sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Ela-Coração

Ela-Coração
É o Mal no Mundo
O Problema que queima
Sem consolação
Ela
E só Ela
É o Amor de Malécia

Ela canta
Ela canta
Ela nos abandona
Os Abismos caem
E na queda universal
Mais abandonados estamos
Ela canta
Ela canta...

Ela é Vermelha
E pinta nossos corações de Azul e Amor
Ela é Amor
A Razão do Mal
A reger leis
A fazer nos fazer entender
A nos irmanar
Em sua sentença final

Migração

Eu te amo
Porque mudas de lugar
E em minha Solidão
Eu lhe faço companhia

Eu te amo
Porque quando passas
As coisas mudam de lugar
As estações se alternam tão rápido
E se tornam uma só
As paisagens se misturam
E eu perco as referências
Não sei mais voltar para a casa
Perco meu lar, minha cidade natal e minha nação
De uma só vez...

Por você...
Tudo mudará
E eu irei partir

Eu te amo

Diante da Cor Vermelha

Saber o que é Certo e o que é Errado
É colher frutos da mesma Árvore

Saber Amar é ver a Mentira na Luz
Ser Condenada da mesma forma que a Escuridão Verdade

Olhas para o Horizonte
Passei pelas trilhas da Floresta
E o que entendes neste caminho?

Árvores que já se deitaram?
O que te disseram?
Se em silêncio te convidaram?

As pedras, as pedras...
Te serão as Novas Guias do Amor?
Se caminho em seu caminho
Como eu irei fazer para te encontrar?

Trazer-te de volta ao Vento

As Madrugadas Despedaçadas
Os pensamentos cristalinos que se cristalizaram
A Indiferença Anunciada antes do fim iminente do Sentimento
O Dever de Escolher o que se escolheu
E ir adiante além do que está a frente

Não é fácil estas ciências do espírito
Não é fácil a condenação a eternidade
Que fustiga os seres que terão seu fim
E depois do Fim mais Nada
Mais Nada
Apenas o Fim é Eterno
Apenas o Fim É Eternidade

Ignore o tempo
Seja vento
Entregue o que estás destinado a entregar
Vá sem Destino
Tu sabes que tens caminho

Tu sabes que isso por agora
Ainda não é adeus

O Espírito da Eternidade

Na Interioridade
Não sentirás nada
Sinta o Mundo
Sinta-o a fundo
E então mergulharás em Ti
E terás Mar

Um Conto ante o Entardecer com Árvore

Com esta Árvore quero Entardecer meus Dias
Preciso muito amadurecer meus frutos
Preciso muito me deixar levar pelos ventos
Sem demora

Não posso evitar que a Minha Mente
Se Desfaça diante da Realidade do Amor
Vez após vez
Quando vezes novamente for necessário

Quando eu mais precisava do Amor
Colhi um Fruto da Árvore
E comendo consigo ouvi-la
- Sempre... Para Sempre...
  Eu escolherei você
  Da forma que você estiver
  Na transformação onde você for
  Para sempre e para sempre
  Poderás me colher
  Eu colherei a Ti e poderei ver
  Para sempre irei precisar de você
  Para sempre irei te Amar e estar do seu lado

Ah! Mas Agora Árvore! Eu que lhe digo
Sempre estarei do seu lado!
Já posso frutificar agora!

As Coisas se repetem

As Coisas se repetem
Isso é ter história

Três Cores Azuis

Façam-se Tempos!

A Madrugada merece olhar atento
Se o sono lhe é afastado
É porque o Amor é chegado!

Desperte!

Se uma folha há de cair
Para que o Solo seja sagrado
E brilhe também - Seja um Sol aqui
Que façamos da Queda-Ascensão
Uma Passagem para podermos
Enfim mergulhar no coração
Que espera quem quer mais das águas
Que mera profundidade
As águas querem passar
As águas querem Passagem
Passemos um a um
No Amor

Eu posso ver Duas Irmãs a tocarem suas guitarras
As Melodias que emanam delas
Vestem a todos nós
Então que possamos nos vestir também
De um Novo Dia
Permanecendo e contemplando aqui
As Duas Irmãs - As Duas Revelações do Amor
Que nos queria aqui desde o Destino

Um Amor Qualquer

Que é o Amor
Para que possa ser alcançado?
Quem há de amar sem alcançar?

Juras Azuis caem dos Lábios Sem coração
Sangram sem coração
Por quem condenam Amar
Condenado! Amado!
Basta! Cativos do Amor! Libertem-se pelo Amor!

O que eu sou?

Quem sou eu?
O que eu sou?
Se as Estrelas não me conhecem?
O que eu sou?
Se elas desvanecem antes de mim?
Que sou eu?
Se a Luz aqui e eu sem mim...
O que eu sou? O que serei?

Se de todas as cores
Eu não for a Azul
O que será de mim?

Se a Amante não é Adorada
E o Amor não é adoração
E se o Amor é a Proibição de toda fé
Que sou eu?
Qual é o Amor?
O que eu acredito em mim?
Que não sou o que eu acredito

O que sou eu?
O que eu sou?

O que sou eu?
Se sou o que sou?

Ir

O Ir é dever
É imposto
Por que queres me proibir
Me libertando?

Por favor
Se vá
Mal posso esperar
Pelo momento de te amar
Da forma mais pura e mais verdadeira
Da forma primeira
Que assim permanece ao te transformares
Até que tu não caibas mais a ela
Vá! Eu e esta e tudo te pertencemos
Enqüanto se mostras capazes de partir
Por favor
Se vá

Portas inúmeras para todas as gentes
Esperam ser abertas com a sua partida
Óh! Não entendes? Isto não chega a tua porta?
Isso não chega ao teu coração se o fito incessantemente?
Por favor se vá!
E as gentes atravessarão e celebrarão
A Comunhão final na Solidão Total

A Carruagem

Um Grito
Na Imensidão
Que sabes?

Templo Infindo!
Acasos te disseram
Se és bem-vindo?

O Grito é Infinito
Adora a este!

Tudo e Nada

Dupla Tirana - Amantes que Eterno
Durarão sem fim no Nada

Se não queres perder Nada
Percas tudo
Se queres o Discurso do Mundo
Estejas Mudo
Não sejas

A Saudade é Dama que corrói o Mundo
Na Promoção das Alianças Impossíveis
Que não deveriam ser

Toda a sorte de coisas que não deveriam ser
São a todo instante encontradas
E viram toda sorte de pensamentos
Entregues a Humanidade
Sabedoria e Loucura sem diferenciação

Finda o Mundo
Pois Bem
A Luz no Universo
É só um momento de Luz
Não é Nada
Nada Mais será o Tudo
Tudo e se menos um pouco
Fim do Mundo Absoluto

O Bem

O Vazio
A Estrada no Nada

A Amizade
Dentro da Destruição

A Revelação
Mesmo quando alterada

As Vidas em êxodo
Protegidas na Fuga e apenas por ela

Fonte das Novas Gentes
As Eras...

Porta das Portas
Entrada para todos que se fecham

Será Amor
Em Pleno Vapor de água nenhuma

Será Religião
Será Sacerdócio

Com ou sem um outro
Será Espelho

Será a Oração
Reterá-os joelhos - Findará a fé

Será Oração
Será Melodia e Meio Dia

Será o Bem
Será o Bem - Além de Mim

Vestido Escuridão

A Vela que ascendes
Queima a minha Estrela
Basta de Luz!

Uma sorte de espírito jovial de sorte não humana
Queres infligir as gentes
Mas é necessário apartar
Dar o Livramento A Humanidade
Para que esta não seja uma Sombra de Dança num Salão da Luz
Um Falso Adeus
Um Passado que não atormenta os brandos sonos dos corações suficientes

Que venha a Escuridão
Tal a Salvação
Que venha o Silêncio
Que venha...

A Estação

Só reconheço estações
Que nasçam em Dezembro
Apenas quero ver pessoas
Que estão em meu jardim fora de mim

Não caias em teu choro
A Lágrima não foi perdida
E a perdição nem começou
E mal sabes toda sorte de tragédias humanas de cór
É legítimo que percorra ainda por mais águas
E que teus olhos sejam mais generosos quando pensares em pranto e em Amor
No exato momento que o Ódio está no seu coração
e que abre para ti as Portas da Vida

A Floresta

O Fogo Vivo

O esquecimento que se dá
Nas gentes que ao pintarem entre a natureza
Perdem a razão

Todas as Estações são o mesmo Rio

Som-Mor
Vela sem Cordas
Eu conheço
Toda razão
Em que enlouqueço

Tudo que diz de mim
Me desconstruirá
Não tenho pressa
E me consumo rápido

Se há ternura em teu olhar
Lance-a ao fogo
E comece a Dançar sobre tudo

Leve Guerra e regue as flores
Entregue-as

Questões

Tu que abririas mão de tua vida por quem amas
Abririas mão de teu orgulho?

Tu que a tudo renunciastes em prol de quem amas
Abririas mão de tua ausência?

Tu que estás distante para maior beleza de amar a quem amas
Abririas mão de tua hesitação?

Tu que não ousarias escolher por respeito-mor a decisão de quem amas
Abririas mão de abrir mão?

Tu que darias tudo por quem amas
Abririas mão de inventar substituições ao Amor?

Tu que lutarias contra tudo e todos por quem amas
Abririas mão de lutar batalhas que são apenas por ti?

Tu que adquiririas a eternidade por quem amas
Abririas mão de proibir deixar partir?

Tu que cuidas com o máximo zelo de quem amas
Abririas mão de ser a única pessoa que pode ferir?

Tu que trarias o paraíso por quem amas
Abririas mão de amar em apenas um lugar?

Tu que trarias o máximo prazer na máxima carícia do maior amor por quem amas
Abririas mão de deixar de se ver?

Tu que aprendestes contra tudo e todos o Amor Correto por quem amas
Abririas mão de fugir do Amor Sincero?

