terça-feira, 6 de outubro de 2015

Do Amor ninguém escapa

Do Amor ninguém escapa
E todos os que escapam do Amor
Não escaparam um dos outros
Um pelos outros serão encontrados
Um pelos outros serão punidos

Como pensam que toda sorte de erros
Escaparão do vosso amor?
Como pensam que ficará impune vosso amor
Das malécias humanas
Das humanas formas
E dos delírios a negar para vós a vossa espécie?

Não, não ficarão livres do amor com as vestes da humanidade...

O Amor a ninguém persegue
Se estão parados
Estão condenados
Se saem em disparada
Não encontrarão
Coisa alguma mágica
Ou pessoa amada
Nenhuma sorte de coisas

Parem de buscar o Amor
Vos está proibido
Nada escapa ao Amor
Encarem o Vosso Destino
Se quiserem ser por ele
Contemplados e Despidos

Alguém

Só vejo as cores que me ordenas ver
Quando adentro teu quarto
Só danço as danças
Que foram cantadas quando a Melodia era proibida

Sigo seus caprichos
Sem piedade e sem misericórdia de você

O Sol irá nos punir
Eu e você
Até lá dispenso a verdade
Em cada encontro com esquina
E despeço de ti
Toda vez que me olha o espelho

Partirá primeiro
Os Livros
Depois o que ficou escrito
Logo em seguida da boca escapará a Poesia
Que hás de escutar sem anotar a Fuga
Então sairá o Amor
E no fim
Sairei eu
Sem segredos

Apenas eu fugi

A Verdade

Que não se vá o que veio para ficar
Num há de ser infindo
Que as portas não se fechem por capricho do ar
Faça-se amor tudo aquilo que pode atravessar
Que chegue enfim no Paraíso
Sobre as Nuvens Encontre a Árvore Sagrada
Que nada é mais que uma muda frágil
Desesperada e abandonada
Que precisa de ser regada

O Amor é a Invasão ao Paraíso
A Árvore é regada
O Amor crescerá

A Luz que te Ilumina em seu quarto

Os vossos segredos eu conheço de coração
Vocês Duas caminham pela noite estrelada
Inseparáveis
Amantes Adoradas
A Família em Vosso Carinho
A Família em Vosso Coração

Quando vocês se ajuntam para conversar
O Universo pára
Com o que vocês disseram
O Mundo gira
As Rodas de Dança giram

Nada pode ficar sem movimento do outro lado do Espelho
Seja Encoberto ou Descoberto
O que se revela ou o que se esconde
Que se vá
Para sempre

Esta é a essência
Que colho de vosso jardim de amores
E do que colhi irei ensinar as plantas
E irei fazer elas cantarem uma outra vez
Um Hino ao Vosso Nome

Criatura

Criatura
A Luz é uma cor diferente
As Trevas são muito mais
Do que aquilo que está ausente

Não chores lágrimas
Que não voem como flores
Sobre o seu Jardim

Não voe pelas asas das lágrimas
Se não lhe for concedido um Jardim Seguro
Onde possas adentrar quebrando muros batendo a porta
Para visitar o seu Amigo Outono

Que farás aí Criatura?
Estando parado
A espera de alguma mensagem ou uma revelação
Vindas da mão do Criador?

Basta do Criador as outras Criaturas
Que a Criação seja lhe suficiente de tua vontade ou necessidade do Criador
Colherás A Criação e a Comunhão com as Outras Criaturas
No Teu Trabalho
Em Teu Trabalho verás o Criador
Que és

- Estás Abençoado

O Blues vem sobre Mim

Querida
A Resolução é uma estrada mais longa
Que a saudade de ti

As Montanhas
São Ainda Mais Imponentes
Que os vales de lágrimas que construí
Ainda que me fossem dados outros mil anos
Nada posso contra As Montanhas
Que não constroem
Apenas em ser o que são
Crescem

Querida! Digas as palavras de Libertação para mim! O que eu sou é o que és!

Eu vou porque sou
Eu sou do que vim
E do meu vir
Farei tudo o que estiver em minhas mãos
Para ainda que a Maior Felicidade
De Mãos dadas com a Maior Liberdade
Signifiquem nada
Se eu não puder partir quando eu sentir que é a hora

Da Existência ou não Existência do Amor

Oh! Eu vejo o seu olhar
Distinto da multidão em que me mergulho
Diante da tua saudação
Eu te seguirei
Existe amor em seu desejo
Em suas mãos estão as suas intenções
Com todo seu carinho
Ao lhe dar atenção
Tu brilhas com ternura
Irei te seguir
Irei te seguir
Em ti está o Amor
O Amor da Sorte do que é verdadeiro
O Amor que não espera
O Amor que sabe a hora

Sei que mais do que dizes
Está o que és
Essa é a hora
Basta de demora!
Te acompanharei

A Noite Azul

A Noite não pede
A Noite recebe
Tudo aquilo que não veio de clamores
Tudo aquilo que não veio de implorar
Apenas tudo

Apenas tudo o que sobe dos vapores dos amores
Apenas o que se faz - Afastado de Promessas
Próximo das intenções - Próximo dos Seios
Que desejam

As Mudanças da Mente
Vem através da firme resolução do desejo
Apenas o Desejo diz
Diante do Fim
- Eu irei viver para sempre

As Melodias
Habitam e preenchem a Noite
No Mundo fora da Janela

Dá-me todo o ser Amor
Ou eu vou embora
Dar para a mesma Amante
Tudo o que sou

Eu vou Até que o Mundo das Melodias
Sejam o Mundo aqui dentro
E me embalem na Sinfonia
Do quebrar de todas as Janelas

Te quero, te quero
Esteja em plena atenção
Em minhas mãos estão as melodias
De seu mais desejado Amor

Lucifero

Lucifero
A quem bates a porta?
Tal alguém que pede por informação?
Irmão, sabes o caminho
Sabes quem lhe é amigo
Então é tempo de ir

Lado a Lado
Com a mesma solidão
Eu e Meu Amigo Lucifero

Irei prender a minha Vontade
Irei colocá-la na mais difícil prisão
Até que eu me apraza com isso
Até que o prazer a Liberte
Da mesma forma com que fostes Libertado
Para sua Ascensão

Lucifero
Agora é nossa estação
Colhamos o dia
Entremos no trem
Juntos em rumos
Em direção ao coração

Bem Vindas ao Lar

Lar
Seja bem vindo
Ao meu coração

Querida?
Não queres vir aqui?
Não podemos nos atrasar
Devemos chegar juntos
No mesmo tempo que chegar
O nosso coração

Para onde queres ir
Para onde vai agora a sua devoção?
É para lá que quero ir
Chamando cada vocação sua
Cada inspiração sua
De meu lar

Então vamos!
Vamos!
Vamos para lá!

De volta
Ao que nos chama a tempos
Extenso tal contar o Amor
O Lar
O Lar que nos aguarda
Para em nós ficar

A Estrada

Uma Amizade se faz
Com a Decisão de ir pela Estrada
A Alma só se faz
Nas Paisagens do Ir
Que ela contempla

Eu vou
Eu vou
Por esta Estrada

Eu vou
Eu vou
Com você Amizade minha

E todas as gentes que me passarem
Farão mais cristalinas a minha memória
E a todas as gentes que eu contar a minha história
Farei elas mais rios
Serão mais paisagens e mais liberdade

Não precisará se dizer mais alguma coisa
Que não seja
As Palavras de Libertação
Que me prenderão
Àquela Estrada

Duas Estátuas

As Duas Estátuas do Amor
Uma Visão Turva
É o que se sabe

Essas duas Estátuas
Um Encontro de Dois Destinos
Que se tornam uma só Tragédia

Cada Hora é uma Solidão
O Fluir do Tempo
É um Mistério
Que nenhum ser
É Destinado escrutinar

A ordenação ecoa no ar
Uma pessoa caminha diante das Duas Estátuas
Em direção ao Jardim
Até ser tudo aquilo que ela queria ser
Até que para uma outra pessoa desesperada
Ela seja tudo o que esta precisa
Tudo o que esta ordenara que assim fosse

E então esta duas pessoas
Querem viver esta Forma
Para Sempre
As Deidades cantam melodias
Cuidando em dizer palavra alguma
Mas o assim seja ecoa
De alguma forma

Um Mistério
Que todo ser deve escrutinar
E se não o conseguir
Jamais chegará ao Destino

O Amor Pertencente e a Magia do Mar

Vais levar teu Amor ao Mar?
O Mar é mágico...
O que te será se por um acaso
O teu amor não voltar?

Mas se não ao Mar para onde levarias o teu Amor?
Ao Lugar onde implora os apartados por devoção as Estrelas?
Ao Lugar Onde os que entram são eternamente Amados?
A um Templo Vazio? Ou a Biblioteca Vazia que lhe pertence?
O que farias para te silenciar com perseverança
Diante do Eterno Vazio?
Digas-me de que forma mergulharias
Na Imensidão do Caos?
Suportarias a Criação Incessante?
Suportarias a Escuridão e a Luz uma do lado da outra? Tal duas Mulheres Unidas uma e outra de teus únicos dois lados?

Na Criação Incessante e no Mistério...
Suportarias?
E Nas Leis mais antigas?
Do Amor mais antigo que o Amor que guia o ser que lhe é confiado
Sorririas? Brincarias?

Então me digas
Se tu irias levar o teu Amor ao Mar...

O Mar ama o teu Amor
O teu Amor te revela a verdadeira face
Tu estás só diante do Mar
Apenas tu e eu
Cada um em solidão diante do Mar

Sem mais mágicas!

A Travessia

Quem recusa a travessia
Não é diferente
De quem recusa o mesmo
Do outro lado

O que surge de mim
Não sou eu
E a mim se compara
Quando vejo
Me olha
E vem me visitar
Vem me dizer
De minhas memórias

Depois do chá
Eu despeço com um até uma outra vez
Com um até logo
E profecias
Se despede de mim

Celebração

As máscaras da Morte
Não são disfarces
São celebrações

Revelemos nossa face
Saiamos do esconderijo
Porque quem se mostra é digno
De colocar estes adornos na face

Colocar na Face
Que não seja mera abstração
Quando falar das Mortes
Seja o que és
Ainda que não tenhas nenhuma outra solidão
Para lhe contar todos os teus segredos

Colocar na Face

Colocar na Face
Cantai

Colocar na Face
Demonstrai

O que és
Seja vossa máscara
O que não é e o que não será
Sejam em vossa celebração
Que o Futuro dançará com vós
Numa Vez - Na Inexistência de qualquer Temor
O Temor dançando com a Inexistência

Celebrações da Morte
Celebrações da Face
As Faces Beijadas
Os Amores Libertos
Os Segredos em Profusão
Em êxodo para o Cemitério
Para aguardar em Amor
A comunhão com aqueles que lhes pertencem

Não há mais tempo para sonhos eternos
E menos ainda para cessar os olhos sem compromisso
Com a Travessia longa que se faz
Com as Mortes que cuida de nossas Vidas

Vós de olhos que não são fechados por ira e nem por paz
Conhecei o Mistério
A Morte cuidando da Vida
A Vida jurando a Morte
Amor, Amores Infindos
E um a um
Os cumprindo
Que o Amor e a Morte
São Dois Amantes no Parque
São uma só Natureza
Em Liberdade

Navegai por sobre as relvas
Voai por sobre elas
Com tudo o que vós agora sabeis

Que cairá uma chuva
Uma única chuva
Com a Saudade que se dá
Quando separamos pelo que sabemos
Duas Eternidades

Esta é a Chuva
Esta é a Final Celebração
O Despertamento tal como sonhou o Sonho
A Escolha tal como foi esperada pelo Destino

As Máscaras Voam

Ela

Como podemos ser habitados por outras pessoas
Como viverá meu olhar de seu olhar?

As linhas se aproximam
Os caminhos se expandem

Elas me ensinam
A forma
Como que você vive em meu olhar

Mas ainda irei me perguntar
E irei me maravilhar
Com a Ciência disto

Você ainda poderá operar maravilhas em meu coração
Eu quero descobrir todas elas
E deixar tudo de mim fluir
Para lhe sentir
Cada vez mais próxima de mim
Nós te amamos tanto! E sabes!
Só não sabes que te amamos mais
Do que você possa mensurar

Ainda me maravilho e me pergunto
Pode onde andas e como andas
Em meu coração e por nossos jardins

Basta apenas o seu andar
E frutificarão os Jardins do Amor
Neste colherei para ti um Hino
Um Hino do Amor - O Teu Nome

Dois Amantes no Parque

Dois Amantes no Parque
Beijos que caem a mão
Meu coração sangra
Ao vê-los partir

- Cessem as mãos deste partir
  Fique ou vão embora juntos!
  Mas pelos céus! Cessa as mãos deste partir!
  Não levem este Amor para longe!
  Não levem este Amor para longe!
 
