quarta-feira, 16 de julho de 2014

Quem é você?



Jesus
Energia
Natureza
Choro
Eu sou Alisson
Nasci do Caos
Suas primas que o diga
Muié...
Minha mãe
(...)
Vitória em Família
Sou tranqüilo
Minha irmã é casada
Mas não é menor, meu sim é maior
Sem Deus você conquista, mas você cai
As Estradas da Vida
Tudo lindo, sou meiga, gatinha...
Faculdade, pós-graduação, doutorado e paraíso... Felicidade
O coração é a luta entre o bem e o mal

Apatia



Estou muito dentro de minha cabeça
Não consigo me sentir muito
Sinto, mas isso não prende meu coração
A música não me emociona
A leitura me faz pensar
Mas não me faz continuá-la

Parece que o problema é que estou muito em casa
E estou sem namorada
Mas creio que tanto faria
Eu estaria dentro do meu cérebro
Dentro do meu corpo
Enjaulado em minha própria mente

Tanto faz ficar em casa
Ou ser extrovertido
Buscar por novas coisas
Ou ler livros
Se está preso no cerébro do mesmo jeito

Tanto faz estar ensimesmado
Ou ser extrovertido
Todos estão igualmente dentro da própria cabeça

Até a vida é passageira
Apenas a solidão é eterna
Todos estão sós para sempre
Todas estão ensimesmados
Por isso tanto faz:
O extrovertido e o introvertido
Se está preso ao corpo do mesmo jeito
Limitado a ser uma pessoa e nada mais
A diferença é o que está a acontecer no cerébro
Não há nada que faça uma pessoa ser mais que ela própria

O meu problema
É a falta de uso do cerébro
Falta de natação
E de sangue a correr no cerébro


A diferença está nas áreas
Ativadas no cerébro
Quando se relaciona
Ou se está sozinho
A diferença está na
Capacidade do paladar
Treinado para degustar
A Vida. Tá tudo limitado
Pela subjetividade que contém o objetivo

O que ocorre
No cerébro
Na área responsável
Por comunicar
E relacionar

Eu poderia sair para fazer compras
Mais não me livraria de mim mesmo
Talvez conversasse com várias pessoas
Gastasse algum dinheiro...

Duvido que essa seria minha cosmovisão
Se lhe beijasse agora

The Blues



Calma, calma, calma!
Eu vou escutar um Blues
E tudo vai ficar bem

Não! Eu não quero sair daqui
Prestes está para soar aquela nota
E eu vou pegar minha estação
Para mim mesmo
Naquele lugar (des)conhecido
E eu vou para naufragar
Nas águas do meu mar até o infindo profundo
Vou para tudo e o Universo
Através desta nota

Soou! E agora sou tudo e sou todos
Sou Deus! Sou o Movimento Universal! Sou Blues!

Agora me é impossível voltar de mãos vazias
Para seguir a estrada
Eu tenho um violão e não guias

Se você começar a questionar
Qual a calma que vence toda pressa
Qual a meloncolia que envolve apesar da sedução da estupidez
Qual a euforia que te domina apesar do cantar dos fracos
Não pergunte...
O Blues é assim!





















Um Pensamento contra o Mundo


I

“Regresso às memórias de um cativeiro”.
Soa como melodias de um hino de bravura
Que quer avivar todos os mortos do erguer dos reinos
Levantar os estandartes de cada um dos Solitários contra os muitos

- “Bravura, bravura! À Guerra honrados guerreiros!”

Entre as delgadas artes dos anseios
Teçam-se todas as estratagemas
Para que o “eu quero” exerça-se
Sem que o “eu sou” aconteça

- “Pai Eterno! Perdoai nossas trangressões”!

Um pensamento contra o mundo
É tudo o que vos deixo e nada mais
Para que se cante e a vida não se perca
Ainda que escassa não será esquecida!

Erguida está ao topo do céu a estrela
Assim é óbvio a todos a Clara Idéia
Que a todos permite libertar
Quando lhes visita o clamor interno
De ser livre e livre ser
Mesmo quando ainda não há verso a ser escrito

Vós aspirais a tanto
E querereis nada?
Um pensamento contra o mundo
Não surge das várias almas que adormecem
Mas das maquinações dos que sonham

Um pensamento contra o Mundo agora
Um ataque surpresa e fulminante contra o Universo
O sacrifício da Humanidade em prol da vida
Anuncia um dos Profetas da Calamidade

“Tão fraca e opaca vossa luz!
Que penso que pode haver treva
Que de vós não recue”.

II

A voz que exorta
O invadir das Águas de Destruição
Pelas portas da caridade
A guerra declarada
À perseguição que se apregoa
Contra o culto à Vida

A convicção que mente
Contra a verdade que tudo explica
Para não condicionar a ilusão do Livre-Ser

O cantar de todos os hinos
No lugar da observância muda
De todas as Tábuas da Lei

Erguei agora vosso espírito
Clamai com ardor nossa Santa causa:
A urgência de Beleza na Vida

Pensai o pensamento contra o mundo
Para que abra Caminho ao Mundo
Que surge agora e não num advir

Pois toda a herança de nossa história
E todo oprimir do presente
Não anulou a Musa Liberdade

Nem apagarão Ela
Enqüanto formos nós a escrever os versos
Dos sonhos e o infindo do Universo Contingente:

- Humanidade!