sexta-feira, 2 de outubro de 2015

O Livro

I

Não é fácil virar a página
do Livro Inesquecível
O qual leio facilmente

Repleto de Palavras está minha Memória
E repleto de beijos-reflexos do Mar

A Minha Dama Azul em seu vestido Escarlate
Navega no Mar incessantemente
Desde o Dia em que por ela fui beijado tão intensamente
Que o peso do Amor me selou dentro do mar eternamente

Intensidade - É a Palavra para invocar este Amor
Uma a Uma - Nota de um Piano que contempla o Mar cai
O céu também - Entra na sinfonia que rega o Mar
Tu lanças teu barco - Tua Flor e Teu Amor regam-se
Por Som e Água - Desvaneces o Céu - Reges
Cai a Pétala enfim - Para mim nas profundidades
E é me concedido visão para suas Fulguras e Tempestades
A Rósea Semblantina do Céu - Sempre vejo as Nuvens
Onde todo imaginar figuras só me leva a Tua Face
Entre Metamórficas Carruagens

Teu Sorriso de Menina
Que me ensina
O Mistério de deixar partir e amar

E em te amar deixo você ir
E te vejo
E deixo todo o amor em mim amar
A sua vinda e a sua partida

II

É minha chance agora
E abraçarei a Fortuna, a Ilusão e a Fuga
Num para sempre

O Pecado da Meia-Noite
O Amor Verdadeiro

O Pecado da Meia-Noite tão abundante
Revela a Face do Amor Verdadeiro
Que havia antes - Que haverá-se inteiro
Depois que desvanecer o que se há/
Irrenunciável

O Pecado da Meia-Noite
Amor Verdadeiro

O Pecado da Meia-Noite tão fácil
Se contrapõem ao Amor Verdadeiro
Inalcançável

Todos a Partida agora
Da Busca Proibida
Movida pelo desejo
A preencher o que foi esperança
Andando contra a vontade
Da eternidade imóvel
A fechar as portas do Amor
Por zelo, furor... Que se diga a verdade
Ciúmes

- Cessem as loucuras que haviam antes
  Cerram-se as portas para todos desejantes do Amor
  Que Agora Eu - A Eternidade
  Serei a Única Companhia e a Única Amante
  E mereço: Minha Fidelidade Acompanha desde o início e antes do sem-fim
  Esqueço todos os que através de mim vieram ao Amor Amado
  Afastai - Contentai com as paixões que cairão do Nosso Céu Velado
  Contentai com os Lenços do Vestido Escarlate Abençoados
  Por aquela Musa Azul do Amor - Inalcançável - Onipresente
  Sempre Vista - Sempre Amada!

O Pecado da Meia-Noite - Faço
O Amor Verdadeiro - Raro
A oração do Amor a perfumar o meu desejo traiçoeiro
Te traz para perto - Óh meu Amor Primeiro
Te traz contra o Tempo - Alento!
E em me desvanecer para que isso seja assim
Você se vai
Com uma lembrança impossível de mim
Um agora que fique por ser Guardada nos Portões da Verdade - Ela mesma - Guardiã
Um Amor de Mim - Um Amor de Mim
Num Jardim de Outrora
Que fica no teu céu - no teu livro - em teu agora
Para que tu possas cuidar
E agora a Visão da Verdade se me vem
Me vê
E eu vejo

Teu Vestido Escarlata
Recebe presente desta Noite - do outro lado do Horizonte
Teu Vestido totalmente Azul - Se Faz
Tu estás totalmente Azul

Oh! Tu és totalmente Azul para mim!
Tu és totalmente Azul para mim...

III

No Silêncio
Do Retorno ao Livro
Eu te espero
Meu Amor

Mesmo que a Chuva
Não mais dance
Mesmo que do Amor
Eu perca todas as chances
Eu amarei o meu amor

No mais fácil passo
Dos romances fáceis
Eu valso sozinho
A valsa de todos os amantes

Até que a Chuva não mais dance
Até que o Amor não seja mais chance
Até que eu possa Dançar
Apenas com o meu Amor
A Música que não acabou

Eu vou dançar
Apenas com o Meu Amor

Uma Dança que não se acabe
Uma Música que não se cansa
Numa esperança que se lança
Ao teu colo de Mulher
No Adorno dos seus desejos
No Amor mais verdadeiro entre teus Seios
Na Sinfonia de todos os Amores

Desde que te vi
Passar no mais belo Entardecer que te amava também
Juro que o meu coração foi seu desde lá
E passei a te Amar sem fim e sem começo
No Tempo que só é lembrar de você

E quando não mais puder
Me renderei
Irei fazer um amor com qual eu pude sonhar
Irei fazer um amor o qual prometi a mim mesmo a você
Num doce dezembro
Num dezembro azul

E mesmo quando as palavras não podiam dizer
Mesmo quando a Providência não favorecia lembrar
Proibido ainda
Eu caminhei as montanhas
Eu abri as portas
Fui o hóspede não convidado em todas as casas
Para te dar uma devoção que nunca descansa

E tanto tempo quanto para sempre
De seu Vestido Azul
Estou Amando mesmo quando Trovão
Estou Amando e sentindo mesmo quando é muito cedo para aprender
E tu estás Vestindo de amar a Maravilha desde tempos e tempos
Um Amor Eterno do mais Puro Azul

Teus Feitos

I

Vás Femina Profanando Teu Sagrado
Ascendendo mais Acima do Celestial Estrado
Infinito Ainda

Ah! Que há para mim!
Esta Beleza atravessa caminhos que pavimenta agora
Milagres para as vistas - Feituras do Dia Dia

Femina Profana
Te Oferto minha Poesia, meu Amor e minha Cama
Femina, Femina
Que eu te adoro em todo Seu Sagrado - Infindo e Lindo
Que eu Abraço todo o seu Corpo - Minha Oração
Até o Fim da minha Fé - A Renascer
Em seu Prazer

...
Eu tenho o Amor da minha Vida
Mas eu não posso deixar este crescer

II

Eu sei que você não teve ninguém por perto no fim
Mas isso é apenas ter um tipo curioso de amizades

Eu sei que existe uma Vida a gritar por Ti
Na ponta do Abismo
Eu sei que você tem as mais loucas amizades

III

Óh pequenas vidas a habitarem as distâncias e extremidades
E a clamarem por alguém no Fim
Vós que esperam muito do trabalho desta Mulher
E nada esperam ofertar!
Atentai em vosso entendimento!
Atentai para abençoar de onde vem a Força da Criação
Para que vós não sejam destruídos em ser o que sois

IV

A Obra desta Mulher
Que esta faz
Libertação e Criação
Dançar e ir longe para que não haja mais fronteiras
É a força da própria Vida
A Chamarmos para que amemos a vida com Força
Que só assim se permanece para fazer por merecer a Beleza que encontra nossos olhos
Que assim se pavimenta o caminho da Beleza ao Nosso Olhar

Ah! Se quisermos Amar
Cantaremos ao Ver
Esta Mulher dando ela a Si mesma
Iremos nos amar e sermos felizes na maior Luz Cheia
E Lua Plena
Ao Abençoarmos o Trabalho desta Mulher
Que no Trabalho e em Ser nos abençoa tanto

Óh! Tipos curiosos de Amizades
E Tipos indecisos de Amantes
Tornai vossos rostos a Verdade
Tornai vossa Face ao Semblante adiante

Caminhai! Caminhai com esta Mulher
Trabalhai os Campos Junto a Ela
Cantai o canto dela
E em que amando sabeis silenciar-vos
No Auge do Canto dela sem Par
Que assim sereis vera companhia
E assim sereis acompanhados

O Amor que assim for movimento
Será descanso para os que amam sem cessar

Ah! O Pensar nos dedos dela
O Trabalho desta Mulher!
Abracemos a Vida! Abracemos Ela!
Contemplemos no Horizonte
Ela a Dançar e a rir para os Campos Sem Fim
De Sua Vida e Da Vida
Duas Damas e Duas Chamas
A Justificar para o Amor a sua existência entre nós

Não irei

Não irei tocar o Piano por você
Não irei pintar seu Reflexo de Azul

Te Amar em Todo Instante

....

Uma Lua maior

Eu tenho comigo a Taça com as Delícias das Flores

E noutra mão o poder para reger o Jardim tirano

Eu não poderia pedir por mais

Uma Luz Maior

...As cítaras que cantam o meu Amor
São enviadas do céu...

Mas Filha da Noite
Desvie da Luz
As rodas da Verdade irão atravessar o chão
Por todos os Horizontes
E se deveras sentes o sentimento do mar
Semblante sério!
Segure em cada mão as cordas da cítara
E suspenda-se no ar
Encare a face sagrada da Terra
Olhe-a de igual para igual...
Que a Face Sagrada da Terra irá escutar a Canção da Cítara
A Noite irá escutar o seu Amor e serás verdadeiramente Filha
A Luz que desviastes por aquela hora
Irá encontrar para ti
A pessoa amada que foi embora...

Ah! Em Teu Semblante sério
Não disfarças que queres a verdade
E sua canção em hino ao mais de vir
Desvanece meu coração que não suporta
E com sua canção se espalha por toda a Face da Terra
"Eu não posso pedir por mais" diz
E pedis
As Cordas do Amor se queimam em seu desejo
Se perto de ti estivesse também queimaria
As Cordas conhecem Nova Canção
E assim não se rompem
Eu vou embora contigo
Em despedida
Eu te sigo onde você for
Em despedida
E assim ante o céu e ante a Terra
As Luzes e as Guias de minha vida em harmonia
Lembro de tudo que me antecede
De tudo que me fez herdeiro deste amor
Te vejo se retrair para o seio de tuas forças
Leio em uma lucidez rápida
Que gostarias de um beijo
E de todo o meu amor
Mas a lucidez passa rápida demais
Seus braços abertos se fecham rápido demais
E agora me veio nisto a Sabedoria do Amor a qual não se advinha
E esta me pune sem concessão
Por não saber o que eu não podia saber
Apenas a Fortuna olha bem
Quem aprende em ardência de fazer
A Revelação que se dá no querer

E a Lua está mais densa
Mundo ao Mundo distantes se vão
A Lua mais densa prende os meus últimos pensamentos
E a verdade leve a qual a alma entregue gostaria
Passou longe e a passos largos das Almas presas e lunares
A Verdade leve foi cuidar das montanhas e de seus topos
Foi se banhar de sol e foi cuidar das montanhas e de seus topos
Foi ver horizontes - Realizar o Nascimento e o Sonho de Sóis
Contemplando horizontes entregue
Longe de nós
- Que assim seja
Imersões em mares da Lua faremos
Batismos de noites seremos
Espetáculo e Liberdade mostraremos a todo ser que queira ver
Assim seremos a mais pura Face da Saudade
Num rosto Liberdade
E por dentro a densidade de ser arrastado por força de outro Luminar Amado
Que gostaríamos pertencente a nós
Mas sabemos sempre pertencente aos Céus

E na minha outra mão
Um belo lenço que desvanece...
E contemplo do meu lado horizonte
A desvanecer intenso e liberado
Uma Cor mais intensa de Luz

Desvaneça e cresça...
- Mais luz!
- Mais Luz!

A Luz do Ser que se faz mais presente
Mais brilhante
A Dissipar de mim reflexos esquecidos
Profusão de Amor querida pela Desvanescência
Autos do Amor se confessam
Jardins se erguem e podem ir mais além
As Construções e as Flores vem ao Tempo Transformadas
Perfumadas de todas as Coisas transformadoras deste Mundo
Então Amada minha! Amada minha!
Venha! Venha!
Não sabes ainda de todo o Amor que lhe tenho

Venha! Venha!
Vou te mostrar todo o Amor que se dá
Depois de haver-se acreditado amar todo o Amor que se há

E se a verdade não estiver aqui onde estará?
Sonhadores e Jovens Amantes sob o Sol
Contemplando além - Profundo
Fulguras em Flamas encobertas de Amar
Descobertas por Amar
Amor - Mistério - Mundo

Atentai ao Brilho do Sol
Amantes Iluminados
Que se tomar a Mão desta Poetisa a cantar o Amor
A Abençoar o Amor que vós fazeis
E a Terra Leito que vos recebe
Podereis ir aos cantos entre as Estrelas
Podereis ir ao Coração um dos Outros
Uns aos Outros
Com tudo que sois e que com tudo que se pode
Num Eclipse que fecha qualquer possibilidade
De se encerrar tudo o que se pode amar
Até o Despertar de Vós no Amanhecer
Até a Realização de vossa Verdade
Em Mistério e em Prazer
Em Mistério e em Prazer
Amanhece - Despertai!
Despertai o Amor
Que já vos quer e muito

Mistério nas Sombras do Prazer
Resolvei todas as dúvidas no Encontro dos Corpos
Despeitai o Amor! Veja a Face Amada que te quer
E vá!
Para a Luz que vos acolhe para que possas esquecer de vós mesmos
Na Realização da Verdade
No despertar do Sol
No Amanhecer do Ser no Prazer
Cantai vossas canções
O Amor já vos ouve e anseia
O Amor já canta convosco

A Cor Azul que vive em Ti

I

A Azura ascende ao horizonte
E anuncia o dia e nos convida para cantar
Cachorrinhas e gatinhas
Nos conduzem ao vero caminho

Nos campos animais de amor
Num passo desavisado de valsa que dou feliz
Encontro um bezerrinho
A cantar baixinho sobre o amor
Todos os animais sagrados daqui
Seguem em coro
Cantando baixinho
E o Som do Amor
Se ouve por toda a parte

Cachorinhas e gatinhas
Em andar manso
Andam em Felicidade

Tu e Eu
Tu e Eu
A encontrar infinitas maneiras de Amar

...