  Que o Amor enviou para vós Anjos de Música
  Para que possam falar por ele
  Para não ver vós sentados em solidão
  Sem carinho que este mesmo enviou
  Através de um ao outro

  Para que ao Olhar no Espelho Sagrado
  Que este vos deu de presente
  Estejam diante de vossas faces
  As vossas faces mesmos que brilham
  A Luz do Amor
  Que fez o Sol reluzir
  E a Lua Iluminar
 
  Ah! Como vai a saudade no Sol
  De vosso sorriso naquela noite!

  Dois Amantes no Parque
  Sejai vós Dois Amantes em todos os lugares
  Os Amantes Universais de todos os momentos da história
  Os Amantes adentrados na Memória e no Espírito da Humanidade
  A Razão de que se façam campos e que irradiem cidades
  Assim os campos dirão: Que haja entre nós estes Amantes!
  E as Cidades dirão: Que destes sejamos feitos!
 
  Não desistais vós do amor!
  Ouvi a Música!
  Saindo das Cordas feitas da Alma do Amor
  Forjados pelo próprio Deus Amor dos Metais Maravilhas
  Banhados por um Sol Azul Invocado a Ocasião mais especial
  Vos foram enviados toda sorte de cachorrinhas e cachorrinhos
  Para celebrar e cuidar de vosso amor
  E para acrescentar na conta de todos os vossos amores incontáveis

  As Multidões vos aplaudem na perseverança do Vosso Amor
  Mesmo em face da hesitação
  Então que seja assim... Hesitem mas não cessem o Amor
  Hesitem em Amar Amando
  Que vos soprará a Canção dos Céus
  E os Céus se lhes abrirá sem que precisais bater a porta
  Pois quem é da Família dos Céus
  Possuem já a chave
  É só chegar e amar

Dois Amantes Cantam:

O Amor
Sobe as Montanhas
Em Nuvens feitas das Estrelas

O Amor
As Montanhas faz voar
E as Nuvens se tornam Estrelas

Chorai e sorri
Ante a Beleza do Amor
Que nós iremos até o Fim do Universo
Unidos e ganhos por nossos corações
Para dar um Beijo
Na Face do Amor

Multidões faremos
Multidões seremos
Ministraremos o toque do Amor
E da palma de nossas mãos
Irão vir os Novos Seres

Multidões Faremos
Multidões Seremos
Em sermos tocados pelo Amor
Fruto de nossas Mãos
Somos os Caminhos aos Novos Seres
Somos os Novos Seres
A Iniciar Mundos
Na Comunhão do Universo

Nos Campos de Algodão

Venha comigo
Passear pelos campos de algodão
Pela última vez

Eu preciso
Encarar seu olhar
Pela Última vez

Existe alguma coisa diferente
No Azul que Deus planejou para o céu
E para nós neste dia

Se encontrássemos nossos avós
Certamente nos contariam outras histórias
Que nunca cogitaram lembrar
E que nunca pensaram que iriam inventar
Num relance tão fácil, numa emoção tão verdadeira
Tamanha é a importância deste dia
Deste dia tão diferente
Tão comum e tão especial

Por isso é necessário
Juro...
É imprescindível
Que você venha comigo
Para os campos de algodão

Depois que partirmos
As histórias serão semeadas em todos os lugares
Que não sejam este aqui

Os velhos sermões de nossa pequena igreja
Também apenas serão entendidos
Quando fora daqui estiverem perdidos
Os ouvidos que só ouvirão pelas preocupações
Como que de marinheiros sem referência num mar revoltoso
Pois estarão entre multidões revoltosas que parecem se mover apenas para frente

Mas nem assim perderão a fé
Pois os velhos sermões
Lhes farão andar verdadeiramente para frente
E a nossa pequena igreja
Se revelará ainda maior
Do que pensávamos que poderia ser

A fé irá se revelar grandiosa
E nos fará lembrar dos momentos esquecidos
Que semeamos pequenas sementes
Completamente Distraídos

A Alma dos Campos
Permanecerá
Irá imprimir nova vida
Onde a Vida é necessária
Irá levar coração
Onde coração irá ser a fonte de novos engenhos
Irá levar Beleza
Por fazer os olhos olharem
Para onde ela parecia estar escondida

Eu vejo a bênção deste horizonte...
A Velha Estação
Pequenas bagagens e grandes sonhos em mãos

E na bênção deste horizonte
Que faz tudo ficar belo
Eu coloco todo o meu coração
No nosso último beijo

Tantas coisas para recordar
Levarei todas elas na memória
Porque apenas elas me darão forças
Para fazer minha história
E enfim poderei não apenas olhar para trás
Poderei voltar
Quando vir aqui não for mais regresso
Quando vir aqui for a conquista
Que Deus me atendeu em oração

Deserto-Silêncio

A Profusão do Deserto do Silêncio
Expande seus domínios e derruba as nossas fronteiras
Melhor dito
O Teu Deserto de Silêncio
Frutifica em mim
Paisagens de mim
Se confundem
Em tuas Areias

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Prova de Amor

Dois amantes pedem um ao outro uma prova de amor
Nada provam

Contemplação

Contemplei a Monstruosidade
Que me aparecia no Mar
Indecifrável Beleza na Face
Gigante estava
O Mar Devorava
E aproximava-se da Cidade

A Monstruosidade
A Destruir e evocar o Amor
Mais sua face revelava
Mais escondia o mistério
E o assombro que ia no nome
Nos encantava e nos findava

A Minha contemplação me revela
Que a Monstruosidade se fará ainda mais forte
Através das eras
Que ainda não se despertou o ser de mil anos
Para nos dizer o que é o amor
E onde este está

A Sinfonia de Morte ecoa no ar
A Monstruosidade toma uma Cidade-Harpa
E com sacrifício de cada humana gente
Uma Nota de Imensa Beleza
Entra em nosso sentir
E nossa Alma aos poucos se esvai
Belamente...

Vida Desvanecente

Cante a Vida Desvanecente
Óh Vidas Desvanecentes
E amores em vão

Apenas o Amor levado a Exaustão
Confere dignidade
Apenas o Amor depois do fim
É amor de verdade
Quem ama até o fim do Amor
Tudo amou
E fugindo do Amor Infinito
Prossigamos
Que amar Infinito
É nada amar
É amar só por fora
Me ame com um fim
Ame a mim

O espírito das coisas está no que estas foram
E o espírito das coisas as movem agora
O que foi é a força para o que agora é
O Passado é a força do Rio a Fluir
Então me ame sem tempo para olhar os reflexos
De falsos passados - infinitos de possibilidades
Porque quero dar um fim a este amor sem começo
Quero de você o fim, o amor
Um beijo e um abraço
Quero o fim, o beijo e o abraço

Este Amor que tem fim
Enfim recebe um começo
Eu depois do abraço esqueço
O que recebi para abraçar e afastar da memória
A memória de teu esquecimento
Ofereço
Lembrar de você dentro de um múltiplo você que estás acrescentada
O Ser Multidão - O Outro
O você que sempre me acompanha
Em memória a teu esquecimento
Te darei um Nome Dentro de um Nome
Viverei você num Sonho dentro de um Sonho
A Vida dentro das Vidas
A Vida a revelar a outra
Para os Seres das Eternidades
A Nos Contemplar e escrever a Sabedoria
Que não praticam
E que posso viver

Depois do Fim
Que mais quero?
Não amar até o infinito me basta
Quero amar de verdade
Dentro da Natureza
Depois do Fim
Que mais esqueço?
O Amor recebe o começo e o fim
Sorri para mim
Se afasta dos domínios tiranos da Eternidade
E se aproxima de nós

De Milhares de Anos

Algo que existe a mais de milhares de anos
Parece que dorme
E se dorme não nos revela
Onde está o Amor

Este ser de milhares de anos
Se esconde em algum leito de areias
Longe de qualquer calor de verdade
e da Mentira Fria
Se como espectros lhe aparecemos
Como teremos força
Para lhe despertar?
Apenas vagantes a encontrá-lo não basta
Se não lhe pudermos despertar?

Cânticos de Morte
Cantemos
Amaldiçoemos estas terras
Diante do Amor que não sabemos despertar
Que alguma deidade se digne
A nos observar e disso tirar alguma adoração
Que nos recaia como pior maldição
No lugar da que recebemos
E não nos serve mais

Despertar um Ser de milhares de Anos
O Grande Mistério
Construamos um Monumento
Que lhe fique por cemitério em prol de nós
Que se as gerações futuras se puderem despertá-lo
Também irá nos despertar

Amada no Deserto

Amada do Deserto
Império de Areias que vem sobre mim
Enqüanto rodopias tuas lâminas
Teus espelhos que me circundam e avisam qualquer ímpeto a ti
Tu envias a mensagem a estrela que adoras
(E ela te abençoa)
E cais no chão a tremer de prazer
Em ser atendida além céus tu ascendes
Soberba
Com esta força danças além da felicidade que movimentos em teu corpo encantara até o amanhecer

Raiva e Prazer

O que somos?
Raiva e Prazer
A atormentar um ao outro
A apreciar o outro em chamas
Para o tormento duradouro de nossos corpos
Acenderei tua ira em tua cama
Furor descarregados e delírio
Encaramos - Enfrentamos
Face a Face
Amante-Inimistade

Estamos a nos capturar ao cárcere do corpo
Numa loucura de segurarmos agarrando pelas mãos
Quem precisamos
Com quem e por quem lutamos

Caminhos Milhares

Cálculo e Mística invoco

Encantos Milhares

Encantos Milhares me vêm de seu Amor
Que mensagem posso trazer para você?
Que confissão d'amor que ainda não sabes?
De todas que lhe dei?

Mas por que não dizer?
Já que Amar o Amor conhecido
Ultrapassa qualquer conhecer
Que Amar Mistério é
Se o Mistério se revela
Mais cresce
Da revelação que nos aparece

Vou aos Encantos Milhares sem medo
Ainda que com apenas algumas formas de amar Para o Dia
Te amarei
Te amarei
E fazendo assim
De teus encantos milhares
Faremos formas milhares de amar

Chuva de desertos

A Chuva de desertos
É a profusão de Amor
Para outros cantos

Se não compreende a natureza das tempestades
Como pretendes compreender o Amor?
E com que intenção pretendes o compreender mal?

As Canções gritam contra mim
Quando sussurram seu nome
Eu sinto sua falta
Como se nunca tivesse lhe conhecido

As dores do amor me doem tanto ao ponto
Que os teus beijos vêm a minha memória como relâmpagos
Ao olhar para o espelho minha imagem é censurada
O Destino a transfigura e coloca a sua face amada
E eu me perco, eu me perco
Porque te amo e sinto sua falta
Como se nunca tivesse lhe conhecido

A dor continua
Ao ponto da loucura
E não mais suporto
Dói em mim a mais insuportável dor
Porque sinto sua falta
Como se nunca tivesse lhe conhecido

As Portas

As Portas da Eternidade
São Indiferentes
As Portas do Amor
São Indiferenças

Quem são os seres
Que atravessam estas portas?

No Jardim

No Jardim
Milhares de Amizades Cantam
Ao Amor
Que nunca será

Por favor
Compreenda a mim
Alma Minha
Compreenda que compete a mim
Amar o Amor que nunca será

É necessário
Construir ante os cânticos
Monumentos ao Amor
Inalcançáveis e intermináveis
Que nos consuma
Só assim seremos dignos de adorar
E trabalhar
Em prol do Amor que nunca será

Agora e jamais
De Mãos dadas
As Vozes da Multidão
De Almas Eternamente Solitárias
Em comunhão
Pelo poder do Amor que nunca será

Deixe assim ser
Alma Minha
Está para chegar o Amanhecer
Quando o Sol brilhar
Fujas na primeira oportunidade
Que haverá uma porta no meio do jardim
A dizer lhe do caminho que leva
Para a Eternidade

Ah! Vejo que não é este o caminho
Então abraça-me forte
Pois sabemos e queremos o Norte
Da Beleza que se faz aqui
Da Beleza que nos multiplica
Entre essas gentes-feras-amicas
Do Amor que jamais entre nós fica
Que jamais de nós se aparta
Estamos encantados
Estamos reunidos numa mesma família
Em prol daquilo que se deve
Em prol da possibilidade de todos os seres
O Amor que não pode ser
Neste recanto em segredo do Universo
Ao qual se chega sem nenhum regresso
A Alma não deixa partir ao conhecer aqui

Óh! Belezas contemplo

A Alma Minha não me deixa partir

Império de Ímpetos

Quem és tu
Que dizes que tenho o poder de acabar contigo?
Por que me dás tanto poder sobre ti?
De que forma pretendes me usar
Com esta sobrecarga irresponsável de você?

