quarta-feira, 3 de agosto de 2016

O Último Vôo do Corvo sobre o Deserto

Meu Amor
Meu Mais Doce Amor
Não darei a Ti
Porque tu és minha mais Doce Morte
E eu sou ainda...
Algo que sopra para ti
A Melodia da Despedida

Em outros braços de Morte
Eu me dou
Porque pertenço a Natureza
E tu a Divinalisar-se

Em outros braços de Amor
Nós nos Encontramos
Criando a Distância
Com que nos bendizemos

Mas venha
Venha assim mesmo
Venha escutar esta canção
Que o - Nunca Mais!
Não pode mais esperar
Não percas mais por esperar
Hás muito o que ganhar com esta partida
Não planejada, mas sonhada
Pelas mãos que estão acima das coisas deste mundo
Mãos sobre a mesa de jogos
Compartilhando o Destino
Lutando para saber quem fará mais do igual quinhão
"Onde há mais Desejo
Há mais Serpente" Tu dizes
"Onde há mais Serpentes
Há mais Frutos e Jardins Abandonados" Concordo.

---

I

Que seja anunciada
Quantas vezes necessária
A Indiferença
A Dama Indiferença quer entrar
E quer ser aplaudida
No Oásis de meu Deserto
Seja pois Bem Vinda
Fique a vontade
De não sentir Nada
O Amor aqui é para ser renegado
E o Corvo que a tudo observa
Sem tudo ver
É também adorado com obras de negação
Interessado no que há de ter fim
Eis aí a razão de ser Alado
Sem carecer de tua Verdade
Para ser libertado
Liberdade ao Corvo
É um presente
Que nunca pode ser dado
Assim como a Dama Indiferença
Se dá a si
Com a diferença
Que este Corvo não se anuncia
Apenas vem
Para partir

II

Nada quero de ti
Que não seja a Renegação
A Indiferença não me dê
Já a busquei em teu doce leito
Teu nada sentir
Sinto muito
Teu não amar
Já amei para sempre
E agora
Amo - Nunca Mais

III

Eu sou um Canto Maldito
Melodia que tem nos Lábios
Para anunciar as gentes
Para praguejar contras as Malécias do Amor
Até o Ponto que me fazes o Deus do Ridículo
Agradeço o poder de me fazer divino
Mas prefiro voar
Com o poder das tuas maldições a me embalar
Na Música cada vez mais além

Em Teus Lábios não pousarei mais
Quero Mais
Voar cada vez mais Além
Até o Sorriso do Céu
Mostrar-me a direção
Para Celebração de outros fins
Lembro-me de ti assim
Esqueço e enfim desvaneço
A Canção do Vôo - Finalmente!
A Transcendência do Vôo da Alada Criatura Noturna

E Tu! Tu! Abaixo a me encorajar: - Nunca Mais!

IV

Não e Nunca!
Se fazendo Divindades de cada uma de minhas asas
Tu! Tu! Te apresentas como Divindade em meu olhar
Na Estrada que eu contemplo
Eu posso fechar os meus olhos
Eu posso bater as minhas asas
Eu posso e vou
- Nunca Mais!

V

Tu inspiras as artes
Eu recebo tuas ventanias e vou
Se queres ouvir a Música
Parto em lugares altos
Ouso diante das águas
E também queres a Poesia...
Eu ta dou.
Deixe-me que eu seja perto
Cada vez mais perto
Da distância de teu Seio
E enfim
Pousarei sobre o teu livro favorito
E ante os ossos de teu poeta favorito
Abro meu coração e o Amor a te querer mais
Abre-me o Grito: - NUNCA MAIS!

VI

Amantes Finais
Amantes Totais
Celebração a Ti
Todo o Amor a Ti
Brindam e se embriagam
De - Nunca Mais!
Por Ti! Por Ti!
E em mim
O Silêncio
Que celebra mais

Sou eu um amante?
Sou eu um Corvo
Eu sei de meu ofício nesta festa
Mas se calo-me ao ponto
Da contemplação desta desolação alegradas
Com estas criaturas por teu nome
Nada posso fazer
E é Tu que fazes
Em Teu Brinde que convida a todos
Até a mim para que fique de longe
Tu dizes:

- Ao Amor
A Mim
A Cada um de Vós
Em cada momento a Sós
Por Mim
Em cada ofício do Tempo
Em cada lamento no Templo
Que ainda não se saciou ao ponto
De Trazer a Terra a Lascívia em Pessoa

Mas ante a Fera que não se sacia
E com quem disputamos insana porfia
Vamos deitar vinhos ao nosso nome na Eternidade
Porque eis que nossa Ascensão
É obra de nossa intenção
Erguei então vossas taças
Por hora dai este erguer as vossas mãos
É fim do silêncio
(Escuto e eis que tu e eu dizemos): - Nunca Mais!

SETE

Um vôo sobre a asa de um Corvo no Deserto
O que tu não sonhaste eu te faço ver
E o que tu não quiseste dizer eu te faço crer
É dia de tu arrancares teu olhar da Cidade
E pousar aqui muito além do Espelho
As Areias do Deserto que dançam por Ti
Muito Além da Madrugada
Muito além do Tempo a querer dançar contigo
Verdadeiramente Deidade Indiferente a Tua Indiferença que faz Ventanias e Boatos nas Bocas dos Povos
Como A Loucura de um Poeta a Receber Teus Beijos nas Distâncias
E tuas risadas na cara e na carne
Tu Dama que és Indiferente
Adoras o Deus do Ridículo
Quando ris e obrigas as gentes ao teu Riso
Não mais
Agora queres que o Corvo te leve
Para o Deserto que te comove
O Deserto que te leito
De todas as cartas
Que não leio de ti
Em segredo de saber

Faço-te saber
Cada vez mais
Das nuances e melancolias
Verdadeiramente requeridas por ti
Para que seja nomeado: Amor
Verdadeiramente requeiro de ti
Requeiro ver tua Alma
Se abrir com o que me traz a Fortuna
E o Tempo que não descobri
Requeiro que digas da Natureza de Teu Amor
E faço revelar que na Divindade Mesma
Há de ter Natureza

E se não choverá jamais
Aqui que se faça espelho
Vou me ajoelhar a tua indiferença
Vou adorar-te agora: Tanto faz
Porque de agora e sempre
Minha Adoração com Tua Face é: - Nunca Mais!