Eu deveria saber

Eu deveria saber
De tua Inocência no Mal
E das Malécias de teu Bem

Amor e Amada Inocente
Com o Amor brincava
E lá que estava
O Fruto Onisciente

Por não saber parti
E por ti tudo entendi
Quando vi que o Amor de nós se apartava
Sem se ferir e sem diminuir
Apenas com disfarce de Ausência
Se ocultava

Para se manifestar em Juízo do Destino
Ou lembrança desejosa, conforme o capricho
E conforme o que deve ser

Ah! Amada! Se eu soubesse
Deixava um pouco de lado a Alma
E a resolução dos Problemas da Eternidade
E por um instante eu não seria
Apenas veria
Tu a brincar com o meu Amor
Um pouco mais
E a Beleza eclipsada pela Dor
Não haveria
Para a Beleza eu olharia
E por passar em alguma de tuas águas
Ao teu olhar chegaria
E te amaria
Tendo o que é de amor de qualquer forma

Ah! se houvesse inocência
Ah! se houvesse mais contemplação
Ah! se houvesse essas rodas ciganas em torno do Amor
A exigir apenas tu e eu
Uma atravessia na montaria da Ave-Tempo
No Céu das trilhas de nuvens e Azuis-Raros
Ah! se houvesse
Apenas tu e eu
Além de palavras
Plenos sentimentos
Atentos a Sabedoria das Buenas-Dichas
Das Sacerdotisas-mor

Ah! Se houvesse
A Oração de nós dois abraçados
Para ver no Anoitecer
Tudo passar e tudo ser
Contemplação Eterna do Mundo
Operando Mudanças em todos os Instantes
E estas adentrando em nosso coração
Por uma Sabedoria: Apenas uma Porta Aberta

Ah! se houvesse o Tempo
Na hora do Amor
Ah! Se houvesse
Tu e eu

Ah! se houvesse
Ah! se houvesse
Tu e eu
Tu e eu

Tu e eu...

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Musa

As Indústrias Incessantes
Engenhos em Quedas no Jardim do Piano Abandonado
Eis as Criações Fantásticas
Vestidas da Natura Fabulosa - Ela...

Se irá até onde nascem os ventos
Não sei
Se os ventos fugiram de serem domados por Ela?
Não creio
Em nada creio desde que a Beleza dela me causa malécias

Tudo segue azulado na Natura que Dança

E em ver Ela em cima das Altas Coisas
As Altas Idéias que não circulam por mente alguma que respira humanidade
Eu consigo dar a devida medida de tudo o que vai me ocorrer

Comigo as cartas
Com Ela o Jogo
Ela dança e dança
Olha para um lado me prendendo
De mim surge o Mal que quer crescer
Até que enfim a porta se fecha
Eu não sendo e tudo o que será
São as Imagens dela
Num Reinar Absoluto

Comunhão

Um Silêncio
Um Apreço
A tua presença

As areias
Me espalham
Essa brincadeira
Faz multidões de você
Seguir a mim
Eu não canto
Mas canta a minha saudade
E então você me invade

Desaparecimentos
E mais e mais Silêncios
Mais e mais profundo
O Amor por ti
Em mim
Como deve ser

O Piano canta para ti
E te encontra da forma que deve ser
A Música em Silêncio em mim
Só pergunta por Ti
Só pergunta por Ti

A Minha Sanfona Amiga

Um Templo
Bem Alto Vejo
Vai erguendo até o Ponto
O Final do Mundo
Amando o Sol e seguindo em tudo o que nele há

Perco horas e ganho o Tempo
A Obra de toda uma Humanidade
Ascende nos Campos para que todos possam Sonhar
Pois todos Sonham e todos são Realidade
Contemplando ou não todos adentrarão naquele Templo
Todos passarão por aquelas Montanhas
E todas as Montanhas passarão por estes em Agradecimento

Agradecimento
Ah! Minha Oração!
A Minha Oração
A História que eu irei contar
Contem de mim no porvir
Da Saudade Agora que eu canto girando

Similitudes

Eu sou um Sonhador
Em meu Muro
Eu irei reger os ventos que me carregarem
Até que eu caia
Até que eu enfim caia

Similitudes minhas
Similitudes minhas de você

Azul no horizonte
Apenas isso quero
Para declarar: Tu És Horizonte
Para derrubar as fronteiras
Para me perder nos caminhos de uma floresta
Então olhe para a minha vida agora
Não se perca em sua perdição
Olhe para a minha vida agora
Se compare comigo e se verás

Eu quero Tudo!
Eu quero Tudo!

Similitudes minhas de você

Escolha uma Madrugada
Entre minhas Cartas
Os Choros de Prazer
E o Lamento do Amor satisfeito
Irá ser cantado
Pela Musa e pela Deusa a qual somos em público devotos
E obcecados por Ela no coração
E quase no Final da Canção
Tu saberás qual será a hora certa de me Abraçar
Para me salvar da Solidão sem Música

Olha para todos
Veja a Vida destes... Nada!
Sabes que eu olho para você maravilhado
E quando olhas de volta a maravilha nos meus olhos dá lugar ao Amor

Similitudes minhas que vão embora
No nosso abraço mais prazeroso

Olhe para o Céu agora

Olhe para o céu agora
Ouse
A água dele
Beba

Olhe para o céu
O Espelho
Conheça-se
Reflita e sinta-se

Outras Luzes serão atiradas
Outros ventos virão
Mas tu! Tu!
Tu não passarás de mim!

Ao Diabo Saltitante

Sinos ecoam
Suas ondas vêm a mim
Meu corpo... O Meu Corpo...
E toda sorte de coisas materiais
As indústrias e as engrenagens do diabo
Irão tremer meu corpo dispensando ventos
Tudo e todos irão tremer e temer
E ninguém há de culpar os Diabos que saltam junto com os ventos
E os redemoinhos

O Diabo Saltitante é o Instante
O Diabo Saltitante faz suas piruetas no meio de nós

- Saltar é o vôo que podeis
  Abençoai vossas asas, abençoais vossas casas e vossas almas
  Saltar é o mundo que podeis e que sois
  Dancem com nós junto aos redemoinhos
  Vós sois as músicas que esperamos por tanto tempo
  Anelamos por vós que sois espécies raras de Amantes - Gentes Aventureiras e Raras-Aventuras
  Venham conosco porque amamos
  Venham conosco porque dançamos
  E porque vamos levar vocês-canções
  Para todas as redondezas

Um Passarinho veio me contar

Um Passarinho foi cantar
Perto de seu amanhecer

Amizades de Tempos e Tempos vocês farão
Abraçando canções e esquecendo saudades

Flores nascerão
De todas as quedas fatais
Em contemplação profunda até chegar além
Queda fatal... Apenas semear assim interessa

Um velho parque sem o escândalo das cores é o que quero hoje
Cinzas vindas do Serrado, Azul, Amor e Trevas
É tudo o que quero
Para poder despedir deste passarinho que habitou a mim

...A outros nenhuns e a outras quedas...

Ao Vento

Ela que sentia o mar sentou-se ao meu lado
Quando eu estava no meu lugar favorito
De Contemplar o Vento e suas aventuras

Ela tocava em mim Palavras
E as Crianças Encantadas com Flautas-Mãos
Entraram em mim

Elas entraram todas pela porta
Verdadeiramente aberta
Que já sabia sem me contar
Que elas viriam

Um Paraíso de Trevas e Cores Azuis
Se me revela
Para que possamos compartilhar tudo e Mundos

Atrás da Porta
As Chaves-Formigas promovem suas indústrias
Para o Deleite de nossa arte

O Vento senta-se junto a nós
E vem buscar algo
De seu olhar

Eu olho para a Porta
Através da qual as Crianças entraram
E me pergunto
Quando chegará o Dia
Em que poderemos entrar juntos
Para brincar com elas...

Dentro do Coração - Dentro da Floresta Azul

Celebrarei meu amor por você
No Templo da Cor Azul

Entre os vários caminhos que fores
Estará lá para sempre minha morada

Trovões e outras semeaduras que vêm das Nuvens
Atiram-me por toda a Terra
Meu Amor te encontrará

A Música Azul voa pelo Salão
A Acariciar a todos
Para que a Dança comece enfim
E enfim partem o Povo
Autorizado da mais forte autorização
Amado pelo mais Belo de todos os Amores

E então me é revelado a Entrada
Onde irei para ti minha Amada
O Azul - O Céu do Chão me leva
Na Imensidão da Floresta Azul

As Terras dos Sóis e dos Números

Das mãos que movem as palavras
Tecidos mais bonitos vão em direção
A Gênese da mais bela Cidade
Amada pelo mais belo entre os Sóis

Ficarão com as memórias apenas
Quem deixar elas em casa
E partir para uma Jornada Além do Tempo

Ah! Eu te amo!
Eu me lembrarei de ti um Dia!

Músicas abraçam os meus braços
E me levam as contemplações
Das minhas emoções que irão vir
Por força sagrada ou amor
Bater a sua porta e levar para ti algo de mim
Que você quiser

Por todo Fôlego de Amar

Quem haverá de Ministrar para mim
Os Rios e os Ímpetos
Com os quais devo te amar?

Que Multidões atravessaram meu caminho
Para levar as confusões necessárias em buscas sem fim por Ti
Para que enfim eu possa estar contigo?

Que fé me inspirará
A seguir firme em meu caminho e na vibração do meu coração
Vendo toda sorte de coisas feitas do Espírito da Humanidade
E todas as glórias das Cidades semeadas por força de uma Deusa
Para que enfim, nesta caminhada em Tempo Livre
Eu encontre você agraciada e mimosa em seu Templo?