Não mudaremos a realidade
Prendendo nossas mãos que só querem segurar o Amor
Mas não querem o servir nem ser servidas por este
Tampouco querem ser o Amor

O que é isto? E quem é você?
Não temos nenhuma fera interior
Para culpar e sacrificar
Em prol do altar das nossas vontades
"Sacrifícios quero e não caminhos"
Gritamos.
Quem há de ter sabedoria passa longe de nós
Quem passa perto de nós
Ainda que com sabedoria não desperta
Serão devorados
Não fazemos perguntas
Banqueteamos
Banqueteamos

Em frente ao Altar corremos
Lançando vestimentas brancas pelo ar
Lançando as luzes fora de nós e afastando o sol
Jurando Amor Eterno
Jurando Infinita capacidade de Amar

O que é uma Paixão

Não me compete definir o que é paixão
Quanto ela me aproxima do coração
Quanto ela desdenha da minha razão
Não é isso que cabe a mim
Não é este o preço que se deve pagar

Qual é o caminho?
E se haver caminho qual a sua eternidade?
E se eternidade qual é a distância?
Qual das eternidades poderei manter perto?
Qual das eternidades devo afastar?

Que Montanhas das minhas contemplações
Transformarei em realidade?
Que solidão avistadas
Devo ir buscar?

- Encontre uma solidão
  Que lhe cante assim: "Sonha!"...

Um Novo Fôlego

Dispenso saber a Natureza dos Corações que me cruzam o caminho
Se não batem junto ao meu não os conheço
Dispenso saber a história dos fantasmas que me assombram atrás da porta
Se abro a porta estes não existem e se sigo em frente não preciso saber se tenho real coragem ou não
Eu sei que há coragem é quando eu sou
Sei que decidi forte em meu coração quando eu vou
Meu sentir está revelado em meu fazer

Se dói estar aqui
Amarei
E questionarei a mim
Até dar de cara com a Besta
Para que me ministre o Ar que me faltava respirar
E Então me reconciliarei com ela
Não me falta coragem para lutar
A Luta para estar em Paz com a Fera
A Paz para lutar na Beleza

Siga seu caminho

Meu Destino
É ver-te apenas
Siga seu caminho

Não negues a teu coração a satisfação
Que ecoa a teu ser
Não terá teu coração por muito tempo
Para negá-lo a todo tempo
Enqüanto este diz sim após sim por sua causa
Ainda que com contragosto e dificuldade

Não terá teu coração por muito tempo
Nem é para sempre sua capacidade de dizer não
Diga adeus se for preciso
Para reaver a sua capacidade de dizer sim

Ama! Acenda a Luz!

No Último dia que você esteve ao meu Lado

Eu me atrevi a ir
Para saber se você se importava
Descobrimos juntos que nós nos importamos
E que ambos precisavam partir

Nem num último dia saberíamos
A forma que as coisas acontecerão

Afugentamos saber que somos
Num reflexo
O Acidente
Que transforma vidas
E a todos inocenta

A Valquíria

Em nossa Guerra
De Amar um ao outro até o fim
E Conseguir sobreviver e ver o outro não amar e não lutar
Eu vi
Que os raios nos céus
Refletiam como que uma deidade por trás destes
Essa deidade tinha a face como que poderia chamar a Mãe em Ti e o Pai em mim
Mães e Pais em nós
E então na nossa Amizade de guerra
Entendemos
Que os raios foram feitos para atingir a nós dois
Que os julgamentos da deidade
Eram a nossa comunhão
Depois que aconteceu o impossível
No momento que caminhávamos saciados e protegidos em meio ao deserto
Porque nada fazia sentido

As transmutações de tudo o que sinto
Em tudo que vem dizer a mim
As novidades que se passaram
A muito tempo atrás
Para me resgatar ao seu agora
Me revelam

Você está na Estrada
Enfim nua e tatuada
Vais para perto do muro
Os ímpetos de teu espírito
Castigam raios sobre seu corpo
Trovões e Maravilhas

Enfim liberas as últimas cores
Se liberta dos últimos amores
Vai ao caminho

Enfim vejo o Templo do Amor que não se foi
Enqüanto me vou com esta revelação
O Horizonte Azul enfim
Brinda a Minha Contemplação
Tu és Verdadeiramente Azul
Tu estás verdadeiramente acompanhada
De todas as Ternuras Azuladas
Algumas fulguras serpenteiam
Mas estas caem aos teus pés como nadas
Tu que estavas em um dia
Debruçada sobre mim
Vais resoluta após a batalha
Caminhar sem fim
Para teu infinito combate

O que eu não sei de mim

A Vida é um começo quando eu não sei de mim

As Portas Fechadas irão pedir para entrar em meu coração
Irão me visitar
E na minha hospitalidade
Se sentirão a vontade para perguntar
Sobre o meu Amor

A Vida mora melhor
Numa Casebre do Tempo
O Amor vive em paz
Nas montanhas sem ninguém para lhe levar os acontecimentos
Por fim... O Voto que fizemos perante a Pedra
Ressoa melhor em nós
Em nosso silêncio eterno
De não falarmos um do outro
Com o Fim de Nosso Amor efêmero
Transformado em Amor Vindouro
No Amanhã... Canção Para Sempre

Eu ouvi num Sonho Bom que você queria me beijar

Talvez, não mora aqui dentro

A Chegada da Estrela

Tu Danças a Eternidade
Tu Pintas teus sonhos
E descobre mistérios do Universo
Em livros e livros que conhecem o ir e vir de tuas mãos

Tudo tu fazes
Perfeitamente Bela
Totalmente Plena
Adentrando e fazendo
A Noite Azul

A Verdade que não quer chegar
É a conclusão...
Todas as outras reticências
Estão permitidas

Te amo da mesma forma
Em tudo o que já mudou em mim

A Sabedoria que desenhas
Vai e vens de tuas mãos
Revelam os segredos para mim
Docemente em minha Alma
Te aproximo minha cara tensa
E sabes desde então
Como irei te amar

Apenas mais um pouco
Até o ponto em que não se vê
Nenhuma percepção se anuncia facilmente
Ao ser inteiro que apenas sente

E assim em teu livro
Eu vivo
Vou te amando
Apenas um pouco além do que lestes

A Idade dos Sonhos

A Idade dos Sonhos
Se desvanece
Mas é com o olhar nos céus
Que desvanecem
Contemplando você

Se você quiser transformar toda decepção
Em sonhos
E todo engano
Em mais uma vez
Tu podes
Estamos nós dois
Na Idade dos Sonhos

Idade dos Sonhos
Castelos
Contra Exércitos de Mundos
A Bater nossas portas

Idade dos Sonhos
Cantemos agora
Junto com as vozes que nos visita
E elas só nos vêem
Porque danças tão linda
E agora é seu tempo
Seus Sonhos não vão embora agora
Tu és a Dançarina do Tempo
E enqüanto danças reges
Até seus sonhos acompanharem seus passos
E as vozes que vieram visitar passem
A habitar entre nós

Você irá cantar as Promessas de Amor
E eu as escreverei
Então elas serão para Sempre

Sei que você será para mim os céus onde meus sonhos se desvanecem
E Eu sei que tu sempre serás

A Dançarina nos céus e nos desertos
Vem a nós agora
Sapateando e libertando
As Areias do Tempo
Desvanecências de Sonhos Acima e Além
Que não sonhou apenas eu, mas toda uma multidão
Que se banhou em águas gregas

Há sempre tempo de pensar outras coisas
Na bela estrada que você trilha
Nos céus onde você sapateia
A Jornada, a Jornada
A Jornada para toda uma Humanidade preparas
E sabes
Que quando sapateias reges
A Eternidade lhe segue nos passos
Os Sonhos encontram moradas em seus caminhos

Eu me ofereço a ti
Eu me ofereço a ti
Sapateia perto de meu caminho
Eu te contemplo
Eu te contemplo
E acabo por ver de relance
Um infinito a nascer em mim
Em minhas mãos que me levam a tua face
A Tua face continua mandando beijos aos céus
Meus sonhos se desvanecem ainda
Deságuam...
O céu da Cor-Maravilha no entardecer se faz
Teus Beijos sapateando e sabem
Quando sapateiam regem
Impérios de ti permanecem
Nos Ascendentes Rios Acima

A Sua Voz... Sai dessas alturas sapateando
E sabes... Quando sapateias reges
O Movimento exato do Amor
Se faz
As Nuvens acompanham e contemplam
O que eu sou todo atento
A Tua Movimentação de Amor

Visões quero
Até o ponto de poder renunciá-las
Em tua Manifestação
Tu reges, tu reges
A Minha Emoção
A Minha Entrega
A Teus Beijos a Voar pelo meu céu
A Desvanecerem todos os meus sonhos
Que agora são pura cor maravilha do entardecer
Já não sonho nada, não sonho nada
Sou despertamento
Me uno a teus braços
Danço com você o Tango Sagrado
E me uno a você
A Tua Voz... A Tua Voz
Arranca a minha confissão
Desfaço meu coração
Em profusão de beijos que só pensam você
E em toda e qualquer manifestação tua
Vai para ti
O Amor que atravessa as Nuvens
Com toda a Cor Maravilha
Com toda vontade de você
A Amar e amar

Tu sapateias e quando sapateias
O Amor reges - O Amor incendeias
O Amor Dança contigo
Na Idade dos Sonhos

Juras perante a Lua

Me perdoe
Por juras de Amor perante a Lua
A Lua que quis mundo
E a fiz Profana
Por mentir perante a Lua
Ao Amor
Do qual lhe fiz Dona
Te fiz Rainha e te glorifiquei
Para te abandonar
Quanto mais certo estavas
De seres Amada
Me perdoe

Me perdoe por não saber dizer
Eu preciso de você
Quando Lindas estavas em seu Silêncio
Repleta de Amor

Me perdoe por não saber dizer
Eu me importo
Sofrerei...
Ao Caminhar para Teu Belo Jardim
Não me afetarei com a Beleza
Se a Sua Beleza não se juntar a deste
- Eu me importo
Fique mais um pouco
Fique mais um pouco comigo
Meu amor

Me perdoe por não saber dizer
Digas que me amas
E preferir afogar em amarga solidão
Num mar de areia movediça
A Mais Soberba Dor
Do que dizer, do que dizer
Eu Preciso do Seu Amor
O Amor Mais Belo e Sincero
Que anelo, quando penso apenas esperar

Solitar...
Solitar Ali
Solitar
A Estrela
O Nome Dela
Solitar
A Janela
Porta que se fecha
Solitar
Ante a Estrela
Que Desaparecerá
Quando era Ela
Que devia desaparecer
A Mim

Eu precisei de seu Amor tarde demais
Elevei-me alto demais sem luz
Impus Amores Altos e Montanhas
Quando caminhar pelo Bosque
E vez por outra beijar a sua mão e segurá-la
E olhar para o Horizonte e Olhar para seu Semblante
Era tudo o que eu precisava
Era tudo o que eu precisava

A Coisa mais rara lá estava
E era tudo o que mais precisava
Era tudo o que mais precisava

A necessidade de seu Amor
Que confesso tardiamente
Que lhe venha como uma brisa em segredo
Quando encontrares
O que ficará para sempre

Ainda não te esqueci

(...)

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Solitar

Agora estou quebrando o Silêncio
De toda Solidão que ficou em mim
E toda a decepção que me habitava
Sem nunca ser vista ou saudada
Por mim
Por mim

Solitário eu me tornei
Solitário de todos os mundos
Do amargor profundo
Solitário de Sete Mares
De Sete Estrelas
E Seis renegados planetas
Com os quais me encontrei

Eu sou planeta desnomeado
Planeta desreconhecido
Fora do seu sistema
Ainda sobre o seu brilho
Que me fustiga
Fustiga-me até a alma

Em me turbar por ti
Eu me acostumo
Não conheço outro rumo
Outros sóis eu nego
Para ver o teu brilhar eterno
E ser o renegado eterno
Cuja luz interna é renegar-se
Reluzir a Luz que não vem
Nem convidada nem convidando
Em tristezas e solidões vou girando
Vais dançando para longe de mim
E quando não mais puder
Nesse amor que tudo pode
Serei atravessado
Serei excomungado
De tua luz em teu último olhar sobre mim afinal...