Eis me aqui
Tenho a Fé que me entregaste para te guiar
Tenho o Teu Desejo Cristalino, Cristais de Areias
Para me Cegar na Colheita
Pois me entregarei a Escuridão
Renegarei o que de ti vem com prontidão
De se fazer Distante Promessa ou Agora de um Verão
Pois daqui não partirei em vôo
Porque cantarei o que de ti somente é canção
Perseverar nesta verdadeira Romaria
Até que eu seja a Derradeira Miragem
De teu - Nunca Mais

(Câmera Iluminada
Pois as Trevas aqui ficarão registradas
Dou-te o que me dou
Dou-te o que sou
Enquanto sou por ti
A serviço de teu nome
Na luta com tua justiça
Sim, sim...
É por ti que só acordo de um Silêncio Eterno
Para deitar-te meu Canto
Ouça-me Agora
Ouça-te em mim para sempre
Eis me Aqui
A Tua Eternidade
A Divindade de Teu Inquebrantável Espelho
A Tua Oração a te Surpreender quando pedistes sem Fé
A Tua Maldição quando fizestes um Mal Sem Inocência
Eis me aqui
Se me queres totalmente
Ou não queres o absolutamente desta questão
Arranca de mim este Coração
Toma para ti este Amor
Porque o que me corta sangrando-me teu nome
Abre-me a Visão
Venha cá e veja a ti): - Nunca mais...

domingo, 24 de julho de 2016

Namastê

O Deus que não existe em Mim
Saúda o Deus que não existe em Você

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Adeus, Minha Amada!

Supere seus medos daí
Que eu supero meus medos daqui
Sei que esta despedida
É uma partida
Onde cada um em seu rumo
Terminará com nós dois juntos
No Amor
Quando o assim que possível
For assim para sempre
Até mais breve!

Esta é a nossa última partida para longe um do outro
Porque quando chegar a hora
Partiremos juntos e faremos inúmeras fugas
Para o Refúgio Único que é Amar

Renuncio toda renúncia
Renuncio qualquer instância do para sempre
Ou dos momentos
Que não seja estar ao seu lado
Corpo a Corpo...
Só acreditarei em Almas que se amam
No calor de teus braços...
Peito ao Peito
Amor que se desfaz para se refazer cada vez mais
Perto!

Estar mais perto de ti! Eis aí a razão desta distância
Que sei que irá passar
Pois se longe de ti tudo o que fiz foi te amar
É porque sei
Que nasci para viver contigo

Quantas vidas couberem nesta vida
Viverei ao seu lado
Se houver vida além desta vida
Só acreditarei se elas tiverem Você
Se não houver
Felicito-me
Em morrer com a Crença
De ter vivido uma única vida
A única vida que vale a pena ser vivida: Amar Você!

Te digo Adeus agora
Pois sei que irei te encontrar novamente
Para mim não importa mais a rapidez
Ou a demora
Qualquer tempo que me leve a Você
Sempre de Volta
É o Tempo que acredito
É meu Tempo Amigo
É o Tempo que eu conto e confio
Só acredito em Eternidade
Que mate de mim a Saudade
Que me invade
Quando arde em mim o Teu Nome
Doce Melodia
Tempestade de Vida
Aurora sem Igual
Desperta-me!
Totalidade das coisas Boas deste Universo!
Musa Digna
De todo o meu esforço de te alcançar!

Saibas de onde estou
Que sempre terás o meu Amor
Quando eu não estiver contigo
É porque estou a caminho
Quando eu estiver contigo
Me leve!
Tome minha mão
E todo o amor deste meu coração
Por Eternidades a serem pesadas e definidas
Por Tua Vontade de seres Amada sem medo de me perder

Tu! Tu! Meu Amor para Sempre!
Sou um Rio de mim em direção só a Ti!
E nada, nada, nada!
Chegarei em Amor por você e você será meu Oceano
Se meu Rio parecer secar
Aguarde mais um pouco
Estou vindo pela Chuva!
Vou vir a você por qualquer caminho
Que me mostrar esta vida!

Eu sei que eu te amo para sempre
E não me contentarei em apenas saber
Quero você todos os Dias
Porque só Tu
É Divindade, Mulher e Musa: ... Sabedoria!
Quero todas as Mulheres que há em Ti
Sou por você todo o Amor que há em Mim

Toda Liberdade em Mim
Só é Liberdade contigo
Pois toda escolha que eu faço
tem você como meu Destino

Não consigo evitar te Amar
E não impedirei
Que todo amor a fluir para Ti
Queira o Teu Querer
Tu és o que Mais Quero
Tu és o que Sempre Quero
Sempre e Vontade
Juntos em Anelo
Eis o Laço
Que não desfaço

Abro mão de todos os caminhos
Que não me levem a te ver de novo
Recuso qualquer aparência de Amor
Que não tenha a Tua Imagem e Semelhança
Aceito toda a Lembrança
Que mostre para mim
Qual é a forma que tenho que te Amar

Quero todas as Tuas Faces
Quero toda a Tua Verdade

Toda despedida
É apenas uma promessa para ser cumprida:
- Eu Te Amo!

quinta-feira, 30 de junho de 2016

A Verdade

A Verdade me fere
Não posso mudar os fatos
Mas se sua ferida é ferir
Somos nós dois que precisamos mudar os atos

domingo, 29 de maio de 2016

Nunca mais diremos Adeus ao Brasil

Querem prender juízes
Soltar ladrões
E querem que isso nos sirva de causa libertária

Dizem-se escandalizados com a religiosidade num País como o Brasil
Querem que "Pastora" ou "Mãe de Santo" sirva de ofensa
Mas querem que religiosamente possamos dizer aos seus desmandos: "Amém!"

Dizem-se a favor dos pobres
E os empobrecem

Dizem que fizeram tudo por programas sociais
E se enriquecem

Mentiram que a economia não iria cair
Mentem ao dizer que a economia vai voltar a crescer
"Mentir é Poder" dizem
Continuam Mentirosos, Continuam Poderosos
Continuam a querer nos fazer crer...