II

Se para o Horizonte que vive ao Lado
Existe Campo d'amor alegado
Que a toda sorte de intempérios resiste
Haveremos este para desbravar
Suas matas e pomares investigar
E voltar com inúmeros sonhos em mãos e no olhar
Quimeras que nos fazem acordar mais cedo
E sonhar até tarde
Acreditar de tal forma que saibamos cuidar de todos os Campos
Para que existam Campos para serem acreditados
Campos que bebam orvalhos de nós e Esperança
Mimados até o Imo pelas Manhãs e Pelas Madrugadas
E Beijados pelas Noites de Azul Mar e pelas Noites em Azul Perfeição

Existem Campos para serem acreditados
Acreditem
Que Nós Amantes Fiéis
Plantamos Campos d'Amores Infindos
No vosso coração de Infinito
E aqui podereis encontrar vossa morada
Conosco podereis ficar
Filhis d'Amore

III

Vem cá Amada Minha
A Pedra Diva
verso corre leve
Musa dos Campos
Demônio do Meu Esclarecimento
Em Ti
Tua Face
Mais campos

Veneração a Ti

Gentes Infindas
Espalhadas pelos quartos do Tempo
Exército de contemplantes
Para atrevimento de contar as estrelas
e dar nome a cada instante
Visitas da Fortuna em cada momento
Cantaram o Amor a Ti
Também cabe a mim
Este ofício
E este venerar

"Canta primeiro depois ama
  que se amor lhe fugir terás a canção
  Que canção há mesmo na fuga
  Amor mesmo quando se há não se tem deveras

 Cante ainda - Vá que tua canção
 atraia para ti qualquer sorte de amor
 Cante ainda que isso não lhe vá
 que podes partilhar amores com os que não se encontraram
 Consolo de Amantes sem quem lhes diz respeito no amar
 Até que todos perdidos e abraçados nesta roda de multidões e rostos desconhecidos
 Possam sair Amados em perseverarem  em serem Amantes até o Infinito
 Que se a Dança e a Canção neste Salão não tiverem fim
 Não haverá fim para mim
 Haverá Destino para vossa Saga
 Haverá amor para vossa mágoa"

Ah! Ternura que sai da fonte querida e vem banhar a Amada

Deitai os melhores néctares do Campo para Ela
Que eu deitarei junto as minhas melhores carícias
Guardadas em secreto mesmo diante dos prazeres de outras queridas afortunadas

Gentes de Poesia
Cantaram o Amor a Ti
Também cantarei este Amor
Também o Amor será canção para mim

Que se Amor se for
Que a Canção fique
Para que no inverno suplício façam-se corajosas chamas
Para que ainda que impossível for cantar
Estarás abrigada no coração que te ama
Estará aberta a porta do coração para o querido encontro
Estará a Canção encantando o impossível
E em encantar o impossível se pode melhor amar

Ah! Agora se outros cantaram
E se outros amaram
Não mais me importa

Desde agora que me abristes a porta
Vou aos teus lábios com as canções prometidas
Vou te levar a meu amor desconhecendo o que sei
Teu Sorriso será a minha Estrela Guia para teus desejos
Tocar com ternura onde for seus desejos será a minha Lei

Pertenço a Ti

I

Pertenço a Dor
Pertenço a Ti

A Casa em Ruínas
Os quadros de nosso Amor a caírem despedaçados
Os chãos que não receberão lençol algum
O Tempo contra a Casa - A Mansão da desesperança
Casebre para bons tempos
Tudo o tempo maquina contra e desconstrói
Lá permaneço - a Casa me pertence
Eu que pertenço a Dor
Eu que pertenço a Ti

Não há mais espaço para a Visita do Amor

Não há inspiração aqui
Não há nada
Uma palavra disparada
Uma memória caída
Derruba tijolo por tijolo
Mais uma lágrima cai
E mais o mais o teto desaba
Contra a Memória e fora do tempo que passou
Vou avivando o Amor
A Casa nome do Amor que espetáculo foi
E alegrou os corações de quem foi por testemunha
Tudo havia, tudo era
Permanecerei aqui
Desvanecerei aqui com a Casa
O Tempo é Letal e implacável
Que assim seja
Que então ponhas fim no que podes dar fim
A casa, as memórias e a mim
Mas ao Amor que comigo carrego
Ah Tempo Implacável - Tu não podes nesta Eternidade
Não podes contra o Amor de Verdade
E mesmo eu no meu dexistir
O Amor se lembrará de mim
Do meu amor que não cessará
Que ao Lado de toda força de amar estará

Ah! Minha Amada! Que ofício de eternidade me destes!
De te amar, de seres minha Amada sem que quisesses

Ah! Amada! Pertenço a Ti
Pertenço a Dor
Que lembre então o Amor de mim
Caso não queiras tu lembrar de mim

A casa se despedaça e me desvanece
Fim dos Tempos
Coração em descontento
Canções se extraem a contragosto
Canções se me escapam pelo Tempo a Construir Tempo e derribar a Face de meu espelho e a Face da Casa
Construção de tempos, estou envolto de tempo para todos os lados
Oceano de tempo me submerge enfim
Amor lembrará de meu grande Amor por Ti
Possas tu também lembrar de mim
Pertenço a Dor
Pertenço a Ti

Pertenço a Dor
Pertenço a Ti

Tropeço em cada obra do Tempo - Este mesmo
Me desfaço em cada pergunta que toco por acidente
Descubro mais e mais a força que afasta
Não suficiente para dar basta ao Amor que lhe tenho

Pertenço a Dor
Pertenço a Ti
Pertenço ao Amor que dói em mim
E que não pode chegar a Ti
Para que a Dor de Amar por misericórdia Tua
Se manifeste de outras maneiras
Com a mesma Beleza

Pertenço a Dor que me leva a Ti
Amor que sai de Mim e que te aproxima em meu pensamento
Tal poder aproximar o Sol na Imagem
Tal poder acreditar em abundância de águas em Miragem
Em estado de Miragem meu coração te entrego
Em Lucidez de sofrimento que mais lhe aumenta
No fim de toda esta tormenta
Sofrer mais e Amar-te mais: Sossego...

II

Fala baixinho
Ao coração que não ouve
Fala com ternura
Prepara com amor as mãos que tocarão a mais preciosa Face
Vás... Fales baixo e ame alto
A mais preciosa Face que não tocarás
E que não receberás ternura ou fala alguma

Ama com coragem
O Amor no fim
Recebas o aplauso da multidão que amara enqüanto era
Todos os aplausos de quem aprecia feitos de Amor serão a Ti
Que o Mundo dos Amantes Caídos dos paraísos soterrados com Azul, Amor e Flores
e na derradeira Consolação a Contemplar
Te receberá e lhe dará de suas mais Belas Mansões
Para aguardar e abrigar sua Amada da forma que é digno de ser
Óh! Amante Ascendente! Óh! Das Asas Pesadas para voar profundo em direção a Força que te atrai
Desce e Ascende!
A Mansão te pertence com toda a Doçura que nela há
Para que possas esperar a Visita tão Aguardada
E receber a Ninguém exultando da Amargura
Como se recebesses a própria Pessoa Amada

Musa dos Laços Escarlates

Teus lenços escarlates
Caem em sete anéis
Em volta de meu refúgio
Envolve-me
Caio eu enfim
Percebo e apenas...

A Memória que ergues em mim
Em meu maior êxtase de dor e de silêncio
É um monumento para afligir espanto no coração das humanas gentes
Construções milhares em tempos ainda milhares não poderiam
Contra teus engenhos e teus caprichos a impor Desígnios
Império da Beleza - Resulta aqui então
Diante do espanto que em meu coração já admirado com Amor Imisericordioso que só grita a ti
Consternado peço para ir - Preciso disso tal preciso de existir
E se a Divindade não me atendesse no momento que eu havia pedido
De forma alguma estaria aqui e vivo
Longe do teu império
Longe de onde possas lembrar de reclamar domínios
Com tua Beleza ainda onipresente no horizonte
A reluzir...

As gentes construtoras aprendem de Ti
E aprendem contra mim
Construíram Belezas e levarão teu Nome
Cantarão as Canções durante a Obra
E me levaram a adorar o que eu tanto me proíbo
Irão me lembrar de fazer meu dever e castigo
Ah Deusa! Não há nada na Terra para desfazer
O que os Céus me condenaram a ver

Saio ao Vento
Uma pétala e asas bonita no caminho
Ah! Meu Coração cheio deste Amor contra a minha Vida
E tantos sorrisos pelo caminho me afligem do Fundo da minha Alma
Ah! Caminho de desesperança caminho a te amar tanto
Caminho das tragédias amoras - Letal e Beleza
Não existe excomunhão de Teu Amor Óh Minha Perfeita
Aqui está neste Caminho o Templo para Amantes Renegados
Em adoração irresistível e o proibido jogado muito longe para voltar depois
Choro beijos e sangro abraços de amor e desejo e os consagro a Ti com as Musas Companhas
Aqui... Vem Comigo... Este Amor Eterno
Este Caminho, este Templo e este Castigo
A Tua Imagem e Semelhança
A Evocar o meu Amor Eterno em que Amo sem compromisso
Tu o exiges, tu o recebes enqüanto diz
Tu segues o que hás de seguir
Eu por aqui fico
E tendo o que preciso
Tomo os últimos ares e a Eterna Flama
E parto por cima das águas

Os Últimos Ares me jogam a Eterna Flama
As águas inundam a Terra e a Terra Ama
Por Libertação Sagrada a Inflamar o que há em Teus Lábios e em Outrorah
Minha Alma implora, recebe e se vai
A voar pelo Mar
A voar pelo Mar
A voar pelo Mar

A Imagem da Escarlata e das Musas dos Lenços
Fere-me no que me seriam Asas

Mas...

A minha Alma Implora, recebe e é lançada para ir

A Libertação Sagrada a queimar - Os Lábios de Chamas

Os Últimos Ares Tomo e a Eterna Flama
A Terra autoriza o coração que ama
E o vôo do Amante se dá por cima das Águas
...Eternamente

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Você merece

Você merece todo Amor deste Mundo
Você merece todo Amor que um outro amante pode lhe dar
Não o meu
- Adeus!