Me lançarei em pedaços
Serei por vez cada fragmento
Para sempre
Tentarei compreender cada face tua
Em brilhos milhares de milhares
Verei sua face - Imposta - Plácida - Irada
Por toda Eternidade
Queimará sua face em mim
Por toda Eternidade
Em cada eternidade
Serei um instante por vez

- Renega-me!

Luz

Eu irei ao teu Jardim
Comerei mel com teus ursos
E durante o inverno
Contarei as tuas histórias

Receba meu amor

Receba meu amor
Onde quer que você for
Ainda que não te conheça
Que o Amor lhe aconteça
Até que no fim haveremos já nos compreendido
Quando olharmos um no outro
E começarmos do Amor
A Amar um ao outro desde o Olhar

A Figura do Amor entre as Nuvens
Iremos regar
Até que os seus frutos caiam sobre nós
Assim Amando e Amantes seremos maduros
E cairemos nos céus
Nas Nuvens Amores Milhares faremos
Ascensão - Caímos em Nós
Em Nossos Corpos
Que caem um no outro
Ascensão - Ascensão
Nossos Corpos - Nós um ao outro
Que as Celécias se misturem em nós
Nus cubra e que inundem a Terra
Porque faremos o Maior Amor do Mundo
Até que este Mundo seja o Maior dos Mundos

Por favor, receba meu Amor
Seja onde for
Que façamos este Amor

Te ouvir

Absurdo
dos Absintos que florescem no Jardim
Perturbam a minha visão para sempre
Ouço sua Voz
Num Momento Impossível
Que me sufoca
Na Realidade do meu fim

As Adentrações na Inversa
Buscadores de Almas atravessam
E os atravessares lhes encontram
E então param
No sem fim

Quem diria que aquilo que condenaria
Na plena luz do meio-dia
Seria o Amor

Quem diria que a criança
Que se voltaria contra nós
Depois de a havermos cuidado
Com tanto carinho ao ponto de deixá-la crescer
Crescendo
Quem diria que esta criança
Fora chamada: Nosso Amor

A Criança em Plena Luz do Meio-Dia
Nos olvida e nos proíbe
Qualquer passo
Em avanço na direção da Simetria
Os Jardins do Absurso florescem
Suas raízes ocupam tudo
Floresta Gigante se forma
E nos expulsa
Para o outro lado do muro

Mas o que eu mais queria
Era ser apenas expulso
Mais fui expulso e solitário
Do Amor expatriado
Sem você do outro lado do muro

O que eu mais queria
O que mais queria
Era estar contigo
Minha querida
Mas eu não consigo atravessar em teu mundo
Que me fechou todas as portas
Uma por uma
Em cada vez que o pensamento de visitar-te
Me visitou

O que eu tanto queria
Eu não poderia
Não chegaria vivo em teu Templo
Oro apenas no Altar
Do Templo do Amor
Adorando tua Imagem

A Idolatria Primeira
Não poder estar perto
Do que deveria estar
Saber do que poderia ser e não é
E nada fazer
A não ser deixar fluir
Toda emoção que há

Toda poesia em mim
Não poderia
Abrandar o que por ti ardia
Dia a Noites, Noites e Dia
Noites que passam
Ao Eterno Dia que permanece
Naquele nosso Adeus
Adeus, Adeus
Sem Deus, Sem a ninguém para ir
A Deus, A Deus
Tu vais
Onde permaneço

Entre as Areias das Amizades Universais

Eu posso ver as Pessoas Universais
Nas Praias a brincar
São Universos brincando
Brincando
Eu posso ver
Eu posso ver

Elas sabem olhar os campos
A florescer novas canções
Elas se aproximam de quem deixou de cantar
E com companhia e amor
Ensinam

Novas Canções Descobertas e Ensinadas
Dos Mistérios vindas e Mistérios que se vão
São
Eu vejo pessoas a vir milhares de milhares
Para perto de minha casa
Alegrando a minha rua
Habitando o meu olhar

Elas tomam as Asas
Do Sol este mesmo
No Entardecer
E Mais Aladas Amam
E Mais Amadas Voam
O Sol com elas vai
O Sol com elas vai e lhes abençoa

Em mim brotou uma Nova Canção
Eu vou me juntar a elas
Irei me aproximar com o meu coração
Porque o Amor brotou em mim
E no Final da Noite
Quando haver em meu horizonte
A Lua das Luas
Ante A Árvore das Árvores - Poesia
Seremos Nós
Pessoas Amadas
Seremos Nós
Amando pelas Madrugadas
Com a Infinitude Encontrada a Dançar
No Mar em qualquer lugar
Das Árvores Sagradas já crescendo
Ao nos fazer Nascer

A Flauta a voar nos convida
A fazer hoje o melhor de nossas vidas
Dos ventos que nos sopram
Inspirações que nos levam
Ir a Outros Mundos
Para abraçarmos outras gentes
Nossos Mundos
Que o Futuro nos convida
A embalarmos nossas almas
Com as místicas sinfonias
Que nos sorriem desde as Nuvens
E nos diz: Este é o Caminho
Este é o Caminho!
Na mais clara estesia
A Beleza que está dentro
Em coro anuncia
Este é o Caminho, este é Caminhar
O Coração não se contem
A Canção se ajunta
E Alma que não se contem
Nos arrasta ao Caminho
Por fim voamos
Dando a outras gentes assim
Nossas Asas

Eu me ajuntarei a estas gentes
Que anunciam o Bem
Num Nome Beleza
Todos os feitos do Amor
Que nos espera caminhando até nós
Eu me ajuntarei a estas gentes
Nos Ares e nos mares
Nas Florestas e nos Bosques
Nos Amares em todos os Lugares
Voando, cantando e caminhando seguro
Tudo que agora
Brilha-nos de futuro
Porque o Amor está em mim
Desperto e Atento
Passeando pelas moradas do Sonho
Me despertando mais e mais
Até por fim me encontrar nos abraços
Com estas Gentes Universais

Palavras-Absinto

Eu digo palavras para você que eu não sinto

(Mar de absinto vai a ti e não te comoves
 Ouve palavras que não se pode ouvir
 Altissonância do silêncio
 Do som que nunca houve aqui)

(Flui de mim algo que eu não sinto
 Por você
 Talvez seja isso o amor)

Carta

"Você retém
 O meu corpo ao seu
 Com seu amor e infinitos ardis
 E eu não consigo parar
 Você avança sobre mim"

As Forças

A Força Masculina está comigo
A Força Feminina está contigo
O que há em mim há em ti
O que há em ti há em mim
Não seria então maior Sabedoria
Chegarmos juntos a mesma Beleza?
Comunhão seremos
Eu e Você seremos
Seremos
Seremos
Eu e Você
Eu e você

Estrelas

I

A Cruzada das Estrelas
Contra as Trevas

A Cruzada das Estrelas
Contra as Trevas no Universo

A sua luta
Te dou

Teu Corpo só é Profano
Quando não brilhas a luz
Que não te deixou

Eu vejo as Estrelas mudarem de lugar
E nem por isso sou menos iluminado
Você não vê?
As Histórias no Céu continuam
As Estrelas em suas inúmeras sagas continuam
Mesmo ainda de manhã
Como diz (...):
"Atente para as estrelas ainda de manhã
Que para você sempre haverá céu estrelado!"

Você ouviu todas as histórias dos céus?
Você que depois de contar cada estrela
Os Mares Celestiais de Tempos e Suas Areias
Ouviu de cada uma delas
A História?
Contou a história de todas elas
Para alguém?
Não percebes?
Não percebes?
Que fazes escrevendo um livro
Que não é estrelado?
Que fazes em tua obra
Que não é pelas estrelas zelado
E pelo céu contemplado?
Que fazes?
Que fazes?

Olha! Agora!
Sinta! Agora!
Restaures tua comunhão
Com tuas irmãs estrelas
Restaures tua visão
Nos céus
Seja parte do Universo
Cresça a Tua Vida
Nas Transformações cada vez mais generosas
Que se operam
Então se As Transformações, as Estrelas e o Universo
Operarem em Ti
Celebrai! - Milagre!
- Era esperado...

II

Que brilhe as estrelas
Que cale as humanas gentes
Que as Estrelas tem o que dizer
Que as humanas gentes hão de aprender a dizer enfim...

Olhes para o teu coração
E não se cale comigo
Que eu vou te dizer o que meu coração pensa
A teu respeito
Porque voltei a meditar os teus caminhos
Quando me deparei com o Amor que eu te amo no Caminho
Que me enviou para cá e para perto de Ti
Para testemunhar todas as Mudanças que vierem sobre nós
Na medida que permitires
No avanço de tuas palavras sobre meu livro

Que brilhe as estrelas
Cantemos todos

Luz

Você vai viver para sempre em meu Olhar

Um Amor Verdadeiramente Azul

I

Esplêndida Criatura
No esplêndido Azul
A Minha Única Procura

Salta com o Olhar
Como as Ondas que lhe retêm
Banhada e Amada
Por todo Azul do Mar

Em cada tom de Azul
A te ligar com Azul além
Tua Alma banhada e alada
Tão dinamente apresentada
É Finalmente encontrada

Com este Azul irei passear
Por toda sua pele

- Sublimidade!

II

As Ondas do Mar...
Alguma vontade de ti que não sei explicar
Tal uma Entidade se aproxima de mim
E Dança melhor que as Ondas
Pois Dança como a Serpente em Teu Olhar

A Serpente em Teu Olhar
Contemplo
e me silencio
Até que Eu - Silêncio

Doce Suplício
A que me ordenas
As palavras desaparecem
A Poesia do céu desce
Para atormentar as humanas gentes
Eu atormentado e calado - Faço minha prece
E o que me acontece
É que eu me apresso
E logo estou a seu lado
Contemplando e me inundando

A Serpente de Teu Olhar vem para cima de mim
E já não tenho mais cura
Vou a procura de uma última visão
Com caminhos de você em meus lábios

A última visão
Sei os caminhos de você - rejeito a Cura
E renego esta outra vez
Indo sem fim nos caminhos para você

III

- Escute...
  As Visitas que já vieram a esta Praia
  Em Nada se comparam
  Com a Beleza que vejo em seu olhar
  A Olhar a Praia pela Primeira Vez
  Vez após Vez

-  Escute Desejo...
   Desejo querido
   Que bate a porta ora tens a Chave
   Venha até a Porta mais uma vez
   Que lhe tenho promessas de Amor
   A te esperarem em meu Quarto
   Elas esperam... Eu anseio

-  ...
   Desejo Querido! Óh Desejo Querido
   ...Teu Caminho! ... Teu Caminho

Bato a Porta
Selo a Nota
Profusões de Sons de Encantos a Tu Melodia Doce
...Do Amor que quer você

Ao Fim do Dia até o Começo
Vários Azuis - Para A mesma Dama Azul
O Meu Infindo Amor - Sempre em Recomeço

O Amor Infindo - Um Amor Marinho
Navegação sem orientação
Sobre o Mar - Apenas
Por Amor a uma Estrela

Um Amor Verdadeiramente Azul

Um Amor Verdadeiramente Azul

A Chuva que Cai são as Águas que se erguem
Molhados em Melodia quero que todos os seres se entreguem
A Cantar a Tua Sinfonia - Todos Encantados
Eu a mergulhar
Em Tuas Ondas
Que Dizem e Abraçam
Ao Encontro de muitas vindas
Nas vindas que dissipam o temor
Por prazer e Amor
Eu me Apresento
Eu me arrisco
E me lanço sem fim
Nas juras de amor que caem em mim
E as declaro enqüanto elas passeiam por meu corpo
Enqüanto eu passeio pelo teu

Um Amor Verdadeiramente Azul

IV

Dançando em Trevas-Doces | Trevas Azuis
Até o Entardecer
O Amor-Maravilha se faz a Cor

Ante uma Última Vez em que olho a Praia
Escuto...