E nós continuamos a acreditar?

Continuamos a acreditar no Brasil
Acreditamos que aqueles que fazem do Brasil um País desacreditado
Devem sair do poder

- Adeus

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Sr. Cidadão

Sr. Cidadão
Um Minuto de sua Atenção...
A sua Preocupação com a Laicidade do Estado
É Seletiva?

terça-feira, 12 de abril de 2016

Poema do Impeachment

Os Legitimamente Eleitos
Quando cometem ilegítimos Feitos
Devem ter seus poderes Legitimamente Desfeitos

A Origem do Mundo

Não-escolha
Então Retornarás
A Origem do Mundo

Comunhão que vê
E não participa
A Medida do Mundo

Tempestades no Deserto
As Areias Voam...
Lança tuas mãos
E toma uma Asa

Que as Areias Azuis são Mágicas
A Asa é Tempo
Que te leva a atravessar memórias
Invisíveis e não conhecidas
Que chamam por Teu Nome a Tempos
E clama por Tua Alma
De gênesis a gênesis
No Palco da Criação

Mas se em suspensão no Ar
Não souberes onde ir e nem como chegar
Não te perturbes

Não escolha por tua Asa
Que quer bater
E pelo Vento
Que quer levar
Não decidas jamais pelo Tempo
Que quer correr, que quer correr

Então da Não-Escolha
Virá Sabedoria
Então Dia de Criação haverá

E assim
Apenas
Em criar
Decidirás

E Todas
As Criações
Te Descobrirão
E te revelarão

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Om

Não haverá mais Ilusões
Eu e a Montanha somos um...

Não haverá mais Fronteiras
Eu entendi o que guardava a Montanha
E o que ela guardava
Passou a habitar a Mim

Quando eu olhei de volta
Não era mais Espelho
Além das Ilusões das Fronteiras
Da Montanha de Mim
Havia a Chama que sempre houve
Então passei a aguardar
Um Despertar

Fechei meus olhos
Para abrir estes depois
Eternamente Vigilantes
Na observação do tudo ao Redor
Passei a Habitar olhares
Eternamente de Braços Abertos.

terça-feira, 29 de março de 2016

Se eu Sonhasse

Se eu me espantasse com o Tamanho do Universo
Eu teria Sonhos com a Imensidão do Vazio

Se eu me maravilhasse com a Diversidade de Coisas que há no Universo
Eu haveria para mim Sonhos de Ciência

Se eu sequer Sonhar com nós inseridos em tudo isso
Em plenitude de Insignificância
Ante a Transitoriedade que significa tudo
Ainda assim, eu teria Sonhos de Amor

Eu trocaria a Eternidade
Para ter um Caminho de Passagem mais facilmente

Eu passearia pela Eternidade que nunca pretendo Trocar
Mais fácil
Se eu sonhasse com você
Quando enfim estivesse ao meu Lado

domingo, 27 de março de 2016

Domingo de Páscoa

Doce Canção emerge de Tempos em Tempos
Cristo renasce, Cristo renasce
A certa melodia que nos inclina a contemplação do que podemos sentir
Reverenciando na Gentil Divindade o Sol do melhor que podemos ser
Cristo renasce, Cristo renasce
Renasceremos

Não apenas palavras ou Divina Sabedoria
Jesus espalhou atos de Deus entre nós
Feliz Semeador em florescer os corações
Ganhou o Mundo em fazer Jardins de Amor
De nossas Incertezas fez Beleza
De nossos lamentos, rebentos para a Eterna Primavera
Das Árvores em Terras onde abandonaram o frutificar
Multiplicou os frutos ao nos curar o Olhar
Que Campos Férteis sempre estavam lá
Apenas aguardavam o despertar do Coração
Dos que foram chamados a trabalhar nas infinitas Cearas
Da Incessante Criação

Cristo Renasce, Cristo renasce
Cristo Renasce em nós
Floresceremos

Para Frente, o Cristo Sempre Menino olha
Vê Ventura de Novos Tempos
Ao Saber que o Firmado Compromisso com a Humanidade se estabelece
Nos apresenta A Obra e A Obra nos apresenta
Olhos de Amor que emana Luz Terna mesmo ante dura treva
Aparece enfim
Ao olhar para Pedro, para mim e para ti
Vê o que somos: Eternos Portadores do Ofício
de zelar pelas pequenas Sementes em prol dos Grandes Milagres
Ainda que escondamos o Sol entre nuvens obscurecentes
Em saber que virá o melhor de nós Jesus opera seu Doce Sacrifício

Para frente, para frente
Nos Horizontes, Cristo Renasce
Renascem os Novos Horizontes

Cristo faz em pó os Enganos Construídos
Ainda que se façam de Templos Bonitos
de Tijolo em Tijolo: Ruirão
Não ficará Pedra sobre Pedra
As pedras que querem ser atiradas serão caladas
Em cada coração liberto da Prisão

Cristo do Pó da Terra
Faz Desenhos Bonitos
Que se tornam Oásis da Verdade
Para todos os que atravessam Desertos
Tendo em Mira a Verdadeira Estrela
Jesus a fazer ponte das Tábuas de Ensinamento
Até o nosso Coração em Renascimento
Constrói os Templos em Nós que não cairão
E que não deixarão cair de nós
As Glórias dos Novos Tempos

Cristo Renasce, Cristo Renova
Uma Vida Abundante: Agora!