Duas Poesias

Graças deste meu peito
Por você vir aqui
Me ver declamar este meu último poema
É de extrema importância que tu pegues este navio
E vás para o Estrangeiro
E vás para o Caminho ali
Para que eu possa também partir

Pegue forte este navio
Agarre forte esta chance
Assim como outrora agarrastes forte meu coração
Assim como corajosa deixastes nosso romance

Me alegras e me contento
Em não ser mais seu Amado
Porém ser seu favorito Poeta
Vá, vá querida minha
O Mar está risonho
E o Ar envia-lhe os bons ventos

Conversamos aqui nesta íntima distância
As multidões contemplam
A formação de um último poema
Força da Criação e me desculpo
Que é de ti que sai o Último Espetáculo
Óh Minha cara Poetisa e Criadora
Ah força e a última visão vem de Ti
Graças a Ti, Graças A Ti

Entre o abraço afetuoso que as nossas mãos se dão
A agridoce constatação
Não é aqui entre nós o Oceano
Está para lá
Te aguardando o navegar
O não se vá se aquieta em mim
Tu vais confiante e resoluta
Tu te libertas e libertas também a mim
No Horizonte Próximo do Último Instante
De Nosso Amor - A Última Instância
Surge de meus olhos o Oceano que navegas
Entra no Espaço feitos por seus Abraços
O Oceano, O Oceano meu Amor
Surge o Oceano dentro de mim
Está em nós o Oceano
Enfim

Que Você viva para Sempre

Para você ver os Jardins do Amor
Proteger as Pétalas onde elas forem
E as Folhas onde elas repousarem
Pois onde forem e onde repousarem
Outros Jardins serão
A nenhum outro Amor pertencente

Então viva para sempre Carinho
Vou haver meu Alaúde em Mãos
E cantarei
Para sorrisos em sua Alma
A Mergulhar no Oceano de Tua Face
Entre as várias paisagens dela
Montanhas entre lagos
Lagos que ascendem a Rios
As Mensagens
Lerei todas
Suas Paisagens
Verei todas
Estarei a plainar por esta Terra
E no vôo repousarei Amor por Ti
Por Eras e Eras

Te lembras?
Onde estávamos?
Quando dissemos de Nosso Maior Amor um pelo outro?
Te lembras?
Como não lembrar e como se situar
Neste Grande Amor a Crescer
Entre as Sombras da Água e no Crescer da Chuva
E nas milhares pessoas-juízos que nos olhavam do Rio
Todas nos abençoavam
Toda humanidade e cidade das águas
Se alegravam em poder refletir nosso amor
E Todos se amavam
Todos amavam
E não mais capaz de resistir um só segundo
Nos demos os abraços mais fortes
Beijos silenciosos, carícias secretas e amor a descoberto
Eloquência dos corpos entre beijos mudos
Hálito eterno do Amor soprava por nossas almas sem fôlego
E então mergulhamos nestas águas do Amor juntos
Mergulhamos no Amor juntos
Mãos unidas
Espíritos livres
Corpos atados
Um Amor por outro Amor encontrado
A Beleza do Amor então declarada
A Infinitude do Amor Anunciada
Por nosso descobrimento
E por nossas forças em nosso pacto
Em nosso projeto secreto
Posto a Descoberto
Apenas pelo Amor
Apenas pelo Amor
Despertos, despidos e Amados

Acima das coisas deste Mundo

Sei que em Impossível Tempo
Com todo os artifícios de eternidade
De seu coração
Sacrificarias tudo
E renunciarias tudo
Por mim, por meu amor
De volta a Ti
Perto de Ti onde deve estar

Sei que Teu Orgulho não é coisa vã
Que não é entregue as coisas baratas
Teu Orgulho está acima das coisas deste mundo
E tendes minha maior admiração e maior distância por isso
Teu Orgulho está acima das coisas deste mundo
Isto é tua melhor qualidade e teu melhor defeito

Mas meu Amor barato e vão
Que se perde na imensidão
E por isso não menos vale ao amar as coisas raras
Não está acima das coisas deste mundo
Não. Não está, não está...
Meu Amor em vão
É pelo Mundo e Tudo o que nele há
E se não o possuo como é direito dos amantes e dos combatentes
Vivo em renuncia ao Mundo
Por amor deste
Tal renuncio a Ti na Espera Proibida por teu hálito de Deusa
Por Amor ao nome que destes
Por Amor ao Nome do nosso Amor
Por Amor de Ti até o Fim
Do fim / Que nos abençoa

No mais vou em secreto a tua janela
Entregar as flores que necessitam de Ti
Para também serem as Flores mais Belas
Vou cantar a minha serenata em tuas redondezas
E tu Moça-Princesa ouvirás o meu Amor por Ti
Através de Outras Bocas e de Outros Poetas
Carregarei dentro de mim Tua Promessa
E viverei ela tal como ela deve ser cumprida neste Mundo
Olharei acima e verei a Tua Face Acima do Mundo
Não fora deste: Meu Luar Eterno, das cores de luz: Azul e Amor
E seguirei por caminhos infindos sem te encontrar
Sempre te vendo
Cantarei o Amor da Terra pelo Céu
Viverei a Promessa
E Numa Outra Transformação da Matéria
Vidas Outras, Coisas Futuras
Nos Abraçaremos / Em Uma Nota de Amor
Seremos
Um... Uma... Uns aos Outros...
Para Sempre / Meu Amor

Sonho de Amor

I

Você quis me ensinar a te amar através das distâncias
Aprendi a seu respeito
Guardando-te no peito
O Amor tornou-se aqui infinitas instâncias

Agora a saudade arde em todo lugar
Ainda que eu não veja nenhum rosto
Agora só me resta a ti cantar
Tudo o que por ti sinto
Sentindo sem imagem um pensamento seu
Que contém todas as formas
Todas as fórmulas
De passar as noites em claro
Trazendo a Luz todos os desejos por você
É um simples sonho de amor que confio em teus braços
Uma simples vontade de vencer as noites por Amor de Ti
E dar um fim a mim em Amar alguma resposta dentro de Ti
Eterno anseio de dizer
Eterno anseio de dizer
Com eterno mistério de não saber palavras e as deixar ir para as conhecer
Também me deixarei ir
E não quero nem me conhecer
Conheça-me você
E digas se sou ou não teu amante
Diga perante a Luz da Lua se não sou teu amante
Digas perante a Luz dos Amantes a Iluminar as trevas de meu coração
Se as cartas ocultas em teu leito não sequer fizeram menção de meu amor
E não me trouxeram aqui
Digas... Tenho medo
Tenho medo de confessar o amor
E mesmo assim o confesso
Dá-me teu veredicto, não apenas sua ternura
Dá-me tua condenação e não apenas a contemplação contigo que mais me apraza
Dá-me... Dá-me...
Sou teu Amante e eu preciso
De qualquer coisa tua a dizer comigo
O que este meu coração sente e não se aquieta
Quer instigar enigmas com a Musa Esperta
Que instigou o Enigma Primeiro
Algum Enigma Entre A Entidade Amor e A Entidade Sabedoria
Que cuja flama ao atingir humana gente
Não mais se conhecerá sossego
Só se conhecerá paz em se lhes acender a Chama
E prestar os tributos de amor ante a Amada
Adorada entre as Entidades e o Coração que não se acalma
Ah! Que Sonho de Amor tenho aqui contigo!
Que Sonho de Amor que se sonha ainda desperto
E grande Amor esse que a ninguém declara desperto suficiente
E a ninguém desperta forçosamente
Quando todos querem tempestades e fúrias
Para lhes arrancarem de suas frívolas humanidades
E lhes lançar aos Templos de Delícias das Altas Meditações
Que através do Tempo as gentes abraçam Altas Humanidades
Através de Portas que podem a todo tempo serem atravessadas
Saibamos construir pontes ou não | querendo as pontes
E os atravessares
Ahr! Contra a força destes ímpetos que urram!
O Amor vence com uma brisa que apenas sussurra
E caem os ímpetos insistentes
Levantam outros combatentes
Mais ferozes e mais audazes
Para desafiar amores pela Eternidade
Até que sejam vencidos por um Amor Maior que lhes fica
Para serem vencedores em Todos os Amores que desbravarem
As Lutas que o Amor incessantemente convida
Óh! Minha Musa é esta a Luta
É neste Mundo
Nesta Lua
E em tua boca
Que ascendo a te dar o meu maior amor
Das vindas adoradas de meu coração
E quedo em teu vestido perante o Amor
Declarado Invencível, Declarado Invencível
Entre tuas tranças
Porque protegido de Teu Sorriso

Um Sonho de Amor - Um Poema não Convidado

As flores Azuras enfim cresceram
E elas ao Redor me revelam a Vera Cor da Casa
A Primavera Azul
A Maravilha
Azul Perfeição
A Cor Crescente do meu Campo
Trouxe Inesperado
Por mãos que afastam minha adivinhação e outras tentativas mágicas
E então as vejo verdadeiramente
Generosas tais são agora
Azuras, Perfeitas e Maravilha
Lançam a Estação - Meus Pensamentos se tornam Centelhas enfim

/Para queimar em Azura tudo o que restar de mim / Para incendiar em Azura tudo o que restar de mim/

A Cor Verdade cresce nos Campos / Sonho-Verdade Ascende nos Céus/ Para Sempre/ Vou adentrar na Casa Verdadeiramente Iluminada / Sei que não estou sozinho / Sei que a Solidão está verdadeiramente Iluminada/

Táxi-Lunar

I

Perto de um Táxi Lunar eu a Vejo
Criatura de Beleza tal o Mal vestido em todo esplendor de Si Mesmo
No Ano Maldito de um Estranho Animal que abençoa Eleitos
O Maldito Signo que te ergues quando caída estavas
E te elevas de volta ao Animal Insígnio pelo sacrifício de quem amara
Depois em amar o sacrifício feito por você se ampara
Em apenas permanecer, em apenas estar
Com aquilo que não fica
Com aquilo que não fica

Ergas Tu! Óh Bendita!
Ergas Tu! Óh Bendita
Caia a Estrela que Domina
Domina e Brilhas
Domina e Brilhas
Com os lençóis a cair em noites azuis de amantes desesperados
Chuva pedida de todos os que a ti fitaram
A Sinfonia de Teus Amantes-Aspirantes a baterem e clamarem contra a porta de teu trancado leito
Te excita por agora
E a ninguém manda embora
Um se fazem e adentram teu sonho louco
Uma hora a promessa de Ser Amante haverá de se cumprir
Com todos os sacrifícios daqueles que puderem ir
Indo contra o próprio gosto e a favor do seu
Que escreve as cartas do Amor sem perceber
Que escreve o Livro do Amor sem nunca mover suas mãos
Que faz amor aos corações atormentados sem nunca adentrar noite de ninguém
Um dia Amada, você adentrará na noite
E ouvirá minha voz a teus ouvidos
E ouvirá o que enfim quis dizer os meus abraços
Quer nós conhecemos qual será sua sorte ou não
Quer nós conhecemos o que diz no final a Sorte ou Destino
Nos conhecemos, queira o Destino ou não
Não importa!
Deusa da Sorte...

II

...

Salvação Agora

Está dito que ir a Si é se afogar
E que o princípio do amor é o fim do mar
Todas as coisas são ditas
Todas escutadas
Pela incredulidade que agora me ampara
Da Fé que não me salva

Nada posso fazer ao teu orgulho que não tenhas já feito em tua mente
Nenhuma despedida repentina que não tenha sido plantada e regada
Nenhuma despedida inesperada que não tenha sido repetida
Não há lugar para o novo debaixo do Sol que afugenta as sombras de novidades
Sol o qual juramos plena fidelidade
E nunca andar no Escuro

Sombras-matérias andam
Enqüanto nós almas iluminadas descansamos
De estarmos obrigados a nossa porção na terra
Sombras estas se tornam Corpos
E vão... Têm o direito de ir e deixar ir
Nós... Só nos iluminamos
Para nos afastar das Graças
E então sonhar com elas Amanhã
Viver para o Amanhã
Fora das nossas manhas e do que nunca amanhece

Nunca deixaremos o Sol partir
Nunca deixaremos ir qualquer coisa
Amaldiçoada com nossas juras e a nossa fidelidade implacável

Nunca deixaremos o Sol partir

Não durma
Abra os olhos
Não descanse
Esta é a porção
Do Amor que nos compete sobre a Terra
Do Amor que não se encerra
Até nos ter debaixo
E mais ainda abaixo
Sim... Amores profundos para os que amam profundidades
Para sempre, mais abaixo
Longe da superfície

Ainda Duas Estações

Ainda Duas Estações me restam
Até que Jornada encontre seu Destino
- Paradiso! Paradiso!

Ainda ir por todas as tempestuosidades do Amor
Já atravessadas e já devidamente amadas
É preciso

 "Aos Encontros e aos Lamentos
  Benditas gentes que aqui chegaram
  Quem está pronto para forjar passos com as mãos
  Tanto quanto os pés com penas enamoradas obraram
  Vá... Subas! E estarás seguro
  O Paraíso vos pertence no outro lado do muro
  Benditas são as gentes que resolveram parar aqui o Caminho
  Jardins Crescentes - Ajuntai-vos a estes
  Façai de todos os vossos Sonhos d'Amor infindos
  A Paisagem aqui - Que avistais
  E que atrairá para aqui também
  Todos os sonhos mais lindos
  E todos os sonhadores mais audaciosos"

Não existe

Não existe coisa mais triste para um poeta
Do que não poder mais ver sua musa

Venha a Serenata

Venha atrás de minhas palavras
Já és minha quando estás atrás de meus ímpetos
Alguém tal a mim nunca mais verás
E sabes que deves atirar a mim em alguma chama
Para que o nunca mais seja obra de tuas mãos
Ora, ora, ora... Venha... Alguém tal a mim nunca mais verás
Venha que o nunca mais se aproxima
Atirarás a mim nas chamas mas não reterás as cinzas
Atirarás os pós de suas asas mas não serão acolhidas na colina
Venha, venha assim, ainda...