Cada passo seu no Mundo
É um mistério para mim

Amor meu eu vou a Ti de qualquer forma
É tudo que sei
É tudo que sei

Escritos da Morte

Eu vi o Tempo dançar
Sobre a Minha Folha
Assim levei para Ela o Escrito
E a Musa declamou o Poema Mais Bonito
Que alguma divindade havia escrito

Haviam me contado
Que você estava em sua casa
Pedi a minha Divindade para me revelar
As palavras que devia dizer para te conquistar
Ah! Sabedoria me veio tal um relâmpago
Renunciei as palavras
Te enviei meus beijos

Os Ventos Dançam em Cordas Invisíveis
Os Ventos tocam seus instrumentos
Apenas ver o Som
É amar

Filha da Natureza

Filha da Natureza
Com sua guitarra em mãos
Vai anunciar obras de Beleza
Para fazer a Humanidade
Ver de Verdade

Onde estás?

O Silêncio é o bater do coração
A celebração da Vida
Anunciada em todos os quatro cantos
Por todos os Ventos

Onde estás?
Onde estás?

Uma Estrada que se fez
No meio das Árvores
É um Caminho Amado
Caminham nesta Estrada
As gentes que procuram as respostas raras
E os silêncios-borboletas que pousam nas mãos do coração

Onde estás?
Onde estás?

As Virtudes estão nos Jardins que lhes pertencem
Os lugares certos
O que fazem aquelas gentes?
Que Amor e outras obras
Estas fazem por lá?
Que peregrinação se anuncia?
Que peregrinações confiam e amam?

Onde estás?
Onde estás?

...

Folhas

Folhas gregas caem
É uma invitação
Que o Outono de agora seja para ti um Rio

Toma teu barco
Navegue
A Coragem é única força que basta

As folhas caídas
Tenha elas em mãos
São a Invitação

O ter em mãos lhe abre as Portas
Do Templo mais desejado

A Guitarra Abandonada

Estar ali
Sem o Cabelo da Amada
A Iluminar a velha casa
Impõe o Absurdo
E Impõe a Mudez sem Silêncio
Proíbe a Musa da Música

Cesse a sua canção
Cesse tudo
Liberte-se numa canção
Vinda da Porta do Fim a lhe convidar

Através da Última Janela

A Onda

Passar por
Em discrição

Cante isso
Se queres o coração atento

Uma Mensagem se acrescenta
Para quem de sabedoria que finda seu escrito

Tu que atingiste a Ciência Completa
O que contemplas?
Além da Nudez do Universo
Que outro Mistério te falta?

Andante Alma
Passa por mim
Falarei baixinho
De Amor
Por todo o Caminho

A Dança Solitária

Dançam em desespero
Em movimentos bruscos
As gentes de dança que ousaram dançar
A Dança do Amor
Sem atravessar Milênios
Sem atravessar Faces Milhares

Mal percebem que dançam com exatidão
A Dança da Solidão
Em vão? Não...
O Amor lhes contempla

A Visita de um Amor

Uma Chuva Forjada
Um Amor verdadeiro
Invadem a Natura
E mostram num espelho sagrado para ela
As suas outras faces
Ela se enamora
E permite mais uma vez o Amor

Nesta última permissão do Amor
Eu vou ao teus braços
Te gotejarei o meu amor
De nós florescerá o Amor
Que fará amar toda uma Humanidade
Por tempos infindos
Eras Nossas

Que levem poetas
O Nome de Nosso Amor
E levai o Amor
Em todo vez que se invocar o nosso Nome

Os Tempos de Perdição do Poeta Nauta


Sete mares
E os Doze Sagrados Rios
Não podem lavar da minha Alma
Os Anos de Perdição
Que rasgam meu coração na Sabedoria Profana

Dos pensamentos loucos vêm os castigos para o meu corpo
Com escritos para atravessar milênios de infindável saciamento
Que transborda em choros de prazer eterno no inferno

Que mais poderei fazer?
Que mais poderá se fazer?
Em minha distração a Musa me açoita e me diz:
- Navega! Navega! E cante todas as músicas que lhe canto
  Escrevas e não negues
  Levá-las a toda a humanidade
  Levar a mim e levar meu nome
  A estas gentes com quem faço minha Arte

  Venham a mim quem quer me ter
  Venham a mim quem quer a Inspiração
  Que é a minha Obra
  Tomai a minha Obra e a conduza
  Para além das terras distantes
  Terras outras
  Que me pertencem
  Com todas as suas almas

Eu te Amarei por toda Minha Vida

Ainda que o amor acabe por todos os erros
De todos os erros ressurgirá
Ainda que eu não mereça seu amor
O amor que você merece eu vou te dar

Porque eu te amarei por toda a minha vida
Eu te amarei por toda a minha vida

Narciso

I

Eu não posso amá-la mais
Agora que não te amo como eu amo a mim
O Reflexo do Rio já não se ilumina com as formas de minha face
Com as paisagens de minhas mãos
Por ciúmes
...Estou distante

Eu não amo a nada e a ninguém
Tudo o que eu amo é onde vejo minha cara
E minha palavra
Eu amo o maior amor do mundo
Tu o sabias
Tu o querias
Não mais! Lua do Meu Sol

As transformações das estações
Se seguirão apenas neste dia
E quando eu não tiver todas em um só dia
É hora de você partir

Eu não me amo
Tanto quanto eu me amava
Antes de você chegar aqui

É tempo de partir
Lembrarei de ti em mim

A Floresta de Narciso

Na Floresta de Narciso
A Criação se iniciou com o Fogo
E depois se viu a Luz

III

Então leve-me para ela
Para a sua manhã
Óh! Minha Canção de Outono
Melodia Ainda...

IV

Eu sou o Início
Amor Primeiro
E teu Amor Eterno
Que te leva ou te retèm
de teu Amor Imortal

Leve-me a Tua Manhã
E eu te mostrarei
Óh! Noite Minha!
Tudo o que deve ser dito
Tudo o que deve ser esquecido
No dever que deves a tua História
E a Vida que deves aos meus braços milhares de milhares

Te ensinarei Melodias e Outonos
Aos quais poderás ministrar a todos os teus Amores
E se porventura escolher um entre estes
Para ser A Árvore de Teu Jardim
Irei te ensinar O Cantar do Sim ao Fruto
De Tua Queda no Amor encontrarás Triunfo
Do Passado Futuro
Então o Amor te reterá
Em Teu Jardim
Jardim deste
E de Teu Amor Imortal

E se lhe escapar conhecimento
Do Bem e do Mal
Da Floresta e dos Céus
Das Multidões Amigas
E de pares em guerras
Lembre-se
De meu Amor Eterno
A qual poderás retornar
E partir
Que eu sou o Início
E Fim
Para Ti
E para além de Ti
Dentro de Seu Ser
Estou além do Início e do Fim
Eterno
Recriando-me
Revelando-te
Com Amor em Mim

Amor Futuro

Você não pode ser a amante / Eu não vi você sorrir para aquela criança / Eu não pude ver ela nascer entre seus braços e tampouco pude ver ela nascer quando ela caminhava do seu lado /

Venha criança minha, nascerá entre a mim
Serás duas crianças e sempre terás uma irmã
O amor é o Futuro que te visitará todas as manhãs.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

A Cidade Longínqua

Ver a Lagoa brilhar
Com os laços dos céus a brincar devagar
Neste entardecer
Fazem surgir em mim a saudade

Em breve poderei iniciar a minha peregrinação
Mirando alto na estrela
Pensando tanto no nosso Amor
Para chegar então na sua cidade
Os passados pesados
A Alma Leve

Ah! Um dia pensando tanto no nosso Amor
Sabendo que te amava demais
Me permiti chorar
A você que meu amor não permite esquecer

Um dia estive a encarar uma flor
Por tanto tempo
Que atrasei minha caminhada
Ao olhar nela a tua face amada

A Lagoa que atravesso
Conheço ela Rósea e conheço ela Azul
As mudanças deste céu
Sei de cór
Do nosso Amor sei mais ainda que quero
E sei que há tanto para descobrir com você

Áh! Cidade Longínqua
Chega mais perto de mim!
Diz para o meu Amor
Que eu estou voltando!

A Montanha Maravilha

Um Amante Caminha
E passa por sua Amada
Não a vê
Pensando nela

As Cordas Choram
Sendo tocadas
Por gentes humanas
Sem face

Uma pessoa de amor
Quer dar a sua mensagem
A Humanidade que esta quer reconhecer
Óh! Tantas mensagens
Tantas mensagens!
Sem saber qual é a linguagem que se usa

Um talvez crescerá entre vós
Vós que ainda não sois
Em esseres que surgem do nada
E terminam sem poder explicar o por quê do sorriso
Para a próxima geração que em vós se esbarra
E ainda sim não podem ver
Não querem tatear a procura

Todos vós terão a vossa recompensa
Ainda que não haja merecimento
Basta subir a Montanha Maravilha
Basta ascensão
E lá tereis a vossa comunhão

Contra a Humanidade

Eu me apresento
Com a face de todos os crimes
Que conheceu a face do céu

Aves de rapina
Essa é minha hora
Erguei vossa fome
Erguei vosso altar
E adorai-me

Vos revelarei onde encontrareis debaixo da terra
Uma máscara com o mais antigo nome
Que havereis para vós
As mortes milhares nos lugares vários da Terra
Serão uma só morte - Terão um só nome

Colocai vossa máscara
Sacrificai as Entidades Estranhas
Ainda que sangrem tais gentes humanas
De vossa Flauta sairão novas melodias
Nos parques onde se destina
Ao que queremos que caia por terra
Vossos sorrisos irão fazer brotar flores
E nova humanidade
Sobre todas as almas que vós lançais ao Abismo

Venham comigo!

Lua e verdade

Lua e verdade
És tu para mim

Quem viaja em belas paisagens de uma Europa Sem Fim
Nas Asas de um Trem
Compartilham do meu sentimento
Compartilham da minha lembrança

Vou devagar em meu caminho
Na mais antiga das Meia-noites eu vou

A Tua Lua cai na Minha Alma
A Tua Lua vai bem enamorada
Num Rodopio Absoluto
Revelando o sorriso do céu

Luz e Cinzas

Teu Rosto de Lua
Encara com firmeza meu amor fácil

Eu me maravilho
Espero o que há de vir
Dos Destinos que me ordenam a Índia
Dos Enigmas que me capturam a Alma-China
Mundo ainda...
Amor ainda...