Quem de Eternidade rapidamente Vir
Passeará em cada Momento do Rio
Onde Nosso Senhor e Mestre foi Batizado
Quem de Momentos vir
Mesmo diante das Confusões, ao Caminho chegará
Mesmo diante da Hesitação, não atrasará
Que no Rio onde Jesus batiza seus Novos Discípulos
Ele mostra a Direção onde está o Mar
Que deságua nós na Eternidade Bela:
Jesus para sempre de Braços Abertos
Abraçando os corações a se fazerem sinceros
Nas Águas que o Senhor lava as nossas Vestes
E faz melhor as Nossas Obras

Bendita as Boas Obras
Estas dizem de Deus
Que nos disse Jesus
Bendito os que vão
Com Saber em Mãos
Crer que a Comunhão
Se fará Civilização

Bendito os que oram, Bendito os que choram
Com Jesus no pensamento
Com Flama Suave que em guardar Belos Corações
Confirmam o Ensinamento
Benditas as Crianças
Benditos todos a Zelarem por elas
Ao guardarem os Jardins Fortes onde Frutificam o Saber do Amor
Onde elas brincam, onde elas aprendem, onde elas ensinam
Benditos os que Amam
Benditos os que ao Amar revelam o que são
Estes revelam a Luz
Que sempre Jesus nos revela
Reino dos Céus: Universo a nos Abraçar
Bendito Tu Jesus Cristo, o que Renasce

Cristo Renasce, Cristo Renasce


Por Amor de nós, mostra a Divina Face
Nos Renasce para o Divino Amor
Que não terá Fim

sexta-feira, 25 de março de 2016

As Palavras

Eu não quero saber de seus argumentos
De suas reflexões sobre o amor
Palavras são Guerra
E estou em Guerra contra as Palavras

Minhas Armas são estas
Um Beijo e o que se descobrir com isto
Junte-se a Mim

Palavras são Guerras
E o que eu sinto nunca se cala
Pois nunca será Palavras

Apenas saberei lutar uma Guerra
Onde eu possa ser recolhido por você a cada Batalha
Enviado e Reenviado por Seu Nome
a Conquistar Terra Nenhuma
para Deitar em Areias Tuas
Ver as Constelações Gêmeas de tua Íris
Desconhecer Mistérios, esquecer perguntas...
Passear pela Constelação de tua Íris
Entrar em teu Sonho
Antes que teus beijos fechem a porta de teus olhos
Acordar depois que meu sonho terminar no teu
Quando for tarde e perto demais para tudo que se refere a nós dois

A Noite para mim só diz:
- Guerra as Palavras!
As Estrelas que se esqueceram
Já me avisaram para lutar ao lado de Minha Amada
Me Juntarei a Ti

domingo, 20 de março de 2016

Livro dos Mistérios

"Verdade
Curto Ato
Eternidade feita de Anseios Vãos
E Humanidades que não vão muito longe"

I

Daqui, Ela Vai
Porque sabe
Que tudo que se repete
Morto está
E não se gasta

"Não se gastar"
A Lei deles
Ela não escutou
Quando iam lhe dizer
Bateu suas Asas
E vôou

"Se repetem e matam
Tudo o que está a frente
Tudo o que está condizente
Com o que é até ser o que não pode ser"

II - Chuva de Prata

Uma chuva de matérias adulteradas
Caiu sobre nós
O ciclo de nossas almas
Não mais sobem aos céus
Represamos nossas águas
E as águas represadas
Prenderam a nós

Então que ao menos
o que invadir o céu
seja prata adulterada
Para que ao menos a falsa chuva
Seja Pura

Chuva de Prata
A vir de nossos sonhos
Irrigar nossos enganos
Afugentar nosso trabalho e frutificar nossa insônia

O Único Desejo de Nós
Realize
De Nós contra Nós
Faça um Reino

"É preciso saber que se chegará o Fim
E não apenas saber que o Fim está próximo"

III

Quero no meu leito final
Apenas os urubus verdadeiros
Saia daqui você
Com teus clones
Abutres de Humanas Faces

Quero no meu leito final
Apenas os urubus verdadeiros

Deixei para trás
Os tesouros que nunca serão vistos
Dos trabalhos de confraria que não desbravaram mares
Das palavras ditas fora do coração
E aceitas por rezas mágicas
Por todos que crêem na razão por superstição

Deixei para trás
Que se houver algo para se haver
Que venham ao meu encontro
Pois não posso parar meus passos
Assim continuarei a deixar para trás novamente
Os antigos desencontros a viram novos

Quero no meu lar
Corações provados na Inocência
Humanas almas trabalhadas com Diligência
Pela Fortuna, pelo Tempo e pelo Amor
Estas Jóias de Chronos
Quero que adornem o meu peito
Estas Vestes Amigas... para enfeitar meu Quarto
Todas estas Belezas trabalhadas
Quero as representantes no Palácio do Amor
Comungando com este tais Seres
E Amor por estas gentes por cada batida de meu peito
E por cada batida do Relógio dos meus Significados
Na Biblioteca onde escrevi meu Livro de Mistérios
Nunca lido por mim para sempre ser lido
Por estas gentes amadas e amigas
Gratidões milhares, gratidões milhares
Com Graças enfeito vossas cabeças
Caminhei caminhos de humanas faces e outras obras de Natura
Para chegar aqui e sorrir vocês aqui

"Tudo o que se repete está morto
Mas ainda não está terminado"

IV

Tudo o que se repete morto está
Os repetidos espelhos
A Ausente Face
Dos devaneios extratos
Da realidade não passada
Assim guardada
A Mente repetida
A Mente assassina
Para os futuros momentos
Transformações que aguardam em desesperos
De nunca mais sair dos Novos Labirintos

Não será testemunhado
O momento que irá se libertar
A Vida

É necessário partir
Depois de se saber o suficiente
Renunciando o conhecimento completo
Em Sabedoria
De poder sentir
Aquilo que só depois irá ser conhecido

- Tudo o que se amar
Irá findar
E se libertará

Tudo o que se amar
Irá libertar
E continuará a acompanhar...

Amando em Silêncio

Eu sou Amante sem Amada
E eu amo como uma Chuva na Madrugada
Rios correndo sem Dor
Sol brilhando sem medos
Tão profundamente, tão intensamente
Que o amor há de ser uma descoberta

Eu estou Amando sem Amada
Quem sou Eu? Sua Liberdade
Que lhe dou através dos anos
Quando amor tem de ser Ciência em Silêncio
Ciência e Silêncio
Ainda.
Silêncio aprendendo Ciência
Ciência se tornando Amor
Acredite em mim! Eu sou sua liberdade
Sou um trabalho vindo de sua Mão
Dançante, Amável - Belas Mãos
Sou o que você quiser
e Eu posso desaparecer
Eu lhe dou o que você alcançar
Eu estou amando fora de seu amar

Eu estou Amando sem Amada
É como um Oceano
De fogo
É como um entardecer
Tão Novo
Que eu tenho que te dar todo o Amor que tenho
Para então ter o que te dar
E começar...