Escutaria esta Voz ainda que estivesse longe
Caminharia distâncias milhares a tua boca... que está perto

Sei que ainda que abandonado a querer conceituar o Amor
E escrutinar o que é este ou sua justiça
Lembrarei de Tua Voz
Lembrarei dos Caminhos em Ti
E Irei ao Encontro
O cansaço de especular para longe lanço
Com a Animação de descobrir e pensar o que contigo
Eu me entrego

V

...Mistérios de Amor
Que todo Azul é Amor
Que todo Amor é Mistério
Mistérios quero
Azul e Amor - No Encontro dos Dois
Venero
E assim me encontro
Ainda que não convidado
Desde que de teus dedos me impuseram desejos
Não espero convites : Recebo chamados e chamo

A cantar e amar
O Convite Eterno
Já foi dado
Não nos faltará o Ir

No Encontro do Azul e do Amor
No Céu de Cor Amor-Maravilha
Eu conto apenas contigo

Caem os céus
Cai a Noite
Junto com o seu vestido

Vou aos céus
Celebro a Noite
Na Vibração do Seu Sorriso

(...Fascínio...)

VI

Um Amor Verdadeiramente Azul
Azul e Amor se Encontram

Um Amor Verdadeiramente Azul
Despeço Palavras
Elas saúdam a Ti

Cumpra teu Desejo em mim
Basta de promessa
Que não arda com pressa

Desejo meu! Desejo meu!
A minha mente irá me abandonar
No próximo passo teu!

Amada minha! Amada minha!
A Dançar com o meu Amor
Eu a me perder no mar
Para me encontrar com minha Estrela-Guia

Suas palavras que vêm ao meu ouvido
Eu acredito... Eu acredito
São como ouvir a história de outros povos
Em outros tempos
Que vem pelas areias navegando ventos
Enqüanto abrasamos ainda mais a eternidade
Saciando momentos

Despeço palavras
Que insistem em Ir ao Seu Encontro
Você me chama
Você me chama
Azul e Amor - Em Teu Nome
...Eu reapareço
Para ouvir suas palavras
Para sentir a sua história
Cada vez mais perto

A Despedida de uma Amizade

I

Não há outro caminho
Que não seja
Dizer as palavras que estão no coração

Dizer então
Será pulsar a Alma no Corpo
Pulsar o Ser na Obra

"Assim foi" ouvimos da canção
Desde aí... Levemos o Ser ao Será
Levemos todos a Ceia
Passados e Futuros numa Mesa
Que se reconhecem família no Anfitrião Ser

Assim as Entidades-Tempo
Nomeiam umas as outras
Amam umas as outras
Ao poderem olharem-se Face a Face
Descobrem novos caminhos
E se vão por estes
E se encontram por estes
Comunhão

Novas Comunhões e Novos Caminhos se dão no Coração

Que assim seja que assim é
Renovemo-nos e amemo-nos
Dentro e Fora do Tempo
Sempre Abraçados e Abraçando o Tempo

II

Tua Amizade é a Minha Guardiã
Salvou-me e iluminou-me
Abraçando as minhas trevas que desejava serem intocáveis
Tu me tocastes
Tu me tocastes com o seu amor
A Lira do Amor tocou onde não havia festa
A Floresta se encheu de animais onde não havia vida
A Lira do Amor onde não havia ninguém
Chamou a Multidão Dispersa - Ensinou-a
E fez dela uma Orquestra

Ah! Tocai a Lira do Amor em todos os lugares
Que em todos os lugares está o Amor

Apenas antes não via, antes não podia
Com a Chave do Universo que queria me levar a lugares amáveis

Mas agora com o vosso abraço gente amada
Percebo! E abraço o Amor e abraço todos os lugares!

Lugares Amados! Gente Amada!
Celebro o Universo!
De não perceber mais o Amor me despeço
Em vosso abraço universal em todos os tempos eternos
É que me entrego!

Tua Amizade é para mim
Pedra Rósea e Jasmim
A secar meu pranto
E transbordar meu coração
Ah! Outras lágrimas saem
Uma cachoeira se forma
O Choro de Felicidade manda embora
O que era pranto de sofrimento e solidão
Ah! Não me pegues em contradição!
É verdade o que eu digo
Vivo isso e quero que você também viva
Que muito difere as Lágrimas vindas de Tempestades
Das que agora me vêm
A Brotar de Fontes Límpidas a Jorrar
Todo o meu Amor, toda minha Verdade
Para ter-te junto ao Peito
Abraçando até mesmo em ti a Saudade

III

A Frente as Memórias
Vou caminhar porque quero lembrar
De Nossa Amizade
Que Brindou todos os Recantos Escondidos
Onde não se via o Amor
E Agora se vê
Por todos os Recantos Revelados
Por todos os Lados
Por todos os segredos - Fáceis e doces Mistérios
- Ah! O Amor está em Festa!

A Amizade obra com intimidade com o Tempo
Entrelaçando Saudades e Bondades
Promove entre elas a Comunhão
Fazendo-as Imagens Vivas e Eternidades
A Visitar os Caminhos de toda a gente que lhe é querida

A Amizade celebra a vida
Abraça a todos numa despedida
Vai a Amizade que fica
Fica a Amizade que vai até nós
Caminhar! Caminhar!
A Amizade é uma longa estrada!

Numa Estrada de Sonhos
Em que irei procurar
Revelações e Orações
Que iluminem o Mundo
Num Abraço que lhe dou para dormir
Assim eu vejo sua face Amiga
Lembrar é ver na linguagem da Amizade
E vou gostar ainda mais de você
Gostar mais é o que acontece na Saudade
O Mundo se ilumina mais
Mais desta Amizade sinto e percebo: Desperto
O Abraço

Tua Amizade muito me mostrou
Te agradeço por tudo o que me ensinou
Mostrando e sendo e só assim
Sendo mais que Conhecimento
Ensinando-me além do que podia apreender o meu entendimento
Aprendendo tudo porque é verdadeira nossa Amizade!
Ah! Amizade minha!

Conhecer-te! Ver a Amizade
Que estava em seu olhar
Ah! Que olhar Amável que encontrei
Na Infinda Estrada
Incansável Caminhada
Vou de passos em passos
Amando cada momento
Na Estrada contigo
Com Destino ao Mistério
De chegar a Promessa das Respostas Milhares e Perguntas Sem Fim
Caminhando no Jardim-Mistério
Que é você gostar de mim
E eu gostar de ti
E assim...
Somos cada vez mais Jardim e mais Mistério
E só assim nos iluminamos esclarecidos
Acima de todas as Respostas!
Sua Amizade para mim...

O Livro

I

Não é fácil virar a página
do Livro Inesquecível
O qual leio facilmente

Repleto de Palavras está minha Memória
E repleto de beijos-reflexos do Mar

A Minha Dama Azul em seu vestido Escarlate
Navega no Mar incessantemente
Desde o Dia em que por ela fui beijado tão intensamente
Que o peso do Amor me selou dentro do mar eternamente

Intensidade - É a Palavra para invocar este Amor
Uma a Uma - Nota de um Piano que contempla o Mar cai
O céu também - Entra na sinfonia que rega o Mar
Tu lanças teu barco - Tua Flor e Teu Amor regam-se
Por Som e Água - Desvaneces o Céu - Reges
Cai a Pétala enfim - Para mim nas profundidades
E é me concedido visão para suas Fulguras e Tempestades
A Rósea Semblantina do Céu - Sempre vejo as Nuvens
Onde todo imaginar figuras só me leva a Tua Face
Entre Metamórficas Carruagens

Teu Sorriso de Menina
Que me ensina
O Mistério de deixar partir e amar

E em te amar deixo você ir
E te vejo
E deixo todo o amor em mim amar
A sua vinda e a sua partida

II

É minha chance agora
E abraçarei a Fortuna, a Ilusão e a Fuga
Num para sempre

O Pecado da Meia-Noite
O Amor Verdadeiro

O Pecado da Meia-Noite tão abundante
Revela a Face do Amor Verdadeiro
Que havia antes - Que haverá-se inteiro
Depois que desvanecer o que se há/
Irrenunciável

O Pecado da Meia-Noite
Amor Verdadeiro

O Pecado da Meia-Noite tão fácil
Se contrapõem ao Amor Verdadeiro
Inalcançável

Todos a Partida agora
Da Busca Proibida
Movida pelo desejo
A preencher o que foi esperança
Andando contra a vontade
Da eternidade imóvel
A fechar as portas do Amor
Por zelo, furor... Que se diga a verdade
Ciúmes

- Cessem as loucuras que haviam antes
  Cerram-se as portas para todos desejantes do Amor
  Que Agora Eu - A Eternidade
  Serei a Única Companhia e a Única Amante
  E mereço: Minha Fidelidade Acompanha desde o início e antes do sem-fim
  Esqueço todos os que através de mim vieram ao Amor Amado
  Afastai - Contentai com as paixões que cairão do Nosso Céu Velado
  Contentai com os Lenços do Vestido Escarlate Abençoados
  Por aquela Musa Azul do Amor - Inalcançável - Onipresente
  Sempre Vista - Sempre Amada!

O Pecado da Meia-Noite - Faço
O Amor Verdadeiro - Raro
A oração do Amor a perfumar o meu desejo traiçoeiro
Te traz para perto - Óh meu Amor Primeiro
Te traz contra o Tempo - Alento!
E em me desvanecer para que isso seja assim
Você se vai
Com uma lembrança impossível de mim
Um agora que fique por ser Guardada nos Portões da Verdade - Ela mesma - Guardiã
Um Amor de Mim - Um Amor de Mim
Num Jardim de Outrora
Que fica no teu céu - no teu livro - em teu agora
Para que tu possas cuidar
E agora a Visão da Verdade se me vem
Me vê
E eu vejo

Teu Vestido Escarlata
Recebe presente desta Noite - do outro lado do Horizonte
Teu Vestido totalmente Azul - Se Faz
Tu estás totalmente Azul

Oh! Tu és totalmente Azul para mim!
Tu és totalmente Azul para mim...

III

No Silêncio
Do Retorno ao Livro
Eu te espero
Meu Amor

Mesmo que a Chuva
Não mais dance
Mesmo que do Amor
Eu perca todas as chances
Eu amarei o meu amor

No mais fácil passo
Dos romances fáceis
Eu valso sozinho
A valsa de todos os amantes

Até que a Chuva não mais dance
Até que o Amor não seja mais chance
Até que eu possa Dançar
Apenas com o meu Amor
A Música que não acabou

Eu vou dançar
Apenas com o Meu Amor

Uma Dança que não se acabe
Uma Música que não se cansa
Numa esperança que se lança
Ao teu colo de Mulher
No Adorno dos seus desejos
No Amor mais verdadeiro entre teus Seios
Na Sinfonia de todos os Amores

Desde que te vi
Passar no mais belo Entardecer que te amava também
Juro que o meu coração foi seu desde lá
E passei a te Amar sem fim e sem começo
No Tempo que só é lembrar de você

E quando não mais puder
Me renderei
Irei fazer um amor com qual eu pude sonhar
Irei fazer um amor o qual prometi a mim mesmo a você
Num doce dezembro
Num dezembro azul

E mesmo quando as palavras não podiam dizer
Mesmo quando a Providência não favorecia lembrar
Proibido ainda
Eu caminhei as montanhas
Eu abri as portas
Fui o hóspede não convidado em todas as casas
Para te dar uma devoção que nunca descansa

E tanto tempo quanto para sempre
De seu Vestido Azul
Estou Amando mesmo quando Trovão
Estou Amando e sentindo mesmo quando é muito cedo para aprender
E tu estás Vestindo de amar a Maravilha desde tempos e tempos
Um Amor Eterno do mais Puro Azul

Teus Feitos

I

Vás Femina Profanando Teu Sagrado
Ascendendo mais Acima do Celestial Estrado
Infinito Ainda

Ah! Que há para mim!
Esta Beleza atravessa caminhos que pavimenta agora
Milagres para as vistas - Feituras do Dia Dia

Femina Profana
Te Oferto minha Poesia, meu Amor e minha Cama
Femina, Femina
Que eu te adoro em todo Seu Sagrado - Infindo e Lindo
Que eu Abraço todo o seu Corpo - Minha Oração
Até o Fim da minha Fé - A Renascer
Em seu Prazer

...
Eu tenho o Amor da minha Vida
Mas eu não posso deixar este crescer

II

Eu sei que você não teve ninguém por perto no fim
Mas isso é apenas ter um tipo curioso de amizades

Eu sei que existe uma Vida a gritar por Ti
Na ponta do Abismo
Eu sei que você tem as mais loucas amizades

III

Óh pequenas vidas a habitarem as distâncias e extremidades
E a clamarem por alguém no Fim
Vós que esperam muito do trabalho desta Mulher
E nada esperam ofertar!
Atentai em vosso entendimento!
Atentai para abençoar de onde vem a Força da Criação
Para que vós não sejam destruídos em ser o que sois

IV

A Obra desta Mulher
Que esta faz
Libertação e Criação
Dançar e ir longe para que não haja mais fronteiras
É a força da própria Vida
A Chamarmos para que amemos a vida com Força
Que só assim se permanece para fazer por merecer a Beleza que encontra nossos olhos
Que assim se pavimenta o caminho da Beleza ao Nosso Olhar

Ah! Se quisermos Amar
Cantaremos ao Ver
Esta Mulher dando ela a Si mesma
Iremos nos amar e sermos felizes na maior Luz Cheia
E Lua Plena
Ao Abençoarmos o Trabalho desta Mulher
Que no Trabalho e em Ser nos abençoa tanto

Óh! Tipos curiosos de Amizades
E Tipos indecisos de Amantes
Tornai vossos rostos a Verdade
Tornai vossa Face ao Semblante adiante

Caminhai! Caminhai com esta Mulher
Trabalhai os Campos Junto a Ela
Cantai o canto dela
E em que amando sabeis silenciar-vos
No Auge do Canto dela sem Par
Que assim sereis vera companhia
E assim sereis acompanhados

O Amor que assim for movimento
Será descanso para os que amam sem cessar

Ah! O Pensar nos dedos dela
O Trabalho desta Mulher!
Abracemos a Vida! Abracemos Ela!
Contemplemos no Horizonte
Ela a Dançar e a rir para os Campos Sem Fim
De Sua Vida e Da Vida
Duas Damas e Duas Chamas
A Justificar para o Amor a sua existência entre nós

Não irei

Não irei tocar o Piano por você
Não irei pintar seu Reflexo de Azul

Te Amar em Todo Instante

....