Que eu te guardo um bom nome
Um bom nome...
Nesta serenata

Ei de cantar para sempre a nossa despedida
Ei de aprender para sempre com as oferendas dadas
Para a vaidade que só sobe a sua alma passando por teu corpo
Desconhecendo a verdade e conhecendo ao derredor dela
Que belo par que a gente era!
Cumpri meu ofício com lealdade
Até os ventos me livrarem de você
Que à poesia a fidelidade final é ser arrastado
Por força ou coisa que é capaz de voar

Fica para ti as asas
Para suas celebrações em teus palácios tão bem adornadas
Eu me vou no vôo
Vôo de poesia entre as ventanias eu sou
Sinta a brisa
Colha para ti o caos que fica na cidade bem guardada
Aí está meu presente, óh minha namorada

Venha que guardo para ti um bom nome
Não se assombre com meu fantasma a adentrar teu quarto
Com resquícios de eterno desígnio que tu amaldiçoas eternamente
Todos os que se julgam benditos em se arrastar por suas conjurações
Venha, venha... Não finjas desconhecer os nossos desejos não confessados e não escondidos
Guardo para ti um bom nome
Nesta serenata
Dentro da última carta
E dentro dos infindos beijos a chamarem uns aos outros
Meu amor

Guardo para ti um bom nome

Ah sim... Arrastar...
Tu e o Mar guardam juntos este segredo
Preparar quaisquer sorte de inconstantes para a queda e assim regar a vossa face
Comandar quaisquer iniciativas frágeis a virarem obstinações
De chegar a apenas um lugar seja a qualquer custo
A qualquer queda, a qualquer forma de seguir em frente

Ah! Tu e o Mar guardam juntos este segredo
Bem sei e nada sei
Quando estou a contemplar suas falsas calmarias
Verdadeiras profundidades
Tudo o que anjos como eu que só voam obrigados pelos arrastares
Mais querem
Não conseguem manter o que descobrem
E caem... E caem...

E nos arrastares e violências do ar e do mar...
Onde tu separas os poetas, dentre os nautas
E separas a poesia entre os amores
Tu sabes que eu continuo a me deixar levar
Com fidelidade
Os outros são apenas fiéis
Sei quais sortes de homem você escolhe trazer para sua noite
Sei que sempre nos escolhemos no final, porque não queremos ser enganados em nossos desejos
Finais eu trago em meus abraços e você quer todos
Os enredos não resolvidos trago em minha boca
E assim nós resolvemos os males da alma e os problemas da eternidade
Assim tu queres e assim me deixo arrastar
Resolvendo o que se vai e o que pode aproveitar finais

Sabes bem que o que melhor fica na memória não carece de ser preservado
Venha, venha... Cuidei antes de nos vermos desta noite
Comigo as palavras com que gostas de ser tocada
Venha... Venha...
Óh! Amada... Amada...
A Noite cai bela em ti
A azura da lua e das estrelas
Vou espalhar por toda a sua delicadeza
E vou beijar a sua fortaleza
Óh! Criatura da Perfeição
Ou Perfeição ela mesmo forcejando a vir a mundana minha por prazer

Venha... Continue a vir
Que guardo um Nome Perfeito
Tal Perfeita tu és
No Fim desta Serenata

Eu

Eu me emociono e eu me emancipo

Credo

Desculpe-me se não pude ser Deus para seus Demônios Pessoais.
Perdoe-me por não me arrepender.
O que você queria que eu fosse, eu não poderia ser.

Lá eu não poderia ser.
Onde seria Deus para seus demônios.
Igreja para sua vontade de crer.
Fé para sua vontade de cair.

Eu sou um Abismo Sem Fim
Mas não caias tu em mim
Não hás dignidade para tal
Vistas as asas ensaiadas
As lágrimas em harmonia com sua completa queda
Caia em solidão, chame teu desespero de irmão
Passe tudo isso e desta forma
Verás ainda alguém que merece toda a sua destruição
Toda sua vontade de alterar os passos e negar as danças
A Entidade que está no Espelho
A Única que não está de Joelhos
De seguir o Destino com uma roupa de Luto apenas para rezar a Deus no Escuro
Ao Deus que eu não escuto
E que tu não confessas
Não será Ele e tampouco Eu
Para seus Demônios Pessoais

Então vás Criatura Demoníaca!
Eu te exorcizo, eu te liberto
Podes voltar para velar os palácios de glórias passadas
Tu que escolhes reinar entre as ruínas
E fingis celebrar entre a Plebe
Vá-te! Saia! "Nós te excomungamos!"
Não terás teu lugar no Piano
Não terás teu lugar no Profano
Não terás teu lugar entre o Povo
Vá! Vá!
Nós te expulsamos

Então vás Criatura Demoníaca!
Te arranco fora do Inferno
Te devolvo a Salvação e Tua desejada cruz
A Cruz de Seu Coração
Que aqui não é lugar de hipócritas
Só ardem aqui os que se alimentam de próprias Chamas
E chamam a si mesmo por Nomes nunca negados
Não toma parte deste Inferno os Hipócritas
Os que desconhecem a razão de estar onde estão
E ser o que são
Tu que desconheces a razão vá embora!
Tu que não sabes tampouco desconhecer uma razão
Vá embora para tua fé! Aquela de tanto tempo conhecida!
Eu te liberto! Eu te curo! Eu te descondeno de ser julgada por aquilo que és!
Vai te em paz para o Paraíso! Não adores mais Teu Deus em Esconderijos!
Pregue tua fé! Confesse seus desejos risíveis
Que haverás de ter um semblante sério de herança
A Zombar de ti em oculto por trás de tua eterna esperança
Espere, espere...
Mais beatos são os que esperam
Tu que já crês
Tu que já amas

As afrontas que te chamam
Rezam onde você deve brilhar
Nos céus inertes de Tua Saudade

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Não posso te Amar óh tu que fora tão Amada minha!

I

Não! Não posso te amar! Óh causa de divisão entre as Deidades
Devastamento de Cidades e Inimizades entre as Gentes
Não posso te amar

Porque quando o Amor me guiava
Me ensinou a frear qualquer misericórdia
Porque o amor não perdoa ninguém
E quem lhe é devoto ama sem piedade

E agora que o amor foi embora
Todos os ensinamentos ficaram
E nada restou de mim
Lamento não haver nada de mim e nem nada para te oferecer
Que apenas o vazio que carrego é o que tenho de abrigo
E que existe de maior que o Amor
Por isso tudo o que disse antes
Te nego agora
Vai-te e fica com o verso que permanece
Vá! Enfrente! E esquece o poeta de outrora.

Não posso te amar... Sou apenas um monumento de uma Era de Amores que se fez legendária
Não tome parte das ruínas e destas estátuas
Não temas a Deus! Olha para trás quantas vezes quiseres
Mas não ouses voltar atrás!
Siga em frente! Siga sempre em frente
Em frente! Óh! Tu que fostes tão Amada
Tu que fostes tão somente a Amada... A Minha Amada
Agora é aquela que se vai... Aquela que percorre caminhos
Aquela que abençoa as Estradas com suas passadas de Danças
Aquela que prepara suas tranças e se enamora com o Vento
Óh! Tu que é mais que uma Amada para mim
Desde que o Amor e Você se foram para longes de mim
E bem sei qual de vós jamais retornará

Eu vejo... Eu vejo
Vá! Vá!
E eu permaneço...
Olho sempre para frente
E não mais posso me mover
Oro no momento final de alguém que fora Amante
Óh! Ventania!
Leva-me! Leva meus sais e a minha poeira
Para perto dos caminhos de Aquela Caminhante
E nos movimentos dela terei de lá meu último instante
E essa será a minha porção na Terra

Então tu queres
Os Céus e a Natura quer
E as Deidades que te abençoam

E a satisfação me é trazida
Pela última brisa sentida

II

Uma Dançarina-Caminhante encontra seus presentes
Entre os mistérios de uma Neblina

Uma Dançarina-Caminhante encontra seus pertences
Entre as Paisagens que formam seus passos

III

Por que ela me atrai como nenhuma outra Amante?
Por que ela é - A Única?
Por que entre todas ela é o meu maior bem?
Por que ela me atrai como nenhuma outra Amante?

Por que tem que ser ela a Mulher da Minha Vida?
Por que estamos destinados e por que afinal devo concordar que está escrito nas estrelas?
Está escritos nas estrelas, no Universo, no Livro de Deus, na mão do Diabo...
É a Tatuagem que ficou no meu coração? Está lá escrito ou pintado?

Por que somos esta oposição de Sol e Lua?
Por que completamos um ao outro como Tempo e Eternidade
Luz e Trevas
Amor e Nada?

Por que somos criaturas e criadores?
Do grande amor e dos pequenos amores?
Por que somos nós escritores
Das histórias para que sejamos também atores...
Vontades... Destinos...
Se obrigando e se libertando
Fluindo como ondas no mar
Se acalmando como maremotos
Se afundando em rios
Encerrando mananciais e jorrando jardins...
Por que só Ela! Por que só Ela?
Criatura e Criadora
Invenção Inventiva e Inventora Inventada - Ah! Minha Amada!
Do meu Amor
Do meu Amor
Meu Amor ou Ela?
Quem é Ela? Que é Meu Amor? Ela?

Por que ela me atrai como nenhuma outra Amante?
Por que ela é meu sossego no Problema?
Por que ela é a resposta no Mistério?
Por que ela? Responda quem agora me ouve!
Deus, Deusa, Deuses, Deidades, Semi-Deidades
Seres-Tudo, Seres-Nada
Esse Amor me é absoluto
E se esse Amor não for
Eu e vocês estaremos perdidos
Nem existiremos, nem haveríamos existido
Em algum momento da ex-história que nunca houve
Este Amor é Absoluto
Se ao menos quiserem ser relativos
Dêem as respostas
Certas ou erradas
Mas que Sejam Amor

Amor Cigano

Amor Cigano
Sabes o nome
E os prazeres que lhe atormentam
Para tuas buscas de mim

Eu me afasto
Depois que meus dedos já terminaram a canção
Fique você com a emoção
Preciso me isolar para entender
Quão eterno pode ser
O Amor efêmero

Em minha visão
O Sol banhado e o eterno desafio do deserto
Das estrelas que não me deixam
Ao lado da Companheira - A Guitarra a tomar boa parte do horizonte
Eu vejo sua silhueta
Penso em ti e vou-me pensando em ti
Até que minhas mãos se agarram numa outra cintura
Para uma outra canção
De meu amor sem fim

Apraza a mim a doçura do seu amor
A maldizer todos os meus outros amores
A abraçar-me com a força de não me deixar partir
Eu me sinto amado e não vou embora
Se não estou mais ao seu lado
É o Destino que me abriu a porta
Que não me foi dado o privilégio de adormecer no amor sossegado
Que ninguém é forte o bastante para segurar o destino
Os mais fortes braços do amor
Sempre abrem mão da força em gentileza
A quem amando precisa partir com rapidez
E estou amando, estou amando, amores e Amor
Amores e Amor
Amor Cigano
Sabes o nome

Podes me chamar
Mesmo que sempre irei partir
O Desejo permanece
As vãs idéias e vãs eternidades desvanecem
Sou todo seu em qualquer instância
Chamas para teu corpo a lembrança
Assim como chamas a mim
E durante minhas serenatas e meus caminhos
Saberei aparecer de repente
Para você que me fecha as portas
E me abre a janela

V

Agora já não mais suspiro
E não insisto mais com as palavras
Que elas estão guardadas para um coração
Que elas estão presas dentro de um coração

Passarão ainda outros mil anos
E todas as intercessões das divindades
É que o reflexo deste amor não cai jamais em nenhum outro rio
Por Amor a todas as Fontes
Que não esta: Manancial de Loucuras de todos os Amantes

Não estamos livrados
Não seremos livrados
Assim será

As estrelas se fecharam por um tempo
Apenas para não contemplarem
Os malefícios do acaso
Que sentenciaram-nos
A nossa paixão
O Malefício escapa
Nós não escapamos
E por um mistério nos abraçamos
Para findar a Dança
Que nunca mais e nenhuma outra vez
Nos atreveremos a atravessar

Sim! Fizemos monumentos de prazer
Imponentes!
Mas são sepulcros da alma
Martírios para o ser
E agora
Somos ausentes
Somos ausência

Então em nossa demência
Pois acreditamos sem pestanejar
O que é e o que queremos do Amor
Estamos juntos, entre abraços
E beijos
A face de um sonho adornando
Nós em um mesmo pesadelo
Chorando devaneios alegres
E as lágrimas se evaporando
Como nossas almas
Para bem longe
Para bem longe
Do nosso amor que só dura um beijo
Que só dura um relance que contempla a face
Face de Amor perfeita
Corpo da Dor Eleita
- Encarne-se!