Se levares a Luz
E caminhar a minha Selva a Noite
Eu saberei que mais do que nunca
Que Estarás pronta para me ordenar o Amor

O Amor que não pode com o Destino
Que nada neste Universo e nem além
Pode com o Destino

O Destino ordenará o Amor Amar
E esta será a minha sentença
Que chegará a mim
Nas ondas do Mar

Eu consigo ver a sua Luz
Eu Consigo ver a Dama de Luz caminhando com a Amiga Lua
Numa última visão
Na Balança do Mar

Teu Nome

Teu Nome é para mim embaraçado no Ar
E em não compreender
Eu não te vejo
Se me fosse possível ver você do meu lado
Eu te amaria

Dois Amantes no Verão
Não dançariam a nossa canção
Nem ousariam amar o nosso amor

A história se embaraça no Ar
E novamente não compreendo
Se eu compreendesse o Ar
O Ar me levaria para o seu lado
Além do Mar e Além da Montanha
Assim eu te amaria

Mas é algo mais que se embaraça no Ar
Eu não compreendo a dança
Se compreendesse
Eu me desvaneceria
E em me desvanecer eu teria a sua companhia

Ter a sua companhia
A sua presença em forma de ausência
Ter o seu amor todo para mim...

Eu não compreendo...

Que me puna a tua sabedoria.

Eu ainda não compreendo

Eu ainda...

Eu não compreendo

O Rio de Mim

O Rio de Mim
Quem sabe?
Se eu aprendo a nota
Não regerei a música
Se eu aprendo um passo
Não imponho a dança

Apenas em ser aprendiz
Aprendo a crescer música
E terminar dançando

Que desejo eu em sendo rio
Que não seja desaguar no mar?
Deixa-me ir
Deixa-me também matar sedes pelo caminho
Sem me prender a elas
Se dou um pouco de mim
É apenas uma porção que vai pelos ares
Os céus me devolverão gota por gota
Dos amores que me permiti
E tudo aquilo que vivi
Será a força do meu rio
Em tudo o que vivo

Só irei parar no Mar
Só irei me dividir com o que sou
E com o que me faz feliz

Não irei sair dali
Não irei me afogar
Apenas irei abraçar a todos
Em todo lugar

Mas é apenas o que sinto
Eu me sinto um Rio
Um Rio de mim

Não tenho medo do que sinto
Não faço moderação
Apenas o que é meu sentimento
Se torna o que eu sou
E nada mais
E nada mais

Nada mais me interessa óh tu que me escutas
Eu te sinto agora

O Desenrolar dos Fatos

Eu apenas preciso da sua Vida
Para que a Vida seja a Vida
Eu apenas preciso do seu Beijo
Para que eu possa sentir o Mundo

Todo seu movimento
Eu sinto em minha boca
E para onde vais
Eu apareço em qualquer momento que queiras repousar
Para sentir-se amada

Tudo o que eu fui
É transformado em que agora aparece em sua cama

Eu vim aqui para ficar
Para ficar em teu amor
No Amor a quem encomendamos nossas almas
Recebendo nossos corpos

Que seja assim
E sendo assim
Será o que é

Amor

A Carta

Que sorte de ciência usas?
Para prender meu coração?
Que sorte de magias liberas ou cancelas?
Que é esta forma de ser belamente
Que me inclina a tua figura eternamente?

Recebo a tua carta
Sem o teu nome
Com os seus abraços e beijos
Todos escritos em mim

Sei que esta sorte de coisas só acontecem a mim
Porque tenho a ti
Que se não há explicação em lugar qualquer no mundo
Seja eu mesmo a causa
Aceito a culpa e aceito a luta
De prender-me em teu coração

Mensagens

Não chegará a mim
A tua resposta fácil
Eu vejo muito mais em teu caminhar por estes montes
Do que uma simples dança que irá me seduzir sem volta para mim
Retornos para ti - Inúmeros

Vou te vestir
Daquilo que não escapou de mim
Vou te satisfazer
Com as brasas que você esqueceu em mim
Na última vez que te vi
E que deveria ser a Última Vez
Não fosse teus planos
De manter a chama
E guardar contigo
Todas as nossas descobertas
As quais você só confia em si mesma
E no Amor
Ao Amante Teu
Ser Teu é a Confiança

Então vás
Queima-me em tua lembrança
Eu queimo-me no segredo que guardas entre teus seios
Eu me seguro em tuas pernas para não cair no mundo
Que não seja o teu

Dama do Sorriso
E do Vestido Vermelho

A Lua Azul lhe abençoa

A Luz dela e a Iluminada dela
Me condenam
Ao Prazer

Do Amor ninguém escapa

Do Amor ninguém escapa
E todos os que escapam do Amor
Não escaparam um dos outros
Um pelos outros serão encontrados
Um pelos outros serão punidos

Como pensam que toda sorte de erros
Escaparão do vosso amor?
Como pensam que ficará impune vosso amor
Das malécias humanas
Das humanas formas
E dos delírios a negar para vós a vossa espécie?

Não, não ficarão livres do amor com as vestes da humanidade...

O Amor a ninguém persegue
Se estão parados
Estão condenados
Se saem em disparada
Não encontrarão
Coisa alguma mágica
Ou pessoa amada
Nenhuma sorte de coisas

Parem de buscar o Amor
Vos está proibido
Nada escapa ao Amor
Encarem o Vosso Destino
Se quiserem ser por ele
Contemplados e Despidos

Alguém

Só vejo as cores que me ordenas ver
Quando adentro teu quarto
Só danço as danças
Que foram cantadas quando a Melodia era proibida

Sigo seus caprichos
Sem piedade e sem misericórdia de você

O Sol irá nos punir
Eu e você
Até lá dispenso a verdade
Em cada encontro com esquina
E despeço de ti
Toda vez que me olha o espelho

Partirá primeiro
Os Livros
Depois o que ficou escrito
Logo em seguida da boca escapará a Poesia
Que hás de escutar sem anotar a Fuga
Então sairá o Amor
E no fim
Sairei eu
Sem segredos

Apenas eu fugi

A Verdade

Que não se vá o que veio para ficar
Num há de ser infindo
Que as portas não se fechem por capricho do ar
Faça-se amor tudo aquilo que pode atravessar
Que chegue enfim no Paraíso
Sobre as Nuvens Encontre a Árvore Sagrada
Que nada é mais que uma muda frágil
Desesperada e abandonada
Que precisa de ser regada

O Amor é a Invasão ao Paraíso
A Árvore é regada
O Amor crescerá

A Luz que te Ilumina em seu quarto

Os vossos segredos eu conheço de coração
Vocês Duas caminham pela noite estrelada
Inseparáveis
Amantes Adoradas
A Família em Vosso Carinho
A Família em Vosso Coração

Quando vocês se ajuntam para conversar
O Universo pára
Com o que vocês disseram
O Mundo gira
As Rodas de Dança giram

Nada pode ficar sem movimento do outro lado do Espelho
Seja Encoberto ou Descoberto
O que se revela ou o que se esconde
Que se vá
Para sempre

Esta é a essência
Que colho de vosso jardim de amores
E do que colhi irei ensinar as plantas
E irei fazer elas cantarem uma outra vez
Um Hino ao Vosso Nome

Criatura

Criatura
A Luz é uma cor diferente
As Trevas são muito mais
Do que aquilo que está ausente

Não chores lágrimas
Que não voem como flores
Sobre o seu Jardim

Não voe pelas asas das lágrimas
Se não lhe for concedido um Jardim Seguro
Onde possas adentrar quebrando muros batendo a porta
Para visitar o seu Amigo Outono

Que farás aí Criatura?
Estando parado
A espera de alguma mensagem ou uma revelação
Vindas da mão do Criador?

Basta do Criador as outras Criaturas
Que a Criação seja lhe suficiente de tua vontade ou necessidade do Criador
Colherás A Criação e a Comunhão com as Outras Criaturas
No Teu Trabalho
Em Teu Trabalho verás o Criador
Que és

- Estás Abençoado

O Blues vem sobre Mim

Querida
A Resolução é uma estrada mais longa
Que a saudade de ti

As Montanhas
São Ainda Mais Imponentes
Que os vales de lágrimas que construí
Ainda que me fossem dados outros mil anos
Nada posso contra As Montanhas
Que não constroem
Apenas em ser o que são
Crescem

Querida! Digas as palavras de Libertação para mim! O que eu sou é o que és!