Uma Lua maior

Eu tenho comigo a Taça com as Delícias das Flores

E noutra mão o poder para reger o Jardim tirano

Eu não poderia pedir por mais

Uma Luz Maior

...As cítaras que cantam o meu Amor
São enviadas do céu...

Mas Filha da Noite
Desvie da Luz
As rodas da Verdade irão atravessar o chão
Por todos os Horizontes
E se deveras sentes o sentimento do mar
Semblante sério!
Segure em cada mão as cordas da cítara
E suspenda-se no ar
Encare a face sagrada da Terra
Olhe-a de igual para igual...
Que a Face Sagrada da Terra irá escutar a Canção da Cítara
A Noite irá escutar o seu Amor e serás verdadeiramente Filha
A Luz que desviastes por aquela hora
Irá encontrar para ti
A pessoa amada que foi embora...

Ah! Em Teu Semblante sério
Não disfarças que queres a verdade
E sua canção em hino ao mais de vir
Desvanece meu coração que não suporta
E com sua canção se espalha por toda a Face da Terra
"Eu não posso pedir por mais" diz
E pedis
As Cordas do Amor se queimam em seu desejo
Se perto de ti estivesse também queimaria
As Cordas conhecem Nova Canção
E assim não se rompem
Eu vou embora contigo
Em despedida
Eu te sigo onde você for
Em despedida
E assim ante o céu e ante a Terra
As Luzes e as Guias de minha vida em harmonia
Lembro de tudo que me antecede
De tudo que me fez herdeiro deste amor
Te vejo se retrair para o seio de tuas forças
Leio em uma lucidez rápida
Que gostarias de um beijo
E de todo o meu amor
Mas a lucidez passa rápida demais
Seus braços abertos se fecham rápido demais
E agora me veio nisto a Sabedoria do Amor a qual não se advinha
E esta me pune sem concessão
Por não saber o que eu não podia saber
Apenas a Fortuna olha bem
Quem aprende em ardência de fazer
A Revelação que se dá no querer

E a Lua está mais densa
Mundo ao Mundo distantes se vão
A Lua mais densa prende os meus últimos pensamentos
E a verdade leve a qual a alma entregue gostaria
Passou longe e a passos largos das Almas presas e lunares
A Verdade leve foi cuidar das montanhas e de seus topos
Foi se banhar de sol e foi cuidar das montanhas e de seus topos
Foi ver horizontes - Realizar o Nascimento e o Sonho de Sóis
Contemplando horizontes entregue
Longe de nós
- Que assim seja
Imersões em mares da Lua faremos
Batismos de noites seremos
Espetáculo e Liberdade mostraremos a todo ser que queira ver
Assim seremos a mais pura Face da Saudade
Num rosto Liberdade
E por dentro a densidade de ser arrastado por força de outro Luminar Amado
Que gostaríamos pertencente a nós
Mas sabemos sempre pertencente aos Céus

E na minha outra mão
Um belo lenço que desvanece...
E contemplo do meu lado horizonte
A desvanecer intenso e liberado
Uma Cor mais intensa de Luz

Desvaneça e cresça...
- Mais luz!
- Mais Luz!

A Luz do Ser que se faz mais presente
Mais brilhante
A Dissipar de mim reflexos esquecidos
Profusão de Amor querida pela Desvanescência
Autos do Amor se confessam
Jardins se erguem e podem ir mais além
As Construções e as Flores vem ao Tempo Transformadas
Perfumadas de todas as Coisas transformadoras deste Mundo
Então Amada minha! Amada minha!
Venha! Venha!
Não sabes ainda de todo o Amor que lhe tenho

Venha! Venha!
Vou te mostrar todo o Amor que se dá
Depois de haver-se acreditado amar todo o Amor que se há

E se a verdade não estiver aqui onde estará?
Sonhadores e Jovens Amantes sob o Sol
Contemplando além - Profundo
Fulguras em Flamas encobertas de Amar
Descobertas por Amar
Amor - Mistério - Mundo

Atentai ao Brilho do Sol
Amantes Iluminados
Que se tomar a Mão desta Poetisa a cantar o Amor
A Abençoar o Amor que vós fazeis
E a Terra Leito que vos recebe
Podereis ir aos cantos entre as Estrelas
Podereis ir ao Coração um dos Outros
Uns aos Outros
Com tudo que sois e que com tudo que se pode
Num Eclipse que fecha qualquer possibilidade
De se encerrar tudo o que se pode amar
Até o Despertar de Vós no Amanhecer
Até a Realização de vossa Verdade
Em Mistério e em Prazer
Em Mistério e em Prazer
Amanhece - Despertai!
Despertai o Amor
Que já vos quer e muito

Mistério nas Sombras do Prazer
Resolvei todas as dúvidas no Encontro dos Corpos
Despeitai o Amor! Veja a Face Amada que te quer
E vá!
Para a Luz que vos acolhe para que possas esquecer de vós mesmos
Na Realização da Verdade
No despertar do Sol
No Amanhecer do Ser no Prazer
Cantai vossas canções
O Amor já vos ouve e anseia
O Amor já canta convosco

A Cor Azul que vive em Ti

I

A Azura ascende ao horizonte
E anuncia o dia e nos convida para cantar
Cachorrinhas e gatinhas
Nos conduzem ao vero caminho

Nos campos animais de amor
Num passo desavisado de valsa que dou feliz
Encontro um bezerrinho
A cantar baixinho sobre o amor
Todos os animais sagrados daqui
Seguem em coro
Cantando baixinho
E o Som do Amor
Se ouve por toda a parte

Cachorinhas e gatinhas
Em andar manso
Andam em Felicidade

Tu e Eu
Tu e Eu
A encontrar infinitas maneiras de Amar

...

II

Se para o Horizonte que vive ao Lado
Existe Campo d'amor alegado
Que a toda sorte de intempérios resiste
Haveremos este para desbravar
Suas matas e pomares investigar
E voltar com inúmeros sonhos em mãos e no olhar
Quimeras que nos fazem acordar mais cedo
E sonhar até tarde
Acreditar de tal forma que saibamos cuidar de todos os Campos
Para que existam Campos para serem acreditados
Campos que bebam orvalhos de nós e Esperança
Mimados até o Imo pelas Manhãs e Pelas Madrugadas
E Beijados pelas Noites de Azul Mar e pelas Noites em Azul Perfeição

Existem Campos para serem acreditados
Acreditem
Que Nós Amantes Fiéis
Plantamos Campos d'Amores Infindos
No vosso coração de Infinito
E aqui podereis encontrar vossa morada
Conosco podereis ficar
Filhis d'Amore

III

Vem cá Amada Minha
A Pedra Diva
verso corre leve
Musa dos Campos
Demônio do Meu Esclarecimento
Em Ti
Tua Face
Mais campos

Veneração a Ti

Gentes Infindas
Espalhadas pelos quartos do Tempo
Exército de contemplantes
Para atrevimento de contar as estrelas
e dar nome a cada instante
Visitas da Fortuna em cada momento
Cantaram o Amor a Ti
Também cabe a mim
Este ofício
E este venerar

"Canta primeiro depois ama
  que se amor lhe fugir terás a canção
  Que canção há mesmo na fuga
  Amor mesmo quando se há não se tem deveras

 Cante ainda - Vá que tua canção
 atraia para ti qualquer sorte de amor
 Cante ainda que isso não lhe vá
 que podes partilhar amores com os que não se encontraram
 Consolo de Amantes sem quem lhes diz respeito no amar
 Até que todos perdidos e abraçados nesta roda de multidões e rostos desconhecidos
 Possam sair Amados em perseverarem  em serem Amantes até o Infinito
 Que se a Dança e a Canção neste Salão não tiverem fim
 Não haverá fim para mim
 Haverá Destino para vossa Saga
 Haverá amor para vossa mágoa"

Ah! Ternura que sai da fonte querida e vem banhar a Amada

Deitai os melhores néctares do Campo para Ela
Que eu deitarei junto as minhas melhores carícias
Guardadas em secreto mesmo diante dos prazeres de outras queridas afortunadas

Gentes de Poesia
Cantaram o Amor a Ti
Também cantarei este Amor
Também o Amor será canção para mim

Que se Amor se for
Que a Canção fique
Para que no inverno suplício façam-se corajosas chamas
Para que ainda que impossível for cantar
Estarás abrigada no coração que te ama
Estará aberta a porta do coração para o querido encontro
Estará a Canção encantando o impossível
E em encantar o impossível se pode melhor amar

Ah! Agora se outros cantaram
E se outros amaram
Não mais me importa

Desde agora que me abristes a porta
Vou aos teus lábios com as canções prometidas
Vou te levar a meu amor desconhecendo o que sei
Teu Sorriso será a minha Estrela Guia para teus desejos
Tocar com ternura onde for seus desejos será a minha Lei

Pertenço a Ti

I

Pertenço a Dor
Pertenço a Ti

A Casa em Ruínas
Os quadros de nosso Amor a caírem despedaçados
Os chãos que não receberão lençol algum
O Tempo contra a Casa - A Mansão da desesperança
Casebre para bons tempos
Tudo o tempo maquina contra e desconstrói
Lá permaneço - a Casa me pertence
Eu que pertenço a Dor
Eu que pertenço a Ti

Não há mais espaço para a Visita do Amor

Não há inspiração aqui
Não há nada
Uma palavra disparada
Uma memória caída
Derruba tijolo por tijolo
Mais uma lágrima cai
E mais o mais o teto desaba
Contra a Memória e fora do tempo que passou
Vou avivando o Amor
A Casa nome do Amor que espetáculo foi
E alegrou os corações de quem foi por testemunha
Tudo havia, tudo era
Permanecerei aqui
Desvanecerei aqui com a Casa
O Tempo é Letal e implacável
Que assim seja
Que então ponhas fim no que podes dar fim
A casa, as memórias e a mim
Mas ao Amor que comigo carrego
Ah Tempo Implacável - Tu não podes nesta Eternidade
Não podes contra o Amor de Verdade
E mesmo eu no meu dexistir
O Amor se lembrará de mim
Do meu amor que não cessará
Que ao Lado de toda força de amar estará

Ah! Minha Amada! Que ofício de eternidade me destes!
De te amar, de seres minha Amada sem que quisesses

Ah! Amada! Pertenço a Ti
Pertenço a Dor
Que lembre então o Amor de mim
Caso não queiras tu lembrar de mim

A casa se despedaça e me desvanece
Fim dos Tempos
Coração em descontento
Canções se extraem a contragosto
Canções se me escapam pelo Tempo a Construir Tempo e derribar a Face de meu espelho e a Face da Casa
Construção de tempos, estou envolto de tempo para todos os lados
Oceano de tempo me submerge enfim
Amor lembrará de meu grande Amor por Ti
Possas tu também lembrar de mim
Pertenço a Dor
Pertenço a Ti

Pertenço a Dor
Pertenço a Ti

Tropeço em cada obra do Tempo - Este mesmo
Me desfaço em cada pergunta que toco por acidente
Descubro mais e mais a força que afasta
Não suficiente para dar basta ao Amor que lhe tenho

Pertenço a Dor
Pertenço a Ti
Pertenço ao Amor que dói em mim
E que não pode chegar a Ti
Para que a Dor de Amar por misericórdia Tua
Se manifeste de outras maneiras
Com a mesma Beleza

Pertenço a Dor que me leva a Ti
Amor que sai de Mim e que te aproxima em meu pensamento
Tal poder aproximar o Sol na Imagem
Tal poder acreditar em abundância de águas em Miragem
Em estado de Miragem meu coração te entrego
Em Lucidez de sofrimento que mais lhe aumenta
No fim de toda esta tormenta
Sofrer mais e Amar-te mais: Sossego...