Fujo de teu brilho como fujo agora das estrelas a amaldiçoarem nosso amor
Que elas não guiam a quem os céus ignoram
Para almas pobres e vulgares que não se iluminam com nada e que se acham a luz do mundo

Estou compelido ao teu prazer
Ao meu desfazer de mim mesmo
Em tua cama, em tua chama
E incendeias e incendeias
És glorificada
No meu amargor e dor selvagem
Tu te embalas
E no fim da noite e no começo da Balada
Nossos corpos cheios de torpor
Nossas almas cheias de nada

Nos devoramos
E nada entendemos
Os Demônios não tem mais parte de nós
A não ser entregar flores queimadas
Por adoração a nossa ignorância
A nossa tolice de profanar o Amor
Adorando-o

Aqui não tem beleza
Banquete de vazios sobre a nossa mesa
E em nossa maior insanidade
Caminhamos juntos e nus perante o dia
O registro do absurdo possibilidade nascido feitio faz a Fortuna nos sorrir
Em ironia
Nós sorrimos de volta
Porque somos reflexos apenas
Espectros a cumprir pena
Luas falsas incapazes de reluzir
Pois não a nada aqui para a luz adornar e revelar

Prendamo-nos uns nos braços do outro
Mesma coisa somos
Ausência de verdade
Ausência de identidade
Que pode ser dividida por convenção
Eu te desejava e tu querias nada
Agora somos arrastados por vontades e desejos cegos
Que nos mantém reféns
Um do outro
Onde somos réus e juízes
Então aplicamo-nos a pena mais triste batendo o martelo: - Nós!

Agora chama das horas tristes!
Vem cá para que lhe conte o segredo
Te levarei para o Jardim
Te erguerei um altar
Pois só tu Amor Horrendo
É que queres me sacrificar
Sacrifica-me
Sacrifica-me
Queira As Divindades da Misericórdia
Te escutar e capacitar o Tempo para que traga boa oportunidade

Existem muitas mentiras no movimento de teu corpo
Eu que conheço seu corpo de cor
E tão pouco de suas mentiras
Volta para mim! Sinto sua falta
Como o deserto sabe que será regado pelo escaldante sol
Para florescer cemitérios de flores
E Rosas Negadas pelas Trevas

Vais mais alto e ascendes
As falsas musas vão contigo te sendo asas
E eu num momento mais estranho
Ergo para ti construções que glorificam teu nome
E te adoro ainda mais insano
E então a Chuva de nós Amantes renegados enfim pode
Fustigar as humanas gentes desejosas
Com a negação de desejos e de verdades
Com o Amor Profano

Não perco mais tempo pensando
Vou para o céu dos inglórios junto a ti
E em nosso ir juntos
A Culminação de todos os nossos enganos

Vou te seguir, vou te seguir
Te amaldiçoando com minhas juras de amor
Tu vais sonhando-me e sonhando-me
Fustigas-me com teus sonhos bons forjados no inferno

A manhã - chega
O exorcismo de nossa Alma Primeira
Brilha forte no lugar do Sol
Fugimos para o Amor
Dançando insanamente
E somos enfim selados em uma profundidade
Por obra do Amor que ao Mundo retorna
E então mais juntos estamos
Menos somos até não sermos
Enfim cessam-se os tormentos
Caem as mentiras
E encerramos nossa lenda
Com nossas juras de nos prendermos
E de acabarmos um ao outro
Eternamente! Amor!

VI

- Esquecimento fácil
  e gostar intensamente
  Livramento para as humanas gentes

VII

É tua a culpa
Da mirada solitária
Da caminhada perdida num Jardim de Amantes
É tua a culpa
É tua a vinha

Passarão milhares de amantes por meus braços
Passará nenhuma por meu coração
Gritei e gritei
Deus me livra! Deus me livra!
- Não livrará
Sussurrou-me um Anjo
- É tua a Culpa
  É tua a Musa
  Que Deus não livra ninguém
  Do castigo que lhe cabe
  Ainda mais se escolheu tal Musa Encantadora
  Então se apraze
  De lhe ser aplicado o mais cruel castigo
  Com a mais Bela Face

 - Não, não vás agora
   Não torne suas costas para mim
   Anota teus sofrimentos num papiro
   Minha revelações para a humanidade
   Que aos Anjos obrigar a outrem a mensagem que lhe cabe é Dever
   E escolher dos mais desgraçados os mais nobres profetas
   Um Prazer
   Não explicado e em nenhum momento se explicará
   Ah não ser alguma sorte de anjos que cairá
   De vós se apiedando em contar
   Com as asas cortadas: Silêncio
   Decifra dos anjos o enigma
   Que mais querem lhe contar
   Não podendo senão em silêncio
   As revelações do planos de Deus para vós
   Ah! Quem de vós decifra enigmas em silêncio aos quais devem ser respondido pelos calados?
   Desconheço
   Por isso vos devorará em segredo por Eras
   A Imortal Quimera
   Fica a vós contar a ausência das gentes
   Que gostaríeis que habitassem a terra e não nascem e não vêm
   Apenas a vós
   Apenas vós
   E a Imortal Quimera
   E o Eterno Silêncio
   Indecifrável
   Com os Mudos Anjos
   Que ninguém ouve
   E nem ouvirá
   Que assim seja!

Tudo Termina Nela

Tudo termina Nela

Então faça uma prece e faça sua espera
Vá segue qualquer caminho
Pois tudo termina Nela

Não somos feitos de amor
Mas desde que somos vamos em caminhos para este
Como explicar isso para o Coração?

Somos frutos de um Primévoro Amor Misterioso
Sem ponto de intercessão
E eis assim a intervenção primeira
A lançar seres e seres para a Eira
E para o Pó
Que ganham asas e vento
E viram Poeira
Para se espalhar e se espalhar
Tal as luzes das Estrelas
E em assim - se desvanecer e se expandir
Enfim aprendem
E viram enfim Estrelas
Como explicar isso ao Coração?

O Coração que quer se derramar
No Rio e alcançar o Mar
E já mais rápido que a mim
Nadar em meio as Estrelas
As muitas águas, planetas e grãos de terra e areia
Sim... Para este que surgem rapidamente amizades entre as Aves
As Alas e os Céus de Encontro A Rosália Celeste
As Jardinas e suas plantas beninas
Como explicar... Como explicar
Que ao se derramar assim no mar
O Coração vira fácil por amor Estrela
Como explicar isso para mim?

Coração-Estrela! Coração-Estrela!
Explica essas e muitas coisas para mim
Vou me derramar no Ar
A mim me veio as Asas e o Vento
...

Cânticos para Amar

I

Agora que sei amar
Onde está a minha amada?
...

Digo não a eternidade
De que forma poderei prender emoções
Que me arrastam até a Liberdade?

Venha comigo Amada e digamos não a Eternidade
Se liberte mais que assim também me libertas
Esforça-te para ir além da saudade
Para se refugir no jardim de prazeres da Verdade
Que está e estará
Em dizer não a eternidade
Te acolherei em meu peito em todos os lugares
Em teu leito dormirás sem companhas e devaneios
Porque naquela Montanha que subimos juntos
Juramos um ao outro
Dizer não a Eternidade

Dizer não por toda a eternidade

E os juramentos outros se tornam estrados benevincentes do Palácio da Verdade
E lá te encontro e te despeço sempre em máximo amor e máximas carícias
Tuas primícias que a ti ficam desvanecentes
As Luzes das Lamparinas Iluminam enqüanto queimam
A Noite enqüanto há estrelas
E nós nos iluminamos enqüanto acendemos um ao outro

Enqüanto estamos com o que há
Nada nos afasta da verdade
Tudo nos arrasta a liberdade
Libertai! Libertai! Libertai!
Que os corpos se libertem das vestes
Que os corpos se libertem
E cubram uns ao outros de desejos
Que o desejar é o melhor adorno
E os desejos em Encontro a morada mais segura
Te quero da forma mais pura

Te amo desde a forma
Te amo até a fórmula

Em chamas

II

Agora que sei amar
Onde está a minha amada?
...

Sei amar
E se sei
Vou sem metáforas ao teu corpo
Não me declaro louco por delirar de prazer
Não faço excusas com a beleza da noite
Para te reter comigo
Estamos despertos porque sono é a ausência de prazer
Pertos porque o prazer é o amanhecer que precisamos
Prazer é a Luz dos Corpos
Nesta Luz
Não há escuridão
Que esconda as delícias de seu templo-corpo de Mulher de mim
Nos encontraremos por luas e ausências de luas
Por noites e dias
Através dos tempos
Nos procuraremos e nos encontraremos
Ante a Luz dos Corpos

III

Agora que sei Amar
Onde está a minha Amada?

...

Por entre as Matas que nossos pés conhecem
Eu banhava meu olhar em nosso Rio

...

Por entre as Areias em que nossos corpos aprendem a voar e a trabalhar
Onde a Sabedoria: Amor e Vôo - Se unem e nos fazem crescer para o nome: Amantes!
O deserto florescia meu coração e o jardim que se fez
Ofereci para Ti

...

Por onde eu procurava abrigos
Para você e nossos filhos
Encontrei uma flama que não se apaga
Ao redor dela fiz a nossa casa
Os ecos de nossos amores se propagam na caverna
Os seres que propagam os Sons-Maravilhas que lá habitam
Vêm lucificados ao encontro das gentes vizinhas
E tudo o mais e todo o mundo
Se Ilumina

...

Eu estava no Mar
Pensando em você
Que não se vai
Sobre o belo horizonte que o mar pintava para mim
Eu vi - Uma Flama - Sobre a Superfície
A Fulgura-Maravilha
Que por minhas próprias forças nunca seria entendida

Mas...

Ouvi um sussurro em meu ouvido: Espera
Eu olho para ti
Minha paixão para ti
E através de um Beijo
A Flama que fora contemplada
Veio em direção a mim
Tudo por causa de Teu Beijo
Tudo através de um Beijo

O Amor estava em mim
E desde aí
Percebi
Como fazer o que fluía para mim
Ir para Ti
Desde o Infinito

Te amei sem fim...

...

Dentro das Flamas
Os Ares que dançam à Vida
Vem como gentes humanas
Nos dar as Mãos
É hora de celebrar a Vida
É hora de oferecer-nos ao Amor
Que está além das Estrelas
Que nos vê através delas
E Inalcançável - Beleza - Amor - Entidade Máxima - Se Ostenta
Se Mostra através de Nós
Nos mostremos uns aos outros
Na Dança do Amor que se mostra
Como um de nós
Que assim é

IV

Agora que encontrei minha Amada
Onde está o meu saber amar?

...

Na Casa de Jogos

I

Eu não pude ler as tuas cartas
Eu não pude ler nenhuma de suas mentiras
Tenha tal coisa certa e acertada
Jurei a minha Lealdade mesma não ler coisa alguma de ti
Depois da ultima carta e da última ferida.
Se quisera dizer algo a tanto tempo ou quiser dizer depois
Tua última carta e última ferida é tua Eterna Resposta
A Tua Eterna Resposta para mim: Tu minha Eterna Última
Eterna Última
Irmã de minha Eterna Primeira Inalcançável
Tu que és a Mãe aqui de tudo intocável e que pode ser visto
Em qualquer rua e em qualquer pensamento
Descuidado
Em qualquer rua e em pensamento descuidado
Eu me vou pensando em ti
Com a certeza de jamais te encontrar
Tu que és prisioneira de tudo o que há em mim
E que existe por mim: Condição de Ti assim
O resto é vento e fantasma a se recriar
Com as falsidades de toda quimera não realizada
Algo na carne
(...)!
Monstruosidades das falsidades mais detestáveis
Que usam tua vaidade e teu nome em vão
Que atormentam tua vaidade e teu nome em meu vão coração
Tua vaidade e Teu Nome e meu Vão Coração
A única coisa vã que não pode ser sua
A única coisa em vão que só pode ser minha
E que fica isso tal o meu pecado que não pode ser perdoado
Por orgulho imenso implacável
Por toda maldita criatura que lhe disse não mesmo incapaz de fazê-lo
Tu ficas com o Não e eu Carrego minha condenação
Digo com minha sinceridade
Afastai-me da monstruosidade
Que não é você em mim
Que não é você dentro de mim
O que muda não é tu dentro de mim
E o que mudar eu rejeito
Em nome de ter apenas no peito
O que no peito ficou cravado e gravado
A tua última resposta
A tua última dança
A minha última alucinação
A minha adoração

A Única Última!
A Única Última!