Eu não tenho Palavras
Eu não tenho Palavras
São apenas lavras
Nas Searas
Imensas, infinitas
Que eu vou amar e buscar
Para poder te buscar
E ao te ver cairão as palavras que meus braços carregavam
Queira tu ter me escutado
Antes de ser por teus Lábios
Inocentado

Eu estou até Amando sem Amor
Olhando para a Lareira
Aprendendo com Fogo
A me deixar queimar
Quando chegar a Hora
Quando chegar o Olhar

Eu... amando sem Amada
É apenas um Pôr-do-Sol que eu não conheço

Amor

Se você não consegue fazer mais
Você deve fazer mais

Se você não consegue deixar partir
Você deve deixar partir

Um Dia você vai querer que o Amor bata a sua porta

O Dia que o Amor bater a sua porta
Talvez você não saiba o que fazer

sábado, 12 de março de 2016

Poetria

I

Eles te ensinaram a Odiar
E você odiou
Eles te ensinaram a Rebeldia contra o Mundo
A Desobediência Universal
Para melhor ser leal a eles
E você desobediente aos seus olhos
Viu através do olhar deles
E o mundo se multiplicou e aumentou
Em casa de espelhos

Eles te ensinaram que outras gentes não podem pensar
Eles te ensinaram que concordar exige maior esforço
Eles te ensinaram que as gentes extranhas
Não têm ternura, apenas ódio a humanidade desde as entranhas
Assim te ensinaram e você foi aprendendo
E você está bem em que eles estejam bem
Os outros e seus delírios são o Mal
Combate o bom abate
Caiam os maus através de pensamentos
E dos afastamentos

Óh! Grão-Aprendiz!
Com esta Força vai!
Construir Castelos!
Onde habitarão vossas amizades!
Lá guardarão a humanidade como exclusividade!

Óh! Grão-Aprendiz!
Não sofra Excomunhão do Castelo!
Não saia do Castelo!
Vossas amizades não lhe seguirão!

Te ensinaram a Odiar
E você odiou
Te ensinaram a pensar
E você se tornou ódio

O ódio cresce no derredor de teu pensamento
Ao derredor do Mundo em apequenamento
No agigantamento das sombras que adoras
No afastar do Sol que devora
E dos papéis inimigos que te assombram
O Mundo é um Constructo
No Mal
E precisa de um invólucro
Para ser transformado
Um Mundo Nu não foi feito
Para ser suportado
Lamentei! Lamentai-vos!
Até vesti-lo de nossas lágrimas
Que ordenarão o que deve ser feito
E os nomes que devemos limpar das vestes dos tempos idos ainda não mudos

Aprendiz! Aprendiz! Nada diz!
E tu és o que sempre quis!
Tu Aprendiz! O que sempre quis!
És o que de ti se diz!

II

A Verdade
É que cultivo minhas flores
Cultivo um Jardim de Almas
Não as colho, apenas as contemplo
São exercícios de minha Metafísica Alma
De ir-me contra o Mundo da Natureza
E o Mundo das Idéias
Que faço com a finalidade última
Do incômodo teu

Longe do Castelo
Perto do Coração do Jardim
Dançando Azul
No Mundo Nu

Tu que tanto pelejas
Que matarias todas as gentes
Porque de ti depende a vida de todas estas mesmas gentes
Há de encontrar grande verdade
Em todas as pessoas que gritarem para ti: Sim.
Mas é apenas para sustentar a ordem Maniqueísta da Vida
Ainda que contra a Ordem Maquiavélica de suas Conquistas
Que eu entro divino sussurrando e sorrindo: - NÃO!

Você diz que o Mundo
Seria melhor feito conforme o desenho
O plano de um sonho já sonhado
Que nem ressonhar te atreves
Tamanho o medo
De alterar as linhas e misturar as cores
Lembre-se! Minha Alma é Azul
Azul que Ama todas as Linhas e Cores
Em movimentos
Não me condeno
Em um sonho que não é meu
Que isto fique por razão de Natura e desenvolvimento de Psiquê
Por Pesadelo que brindo a ti
Antes mesmo de apagares a Luz
E mesmo que inventes uma outra Luz
O Brinde permanecerá
Tenhas Sono ou não o tenhas mais
Ao brincar de infinitudes de começos
Na Casa onde só haverá uma Festa e nada Mais

Quem visitará você quando estiver em comemoração?
A sua mais nova e nobre ação
Mais uma vez repetida...

Quem senão os Inimigos do Júbilo?
Trancai as portas!
Protegei a Festa! Permanecei protegidos pelo Muro!
Dai a vida dos invasores em prol deste entretenimento
De vós contra o Mundo
Até que o Mundo seja visto
Por obra de fazê-lo esquecido

III

Desculpe, preciso ir
Confesso que comigo não está a verdade
Preciso partir

Sou apenas um encantador de povos
Fique com o mais de vir
Na Dança do Porvir

Se eu cantar Amanhãs
Não me sigas
Eu e a Verdade somos Solidões
Só temos para onde ir

quinta-feira, 10 de março de 2016

Amor

Eu preciso de Amor: Não vou me deixar escravizar
Eu preciso de Amar: Eu vou Ser; eu vou Viver!
Vou chamar meu transbordar de Fazer
Vou chamar meu transbordar de Fazer

Desvelar

Eu preciso desver tudo aquilo que eu vi
E se isso for impossível
O que será um Novo Olhar?

terça-feira, 1 de março de 2016

A Verdade

A Verdade dói em quem ouve
E em que fala
A Verdade apraza a quem ouve
e quem fala

Em dizer a Verdade
Que haja Solidariedade

Que haja Amizade
Em cada vez que Ela for compartilhada

Canção ao Mal-Amor

A Todos vós
Covardes
Meus Versos
Covardes
A vos encontrar
Sem se moverem
Apenas por nascerem
Como é da Natura
Em Vossos Refúgios