II

Fala baixinho
Ao coração que não ouve
Fala com ternura
Prepara com amor as mãos que tocarão a mais preciosa Face
Vás... Fales baixo e ame alto
A mais preciosa Face que não tocarás
E que não receberás ternura ou fala alguma

Ama com coragem
O Amor no fim
Recebas o aplauso da multidão que amara enqüanto era
Todos os aplausos de quem aprecia feitos de Amor serão a Ti
Que o Mundo dos Amantes Caídos dos paraísos soterrados com Azul, Amor e Flores
e na derradeira Consolação a Contemplar
Te receberá e lhe dará de suas mais Belas Mansões
Para aguardar e abrigar sua Amada da forma que é digno de ser
Óh! Amante Ascendente! Óh! Das Asas Pesadas para voar profundo em direção a Força que te atrai
Desce e Ascende!
A Mansão te pertence com toda a Doçura que nela há
Para que possas esperar a Visita tão Aguardada
E receber a Ninguém exultando da Amargura
Como se recebesses a própria Pessoa Amada

Musa dos Laços Escarlates

Teus lenços escarlates
Caem em sete anéis
Em volta de meu refúgio
Envolve-me
Caio eu enfim
Percebo e apenas...

A Memória que ergues em mim
Em meu maior êxtase de dor e de silêncio
É um monumento para afligir espanto no coração das humanas gentes
Construções milhares em tempos ainda milhares não poderiam
Contra teus engenhos e teus caprichos a impor Desígnios
Império da Beleza - Resulta aqui então
Diante do espanto que em meu coração já admirado com Amor Imisericordioso que só grita a ti
Consternado peço para ir - Preciso disso tal preciso de existir
E se a Divindade não me atendesse no momento que eu havia pedido
De forma alguma estaria aqui e vivo
Longe do teu império
Longe de onde possas lembrar de reclamar domínios
Com tua Beleza ainda onipresente no horizonte
A reluzir...

As gentes construtoras aprendem de Ti
E aprendem contra mim
Construíram Belezas e levarão teu Nome
Cantarão as Canções durante a Obra
E me levaram a adorar o que eu tanto me proíbo
Irão me lembrar de fazer meu dever e castigo
Ah Deusa! Não há nada na Terra para desfazer
O que os Céus me condenaram a ver

Saio ao Vento
Uma pétala e asas bonita no caminho
Ah! Meu Coração cheio deste Amor contra a minha Vida
E tantos sorrisos pelo caminho me afligem do Fundo da minha Alma
Ah! Caminho de desesperança caminho a te amar tanto
Caminho das tragédias amoras - Letal e Beleza
Não existe excomunhão de Teu Amor Óh Minha Perfeita
Aqui está neste Caminho o Templo para Amantes Renegados
Em adoração irresistível e o proibido jogado muito longe para voltar depois
Choro beijos e sangro abraços de amor e desejo e os consagro a Ti com as Musas Companhas
Aqui... Vem Comigo... Este Amor Eterno
Este Caminho, este Templo e este Castigo
A Tua Imagem e Semelhança
A Evocar o meu Amor Eterno em que Amo sem compromisso
Tu o exiges, tu o recebes enqüanto diz
Tu segues o que hás de seguir
Eu por aqui fico
E tendo o que preciso
Tomo os últimos ares e a Eterna Flama
E parto por cima das águas

Os Últimos Ares me jogam a Eterna Flama
As águas inundam a Terra e a Terra Ama
Por Libertação Sagrada a Inflamar o que há em Teus Lábios e em Outrorah
Minha Alma implora, recebe e se vai
A voar pelo Mar
A voar pelo Mar
A voar pelo Mar

A Imagem da Escarlata e das Musas dos Lenços
Fere-me no que me seriam Asas

Mas...

A minha Alma Implora, recebe e é lançada para ir

A Libertação Sagrada a queimar - Os Lábios de Chamas

Os Últimos Ares Tomo e a Eterna Flama
A Terra autoriza o coração que ama
E o vôo do Amante se dá por cima das Águas
...Eternamente

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Você merece

Você merece todo Amor deste Mundo
Você merece todo Amor que um outro amante pode lhe dar
Não o meu
- Adeus!

Duas Poesias

Graças deste meu peito
Por você vir aqui
Me ver declamar este meu último poema
É de extrema importância que tu pegues este navio
E vás para o Estrangeiro
E vás para o Caminho ali
Para que eu possa também partir

Pegue forte este navio
Agarre forte esta chance
Assim como outrora agarrastes forte meu coração
Assim como corajosa deixastes nosso romance

Me alegras e me contento
Em não ser mais seu Amado
Porém ser seu favorito Poeta
Vá, vá querida minha
O Mar está risonho
E o Ar envia-lhe os bons ventos

Conversamos aqui nesta íntima distância
As multidões contemplam
A formação de um último poema
Força da Criação e me desculpo
Que é de ti que sai o Último Espetáculo
Óh Minha cara Poetisa e Criadora
Ah força e a última visão vem de Ti
Graças a Ti, Graças A Ti

Entre o abraço afetuoso que as nossas mãos se dão
A agridoce constatação
Não é aqui entre nós o Oceano
Está para lá
Te aguardando o navegar
O não se vá se aquieta em mim
Tu vais confiante e resoluta
Tu te libertas e libertas também a mim
No Horizonte Próximo do Último Instante
De Nosso Amor - A Última Instância
Surge de meus olhos o Oceano que navegas
Entra no Espaço feitos por seus Abraços
O Oceano, O Oceano meu Amor
Surge o Oceano dentro de mim
Está em nós o Oceano
Enfim

Que Você viva para Sempre

Para você ver os Jardins do Amor
Proteger as Pétalas onde elas forem
E as Folhas onde elas repousarem
Pois onde forem e onde repousarem
Outros Jardins serão
A nenhum outro Amor pertencente

Então viva para sempre Carinho
Vou haver meu Alaúde em Mãos
E cantarei
Para sorrisos em sua Alma
A Mergulhar no Oceano de Tua Face
Entre as várias paisagens dela
Montanhas entre lagos
Lagos que ascendem a Rios
As Mensagens
Lerei todas
Suas Paisagens
Verei todas
Estarei a plainar por esta Terra
E no vôo repousarei Amor por Ti
Por Eras e Eras

Te lembras?
Onde estávamos?
Quando dissemos de Nosso Maior Amor um pelo outro?
Te lembras?
Como não lembrar e como se situar
Neste Grande Amor a Crescer
Entre as Sombras da Água e no Crescer da Chuva
E nas milhares pessoas-juízos que nos olhavam do Rio
Todas nos abençoavam
Toda humanidade e cidade das águas
Se alegravam em poder refletir nosso amor
E Todos se amavam
Todos amavam
E não mais capaz de resistir um só segundo
Nos demos os abraços mais fortes
Beijos silenciosos, carícias secretas e amor a descoberto
Eloquência dos corpos entre beijos mudos
Hálito eterno do Amor soprava por nossas almas sem fôlego
E então mergulhamos nestas águas do Amor juntos
Mergulhamos no Amor juntos
Mãos unidas
Espíritos livres
Corpos atados
Um Amor por outro Amor encontrado
A Beleza do Amor então declarada
A Infinitude do Amor Anunciada
Por nosso descobrimento
E por nossas forças em nosso pacto
Em nosso projeto secreto
Posto a Descoberto
Apenas pelo Amor
Apenas pelo Amor
Despertos, despidos e Amados

Acima das coisas deste Mundo

Sei que em Impossível Tempo
Com todo os artifícios de eternidade
De seu coração
Sacrificarias tudo
E renunciarias tudo
Por mim, por meu amor
De volta a Ti
Perto de Ti onde deve estar

Sei que Teu Orgulho não é coisa vã
Que não é entregue as coisas baratas
Teu Orgulho está acima das coisas deste mundo
E tendes minha maior admiração e maior distância por isso
Teu Orgulho está acima das coisas deste mundo
Isto é tua melhor qualidade e teu melhor defeito

Mas meu Amor barato e vão
Que se perde na imensidão
E por isso não menos vale ao amar as coisas raras
Não está acima das coisas deste mundo
Não. Não está, não está...
Meu Amor em vão
É pelo Mundo e Tudo o que nele há
E se não o possuo como é direito dos amantes e dos combatentes
Vivo em renuncia ao Mundo
Por amor deste
Tal renuncio a Ti na Espera Proibida por teu hálito de Deusa
Por Amor ao nome que destes
Por Amor ao Nome do nosso Amor
Por Amor de Ti até o Fim
Do fim / Que nos abençoa

No mais vou em secreto a tua janela
Entregar as flores que necessitam de Ti
Para também serem as Flores mais Belas
Vou cantar a minha serenata em tuas redondezas
E tu Moça-Princesa ouvirás o meu Amor por Ti
Através de Outras Bocas e de Outros Poetas
Carregarei dentro de mim Tua Promessa
E viverei ela tal como ela deve ser cumprida neste Mundo
Olharei acima e verei a Tua Face Acima do Mundo
Não fora deste: Meu Luar Eterno, das cores de luz: Azul e Amor
E seguirei por caminhos infindos sem te encontrar
Sempre te vendo
Cantarei o Amor da Terra pelo Céu
Viverei a Promessa
E Numa Outra Transformação da Matéria
Vidas Outras, Coisas Futuras
Nos Abraçaremos / Em Uma Nota de Amor
Seremos
Um... Uma... Uns aos Outros...
Para Sempre / Meu Amor

Sonho de Amor

I

Você quis me ensinar a te amar através das distâncias
Aprendi a seu respeito
Guardando-te no peito
O Amor tornou-se aqui infinitas instâncias

Agora a saudade arde em todo lugar
Ainda que eu não veja nenhum rosto
Agora só me resta a ti cantar
Tudo o que por ti sinto
Sentindo sem imagem um pensamento seu
Que contém todas as formas
Todas as fórmulas
De passar as noites em claro
Trazendo a Luz todos os desejos por você
É um simples sonho de amor que confio em teus braços
Uma simples vontade de vencer as noites por Amor de Ti
E dar um fim a mim em Amar alguma resposta dentro de Ti
Eterno anseio de dizer
Eterno anseio de dizer
Com eterno mistério de não saber palavras e as deixar ir para as conhecer
Também me deixarei ir
E não quero nem me conhecer
Conheça-me você
E digas se sou ou não teu amante
Diga perante a Luz da Lua se não sou teu amante
Digas perante a Luz dos Amantes a Iluminar as trevas de meu coração
Se as cartas ocultas em teu leito não sequer fizeram menção de meu amor
E não me trouxeram aqui
Digas... Tenho medo
Tenho medo de confessar o amor
E mesmo assim o confesso
Dá-me teu veredicto, não apenas sua ternura
Dá-me tua condenação e não apenas a contemplação contigo que mais me apraza
Dá-me... Dá-me...
Sou teu Amante e eu preciso
De qualquer coisa tua a dizer comigo
O que este meu coração sente e não se aquieta
Quer instigar enigmas com a Musa Esperta
Que instigou o Enigma Primeiro
Algum Enigma Entre A Entidade Amor e A Entidade Sabedoria
Que cuja flama ao atingir humana gente
Não mais se conhecerá sossego
Só se conhecerá paz em se lhes acender a Chama
E prestar os tributos de amor ante a Amada
Adorada entre as Entidades e o Coração que não se acalma
Ah! Que Sonho de Amor tenho aqui contigo!
Que Sonho de Amor que se sonha ainda desperto
E grande Amor esse que a ninguém declara desperto suficiente
E a ninguém desperta forçosamente
Quando todos querem tempestades e fúrias
Para lhes arrancarem de suas frívolas humanidades
E lhes lançar aos Templos de Delícias das Altas Meditações
Que através do Tempo as gentes abraçam Altas Humanidades
Através de Portas que podem a todo tempo serem atravessadas
Saibamos construir pontes ou não | querendo as pontes
E os atravessares
Ahr! Contra a força destes ímpetos que urram!
O Amor vence com uma brisa que apenas sussurra
E caem os ímpetos insistentes
Levantam outros combatentes
Mais ferozes e mais audazes
Para desafiar amores pela Eternidade
Até que sejam vencidos por um Amor Maior que lhes fica
Para serem vencedores em Todos os Amores que desbravarem
As Lutas que o Amor incessantemente convida
Óh! Minha Musa é esta a Luta
É neste Mundo
Nesta Lua
E em tua boca
Que ascendo a te dar o meu maior amor
Das vindas adoradas de meu coração
E quedo em teu vestido perante o Amor
Declarado Invencível, Declarado Invencível
Entre tuas tranças
Porque protegido de Teu Sorriso