Bebamos e bebamos
Em celebração a Deusa Última
E os cultos a ela que restam proibidos

(das despertações da líbido e do espírito
Que restam comigo e eu os conto
Apenas para me enterrar no ponto
Em que de ti duvido
Para nascer o crente fiel
Restarás adentrada e morada do Castelo de Fel
No Paraíso inquebrantável de Chamas
Onde o meu amor se derrama copiosamente

E nada apaga
E nada apaga

Descansa Amada minha
Minha Última
Amanhã brilhará outro Sol e queimará outra chama e flama
Das Manhãs Inalteradas - Vulgares Madrugadas
E das Noites Inflamadas - Negras Ainda e Belas tal a Ti
Para que os vazios e os nadas de meu amar
Tu possas sempre reluzir
Eterna Reluza de minha Vida! Eterna Resposta de tua Carta
E Prisioneira de Tuas Palavras
Ao meu coração escravizadas
Para Reinardes Absoluta
Em meu mar de desesperanças cravadas com demora
Onde irei me banhar sempre as terças-feiras
Tu és minha Reluza, minhas trevas e minha infância - sonha ilusão irrealizada
Onde me irrealizo cada vez mais
Ilusão eu sou
Tu a Mantenedora de mim e de meu Ego
A Mantenedora de meu Não-Amor a Eternamente Amar
A Mantenedora de meu Não-Amor a Eternamente Amar
Você!

Eterno-Não-Amor Inquebrantável a vir banhar a praia com suas ondas
Constantes Contrantes e Previsíveis
Tal a Chuva que não virá - Deserto Certo de minha Alma!
Querida minha, paisagem minha)

E que Deus me livre de você
Desde o pôr do sol até o amanhecer
Que Deus me livre de você
Do pôr-do-sol até o amanhecer

II

A alguém que está a se banhar na Praia
E que não ama...

As ondas a cada instante te amam
E te chamam
Mas a tua indiferença te afunda no mar
Ainda que teu corpo não esteja submerso nele
E nem entre os meus braços
As ondas e meu coração se quebram a todo instante por você
A todo instante te amo
Óh! Amor inquebrantável
A chuva não virá
É apenas o Deserto de minha alma
Uma querida paisagem que me lembra de você
É onde me reclino
É onde morarei esperando
Poder algum dia dar todo o meu amor para você

III

Uma dança contra as areias do tempo não pode ser certo
A Tua Lei de dançarina vai deslizando e espalhando as leis
E depois de haver Dançado com o Mundo Inteiro
O que restará de mim se eu não seguir seus passos?
E não contemplar até a exaustão a perfeição da Lei da Dançarina
A Dançarina é minha Lei
E um jogo contra as Areias do Tempo é o que pedem minhas consciências
Tudo o que é necessário ser dito já foi dito dentro de mim
A Deusa fala enquanto meu coração canta a balada
Serei Bardo de mim mesmo
Fora de seus templos e fora de sua dança
Longe da contemplação eterna de ti
Sapateadora de Eternidades e Palavras
Nada te prende

Por isso serei Bardo de mim Mesmo
Cantarei a sua Balada
O coração que vai comigo também

Fora de Seus templos e fora de suas danças
Em contemplações de ti encontro eternas templas amares e infindas distâncias
Ainda encontrarei e serei encontros
Fora de Seus Templos e Fora de Sua Dança
E dentro de Ti
Em nada te prendi
Sapateastes toda as Distâncias

IV

A Deusa que gosta de ver seu amante no espelho
Em que outro lugar você consegue se ver?

A Deusa traída por um adorador devotado
Que se queda de joelhos para a Deusa adorada
E a eterna adoração a torna paralisada

Agora que não te moves mais, que hás de querer dos corações que não irão se abrir?
Quisestes os teus desejos e os teus desejos se realizaram
E depois de todos realizados esquecestes de pedir sacrifícios das almas esvaziadas
E estas almas são tão livres tais as obras que se dirigem aos nadas
E perdestes o rio e tempo onde se aprende
Que o desejado alcançado
Não devolve o desejo aprendido
Que as almas esvaziadas
Não se podem vender
E não se podem comprar
E nelas há espaço para levarem
As chaves que nestas é destinadas a estar

Assim... As chaves encontram o Destino
O vento leva...
O vento leva...
E nada fica
Para a porta que continuará a ser buscada

Chaves não abrem portas abandonadas
Chaves não abrem portas abandonadas

Tampouco templos e deidades eternizadas

Para todos os adoradores passados
Estes passam
E quem fica...
Com a Solidão Permanece
"Serás adorada por outrem
Serás adorada por outrem"
Minha eterna promessa
E eterna dívida

Mas vais
Tendes o eterno
E não o que se vai

V

Profetisa das Calamidades
Profetisa das Cidades
Protegei nossos clamores
Entre seus seios e entre seus amores

Aspirar...
As danças na cidade
E a companha do povo

A união de ventos alegres
Descobrem as almas assim entregues
Do velho amor celebrado novo

Core mio dá ainda outro vôos
Sábia resolução do coração
Buscar alturas e barganhar em teus braços pouso

Profetisa em Harmonia
Profetisa Sabedoria em quedosas melodias
Guarda o único e mais alto amor em parturentes dores
Por mim! Entre seus seios e entre seus amores

VI

Uma carta a Vênus
Uma carta A Deusa
Uma carta para seu reino
O outro planeta que passou a me reger

Pensamentos alterados
Sempre me vêem quando ascendes
Na governança de minha mente
Nesta Dança de você

Então dou uma carta a Vênus
Uma carta A Deusa
Uma carta ao Reino
Ao Reino que fica
Ao súdito que se vai
Nesta Dança de você

Não era para vir a adoração agora
Quando tudo que posso dar é meu tributo
Nem poderia vir o perdão, o amar e o dizer Adeus
No meu momento mais mudo
Mas A Deusa reivindica o Reino
Reivindica o súdito que se vai
E a recomeço da Dança

Ao coração que se vai
E a boca muda que não mais diz
E não escuta nenhum beijo
Juro que não mais escreverei algo d'amor
Prometo não mais me condenar a livre pena
Cessarei de dizer e gravar na terra
As palavras que me prendem
Para que a Deusa Amiga e Distante
Ao lançar suas Areias e o Meu Tempo
Possa me libertar de verdade
Pois só ouvirei suas palavras
E serei verdade

Uma verdade contra mim
Uma verdade contra mim

Então cesso
E no cessar libertar
Me despeço
Da mesma Deusa-Liberdade
Que me prende e me absolve
Sem cessar por tempo infindo
No tempo infindo ao qual dou um fim
Junto a mim
No abismo em que me lanço
Abraçado e abraçando...

Tu me ofereces a tua Mão
E em cada dedo conto a minha direção
Na tua mão que sela meu destino
Esboço algo como se fosse Escolha
E tu aprazível e satisfeita escuta
E lança seus prazeres de cicuta
Aos quais presto vou atender e tomar parte
Entre seus dedos os conhecidos abismos
Não me lembro por onde caí
Pois só acredito numa Queda
Fornecida primeira
E fornecida por último
Por você

A carta ficou com a Deusa
Todas as outras coisas caem
E tudo o que se destina a queda me faz companhia
Numa queda em teu abismo
Numa queda em impossível direção a você
Num sonho - A Deusa Ascendente
O adorador caído
Para adorar ainda numa outra vida
A carta que fica

Escute o meu juramento
Escute todos os movimentos
De minha Jornada
A ti Deusa querida tanto e Amada
A Ti as quais todas te pertencem
A Deusa - A Carta
A Reina e a Vênus

A Deusa - A Carta
A Reina e a Vênus

E o súdito que se vai

Quedam em mim os mandamentos
Cai teu espelho sobre mim
Desfazendo o adorador em pedaços
Diante do Espelho - A Testemunha e a Memória
Que esquece em prol do que está adiante
Que sempre está com o que está adiante

E o Testemunho permanece

VII - Na Sala de Jogos - (e Fora do Romance)

I

Uma Canção 'Proibida
És tu para mim
E ainda sopro a Sua Melodia
E a Luz que sai de teu Quarto
/Mimosa está entre Suas Dádivas)
É que ilumina a Meia-Noite
Amantes por Amor a Jogar
Celebram em Teu Nome
Também cantam a Música
E derrubam os Templos Restantes
Seguras o Meu Retrato em Tuas Mãos
A Tua Carta de Mim Contra Mim
E Ávida vem ao Jogo
Todos os Amantes lhe sorriem
Toda Sorte de Amor em Coro
Apenas eu Guardo o Sorriso
Em Meu Espírito
O Adeus
O Teu Retrato
Em Mãos

II

Todos jogam
Quer os que saibam, que os Inocentes
A Inocência é Jogar Fora
Quem presta atenção vai por si
Sem Escapatória

Os Salões da Vitória
A Ninguém Cumprimenta (Miragem!)
Sem hesitar condenam
Quem não lhe repara
Ardis em Tuas Tranças
Paraísos Eternos de Almas de Toda espécie
"Quem quer cair queda agora perante a côrte
 Aqui Brilha e reina a Verdade
 Quem quer audaciar o enamoro de outras sortes
 Um passo e apostas a frente
 Todos que queiram ser Afortunados
 Se ofereçam tais servos e adoradores da Fortuna
 Portanto, por Ela sejai então julgados
 Vence melhor quem a si mesmo condena"

III

Um Nada Acontece
A Cortina Sai de Tuas as Mãos
Eu não registro nada
Siga as Miragens do Deserto
Minha Amada
Sigo apenas as Miragens
Meu Amor

IV

Ah! Bem-vindas! Óh grandes Almas
O Espírito que Rege as Navegações
Vos há em Disposição
A Cada um - Um Nome e um Destino
É certo que ireis a uma Cidade
Que desconheceis por hora

V

Onde os Banquetes caem a Disposição
Sete Jardins - A Diva dos Jogos
e Lua dos Poetas... Tu ao Centro
Círculos de Solares - Enlaços de Jardins
As Mesas e as Taças Cheias
Se perdem na Imensidão Daqui
Horizontes - A Negra Floresta
E as Disputas por glórias: Tudo Sem Fim

VI

Confesse todos os Teus Desejos ao Amante que não é seu
Já preparei Ausência de Nomes, de Quartos e Leitos
E Teus Prazeres, Movimentos e Passeios
No Fim: Não será a Mim
Não será a mim

Suspiras e sabes n'alma que sou fácil a Teus Olhos
Difícil de Sair de Teu Corpo
Adentrar onde estás
Uma Pausa para Pensar
Teus Lábios de várias cores
Tomadas a Força dos Dias-Noites-
De Tua Solidão-Sedução e do Ambiente de Flores - Venenos dos Perfumes Mais Frescos
Tu me perfumas e logo obedeço
A Tua Maldade
Teu Semblante com Intenções de Mal
Sem Disfarçar / Pronta para Matar e outras obras
Os Mistérios te antecedem
A Fama é apenas Fama
Já que Diabólica - Teu Nome Femina
Lança Boatos a Irrelevância
Enqüanto as carnais mentes ardem com tuas chamas

Afinal - ponho tudo a perder Para te tocar toda
Vou Delirar antes as Cinco Luas e as Tuas Infindas faces
E então perante as glórias do Prazer
A Desafiar todas as juras com ganas de esquecer
Um ter que ir é cravado em minha alma Nauta / E vou

"Nada dura para sempre a não Ser que tudo muda sempre"

O Sonho do Sol

A maior malécia de cruzar o deserto não é as luzes esquecidas das estrelas
As tribulações apontadas por elas
É não poder olhar para o sol...

- O sonho do Sol começa
em adoração ao Sol que sonhou primeiro
E muitas vezes
A Terra Filha e as outras irmãs também adoram
Ao Sol e seu tão grande sonho
Que o trouxe para haver-nos
Dentre tantos outros sonhos que o Universo poderia haver tido
Somos sonhos que foram buscados
Somos sonhos para se haver
Somos sonhos eternos
E desde eternidade passamos a ser
Passamos e passamos
Até eternidade
Passeantes de mundos entre portões da eternidade
Passamos a ser
Passemos a ser

Neste sonho de sol que passei a ser
E neste sonho de sol que passei a adentrar
Sonho de sol que sonhei - Profundo!
Vi-me em teus braços de repente

Eu sinto sua falta tal a terra sente saudades da chuva.
Saudades de tudo aquilo que poderá florescer em seu amor.
É deserto, apenas porque não chove.
É deserta, apenas porque não chove.
E apenas porque não: Eu deserto

A Noite no Deserto

O Lugar Algum em que me vou / Tal deserto ou milagre que me arremessa / Ora nas areias de América, hora nas areias de China
Reencontra-me com que sou
Vejo você por obra de fogo a trazer luz e visão

- A Noite em um grão de areia!