A Todos Vós
Que podeis ouvir minha voz
Porque não podeis disfarçar
A Vós Minha Canção
Todo o meu Mal-Amor
Perante o qual eu tomo todos
Em Consagração

A todos vós a aceitarem Mal-Amor
A açoitar vosso amor próprio a Nada
Vontades vacilantes
Que não caem por Terra
Nem por fogo, água ou ar
Mas pela vacilância inalterada
Vós que no conforto dos espinhos a vos ferir preguiçosamente
De amor pouco em vosso leito de muitos sonos
Na recusa de ir a Longa Estrada da Perdição
Pois preguiçais de Perdição estreita, rápida e disponível
Tal vossa visão

Amor verdadeiro aos que longanimam por Caminhos
Dos gozos Pacientes dos que habitarão os Jardins do Amor
A nós: Solidões incompletas e Companhias insuportáveis
Por não suportarmos sermos amados por nós e nem por ninguém

Já vos inscrevi no meu Banquete de desgostos
Já mascarei os vossos Rostos
Aos do Mal-Amor! Meus cumprimentos, minhas mais boas vindas e meu amém!

A vós das Soberbas desgraçadas
Parabéns
A Lançar até os Amores mais fortes
Bem longe de vós
Que sei?
Que vós sois estátuas enormes
Horrendas!
Que ninguém compraria ainda que por poucos vinténs
A não ser a Chuva e os Ventos que vos destroem
A vós meu brinde
Por cada vez que o Amor vos tocou prazerosamente
Inesquecivelmente
Então cresceu a Vossa Vaidade
O Amor vôou
E ficaram vós Gigantes Inchados de Asas Pequenas
Meus Parabéns! Meu brinde!
E as penas amadas que vos caem
Dos que resolveram ir Acima!

A vós que idolatreis vossa covardia nos convites
Das Festas e Banquetes do Amor que não houvéreis vós participado
Vinde comigo! Juntai-vos a minha farsa e mentiras
Meros hipócritas não somos
Adoremos a Hipocrisia
Vestindo-a dos melhores tecidos
Dos melhores não-ditos
Dos melhores escritos
Escutados por Olvido Infinito
Gravados por Queimados Livros
Nas Bibliotecas Loucas Esquecidas
Onde vivem Vossos Ídolos-Filhos Distorcidos

Quem de tudo o que Soube do Amor
E Escolheu o Mal-Amor
Ajuntei-te com a Permissão
de teu sempre-não
E de tua vida em vão
Aos Palacetes desta Festa

Brindaremos Falsidades
Sorriremos Feridas Faces
Mal-Amores abundantes
Em banquetes de fome ambulantes
a virem ser servidos de nós fáceis
Em todas Desistências-Penitências que chamamos de Sim

Até que a Loucura que não dança
Encare nosso bem-vestir olho-a-Máscara

Então com um passo simultâneo
com Ela
Nós possamos Sair daqui
E lá fora onde quebram-se espelhos
Nós possamos ver um Fim
De Mim

...

O Amor chegará
E será chamado Vingança

Adeus

Adeus

Você quer um Amor fácil
Não o Amor
Não o meu Amor

Adeus

Adeus

Talvez eu nunca consiga te esquecer
Mas enquanto eu te amar
Também te direi adeus

Adeus

Nunca amarei alguém como eu amei você
Porque isso seria algo tolo de se fazer
Adeus

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Não se apaixone por Poetas minha Querida

Não se apaixone por Poetas minha Querida

poetas são maquiavélicos
Usarão do grande amor despertado
Para cantar um novo fado
E de todos os teus sentimentos em aberto
Em novos versos
O Grande Amor, Ah o Sonho de um Grande Amor
Em mais um grande Poema
Fins poéticos para te fazer um meio
Para a Arte da Poesia
que logo então será a Arte da Fuga
De teus braços para outros braços
Que logo serão abandonados
Pois abandonar-te
É a Arte
Amar alguém só é versar
E atravessar para a Terra-Poesia
Única Morada e Única Amada
E todas as Amantes declaradas insignificantes
A Não ser por reluzir a Face da Amada Principal
A se viver, a se escrever
A Grande Obra
Para ti
O Teu Mal
Um Amor de Malécia
Dado a poetas que nada prestam
A não ser pelos poemas que extraem de vós Amadas
Em prol do Amor Eterno
Que sabes muito bem
É apenas um verso
É apenas um verso

Pois portanto fica o dito
E novamente te aviso
Não se apaixone por Poetas minha Querida
Óh! Única de minha Vida!
Não se apaixone por Poetas minha mais Grande Amada!

não se engane com poetas minha querida
Óh minha vida, minha mui amada
Porque eu hei de te amar por toda eternidade
toda e qualquer eternidade que não seja verdade
minha querida não se engane com poetas
não se engane com esta sorte de mentirosos
Pois eu lhe tenho amor, o amor que durará para sempre
Um sempre e eterno adeus
Ah minha querida! Minha Amada
Não se engane com declarações assim
Não se engane com esta maldita poesia
Pois meus sentimentos por você
Ah tão nobres, tão belos
Não duram nem um minuto, quanto mais um dia!

Minha querida
Minha eterna querida
Minha amada
Minha imortal
Sabes que eu te direi adeus
Mas não vou te deixar
Pois a poesia ficará com você
Tal um mal incurável
Do meu amor que não durou, mas a chaga ficou

Minha querida não se envolva com poetas
Não se envolva com estes patetas
Toda nobreza destes está na distância
Entre o Ser Humano e a Escrita
E se você acredita
Será a coisa mais bonita
E a coisa totalmente desprovida de vida

Poetas soam ainda melhores cantando a Morte
Pois são sinceros nisto ao menos
Em poder dar uma certeza
Mas não se engane Princesa
Cantar a Morte, cantar o Amor
É como fazer o mesmo ofício
A Diferença em louvar as duas Musas Eternas
Tu e Ela
É que você sabe qual das duas ficará com o Poeta para sempre

Portanto minha querida
Minha Única de minha Vida
Aquela que é digna de todo o meu Amor
E que não haverá uma gota sequer dele
Não se engane com poetas.