Eu vou porque sou
Eu sou do que vim
E do meu vir
Farei tudo o que estiver em minhas mãos
Para ainda que a Maior Felicidade
De Mãos dadas com a Maior Liberdade
Signifiquem nada
Se eu não puder partir quando eu sentir que é a hora

Da Existência ou não Existência do Amor

Oh! Eu vejo o seu olhar
Distinto da multidão em que me mergulho
Diante da tua saudação
Eu te seguirei
Existe amor em seu desejo
Em suas mãos estão as suas intenções
Com todo seu carinho
Ao lhe dar atenção
Tu brilhas com ternura
Irei te seguir
Irei te seguir
Em ti está o Amor
O Amor da Sorte do que é verdadeiro
O Amor que não espera
O Amor que sabe a hora

Sei que mais do que dizes
Está o que és
Essa é a hora
Basta de demora!
Te acompanharei

A Noite Azul

A Noite não pede
A Noite recebe
Tudo aquilo que não veio de clamores
Tudo aquilo que não veio de implorar
Apenas tudo

Apenas tudo o que sobe dos vapores dos amores
Apenas o que se faz - Afastado de Promessas
Próximo das intenções - Próximo dos Seios
Que desejam

As Mudanças da Mente
Vem através da firme resolução do desejo
Apenas o Desejo diz
Diante do Fim
- Eu irei viver para sempre

As Melodias
Habitam e preenchem a Noite
No Mundo fora da Janela

Dá-me todo o ser Amor
Ou eu vou embora
Dar para a mesma Amante
Tudo o que sou

Eu vou Até que o Mundo das Melodias
Sejam o Mundo aqui dentro
E me embalem na Sinfonia
Do quebrar de todas as Janelas

Te quero, te quero
Esteja em plena atenção
Em minhas mãos estão as melodias
De seu mais desejado Amor

Lucifero

Lucifero
A quem bates a porta?
Tal alguém que pede por informação?
Irmão, sabes o caminho
Sabes quem lhe é amigo
Então é tempo de ir

Lado a Lado
Com a mesma solidão
Eu e Meu Amigo Lucifero

Irei prender a minha Vontade
Irei colocá-la na mais difícil prisão
Até que eu me apraza com isso
Até que o prazer a Liberte
Da mesma forma com que fostes Libertado
Para sua Ascensão

Lucifero
Agora é nossa estação
Colhamos o dia
Entremos no trem
Juntos em rumos
Em direção ao coração

Bem Vindas ao Lar

Lar
Seja bem vindo
Ao meu coração

Querida?
Não queres vir aqui?
Não podemos nos atrasar
Devemos chegar juntos
No mesmo tempo que chegar
O nosso coração

Para onde queres ir
Para onde vai agora a sua devoção?
É para lá que quero ir
Chamando cada vocação sua
Cada inspiração sua
De meu lar

Então vamos!
Vamos!
Vamos para lá!

De volta
Ao que nos chama a tempos
Extenso tal contar o Amor
O Lar
O Lar que nos aguarda
Para em nós ficar

A Estrada

Uma Amizade se faz
Com a Decisão de ir pela Estrada
A Alma só se faz
Nas Paisagens do Ir
Que ela contempla

Eu vou
Eu vou
Por esta Estrada

Eu vou
Eu vou
Com você Amizade minha

E todas as gentes que me passarem
Farão mais cristalinas a minha memória
E a todas as gentes que eu contar a minha história
Farei elas mais rios
Serão mais paisagens e mais liberdade

Não precisará se dizer mais alguma coisa
Que não seja
As Palavras de Libertação
Que me prenderão
Àquela Estrada

Duas Estátuas

As Duas Estátuas do Amor
Uma Visão Turva
É o que se sabe

Essas duas Estátuas
Um Encontro de Dois Destinos
Que se tornam uma só Tragédia

Cada Hora é uma Solidão
O Fluir do Tempo
É um Mistério
Que nenhum ser
É Destinado escrutinar

A ordenação ecoa no ar
Uma pessoa caminha diante das Duas Estátuas
Em direção ao Jardim
Até ser tudo aquilo que ela queria ser
Até que para uma outra pessoa desesperada
Ela seja tudo o que esta precisa
Tudo o que esta ordenara que assim fosse

E então esta duas pessoas
Querem viver esta Forma
Para Sempre
As Deidades cantam melodias
Cuidando em dizer palavra alguma
Mas o assim seja ecoa
De alguma forma

Um Mistério
Que todo ser deve escrutinar
E se não o conseguir
Jamais chegará ao Destino

O Amor Pertencente e a Magia do Mar

Vais levar teu Amor ao Mar?
O Mar é mágico...
O que te será se por um acaso
O teu amor não voltar?

Mas se não ao Mar para onde levarias o teu Amor?
Ao Lugar onde implora os apartados por devoção as Estrelas?
Ao Lugar Onde os que entram são eternamente Amados?
A um Templo Vazio? Ou a Biblioteca Vazia que lhe pertence?
O que farias para te silenciar com perseverança
Diante do Eterno Vazio?
Digas-me de que forma mergulharias
Na Imensidão do Caos?
Suportarias a Criação Incessante?
Suportarias a Escuridão e a Luz uma do lado da outra? Tal duas Mulheres Unidas uma e outra de teus únicos dois lados?

Na Criação Incessante e no Mistério...
Suportarias?
E Nas Leis mais antigas?
Do Amor mais antigo que o Amor que guia o ser que lhe é confiado
Sorririas? Brincarias?

Então me digas
Se tu irias levar o teu Amor ao Mar...

O Mar ama o teu Amor
O teu Amor te revela a verdadeira face
Tu estás só diante do Mar
Apenas tu e eu
Cada um em solidão diante do Mar

Sem mais mágicas!

A Travessia

Quem recusa a travessia
Não é diferente
De quem recusa o mesmo
Do outro lado

O que surge de mim
Não sou eu
E a mim se compara
Quando vejo
Me olha
E vem me visitar
Vem me dizer
De minhas memórias

Depois do chá
Eu despeço com um até uma outra vez
Com um até logo
E profecias
Se despede de mim

Celebração

As máscaras da Morte
Não são disfarces
São celebrações

Revelemos nossa face
Saiamos do esconderijo
Porque quem se mostra é digno
De colocar estes adornos na face

Colocar na Face
Que não seja mera abstração
Quando falar das Mortes
Seja o que és
Ainda que não tenhas nenhuma outra solidão
Para lhe contar todos os teus segredos

Colocar na Face

Colocar na Face
Cantai

Colocar na Face
Demonstrai

O que és
Seja vossa máscara
O que não é e o que não será
Sejam em vossa celebração
Que o Futuro dançará com vós
Numa Vez - Na Inexistência de qualquer Temor
O Temor dançando com a Inexistência

Celebrações da Morte
Celebrações da Face
As Faces Beijadas
Os Amores Libertos
Os Segredos em Profusão
Em êxodo para o Cemitério
Para aguardar em Amor
A comunhão com aqueles que lhes pertencem

Não há mais tempo para sonhos eternos
E menos ainda para cessar os olhos sem compromisso
Com a Travessia longa que se faz
Com as Mortes que cuida de nossas Vidas

Vós de olhos que não são fechados por ira e nem por paz
Conhecei o Mistério
A Morte cuidando da Vida
A Vida jurando a Morte
Amor, Amores Infindos
E um a um
Os cumprindo
Que o Amor e a Morte
São Dois Amantes no Parque
São uma só Natureza
Em Liberdade

Navegai por sobre as relvas
Voai por sobre elas
Com tudo o que vós agora sabeis

Que cairá uma chuva
Uma única chuva
Com a Saudade que se dá
Quando separamos pelo que sabemos
Duas Eternidades

Esta é a Chuva
Esta é a Final Celebração
O Despertamento tal como sonhou o Sonho
A Escolha tal como foi esperada pelo Destino

As Máscaras Voam

Ela

Como podemos ser habitados por outras pessoas
Como viverá meu olhar de seu olhar?

As linhas se aproximam
Os caminhos se expandem

Elas me ensinam
A forma
Como que você vive em meu olhar

Mas ainda irei me perguntar
E irei me maravilhar
Com a Ciência disto

Você ainda poderá operar maravilhas em meu coração
Eu quero descobrir todas elas
E deixar tudo de mim fluir
Para lhe sentir
Cada vez mais próxima de mim
Nós te amamos tanto! E sabes!
Só não sabes que te amamos mais
Do que você possa mensurar

Ainda me maravilho e me pergunto
Pode onde andas e como andas
Em meu coração e por nossos jardins

Basta apenas o seu andar
E frutificarão os Jardins do Amor
Neste colherei para ti um Hino
Um Hino do Amor - O Teu Nome

Dois Amantes no Parque

Dois Amantes no Parque
Beijos que caem a mão
Meu coração sangra
Ao vê-los partir

- Cessem as mãos deste partir
  Fique ou vão embora juntos!
  Mas pelos céus! Cessa as mãos deste partir!
  Não levem este Amor para longe!
  Não levem este Amor para longe!
 
  Que o Amor enviou para vós Anjos de Música
  Para que possam falar por ele
  Para não ver vós sentados em solidão
  Sem carinho que este mesmo enviou
  Através de um ao outro

  Para que ao Olhar no Espelho Sagrado
  Que este vos deu de presente
  Estejam diante de vossas faces
  As vossas faces mesmos que brilham
  A Luz do Amor
  Que fez o Sol reluzir
  E a Lua Iluminar
 
  Ah! Como vai a saudade no Sol
  De vosso sorriso naquela noite!

  Dois Amantes no Parque
  Sejai vós Dois Amantes em todos os lugares
  Os Amantes Universais de todos os momentos da história
  Os Amantes adentrados na Memória e no Espírito da Humanidade
  A Razão de que se façam campos e que irradiem cidades
  Assim os campos dirão: Que haja entre nós estes Amantes!
  E as Cidades dirão: Que destes sejamos feitos!
 