Contraste bonito... e as palavras que caminharam em teus templos me vêem
A Luz Solar no Infinito
Palácio de areia e teus laços em comunhão / Em Dança
Tudo promete Azura - Eu sinto
Eu acredito
Em tua infinitude... Em tua imensidão

- Deixe me desvanecer na imanência - Deixe a procura no labirinto viver
- Se ante a eloquência da verdá - Está em estar e não em ser

Para finalizar
E encerrar a última porta
Ecoa em meu peito
No momento mais maldito
Inaudito na Inocência vinda do espírito
Tal dito

"Vi sua alma crescer nos desejos das areias paralisadas
 Fora do tempo e fora do Ritmo
 Ainda dentro do Intervalo: A Música cresce
 A Beleza fora do que é chamado bonito
 Som fora do alcance dos ouvidos
 Você fora de meu alcance
 Então que dance... Dance eternamente
 Perante as paisagens desta Noite a caminhar no Deserto
 Dance e não perca a última chance
 Para te abençoar a terça, a sétima e a décima
 A terça, a sétima e a décima
 A contemplação eterna e o contemplador que passa
 Te abençoam
 Passar bem é necessário
 Para poder ouvir de outras vozes
 Boa viagem! Boa Viagem!
 Que apenas nos votos a quem se vai se ouve as palavras de Verdade
 Que apenas nas despedidas que se ouve palavras de libertação
 Que apenas nas Danças se vê a Face Amiga do Amor
 E vai a Entidade da Beleza para uma outra paisagem
 Para a Infinda Amizade - Diversa
 Na Imensidão das Templas Amares - Milhares - Se Unir
 E nunca mais deixar de ir
 E nunca mais deixar de ir"

Sua alma grande tal a Ásia
Nestes ventos noturnos eu observo
Nestes dou o abraço, o último abraço real que poderia te ofertar
Velejo pelo Oceano de uma Terra que acusa ser minha
E faço por Ti - Estandarte por Ti
Mares por Ti - Tempestades por Ti

E ao olhar pela última vez a última face amiga do Deserto
A última vez que olho sem medo e sem temor de desejar e ofertar carinho
A sua face sempre amiga
Eu sinto... Eu sinto
Tu me entregas a chave
Em teu vestido escarlate
Que faz o destarte das infinitas navegações
A comunhão me apodero de todos os que navegam mares
E em imensa gratidão do gesto e presente-liberdade que oferecestes a mim
Eu navego em gratidão a Ti
Faço viagens milhares em gratidão a TI
Mares a Ti - Tempestades a Ti
Por mim... Por mim...

I

Abra o Livro das Decepções
E Jamais o torne a fechar
Pois é o único livro que permanecerá ao Seu Lado.

Livro das Decepções

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

(...)

Ás vezes senti-me ora (...) de (...), ora (...)

de ser (...)... Questão de Linguagem?

(...)

- Que hás logrado da fé?

- Pela fé recebo a cruz que outrora recebera

Raskólnikov através das mãos delicadas de

Sônia.

A Madrugada

A madruga alcança seu apogeu, a insônia vai aos

limites e sou dos que vêem nisso uma espécie de

transcendência, todos os esforços recaem por

serem em vão e por teimosia do espírito humano

isso ainda consegue ser surpreendente. A

madruga continuará, os corações não, a busca

pelas respostas foram apenas acréscimo a luz da

lua para alimentar aquela transcendência que já

falamos a respeito, as perguntas continuarão a

triunfar sobre os rivais a serem atirados para

elas, finda agora o surpreendente. Depois de

muito tempo passado (isso menos por força do

tempo do que da conveniência) ouvi contos de

almas que diziam-se abençoadas através do

desamparo contínuo da Madrugada e a vitória sem

par das Donzelas Triunfantes a quem iremos nos

referir ainda vezes milhares. Depois disso nada

mais farei... Juntar-me-ei a estas almas... Até

ser todas elas... Não mais estarei

desamparado, serei o desamparo, jamais ficarei

sem respostas, quedarei morto ante aos pés das

Donzelas Triunfantes.

A Carta

Visto a carta desejada não haver sido escrita, ("Não houve", "Não houve", choram as algas dos sempre-caídos, cânticos para os aspirantes à queda final) foi mister que eu fosse entregue aos braços da deseternidade até o nunca. Afogado até o último abismo que há dentre todos os mares, até que aprendesse a suspirar um amor e somente um amor o qual pudesse ser confessado. E estes braços da deseternidade, que antes envolviam meu coração e que agora por força de aprender o ofício seguram-me firmes pelas mãos, lá garantirão que eu permaneça sem desviar desta lei, apenas por redenção de algo maior que estas leis e forças por ser este algo maior que forças e leis sem limitar-se a ser estas mesmas. E se não aprender ao menos, este algo afogado desconhecido e insuspirável até as fundações, será agraciado de estar no templo dos abismos, pois ninguém melhor que os abismos para serem mestres das lições não aprendidas... E as lições nunca serão aprendidas e nunca foram... É tempo de dizer a verdade... Se o abismo foi alcançado e os braços da deseternidade assim operam é melhor suspirar apenas a esperança... Óh! Maravilha! Óh! Maravilha! Inalcançável Sabedoria! Audácias dos não saberes, erguer o túmulo do tolo onde se vai adiante para o Entendimento...

"Apenas uma vez e não mais! É melhor!".

Diz a salvação...

A Fé Primeira

A Fé Primeira... É disto que falo a você a Viajante... Você estará no Encontro...

A Única coisa que se sabia é que esta vereda estava perpassada de Fim... Caminhavas e dispensava a atenção... Chegou onde quis chegar. E chegou... Quis ainda lamentar todo o Fim Manifesto em seus passos... Lições de contentamento nunca aprazem, desde que se adentra o culto a vida e se esquece desta nos adornos ofertados...

Dispensava a atenção...

Portanto chega o momento do concerto: A contradança que permanece depois que se lembra da dança e uma visão... Um horizonte assustador de tão desejado.

Mas falava eu da Fé Primeira... Não passarás sem o que te é devido... O Caminhar-obrar e pôr fim ao Fim não é caminho de trevas... Ainda que sejas um caminhante noturno, aqui finda o teu vôo.

(...)

Lutou com o Destino e saiu com a vitória.
Com o Destino tal a Face, Com o Destino tal o olhar...
E assim é.

Encontro... Nostro.

Dizem que não há nada por acaso, por que haveria de haver? Por que? Por que?
Dizem que haveremos de encontrar o que procuramos e merecemos. As sementes nos passam para trás na nossa colheita, nós somos apenas o passeio. Por que haveremos de possuir estas e por que haveremos de pensar que a terra é por nós? Por que? Por que?

Colha o dia, ao perguntares, óh espíritos inquisitores.
Nada haverá de ser
A não ser, uma falsa poesia.
Tu que não diria nada
Sorria nada. É o amanhecer do dia.
Aurora negada, hino de tolice.
Nós somos a Passagem e não passaremos
Aceitaremos tudo num abraço
Não questionaremos, mas pensaremos que sim.
Brinde o céu com alegria.
Passará da mesma forma que eu.
Acredito! E nada poderia ser mais ridículo.
A não ser a falsa poesia... Quem diria?
Nada dirá.
Eis ser da razão ao chegar:
Por que? Por que? Por que? Por que?

As Mãos

Redenveramente extende as mãos... Alcançam-se uma nível ou outro arranjo para contar as almas e espalhar as suas voltas. Eu entendo seguidamente que a Marca, a grande Máscara, ou simplesmente a Origem Comum encontra-se ao fim, para consolo de todos aqueles que são séculos após séculos fraternidades de descorpos fora da praça pública. Nunca foi tão importante nos tempos de hoj-e perceber que o conhecimento que recebemos com tanto zelo e esforço é verdadeiro e confiável. E perceber que ainda mais necessário é ter estes testemunhos de veredas de sabidorias tal a medida da ignorância, bênção de todos, mas não madura ao ponto de dizermos: Nossa!

Os Estandartes destas coisas nossas inalcançáveis vão acima de nós a flutuar...

A todos aqueles que entreguei ao Nunca Mais

A todos aqueles que entreguei ao Nunca Mais. Eis que vos entrego agora a Madruga. Na Madrugada saio pela noite e entre um Céu verdadeiramente Azul e Nós, nos encontramos e nos reconciliamos...

- Eia! Boas novas?

- É Nunca Mais para mim também!

Um sorriso à Final e me entrego...

O Amor está perdido para sempre

O Amor está perdido para sempre
E os Amantes são Eternos
Olá e Adeus estes Tiranos do Tempo
São os remanescentes mistérios
E nestes permanecemos
Porque do que se perdeu Primeiro
Não' há saída para Ninguém
E Diante disso fazemos' nossa Roda
Querida Amada! Querida Amada!
Por que esse Amor de Danação?
Ora é este Desencontro... Maestrias do 'Lamento
Ora é este Tempo
Que escapa para o Jardim sem Flores
E depois as flores escapam dos jardins
Querida! Querida! Que faremos de nossas vidas?
Há dias que não sabemos tal é o comportar verdadeiro
Perante essas flores fugidias
Além! Resta saber! Que será deste Tempo Solitário?
Quais os Destinos a cair em nome de nossas mãos
Repletas de Ânsias de unirem
Bonanças de Sonhos a jejuarem em comunhão
Repletas inda de Vento... De Saciamento... Enlevamento
De Vazios tão grandes! Ahr! Quão pétalas há mais nestes!
A nos enganar! A nos unir... E a soprar contra nós co'a Fúria

Convencerá a nos perder sem testemunhas?

Nada dirá disto
Tudo ocultará
E somos os Guardiões do Segredo
Que queremos tanto saber

Virão as Graças sobre Ti

Virão as graças sobre ti ainda
Do fogo irretribuível a queimar eternamente
Que destes a mim.

Se não caísse o mistério de tuas mãos
E se não me precipitasse dessas adoradas
Tal a chuva, tal a terra
Não se ouviria estas prestas de músicas
Estes tributos de se fazer mais e mais adorada
Contra os céus a se vestirem em escarlatas
E tu musa nua vestida das cordas mais santas
A esperarem tua força e beleza de mulher

Virão as graças sobre ti.
Sinta os abraços, minhas mensagens últimas.
Meus passos mais além, perto do que inspira a ti
Mais horizontes de teus caminhos
O fogo irretribuível a queimar eternidades minhas
A queimar a mim
Por uma adoração irrevogável

Na Peregrinação da Noite

Meus devaneios partiram para onde serão prontamente banhados pelo Sol
E Este por si corre tal Rio na forma de Tempo por amor
O Caminho é Longo, o Sol são Sóis
Não haverá retorno, não para eles...

Para todos que se sentiram amados na Travessia
É necessário voltar e dizer adeus a cada um deles
Isso é ir...

É necessário caminhar
Se todos estiverem confundidos
Não estarão sozinhos se assim amarem...

Vou agora, o adeus já foi dito
Sonhar com o Caminho imerso neste
E o que se seguirá não me pertence
Nem mesmo o ir, nem mesmo o Hoje
Nascido para se colher
Nem mesmo tudo o que plantei
Já renunciei tudo

Eu vou, tudo fiz para não ser mais
Que um peregrino

Já é noite e as nuvens é que dominam o estrado celeste
Estou a tudo pertencente e atento
Apenas por agora, apenas por agora
Sou As Nuvens a caminhar
Sem admitir nada mais que um céu pelo qual eu possa andar
E Ventos para que eu me ilumine
Reluzente e ocultado
Na Peregrinação da Noite

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Nunca quis escrever um Grande Poema

     Nunca quis escrever um grande poema. Nunca quis mesmo. Longe de mim esta pretensão.
Por quê ao invés de escrever, não deixamos apenas o coração fluir em palavras. Derramar mesmo nossa alma. Para que complicar, se sabemos exatamente aquilo que a nossa alma canta, o caminho que nos encanta e os sonhos que nos leva a realizar? Por isso, desde de muito tempo em pazes feitas definitivamente com a simplicidade, nunca carreguei comigo a pretensão de grandes poemas.