Não se envolva com Poetas Querida
Poetas são narcisistas
Amam apenas suas palavras

Poetas trocariam
Sua paixão de Mulher Bem Amada
Por uma Rima qualquer

Esquece estes temores e suspeitas
Venha para os meus braços minha Querida
Porque eu te Amarei por toda a minha Vida

Ridículo

Todo ser humano é ridículo
Cada um destes
Se você conseguisse contar todas as estrelas
E se você conseguisse fazer a chuva parar
Você conseguiria fazer o ser humano deixar de ser ridículo

Todo ser humano é ridículo
Buscas por maravilhas
Pela máxima beleza
Por castelos que protegerão todos os sonhos que não podem ser quebrados
Tudo isso nos leva a atestar
O Ridículo
Que é a Natureza humana

Todo ser humano é ridículo
Ao atravessar a chuva e dizer que as gotas têm algo a dizer
Todo ser humano é ridículo
Ao achar que tem que olhar para o céu e ver algum recado... Além

Não existe nada além
Nem na nossa ignorância
Nem em nada

A Busca pelo Ridículo
É a causa sagrada

Eu vos chamarei
De minhas irmãs e meus irmãos
E assim o que eu farei?
Farei da irmandade da humanidade
A coisa mais ridícula - A única lei

Eu não quero ser ridículo
Eu não quero ser ridículo agora e em nenhum instante
Eu quero ser sozinho
Eu quero poder fechar meus olhos
E não perceber mais nada
Mais nada que transcenda
Mais nada que quebre todas as barreiras do meu ridículo

Eu preciso dar um fim

Meu senso de ridículo se expande cada vez mais
Muito mais, muito mais...

Apenas a Beleza vai além do meu Ridículo
Apenas Eu Ridículo acredito na Beleza como meu único Universo em Expansão

Ode a Inexistência

Eu não existo
Eu não tenho tempo para existir

De tempo em tempo eu sou

Ser é Nada
Tempo é Nada
De instante em instante, este é meu segredo para não existir
A Não-Existência em todos os lugares
A única Não-Existência Onipresente

Eu mergulho na onipresença da minha inexistência
No tempo
E assim eu destruo o Tempo

Eu não existo e isto é tão... tão libertador
Eu creio que na minha Humanidade
Eu não vou conseguir ter inventado nada melhor
Essa minha inexistência

Uma Pedra, uma Roda, uma Fogueira
São inimagináveis para mim dentro da Existência
Eu já dexisti de existir
Eu já não trabalho mais com isso
Eu já não penso mais dessa forma

Forma - Forma - Forma
Existência - Existência - Existência
Forma

Eu quero quebrar esta forma
Eu quero quebrar esta existência

Uma outra forma que não me persiga de uma maneira que eu conheço
Porque eu me conheço, eu já me persegui, eu já inexisti

E eu vou perseverar na minha inexistência
Na minha busca
Eternamente inexistente

Não-Compreensão

Eu não quero ser compreendido
Eu não posso ser compreendido
De que maneira você quer me usar?
De que maneira você quer me matar?
De que maneira você quer me aprisionar com a sua compreensão?

Eu não quero sua compreensão, não quero

O Sol não vai brilhar para mim assim
Com essa falsa educação
Com esse falso azul
Com esse falso sol
Não, não...

O Sol já prometeu nunca mais brilhar para mim

Eu não quero compreensão
Eu não quero ser apunhalado pelas costas
Com a sua caridade

Eu não quero seus campos
Eu não quero sua cidade
Eu não quero nenhuma forma de abrigo
Nenhuma forma em que você me mantenha protegido contra o relento da noite
Protegido contra as palavras que cortam
E as almas que devoram

Essas almas que devoram quero me juntar a elas
As almas excomungadas do juízo final
As almas que não têm lugar eterno
Nem no céu e nem no inferno

Essas almas que eu quero me juntar

Quero tentar devorar estas almas
E fugir de ser devorado por elas
A Luta e Fuga eternas
Assim as quero

Eu quero fugir
Do teu juízo final
Eu quero fugir até do teu amor
Qualquer instância do seu para sempre
Qualquer inquisição da sua compreensão

Eu estou fora
Eu estou livre
Da tua compreensão

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Abismo

Um abismo chama outro Abismo
¿Quais as palavras
Que um abismo escutará do Outro?

domingo, 31 de janeiro de 2016

Dê Pão aos poetas

Dê Pão aos poetas
Dê abrigo
Seja amigo
Mas sobretudo
Dê Pão para os poetas

Os poetas que encontrares a noite
Em solidão
Dê tua atenção
Escutai suas lamentações
O vinho barato
As alegrias
O açoite
Mas sobretudo, sobretudo
Dê Pão para os poetas

Os poetas andam famintos
Perdem-se em horizontes e orientes
A fome que lhes vai
Quebram-lhes os ossos, os dentes e as mentes
Portanto, seja a solidariedade mais digna
Aquela que a todos contempla
Mas a maior é aquela que sobretudo
Da Pão aos poetas

Os poetas dormem desabrigados nos lares do mundo
São tão vulgares quanto as estrelas no céu
São tão amplos como os dormitórios nas ruas
Seus versos mais banais que rimas de céu, mel e fel
Mas ainda que estes recusem a ajuda, o abrigo e o alimento
Insistai mais um pouco
Todas as perseveranças são necessárias
Mas sobretudo a perseverança
De dar Pão aos poetas

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Saudade

Eu tenho Saudade do que eu era
Você tem Saudade do que você era
Quando estávamos juntos

Esta Saudade de Si compartilhada
O que seria
Em Amor Agora?

Memória?
História?

Devo passar...

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

XII

Adeus
Isto não é o Fim

Caminhos em Venazia

I...