  Não desistais vós do amor!
  Ouvi a Música!
  Saindo das Cordas feitas da Alma do Amor
  Forjados pelo próprio Deus Amor dos Metais Maravilhas
  Banhados por um Sol Azul Invocado a Ocasião mais especial
  Vos foram enviados toda sorte de cachorrinhas e cachorrinhos
  Para celebrar e cuidar de vosso amor
  E para acrescentar na conta de todos os vossos amores incontáveis

  As Multidões vos aplaudem na perseverança do Vosso Amor
  Mesmo em face da hesitação
  Então que seja assim... Hesitem mas não cessem o Amor
  Hesitem em Amar Amando
  Que vos soprará a Canção dos Céus
  E os Céus se lhes abrirá sem que precisais bater a porta
  Pois quem é da Família dos Céus
  Possuem já a chave
  É só chegar e amar

Dois Amantes Cantam:

O Amor
Sobe as Montanhas
Em Nuvens feitas das Estrelas

O Amor
As Montanhas faz voar
E as Nuvens se tornam Estrelas

Chorai e sorri
Ante a Beleza do Amor
Que nós iremos até o Fim do Universo
Unidos e ganhos por nossos corações
Para dar um Beijo
Na Face do Amor

Multidões faremos
Multidões seremos
Ministraremos o toque do Amor
E da palma de nossas mãos
Irão vir os Novos Seres

Multidões Faremos
Multidões Seremos
Em sermos tocados pelo Amor
Fruto de nossas Mãos
Somos os Caminhos aos Novos Seres
Somos os Novos Seres
A Iniciar Mundos
Na Comunhão do Universo

Nos Campos de Algodão

Venha comigo
Passear pelos campos de algodão
Pela última vez

Eu preciso
Encarar seu olhar
Pela Última vez

Existe alguma coisa diferente
No Azul que Deus planejou para o céu
E para nós neste dia

Se encontrássemos nossos avós
Certamente nos contariam outras histórias
Que nunca cogitaram lembrar
E que nunca pensaram que iriam inventar
Num relance tão fácil, numa emoção tão verdadeira
Tamanha é a importância deste dia
Deste dia tão diferente
Tão comum e tão especial

Por isso é necessário
Juro...
É imprescindível
Que você venha comigo
Para os campos de algodão

Depois que partirmos
As histórias serão semeadas em todos os lugares
Que não sejam este aqui

Os velhos sermões de nossa pequena igreja
Também apenas serão entendidos
Quando fora daqui estiverem perdidos
Os ouvidos que só ouvirão pelas preocupações
Como que de marinheiros sem referência num mar revoltoso
Pois estarão entre multidões revoltosas que parecem se mover apenas para frente

Mas nem assim perderão a fé
Pois os velhos sermões
Lhes farão andar verdadeiramente para frente
E a nossa pequena igreja
Se revelará ainda maior
Do que pensávamos que poderia ser

A fé irá se revelar grandiosa
E nos fará lembrar dos momentos esquecidos
Que semeamos pequenas sementes
Completamente Distraídos

A Alma dos Campos
Permanecerá
Irá imprimir nova vida
Onde a Vida é necessária
Irá levar coração
Onde coração irá ser a fonte de novos engenhos
Irá levar Beleza
Por fazer os olhos olharem
Para onde ela parecia estar escondida

Eu vejo a bênção deste horizonte...
A Velha Estação
Pequenas bagagens e grandes sonhos em mãos

E na bênção deste horizonte
Que faz tudo ficar belo
Eu coloco todo o meu coração
No nosso último beijo

Tantas coisas para recordar
Levarei todas elas na memória
Porque apenas elas me darão forças
Para fazer minha história
E enfim poderei não apenas olhar para trás
Poderei voltar
Quando vir aqui não for mais regresso
Quando vir aqui for a conquista
Que Deus me atendeu em oração

Deserto-Silêncio

A Profusão do Deserto do Silêncio
Expande seus domínios e derruba as nossas fronteiras
Melhor dito
O Teu Deserto de Silêncio
Frutifica em mim
Paisagens de mim
Se confundem
Em tuas Areias

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Prova de Amor

Dois amantes pedem um ao outro uma prova de amor
Nada provam

Contemplação

Contemplei a Monstruosidade
Que me aparecia no Mar
Indecifrável Beleza na Face
Gigante estava
O Mar Devorava
E aproximava-se da Cidade

A Monstruosidade
A Destruir e evocar o Amor
Mais sua face revelava
Mais escondia o mistério
E o assombro que ia no nome
Nos encantava e nos findava

A Minha contemplação me revela
Que a Monstruosidade se fará ainda mais forte
Através das eras
Que ainda não se despertou o ser de mil anos
Para nos dizer o que é o amor
E onde este está

A Sinfonia de Morte ecoa no ar
A Monstruosidade toma uma Cidade-Harpa
E com sacrifício de cada humana gente
Uma Nota de Imensa Beleza
Entra em nosso sentir
E nossa Alma aos poucos se esvai
Belamente...

Vida Desvanecente

Cante a Vida Desvanecente
Óh Vidas Desvanecentes
E amores em vão

Apenas o Amor levado a Exaustão
Confere dignidade
Apenas o Amor depois do fim
É amor de verdade
Quem ama até o fim do Amor
Tudo amou
E fugindo do Amor Infinito
Prossigamos
Que amar Infinito
É nada amar
É amar só por fora
Me ame com um fim
Ame a mim

O espírito das coisas está no que estas foram
E o espírito das coisas as movem agora
O que foi é a força para o que agora é
O Passado é a força do Rio a Fluir
Então me ame sem tempo para olhar os reflexos
De falsos passados - infinitos de possibilidades
Porque quero dar um fim a este amor sem começo
Quero de você o fim, o amor
Um beijo e um abraço
Quero o fim, o beijo e o abraço

Este Amor que tem fim
Enfim recebe um começo
Eu depois do abraço esqueço
O que recebi para abraçar e afastar da memória
A memória de teu esquecimento
Ofereço
Lembrar de você dentro de um múltiplo você que estás acrescentada
O Ser Multidão - O Outro
O você que sempre me acompanha
Em memória a teu esquecimento
Te darei um Nome Dentro de um Nome
Viverei você num Sonho dentro de um Sonho
A Vida dentro das Vidas
A Vida a revelar a outra
Para os Seres das Eternidades
A Nos Contemplar e escrever a Sabedoria
Que não praticam
E que posso viver

Depois do Fim
Que mais quero?
Não amar até o infinito me basta
Quero amar de verdade
Dentro da Natureza
Depois do Fim
Que mais esqueço?
O Amor recebe o começo e o fim
Sorri para mim
Se afasta dos domínios tiranos da Eternidade
E se aproxima de nós

De Milhares de Anos

Algo que existe a mais de milhares de anos
Parece que dorme
E se dorme não nos revela
Onde está o Amor

Este ser de milhares de anos
Se esconde em algum leito de areias
Longe de qualquer calor de verdade
e da Mentira Fria
Se como espectros lhe aparecemos
Como teremos força
Para lhe despertar?
Apenas vagantes a encontrá-lo não basta
Se não lhe pudermos despertar?

Cânticos de Morte
Cantemos
Amaldiçoemos estas terras
Diante do Amor que não sabemos despertar
Que alguma deidade se digne
A nos observar e disso tirar alguma adoração
Que nos recaia como pior maldição
No lugar da que recebemos
E não nos serve mais

Despertar um Ser de milhares de Anos
O Grande Mistério
Construamos um Monumento
Que lhe fique por cemitério em prol de nós
Que se as gerações futuras se puderem despertá-lo
Também irá nos despertar

Amada no Deserto

Amada do Deserto
Império de Areias que vem sobre mim
Enqüanto rodopias tuas lâminas
Teus espelhos que me circundam e avisam qualquer ímpeto a ti
Tu envias a mensagem a estrela que adoras
(E ela te abençoa)
E cais no chão a tremer de prazer
Em ser atendida além céus tu ascendes
Soberba
Com esta força danças além da felicidade que movimentos em teu corpo encantara até o amanhecer

Raiva e Prazer

O que somos?
Raiva e Prazer
A atormentar um ao outro
A apreciar o outro em chamas
Para o tormento duradouro de nossos corpos
Acenderei tua ira em tua cama
Furor descarregados e delírio
Encaramos - Enfrentamos
Face a Face
Amante-Inimistade

Estamos a nos capturar ao cárcere do corpo
Numa loucura de segurarmos agarrando pelas mãos
Quem precisamos
Com quem e por quem lutamos

Caminhos Milhares

Cálculo e Mística invoco

Encantos Milhares

Encantos Milhares me vêm de seu Amor
Que mensagem posso trazer para você?
Que confissão d'amor que ainda não sabes?
De todas que lhe dei?

Mas por que não dizer?
Já que Amar o Amor conhecido
Ultrapassa qualquer conhecer
Que Amar Mistério é
Se o Mistério se revela
Mais cresce
Da revelação que nos aparece

Vou aos Encantos Milhares sem medo
Ainda que com apenas algumas formas de amar Para o Dia
Te amarei
Te amarei
E fazendo assim
De teus encantos milhares
Faremos formas milhares de amar

Chuva de desertos

A Chuva de desertos
É a profusão de Amor
Para outros cantos

Se não compreende a natureza das tempestades
Como pretendes compreender o Amor?
E com que intenção pretendes o compreender mal?

As Canções gritam contra mim
Quando sussurram seu nome
Eu sinto sua falta
Como se nunca tivesse lhe conhecido

As dores do amor me doem tanto ao ponto
Que os teus beijos vêm a minha memória como relâmpagos
Ao olhar para o espelho minha imagem é censurada
O Destino a transfigura e coloca a sua face amada
E eu me perco, eu me perco
Porque te amo e sinto sua falta
Como se nunca tivesse lhe conhecido

A dor continua
Ao ponto da loucura
E não mais suporto
Dói em mim a mais insuportável dor
Porque sinto sua falta
Como se nunca tivesse lhe conhecido

As Portas

As Portas da Eternidade
São Indiferentes
As Portas do Amor
São Indiferenças

Quem são os seres
Que atravessam estas portas?

No Jardim

No Jardim
Milhares de Amizades Cantam
Ao Amor
Que nunca será

Por favor
Compreenda a mim
Alma Minha
Compreenda que compete a mim
Amar o Amor que nunca será

É necessário
Construir ante os cânticos
Monumentos ao Amor
Inalcançáveis e intermináveis
Que nos consuma
Só assim seremos dignos de adorar
E trabalhar
Em prol do Amor que nunca será

Agora e jamais
De Mãos dadas
As Vozes da Multidão
De Almas Eternamente Solitárias
Em comunhão
Pelo poder do Amor que nunca será

Deixe assim ser
Alma Minha
Está para chegar o Amanhecer
Quando o Sol brilhar
Fujas na primeira oportunidade
Que haverá uma porta no meio do jardim
A dizer lhe do caminho que leva
Para a Eternidade

Ah! Vejo que não é este o caminho
Então abraça-me forte
Pois sabemos e queremos o Norte
Da Beleza que se faz aqui
Da Beleza que nos multiplica
Entre essas gentes-feras-amicas
Do Amor que jamais entre nós fica
Que jamais de nós se aparta
Estamos encantados
Estamos reunidos numa mesma família
Em prol daquilo que se deve
Em prol da possibilidade de todos os seres
O Amor que não pode ser
Neste recanto em segredo do Universo
Ao qual se chega sem nenhum regresso
A Alma não deixa partir ao conhecer aqui

Óh! Belezas contemplo

A Alma Minha não me deixa partir

Império de Ímpetos

Quem és tu
Que dizes que tenho o poder de acabar contigo?
Por que me dás tanto poder sobre ti?
De que forma pretendes me usar
Com esta sobrecarga irresponsável de você?

