terça-feira, 5 de novembro de 2013

Retorno a Si

Por que pensamos na Morte como uma Dama?
Como que com ela iremos passear?
E ver as montanhas e ver as florestas
Que no paraíso perdido iremos encontrar?

Mas não cale tua voz quando falares de amor
E não cesse seu fôlego ao respirar este ar
Que lhe é tomado de uma só vez
Para que aos sepulcros possa retornar

À volta aos céus
A cor escarlate
A vida pulsante e intensa
Daquele sangue

E as entranhas de teu imo
A visão de um belo horizonte
Quando o sol se vai, mas ainda reina
E teus olhos enxergam a vida com doçura

É o vento... Este mesmo que afaga meu rosto
Enquanto minhas memórias se desvanecem

E as tantas loucuras e feitos já se passaram
E os fragmentos destes cairão sobre nós

É nessa hora que vemos a verdade
Enquanto os de sempre lêem suas tábuas
É nesse momento e não em outro
Que damos o que ver ao mundo sem espetáculo
Uma dissonância no coro uníssono e insensato
A nossa razão para lavarmos nossas almas

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