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De onde eu vim e para onde eu vou?
Da terra e para terra. Como vim eu a ter vida? Não me interessa a origem da vida nem o fim último dela, nada disso me interessa a não ser o que se refere a sua continuidade e experiência. E no fim ainda que agora não seja indiferente serei fatalmente indiferente e assim em face do fim: Tanto faz!
Porque isso é a vida: Um belo bosque repleto de rosas cuja porta de entrada e saída há dois anjos que entoam cânticos ao nada. (E para nada?). Além do bosque há o vazio e os anjos por cantarem para o vazio o levam dentro de si. E quem um dia saiu pelas portas? E quem um dia interrogou os anjos? E quem deu a vida às rosas? Aquele que crê dirá que alguém as plantou. Aquele que vê dirá que o bosque e elas conservam a vida.
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