terça-feira, 5 de novembro de 2013

Poema I

Aquele rio tão vivo
Desaguou no coração maldito
Coração: Seu leito de morte...

E pelas margens que este corria eu agora passeio
E vejo o que o iluminava quando éramos um
E o quanto ele se perdeu quando era mancebo

Por não saber sorrir para o sol que o alumiava
Por secar suas fontes para quem o vivia, o amava
E preferir desaguar no jardim do Éden
(Que agora está localizado no inferno)

Cântico I

(Oh! Veja quanta morte sob essa luz!
Veja também o diabo
Que com tanta devoção adora aquela cruz)

E não podeis ver agora como perambulas triste
Sobre o firmamento?
Entortas-te! Caia no chão duas vezes!
E aprendas agora a fazer uma oração!

Cântico II

Eu era aquele rio
Eu era uma canção
Eu era a verdade que iluminava o coração

Mas agora não tem volta
Invoquei o sol constantemente
E escolhi viver pelos ares

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