     Para quê organizar excursões para darmos voltas em círculos diante do queremos que seja verdadeiro? Para quê queremos ficar do alto da Montanha contemplando o Jardim do Amor se ao invés de escalar, bastava uma simples e direta caminhada? Se o amor nos é coisa tão urgente e tão cara, por que caprichos de amores difíceis e impossíveis? Por que ninguém quer amar fácil e ser fácil de amar? Que virtude é essa que torna o Amor coisa necessária em peça rara de difícil aquisição? Quem é que torna uma doce mensagem e uma feliz prática em papiros pertencentes as estrelas mais distantes? Virtudes são consequências de Amar e não pré-requisito. Por isso, nunca tive vaidades a se fingirem de necessidades para me escravizar a falsa vontade de grandes poemas. Graças a Divindade. Este problema não me pertence.

Grandes Amores, Grandes Amares são mais importantes do que grandes poemas.
Grandes Amizades são mais importantes que grandes poemas.
Eu continuo desviando do caminho que me leva a senda dos grandes poemas e me aparta dos grandes horizontes das grandes coisas da vida.
Grandes Obras e Grandes Memórias, valem mais.
Conhecer Grandes Pessoas, valem mais e valorizam mais.
A Vida e o Ser se beneficiam destas Grandes Maravilhas.
Muito mais do que um Grande Poema.

Mas se não podes abster-se de Poesia.
Colha cada dia.
A Cada dia sua mensagem, sua Poesia e uma nova forma de amar.

Toma nota de cada pensamento quando fostes ver o Céu Estrelado
Tu sabes que cada Estrela é conhecida por nome pela Divindade
Ore a Divindade para que te apresente a cada uma delas tais irmãs
Saiba que os pensamentos que te visitam são mensagens enviadas
Ora, desperta teu coração e responda também com a estrela que há em ti
E lembras de fazer isso nas manhãs ao Sol teu irmão e teu parceiro fiel
Lembre-se que não serás esquecido de tua irmã Lua a enviar ondas de Amor em todo momento
Sem esquecer que no dia suas irmãs continuam lá
É só perceber e lembrar
Mas isso você irá fazer, por que digo isso?
Quem é que se esquece da família?
Quem está em família não esquece de ninguém
Ah! Amizades minhas! Como vocês vêm fácil em meu coração esta noite!
Não sei se a ternura com que vos acolherei vem de vós ou vem de mim
Me entrego a esta indagação até poder abandonar este mistério em seus braços

Venham aqui Almas incomparáveis! Venham cá e nada de grandes poemas.
Um verso de cada vez, uma melodia após outra
Que a poesia não precisa de monumentos
Para acompanhar o Dia e Abençoar as Noites
Tais vocês a abençoarem os movimentos do Tempo comigo
Com um verso de cada vez, um sorriso de cada vez

E com um pequeno poema de cada um e de cada presente da Vida
Vamos formar juntos a mais grandiosa Poesia
O que encontramos para continuarmos a nos encontrar

sábado, 23 de maio de 2015

Ela se fez Poesia

I

Foi assim. A Calmaria adentrava em meu coração tal uma tempestade
Tua Melodia e Tua Mensagem assim exigia
O que requereu de mim elevar-me ainda a tua vontade
Para adentrar no dia que tu me abrias

Ainda sim o que de Beleza se espalhou ao Mundo
Não havia florescido em meu Coração
Brilhavas gotas com Tua Luz e Cor em cada Segundo
Mas para fluir precisaria do toque e do tecer de tuas mãos

As não ditas sinas em meu coração por tempos de mais se estenderam
Noite após noite coração meu - um leito maldito
Para se deitar a alma e amaldiçoar os corpos
Onde não me elevo e não me entrego

Criou-se assim em mim a inimistade
Inveja da Divindade
Que lança Criaturas na imensidão
Com Amor Interminável
E Laços Inquebrantáveis

II

"- As Obras de Labor e Tempo em Irmandade
Procurem a Montanha
Imprima nesta o Semblante
Que Revele as bonas Obras do Amor
Seja por abraços ou abalos
Flores ou outros tremores
Haja em todo Espaço
Onde caiba o Abraço
Que para sempre há de crescer
E fazer crescer quem está neste enlaço
A Fonte Inesgotável de Ser
A tudo o que ousou ser

Porque quem olha em guia sábia
Vê que o que antecede é Carinho Primeiro
O que está diante de nós é Caminho
Adiante é o Destino
O qual podereis chamar entre vossas Amizades
Se souberdes refletir bem vossas almas naquele Rio

Em cada Beijo que te envio
Saberás encontrar um querido Ensejo
Então aprenderás que escolher um Desejo é também colher
E trazê-lo ao Jardim que Amas
Nas Estrelas Convidadas que visitaras
Cearás com a Sabedoria diante do verso e do Universo
Assim... Que tu extraias chamas dos Orvalhos de Sol
E que tu extraias Brisas do Lunar Farol

Ousa Amar e Mudar
Ousa Amar e Mudar
E então poderás Cantar!"

III

Ah! Em que caminhos poderei te encontrar?
Que quando te chamo não te fazes Melodia
Que quando Amo tu não te fazes Milagre
Nem Encontro ou Consolo quando por ti presto insana porfia
E incansável obstinação a vagar pelo Mundo Vão
Ah! Porque Tu não confessas o que te faz Poesia?

Que estranho pensar este que me instigas
Aproximas o Mistério e Desvias de mim o Segredo
Ampliar o Entendimento é crescer em Desertos Crescentes
E hás para mim que Maior e Mais brilhante céu desta noite será
Maior razão para gritar a mim: - Alma minha! Alma minha! Olha para cima e te consola!
- Não!
Ao largo que nesta sina com o coração manso menos descanso
Ora! Porque tu não confessas o que te faz Poesia?
E este demasiado trilhar para abrir as portas ao Extasiado Olhar?
Não te turba a confessar o que te faz Poesia?

Confessa agora o que te faz Poesia!
Tens em alta conta os Ventos Vindos em Segredo
Com Multidões e Histórias de Amores Milhares no Olhar
Dignas a Atravessar todos os Momentos
Óh! Amigas Destes Ventos
Amiga de banhar-se nestes Rios em cor de Mar
A Convidar toda sorte de Ímpetos e Espíritos bem dispostos
Para Celebrações ao Antigo Amor
O qual tu conheces as várias faces
E ainda ousas também convidar sortes de almas tal a minha
Que em tudo as sinas alegres atiram cinzas
Ao Amor não são enviados e não se enviam
A Espera e obstinação somente que tu confessasses
O que te faz poesia...

IV

Da Angela ouvia e também da potenta Valquíria
O que não podia ser bem e nem dito
A um ser a vagar no mundo
Ouvindo uma perduvida
Para o mais que depois creria

Persevera este num atrevimento
Por Ela

Que não confessava e não se arrependia
Indiferente se eu contemplava - só vivia
Na Noite que para mim eternamente brilharia
Para Ela um Todo Dia.

...Acende então um candeeiro na Lua em Mar Verdade e Rosas Celestes Beninas...

E Ela se fez Poesia

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Balada Noturna

Conhecer os Novos Amigos / Coração Gera
Se move / Nova Geração de Corações / As Coisas se movem
Nos movemos por Dentro / São Novos Amigos de Nós e do Tempo
Contentamento é uma Ação / Carpinteiros do Universo fizeram mesas as milhares
Para Nossa Celebração / Nosso Labor de Almas traz a Obra Obreiros Universais
Sentemo-nos as mesas, pessoas queridas de Minha Alma / As Mesas Eternas Conhecem nossas Vozes e Cânticos por Alma
Compartilhemos esta Eternidade e Felicidade / Novas Amizades no atravessar de Tempos entre Tempos.

Tudo o que sinto
(Vibro por vós Pessoas Amadas - Em cada Corda-Sinfonia de meu Ser)
As Primícias
Daria a estas os vossos Nomes
E chamaria através da Forma Correta
Ateria-me a vera desta Ciência
E guardaria o Amor
E guardaria o Amor
Que lutaria por cada Instante-Significado de Vós
Fortalezas de Minha Alma
Belezas da Alma Divina
Em que percorremos sem maiores segredos
Dos Belos Cânticos as Amistades que agora nos Anima
Não percorremos todos os Labirintos dos Tempos a se fabricarem em Nós Ainda
Que o Nosso Abraço é muito longo
Ainda mais longo que o Mistério de nossas vozes a dizer uma a outra
"Alma-Amiga, Alma-Amiga!
Nossa Noite significará milhares de milhares Noites
Tais a abundância das amizades entre o Exército de Estrelas
Fique esta Noite e cantemos ao Abraço com que nos acolhe agora a Natura".

Ainda Melodias e Amor que não conhecemos será Desvelado nesta Noite

Tal somente a Noite Desvela e tal somente o Amor Revela

Ainda o que não sabíamos e mesmo assim habitava entre Nós

Viveremos - Hoje Viveremos

Ainda as Luces se movem por Nós e os Jardins se colorem de Nós

Por Nós os Sós e os Sóis

Estas Flores-Olhares colhemos e nos doamos de presentes Uns aos Outros

"Almas-Amigas - Almas Amigas"

- Esta Noite, Esta Noite!'

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Adeus, Minha Amada!

Vê... Vê quão lindo é o céu agora
Sê... Sê para ti mesmo esta beleza
Agora que eu fui embora
E deixei aberta a porta para outras alegrias e outras tristezas...

Vê quão lindo é o seu agora
A nossa história estará lá para sempre
Embora a porta se abriu para outras quimeras
E outras memórias

Amada minha quem dera.... Que essa primavera
Nos buscasse toda essa força de amar
De todas as eras até essa que um dia viera
Quem dera que o amor durasse apenas essa primavera...
Mas dera-nos mais amor para todas estações
Para todos os encontros e desencontros
Que iremos ver entre as vidas que irão se desabrochar
Depois de se amarem tanto
Para que o amor também pudesse florescer
Em outros cantos, em outros cânticos e em outros cantores.

Amada minha assim será
Porque queremos e assim haveremos
Tudo aquilo que pudermos sorrir
Com o sorriso para o tempo que nos quer
E que precisa de nós

Para revelar outras paisagens e outras estações
Em nossos semblantes e em nossos corações
Em todas as gentes que passarem por nós
Passem estas sempre junto a nós
Ou em um sempre até mais
Dentro de nós

Porque dentro nada escapa
Apenas se constrói
Se transforma
Tudo não se perderá pois a Memória
Tudo traz para o ser tal uma conquista
Que quem ama faz história além da história

Que em construir e em construir
Veremos um mundo se quisermos olhar de volta
Seremos um mundo quando quisermos seguir em frente

E essa partida para outra história
É a prova que nós nos amamos
É porque o verdadeiro amor libertamos
Para abrir-nos as portas
Porque no amor confiamos
Cremos e por isso veremos

Que fé mais próxima que amar?
Que fé mais capaz de fazer milagres?
Tal um eu e você se apartar sem deixarmos de ser
Um eu e você a se aproximarem num ser
Capaz de amar e de dizer adeus
Encomendando um ao outro a um Deus de amar

Fizemos nosso pacto
De esperarmos um ao outro
Para não nos vermos novamente
Para vermos um ao outro
Sempre que precisarmos
Nos jardins da esperança
A florescer sempre em nós

Tu sabes de onde estás
Que eu te amo
E eu sei de onde estou
Que tu me amas

E eu sei
Que eu irei te amar para sempre

Eu sei que se eu me for
Sei que irás me amar para sempre
E sei que irás amar sempre
E mais
Que o amor crescerá ainda em tamanhos inimagináveis
E comportará ainda mais
Que um tamanho de mim ainda que aumentado

Para você guardar em seu coração ainda mais
Ainda mais que a mim
Ainda mais que a ti

Eu te amo minha amada
Minha amada imortal e livre
Leve teu amor pela eternidade
Leve sejas em teu amor eterno
Abre a porta e não tema o encontro com o amor
Na próxima esquina
Num próximo momento

E eu que aceito tua despedida
Me despirei também diante deste amor
E irei cumprir com o nosso segredo
Ainda que não façamos a mesma coisa
Sei que iremos mesmo
É nos encontrar com o amor
E perdermos um ao outro nele

Vamos, nos apressemos amada minha
Que os jardins do amor e do amar
Grandes são
E precisamos de um mesmo norte
Que nos separe agora e assim nos prepare
A não deixar canto algum deste grande jardim sem amor
E assim nós haveremos
Nossa grande obra em parceria infindável

É necessário
Eu te amar assim
...Sim! Eu quero te amar

Adeus minha amada
Renuncio o nosso próximo encontro
E aceito o nosso amor
Que crescerá no próximo amor
Renuncio ver-te novamente
Aceito te amar sempre
Minha querida
Ainda outra vez
Acordarei para ter o teu último beijo
Sempre que lembrar de você
Ouvirei nossas canções
E a tua promessa primeira:

- Adeus!