Ah! Como de mim os valores têm sumido
Me amargura viver só de aparência
Pois de inadequadíssimo modo tenho vivido
E a mediocridade tem diluído minha existência!
Bem sabes as pessoas como sou
Ignorante, idiota, um transloucado!
No embriagar do vinho meu coração a mim confessou:
Você é um pobre, inútil e desgraçado!
Isso é o que meu coração sente
É o que na minha mente está
Desse pobre boêmio iludido
Que sempre a vida de um insolente
Sempre termina em desgraça
No seu velório não há nenhum conhecido!
Isso é o que meu vil coração sente
Esse mesmo que sustém a vida desse insolente
Que bate fraco e iludido
Serei mais um boêmio desconhecido
O meu tormento em minha mente passa:
Mais um bêbado largado na rua à espera da desgraça!