Nós somos ondas perdidas na inocência
De encontrar o Caminho
No Vale dos Destinos que se foram

Somos Ondas
Não encontramos
Passamos
O que não é Mar
Somos indiferentes
Tudo é esperar para passar o Mar
E Passar a Espera do Mar