Um Sonho de Amor - Um Poema não Convidado

As flores Azuras enfim cresceram
E elas ao Redor me revelam a Vera Cor da Casa
A Primavera Azul
A Maravilha
Azul Perfeição
A Cor Crescente do meu Campo
Trouxe Inesperado
Por mãos que afastam minha adivinhação e outras tentativas mágicas
E então as vejo verdadeiramente
Generosas tais são agora
Azuras, Perfeitas e Maravilha
Lançam a Estação - Meus Pensamentos se tornam Centelhas enfim

/Para queimar em Azura tudo o que restar de mim / Para incendiar em Azura tudo o que restar de mim/

A Cor Verdade cresce nos Campos / Sonho-Verdade Ascende nos Céus/ Para Sempre/ Vou adentrar na Casa Verdadeiramente Iluminada / Sei que não estou sozinho / Sei que a Solidão está verdadeiramente Iluminada/

Táxi-Lunar

I

Perto de um Táxi Lunar eu a Vejo
Criatura de Beleza tal o Mal vestido em todo esplendor de Si Mesmo
No Ano Maldito de um Estranho Animal que abençoa Eleitos
O Maldito Signo que te ergues quando caída estavas
E te elevas de volta ao Animal Insígnio pelo sacrifício de quem amara
Depois em amar o sacrifício feito por você se ampara
Em apenas permanecer, em apenas estar
Com aquilo que não fica
Com aquilo que não fica

Ergas Tu! Óh Bendita!
Ergas Tu! Óh Bendita
Caia a Estrela que Domina
Domina e Brilhas
Domina e Brilhas
Com os lençóis a cair em noites azuis de amantes desesperados
Chuva pedida de todos os que a ti fitaram
A Sinfonia de Teus Amantes-Aspirantes a baterem e clamarem contra a porta de teu trancado leito
Te excita por agora
E a ninguém manda embora
Um se fazem e adentram teu sonho louco
Uma hora a promessa de Ser Amante haverá de se cumprir
Com todos os sacrifícios daqueles que puderem ir
Indo contra o próprio gosto e a favor do seu
Que escreve as cartas do Amor sem perceber
Que escreve o Livro do Amor sem nunca mover suas mãos
Que faz amor aos corações atormentados sem nunca adentrar noite de ninguém
Um dia Amada, você adentrará na noite
E ouvirá minha voz a teus ouvidos
E ouvirá o que enfim quis dizer os meus abraços
Quer nós conhecemos qual será sua sorte ou não
Quer nós conhecemos o que diz no final a Sorte ou Destino
Nos conhecemos, queira o Destino ou não
Não importa!
Deusa da Sorte...

II

...

Salvação Agora

Está dito que ir a Si é se afogar
E que o princípio do amor é o fim do mar
Todas as coisas são ditas
Todas escutadas
Pela incredulidade que agora me ampara
Da Fé que não me salva

Nada posso fazer ao teu orgulho que não tenhas já feito em tua mente
Nenhuma despedida repentina que não tenha sido plantada e regada
Nenhuma despedida inesperada que não tenha sido repetida
Não há lugar para o novo debaixo do Sol que afugenta as sombras de novidades
Sol o qual juramos plena fidelidade
E nunca andar no Escuro

Sombras-matérias andam
Enqüanto nós almas iluminadas descansamos
De estarmos obrigados a nossa porção na terra
Sombras estas se tornam Corpos
E vão... Têm o direito de ir e deixar ir
Nós... Só nos iluminamos
Para nos afastar das Graças
E então sonhar com elas Amanhã
Viver para o Amanhã
Fora das nossas manhas e do que nunca amanhece

Nunca deixaremos o Sol partir
Nunca deixaremos ir qualquer coisa
Amaldiçoada com nossas juras e a nossa fidelidade implacável

Nunca deixaremos o Sol partir

Não durma
Abra os olhos
Não descanse
Esta é a porção
Do Amor que nos compete sobre a Terra
Do Amor que não se encerra
Até nos ter debaixo
E mais ainda abaixo
Sim... Amores profundos para os que amam profundidades
Para sempre, mais abaixo
Longe da superfície

Ainda Duas Estações

Ainda Duas Estações me restam
Até que Jornada encontre seu Destino
- Paradiso! Paradiso!

Ainda ir por todas as tempestuosidades do Amor
Já atravessadas e já devidamente amadas
É preciso

 "Aos Encontros e aos Lamentos
  Benditas gentes que aqui chegaram
  Quem está pronto para forjar passos com as mãos
  Tanto quanto os pés com penas enamoradas obraram
  Vá... Subas! E estarás seguro
  O Paraíso vos pertence no outro lado do muro
  Benditas são as gentes que resolveram parar aqui o Caminho
  Jardins Crescentes - Ajuntai-vos a estes
  Façai de todos os vossos Sonhos d'Amor infindos
  A Paisagem aqui - Que avistais
  E que atrairá para aqui também
  Todos os sonhos mais lindos
  E todos os sonhadores mais audaciosos"

Não existe

Não existe coisa mais triste para um poeta
Do que não poder mais ver sua musa

Venha a Serenata

Venha atrás de minhas palavras
Já és minha quando estás atrás de meus ímpetos
Alguém tal a mim nunca mais verás
E sabes que deves atirar a mim em alguma chama
Para que o nunca mais seja obra de tuas mãos
Ora, ora, ora... Venha... Alguém tal a mim nunca mais verás
Venha que o nunca mais se aproxima
Atirarás a mim nas chamas mas não reterás as cinzas
Atirarás os pós de suas asas mas não serão acolhidas na colina
Venha, venha assim, ainda...

Que eu te guardo um bom nome
Um bom nome...
Nesta serenata

Ei de cantar para sempre a nossa despedida
Ei de aprender para sempre com as oferendas dadas
Para a vaidade que só sobe a sua alma passando por teu corpo
Desconhecendo a verdade e conhecendo ao derredor dela
Que belo par que a gente era!
Cumpri meu ofício com lealdade
Até os ventos me livrarem de você
Que à poesia a fidelidade final é ser arrastado
Por força ou coisa que é capaz de voar

Fica para ti as asas
Para suas celebrações em teus palácios tão bem adornadas
Eu me vou no vôo
Vôo de poesia entre as ventanias eu sou
Sinta a brisa
Colha para ti o caos que fica na cidade bem guardada
Aí está meu presente, óh minha namorada

Venha que guardo para ti um bom nome
Não se assombre com meu fantasma a adentrar teu quarto
Com resquícios de eterno desígnio que tu amaldiçoas eternamente
Todos os que se julgam benditos em se arrastar por suas conjurações
Venha, venha... Não finjas desconhecer os nossos desejos não confessados e não escondidos
Guardo para ti um bom nome
Nesta serenata
Dentro da última carta
E dentro dos infindos beijos a chamarem uns aos outros
Meu amor

Guardo para ti um bom nome

Ah sim... Arrastar...
Tu e o Mar guardam juntos este segredo
Preparar quaisquer sorte de inconstantes para a queda e assim regar a vossa face
Comandar quaisquer iniciativas frágeis a virarem obstinações
De chegar a apenas um lugar seja a qualquer custo
A qualquer queda, a qualquer forma de seguir em frente

Ah! Tu e o Mar guardam juntos este segredo
Bem sei e nada sei
Quando estou a contemplar suas falsas calmarias
Verdadeiras profundidades
Tudo o que anjos como eu que só voam obrigados pelos arrastares
Mais querem
Não conseguem manter o que descobrem
E caem... E caem...

E nos arrastares e violências do ar e do mar...
Onde tu separas os poetas, dentre os nautas
E separas a poesia entre os amores
Tu sabes que eu continuo a me deixar levar
Com fidelidade
Os outros são apenas fiéis
Sei quais sortes de homem você escolhe trazer para sua noite
Sei que sempre nos escolhemos no final, porque não queremos ser enganados em nossos desejos
Finais eu trago em meus abraços e você quer todos
Os enredos não resolvidos trago em minha boca
E assim nós resolvemos os males da alma e os problemas da eternidade
Assim tu queres e assim me deixo arrastar
Resolvendo o que se vai e o que pode aproveitar finais

Sabes bem que o que melhor fica na memória não carece de ser preservado
Venha, venha... Cuidei antes de nos vermos desta noite
Comigo as palavras com que gostas de ser tocada
Venha... Venha...
Óh! Amada... Amada...
A Noite cai bela em ti
A azura da lua e das estrelas
Vou espalhar por toda a sua delicadeza
E vou beijar a sua fortaleza
Óh! Criatura da Perfeição
Ou Perfeição ela mesmo forcejando a vir a mundana minha por prazer

Venha... Continue a vir
Que guardo um Nome Perfeito
Tal Perfeita tu és
No Fim desta Serenata

Eu

Eu me emociono e eu me emancipo

Credo

Desculpe-me se não pude ser Deus para seus Demônios Pessoais.
Perdoe-me por não me arrepender.
O que você queria que eu fosse, eu não poderia ser.

Lá eu não poderia ser.
Onde seria Deus para seus demônios.
Igreja para sua vontade de crer.
Fé para sua vontade de cair.

Eu sou um Abismo Sem Fim
Mas não caias tu em mim
Não hás dignidade para tal
Vistas as asas ensaiadas
As lágrimas em harmonia com sua completa queda
Caia em solidão, chame teu desespero de irmão
Passe tudo isso e desta forma
Verás ainda alguém que merece toda a sua destruição
Toda sua vontade de alterar os passos e negar as danças
A Entidade que está no Espelho
A Única que não está de Joelhos
De seguir o Destino com uma roupa de Luto apenas para rezar a Deus no Escuro
Ao Deus que eu não escuto
E que tu não confessas
Não será Ele e tampouco Eu
Para seus Demônios Pessoais

Então vás Criatura Demoníaca!
Eu te exorcizo, eu te liberto
Podes voltar para velar os palácios de glórias passadas
Tu que escolhes reinar entre as ruínas
E fingis celebrar entre a Plebe
Vá-te! Saia! "Nós te excomungamos!"
Não terás teu lugar no Piano
Não terás teu lugar no Profano
Não terás teu lugar entre o Povo
Vá! Vá!
Nós te expulsamos

Então vás Criatura Demoníaca!
Te arranco fora do Inferno
Te devolvo a Salvação e Tua desejada cruz
A Cruz de Seu Coração
Que aqui não é lugar de hipócritas
Só ardem aqui os que se alimentam de próprias Chamas
E chamam a si mesmo por Nomes nunca negados
Não toma parte deste Inferno os Hipócritas
Os que desconhecem a razão de estar onde estão
E ser o que são
Tu que desconheces a razão vá embora!
Tu que não sabes tampouco desconhecer uma razão
Vá embora para tua fé! Aquela de tanto tempo conhecida!
Eu te liberto! Eu te curo! Eu te descondeno de ser julgada por aquilo que és!
Vai te em paz para o Paraíso! Não adores mais Teu Deus em Esconderijos!
Pregue tua fé! Confesse seus desejos risíveis
Que haverás de ter um semblante sério de herança
A Zombar de ti em oculto por trás de tua eterna esperança
Espere, espere...
Mais beatos são os que esperam
Tu que já crês
Tu que já amas

As afrontas que te chamam
Rezam onde você deve brilhar
Nos céus inertes de Tua Saudade