Não mudaremos a realidade
Prendendo nossas mãos que só querem segurar o Amor
Mas não querem o servir nem ser servidas por este
Tampouco querem ser o Amor

O que é isto? E quem é você?
Não temos nenhuma fera interior
Para culpar e sacrificar
Em prol do altar das nossas vontades
"Sacrifícios quero e não caminhos"
Gritamos.
Quem há de ter sabedoria passa longe de nós
Quem passa perto de nós
Ainda que com sabedoria não desperta
Serão devorados
Não fazemos perguntas
Banqueteamos
Banqueteamos

Em frente ao Altar corremos
Lançando vestimentas brancas pelo ar
Lançando as luzes fora de nós e afastando o sol
Jurando Amor Eterno
Jurando Infinita capacidade de Amar

O que é uma Paixão

Não me compete definir o que é paixão
Quanto ela me aproxima do coração
Quanto ela desdenha da minha razão
Não é isso que cabe a mim
Não é este o preço que se deve pagar

Qual é o caminho?
E se haver caminho qual a sua eternidade?
E se eternidade qual é a distância?
Qual das eternidades poderei manter perto?
Qual das eternidades devo afastar?

Que Montanhas das minhas contemplações
Transformarei em realidade?
Que solidão avistadas
Devo ir buscar?

- Encontre uma solidão
  Que lhe cante assim: "Sonha!"...

Um Novo Fôlego

Dispenso saber a Natureza dos Corações que me cruzam o caminho
Se não batem junto ao meu não os conheço
Dispenso saber a história dos fantasmas que me assombram atrás da porta
Se abro a porta estes não existem e se sigo em frente não preciso saber se tenho real coragem ou não
Eu sei que há coragem é quando eu sou
Sei que decidi forte em meu coração quando eu vou
Meu sentir está revelado em meu fazer

Se dói estar aqui
Amarei
E questionarei a mim
Até dar de cara com a Besta
Para que me ministre o Ar que me faltava respirar
E Então me reconciliarei com ela
Não me falta coragem para lutar
A Luta para estar em Paz com a Fera
A Paz para lutar na Beleza

Siga seu caminho

Meu Destino
É ver-te apenas
Siga seu caminho

Não negues a teu coração a satisfação
Que ecoa a teu ser
Não terá teu coração por muito tempo
Para negá-lo a todo tempo
Enqüanto este diz sim após sim por sua causa
Ainda que com contragosto e dificuldade

Não terá teu coração por muito tempo
Nem é para sempre sua capacidade de dizer não
Diga adeus se for preciso
Para reaver a sua capacidade de dizer sim

Ama! Acenda a Luz!

No Último dia que você esteve ao meu Lado

Eu me atrevi a ir
Para saber se você se importava
Descobrimos juntos que nós nos importamos
E que ambos precisavam partir

Nem num último dia saberíamos
A forma que as coisas acontecerão

Afugentamos saber que somos
Num reflexo
O Acidente
Que transforma vidas
E a todos inocenta

A Valquíria

Em nossa Guerra
De Amar um ao outro até o fim
E Conseguir sobreviver e ver o outro não amar e não lutar
Eu vi
Que os raios nos céus
Refletiam como que uma deidade por trás destes
Essa deidade tinha a face como que poderia chamar a Mãe em Ti e o Pai em mim
Mães e Pais em nós
E então na nossa Amizade de guerra
Entendemos
Que os raios foram feitos para atingir a nós dois
Que os julgamentos da deidade
Eram a nossa comunhão
Depois que aconteceu o impossível
No momento que caminhávamos saciados e protegidos em meio ao deserto
Porque nada fazia sentido

As transmutações de tudo o que sinto
Em tudo que vem dizer a mim
As novidades que se passaram
A muito tempo atrás
Para me resgatar ao seu agora
Me revelam

Você está na Estrada
Enfim nua e tatuada
Vais para perto do muro
Os ímpetos de teu espírito
Castigam raios sobre seu corpo
Trovões e Maravilhas

Enfim liberas as últimas cores
Se liberta dos últimos amores
Vai ao caminho

Enfim vejo o Templo do Amor que não se foi
Enqüanto me vou com esta revelação
O Horizonte Azul enfim
Brinda a Minha Contemplação
Tu és Verdadeiramente Azul
Tu estás verdadeiramente acompanhada
De todas as Ternuras Azuladas
Algumas fulguras serpenteiam
Mas estas caem aos teus pés como nadas
Tu que estavas em um dia
Debruçada sobre mim
Vais resoluta após a batalha
Caminhar sem fim
Para teu infinito combate

O que eu não sei de mim

A Vida é um começo quando eu não sei de mim

As Portas Fechadas irão pedir para entrar em meu coração
Irão me visitar
E na minha hospitalidade
Se sentirão a vontade para perguntar
Sobre o meu Amor

A Vida mora melhor
Numa Casebre do Tempo
O Amor vive em paz
Nas montanhas sem ninguém para lhe levar os acontecimentos
Por fim... O Voto que fizemos perante a Pedra
Ressoa melhor em nós
Em nosso silêncio eterno
De não falarmos um do outro
Com o Fim de Nosso Amor efêmero
Transformado em Amor Vindouro
No Amanhã... Canção Para Sempre

Eu ouvi num Sonho Bom que você queria me beijar

Talvez, não mora aqui dentro

A Chegada da Estrela

Tu Danças a Eternidade
Tu Pintas teus sonhos
E descobre mistérios do Universo
Em livros e livros que conhecem o ir e vir de tuas mãos

Tudo tu fazes
Perfeitamente Bela
Totalmente Plena
Adentrando e fazendo
A Noite Azul

A Verdade que não quer chegar
É a conclusão...
Todas as outras reticências
Estão permitidas

Te amo da mesma forma
Em tudo o que já mudou em mim

A Sabedoria que desenhas
Vai e vens de tuas mãos
Revelam os segredos para mim
Docemente em minha Alma
Te aproximo minha cara tensa
E sabes desde então
Como irei te amar

Apenas mais um pouco
Até o ponto em que não se vê
Nenhuma percepção se anuncia facilmente
Ao ser inteiro que apenas sente

E assim em teu livro
Eu vivo
Vou te amando
Apenas um pouco além do que lestes

A Idade dos Sonhos

A Idade dos Sonhos
Se desvanece
Mas é com o olhar nos céus
Que desvanecem
Contemplando você

Se você quiser transformar toda decepção
Em sonhos
E todo engano
Em mais uma vez
Tu podes
Estamos nós dois
Na Idade dos Sonhos

Idade dos Sonhos
Castelos
Contra Exércitos de Mundos
A Bater nossas portas

Idade dos Sonhos
Cantemos agora
Junto com as vozes que nos visita
E elas só nos vêem
Porque danças tão linda
E agora é seu tempo
Seus Sonhos não vão embora agora
Tu és a Dançarina do Tempo
E enqüanto danças reges
Até seus sonhos acompanharem seus passos
E as vozes que vieram visitar passem
A habitar entre nós

Você irá cantar as Promessas de Amor
E eu as escreverei
Então elas serão para Sempre

Sei que você será para mim os céus onde meus sonhos se desvanecem
E Eu sei que tu sempre serás

A Dançarina nos céus e nos desertos
Vem a nós agora
Sapateando e libertando
As Areias do Tempo
Desvanecências de Sonhos Acima e Além
Que não sonhou apenas eu, mas toda uma multidão
Que se banhou em águas gregas

Há sempre tempo de pensar outras coisas
Na bela estrada que você trilha
Nos céus onde você sapateia
A Jornada, a Jornada
A Jornada para toda uma Humanidade preparas
E sabes
Que quando sapateias reges
A Eternidade lhe segue nos passos
Os Sonhos encontram moradas em seus caminhos

Eu me ofereço a ti
Eu me ofereço a ti
Sapateia perto de meu caminho
Eu te contemplo
Eu te contemplo
E acabo por ver de relance
Um infinito a nascer em mim
Em minhas mãos que me levam a tua face
A Tua face continua mandando beijos aos céus
Meus sonhos se desvanecem ainda
Deságuam...
O céu da Cor-Maravilha no entardecer se faz
Teus Beijos sapateando e sabem
Quando sapateiam regem
Impérios de ti permanecem
Nos Ascendentes Rios Acima

A Sua Voz... Sai dessas alturas sapateando
E sabes... Quando sapateias reges
O Movimento exato do Amor
Se faz
As Nuvens acompanham e contemplam
O que eu sou todo atento
A Tua Movimentação de Amor

Visões quero
Até o ponto de poder renunciá-las
Em tua Manifestação
Tu reges, tu reges
A Minha Emoção
A Minha Entrega
A Teus Beijos a Voar pelo meu céu
A Desvanecerem todos os meus sonhos
Que agora são pura cor maravilha do entardecer
Já não sonho nada, não sonho nada
Sou despertamento
Me uno a teus braços
Danço com você o Tango Sagrado
E me uno a você
A Tua Voz... A Tua Voz
Arranca a minha confissão
Desfaço meu coração
Em profusão de beijos que só pensam você
E em toda e qualquer manifestação tua
Vai para ti
O Amor que atravessa as Nuvens
Com toda a Cor Maravilha
Com toda vontade de você
A Amar e amar

Tu sapateias e quando sapateias
O Amor reges - O Amor incendeias
O Amor Dança contigo
Na Idade dos Sonhos

Juras perante a Lua

Me perdoe
Por juras de Amor perante a Lua
A Lua que quis mundo
E a fiz Profana
Por mentir perante a Lua
Ao Amor
Do qual lhe fiz Dona
Te fiz Rainha e te glorifiquei
Para te abandonar
Quanto mais certo estavas
De seres Amada
Me perdoe

Me perdoe por não saber dizer
Eu preciso de você
Quando Lindas estavas em seu Silêncio
Repleta de Amor

Me perdoe por não saber dizer
Eu me importo
Sofrerei...
Ao Caminhar para Teu Belo Jardim
Não me afetarei com a Beleza
Se a Sua Beleza não se juntar a deste
- Eu me importo
Fique mais um pouco
Fique mais um pouco comigo
Meu amor

Me perdoe por não saber dizer
Digas que me amas
E preferir afogar em amarga solidão
Num mar de areia movediça
A Mais Soberba Dor
Do que dizer, do que dizer
Eu Preciso do Seu Amor
O Amor Mais Belo e Sincero
Que anelo, quando penso apenas esperar

Solitar...
Solitar Ali
Solitar
A Estrela
O Nome Dela
Solitar
A Janela
Porta que se fecha
Solitar
Ante a Estrela
Que Desaparecerá
Quando era Ela
Que devia desaparecer
A Mim

Eu precisei de seu Amor tarde demais
Elevei-me alto demais sem luz
Impus Amores Altos e Montanhas
Quando caminhar pelo Bosque
E vez por outra beijar a sua mão e segurá-la
E olhar para o Horizonte e Olhar para seu Semblante
Era tudo o que eu precisava
Era tudo o que eu precisava

A Coisa mais rara lá estava
E era tudo o que mais precisava
Era tudo o que mais precisava

A necessidade de seu Amor
Que confesso tardiamente
Que lhe venha como uma brisa em segredo
Quando encontrares
O que ficará para sempre

Ainda não te esqueci

(...)

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Solitar

Agora estou quebrando o Silêncio
De toda Solidão que ficou em mim
E toda a decepção que me habitava
Sem nunca ser vista ou saudada
Por mim
Por mim

Solitário eu me tornei
Solitário de todos os mundos
Do amargor profundo
Solitário de Sete Mares
De Sete Estrelas
E Seis renegados planetas
Com os quais me encontrei

Eu sou planeta desnomeado
Planeta desreconhecido
Fora do seu sistema
Ainda sobre o seu brilho
Que me fustiga
Fustiga-me até a alma

Em me turbar por ti
Eu me acostumo
Não conheço outro rumo
Outros sóis eu nego
Para ver o teu brilhar eterno
E ser o renegado eterno
Cuja luz interna é renegar-se
Reluzir a Luz que não vem
Nem convidada nem convidando
Em tristezas e solidões vou girando
Vais dançando para longe de mim
E quando não mais puder
Nesse amor que tudo pode
Serei atravessado
Serei excomungado
De tua luz em teu último olhar sobre mim afinal...

Me lançarei em pedaços
Serei por vez cada fragmento
Para sempre
Tentarei compreender cada face tua
Em brilhos milhares de milhares
Verei sua face - Imposta - Plácida - Irada
Por toda Eternidade
Queimará sua face em mim
Por toda Eternidade
Em cada eternidade
Serei um instante por vez

- Renega-me!

Luz

Eu irei ao teu Jardim
Comerei mel com teus ursos
E durante o inverno
Contarei as tuas histórias

Receba meu amor

Receba meu amor
Onde quer que você for
Ainda que não te conheça
Que o Amor lhe aconteça
Até que no fim haveremos já nos compreendido
Quando olharmos um no outro
E começarmos do Amor
A Amar um ao outro desde o Olhar

A Figura do Amor entre as Nuvens
Iremos regar
Até que os seus frutos caiam sobre nós
Assim Amando e Amantes seremos maduros
E cairemos nos céus
Nas Nuvens Amores Milhares faremos
Ascensão - Caímos em Nós
Em Nossos Corpos
Que caem um no outro
Ascensão - Ascensão
Nossos Corpos - Nós um ao outro
Que as Celécias se misturem em nós
Nus cubra e que inundem a Terra
Porque faremos o Maior Amor do Mundo
Até que este Mundo seja o Maior dos Mundos

Por favor, receba meu Amor
Seja onde for
Que façamos este Amor

Te ouvir

Absurdo
dos Absintos que florescem no Jardim
Perturbam a minha visão para sempre
Ouço sua Voz
Num Momento Impossível
Que me sufoca
Na Realidade do meu fim

As Adentrações na Inversa
Buscadores de Almas atravessam
E os atravessares lhes encontram
E então param
No sem fim

Quem diria que aquilo que condenaria
Na plena luz do meio-dia
Seria o Amor

Quem diria que a criança
Que se voltaria contra nós
Depois de a havermos cuidado
Com tanto carinho ao ponto de deixá-la crescer
Crescendo
Quem diria que esta criança
Fora chamada: Nosso Amor

A Criança em Plena Luz do Meio-Dia
Nos olvida e nos proíbe
Qualquer passo
Em avanço na direção da Simetria
Os Jardins do Absurso florescem
Suas raízes ocupam tudo
Floresta Gigante se forma
E nos expulsa
Para o outro lado do muro

Mas o que eu mais queria
Era ser apenas expulso
Mais fui expulso e solitário
Do Amor expatriado
Sem você do outro lado do muro

O que eu mais queria
O que mais queria
Era estar contigo
Minha querida
Mas eu não consigo atravessar em teu mundo
Que me fechou todas as portas
Uma por uma
Em cada vez que o pensamento de visitar-te
Me visitou

O que eu tanto queria
Eu não poderia
Não chegaria vivo em teu Templo
Oro apenas no Altar
Do Templo do Amor
Adorando tua Imagem

A Idolatria Primeira
Não poder estar perto
Do que deveria estar
Saber do que poderia ser e não é
E nada fazer
A não ser deixar fluir
Toda emoção que há

Toda poesia em mim
Não poderia
Abrandar o que por ti ardia
Dia a Noites, Noites e Dia
Noites que passam
Ao Eterno Dia que permanece
Naquele nosso Adeus
Adeus, Adeus
Sem Deus, Sem a ninguém para ir
A Deus, A Deus
Tu vais
Onde permaneço

Entre as Areias das Amizades Universais

Eu posso ver as Pessoas Universais
Nas Praias a brincar
São Universos brincando
Brincando
Eu posso ver
Eu posso ver

Elas sabem olhar os campos
A florescer novas canções
Elas se aproximam de quem deixou de cantar
E com companhia e amor
Ensinam

Novas Canções Descobertas e Ensinadas
Dos Mistérios vindas e Mistérios que se vão
São
Eu vejo pessoas a vir milhares de milhares
Para perto de minha casa
Alegrando a minha rua
Habitando o meu olhar

Elas tomam as Asas
Do Sol este mesmo
No Entardecer
E Mais Aladas Amam
E Mais Amadas Voam
O Sol com elas vai
O Sol com elas vai e lhes abençoa

Em mim brotou uma Nova Canção
Eu vou me juntar a elas
Irei me aproximar com o meu coração
Porque o Amor brotou em mim
E no Final da Noite
Quando haver em meu horizonte
A Lua das Luas
Ante A Árvore das Árvores - Poesia
Seremos Nós
Pessoas Amadas
Seremos Nós
Amando pelas Madrugadas
Com a Infinitude Encontrada a Dançar
No Mar em qualquer lugar
Das Árvores Sagradas já crescendo
Ao nos fazer Nascer

A Flauta a voar nos convida
A fazer hoje o melhor de nossas vidas
Dos ventos que nos sopram
Inspirações que nos levam
Ir a Outros Mundos
Para abraçarmos outras gentes
Nossos Mundos
Que o Futuro nos convida
A embalarmos nossas almas
Com as místicas sinfonias
Que nos sorriem desde as Nuvens
E nos diz: Este é o Caminho
Este é o Caminho!
Na mais clara estesia
A Beleza que está dentro
Em coro anuncia
Este é o Caminho, este é Caminhar
O Coração não se contem
A Canção se ajunta
E Alma que não se contem
Nos arrasta ao Caminho
Por fim voamos
Dando a outras gentes assim
Nossas Asas

Eu me ajuntarei a estas gentes
Que anunciam o Bem
Num Nome Beleza
Todos os feitos do Amor
Que nos espera caminhando até nós
Eu me ajuntarei a estas gentes
Nos Ares e nos mares
Nas Florestas e nos Bosques
Nos Amares em todos os Lugares
Voando, cantando e caminhando seguro
Tudo que agora
Brilha-nos de futuro
Porque o Amor está em mim
Desperto e Atento
Passeando pelas moradas do Sonho
Me despertando mais e mais
Até por fim me encontrar nos abraços
Com estas Gentes Universais

Palavras-Absinto

Eu digo palavras para você que eu não sinto

(Mar de absinto vai a ti e não te comoves
 Ouve palavras que não se pode ouvir
 Altissonância do silêncio
 Do som que nunca houve aqui)

(Flui de mim algo que eu não sinto
 Por você
 Talvez seja isso o amor)

Carta

"Você retém
 O meu corpo ao seu
 Com seu amor e infinitos ardis
 E eu não consigo parar
 Você avança sobre mim"

As Forças

A Força Masculina está comigo
A Força Feminina está contigo
O que há em mim há em ti
O que há em ti há em mim
Não seria então maior Sabedoria
Chegarmos juntos a mesma Beleza?
Comunhão seremos
Eu e Você seremos
Seremos
Seremos
Eu e Você
Eu e você