Não é a Lua adequada para se dizer palavra alguma
Para que tenha queda final em algum escrito
Mas... eu posso encomendar a minha alma uma volta
Que me traga a leveza de uma Lua que se foi e que está

Além daquelas montanhas
Há estradas porque eu creio
Sinfonias em Tom Escarlata
Dedicadas as gentes prometidas a Atravessar
Deusa dos Momentos

Eu deveria escutar Permanecer
Deidade em mim
Mas eu amo o Amanhecer e o Anoitecer
Em Atravessar as Deidades se Libertam
Nascem
Longe da Escuridão-Disfarce
Onde se escondiam e se confundiam com o Deus do Amanhã

Meu Futuro e o meu Destino
Escritos pelo Deus do Amanhã
Em oração ao Amanhã que legou a sua Deidade em empréstimo
Eu confio ao meu coração que está Além
E que chegarei a ele - Prometido, Esperado e Iminente Tesouro
Na Porta que vejo e num Caminho que em caminhar desconheço
Tais Bênçãos ofertadas pela Deusa Atravessar
Recomeço e Canção das Gentes Buscadoras de Seus Corações

Eu canto...

Eu ouço...

Além...

Sinfonias em Tom Escarlata

II

Trovão vai Suave
Neste caminho que eu possa vir a desejar
Infindo Caminho, Infindo Caminho
Não tão Infindo numa Canção de Fogo

Então... Até o mais longe que minha alma e meus olhos puderem ver
Levando estas distâncias por favor a Besta dos Pesos dentro de mim
...Num fim da estrada e do sonho
Você irá viver dentro de mim tal uma Crescente no Espírito do Rio

- Então leva-me adentro
  Ao Seio de Sua Manhã
  Eu posso ler a sua Mente
  Leva-me
  Para poder entrar em Seu Rio
  Apenas por agora eu posso ler o Seu Coração

Junho ou Maio... É ainda um Talvez
Desfavorecido pela Deusa Fortuna, infelizmente, eu não posso atravessar aquela Montanha
Para encontrar meu Coração em seu lugar
Tal um crédulo desesperado tentando alcançar o Luz do Diabo

Mas, em desdém aos esforços que fiz
Portas de vento sequer se movem
Mas ao mover meu coração do lugar eu posso ver
Você tornar a sua face para mim de alguma forma
Então eu irei encontrar o seu lugar e a sua Luz
Quando feito, eu me desfizer ao Seu Lado

- Então me tome
  Para dentro dos Mistérios de Sua Manhã
  Sua Alma e Seu Corpo eu posso ler
  Leva-me para dentro de seu coração
  Faça-me atravessar sua porta
  Apenas por agora eu posso ler a sua mente

Eu termino por encontrar
As Estrelas das Nuvens Desvanecentes
...
As Nuvens Desvanecentes

...

- Então leva-me adentro
  No Íntimo de sua Manhã
  A Sua Manhã
  A Sua Manhã
  Adentro
  Eu posso ler o seu coração
  Leva-me
  Oh! Leva-me
  Eu poderia ler
  Mas leva-me, leva-me
  Leva-me para a Sua Nuvem
  Eu posso ver seus Sinais

É uma Infinda Lâmina de Vento
Este caminho a você que eu mesmo fiz
Mas tão infinitamente quanto eu puder cantar
Eu irei encontrar a sua porta entre milhares de milhares de nuances da Escuridão

Eu Sonho e sonho
Até eu sonhar para não mais
Encontrando e Perdendo Você
Numa Mais Doce Dor de Morte
Mas isto me dá um esperança Ainda
Que eu sei que nunca irá morrer
E está é a minha Astronomia
Para suas outras milhares de milhares nuances de Luz
Então este Cântico não irá me perturbar mais
Tão melhor eu sonhar e tão melhor eu puder ver
Eu irei encontrar a sua Face no Sempre-Mais
Minha Dama Fantasia

III...

-...!

- (Sussurro:) Olhe para o SOL ABAIXO...

IV

(Eu encontrei tão Bela Dama
 Que canto algum a ela me atreveria
 Dar de beber das palavras
 Apenas sozinho eu não poderia...

 É neste instante que eu derramo as minhas lágrimas
 Quisera destas lágrimas extrair alguma palavra
 Mas não é possível, a esta Dama não é possível
 Que ela não é a Rosa que se dá
 A um Amor fácil
 Tampouco de sua Taça
 Pesará alguma coisa a mais nos Lagos do Amor
 Que o Amor e ela tem um Pacto
 Esta Amada olha o Amor tal uma Igual
 E em ser Igual nada a ela se compara
 Nem o Amor...

- Amada, Amável
  Bem sei que Amas tão bem o Sol e tão bem a Lua
  Que Brilhas Bela, que Brilhas Séria, Brilhas Suave
  Que Brilhas Juntamente com as Estrelas e estas Celécias
  A Amada em Delícia
  Amada do Sol e da Lua com um Mistério

  Amada, Amável
  Amor Belo, Delícias do Amor
  Amável és entre a Lua e o Sol
  Amável és
  Lua e Sol
  Entre Amor de Amores do Templo que floresceu em seu Jardim

 Se ela desejasse receber este Amor
 Nada mais me importaria
 Agora devo achar meu caminho de volta
 Dentro do meu pranto
 Olho para ela e quisera que ela fosse o Destino
 O Destino há muito de mim desaparece
 Eu quero meu caminho de volta
 Amar o Amor a Ela e nada mais me importa)

(...)...
(...)...
(...)...
...

- Erga de teu pranto companheiro
  Erga-te para cantar dinamente o Amor primeiro
  E sendo assim tome minha mão e vamos
  Te acompanharei em tua Jornada
  E em teu amor por Ela eu me ajuntarei com tuas Palavras

- Bendito Companheiro que me ampara
  Nesta hora mais que Amarga
  Que o Amor tal olhava para mim assim o tempo mostrara
  Mas vejo que agora me olha diferente
  Pois me abençoa com a Vinda de Ti Poeta Verdadeiro
  Querido do Amor e das Sacerdotisas-Mor
  E se assim é
  A Hora Amarga é Prenúncio Doce
  Para começar a secar o pranto do Rosto
  E deixar fluir o Rio do Coração
  Assim nos virá as Palavras
  E assim subirá até ela a Canção
  Pelo Amor seremos brindados
  E suas Sacerdotisas aceitarão a nossa Oferta
  Que dignos fomos em Ser Amantes e Amados
  Por aceitar os Projetos Primeiros da Mente do Amor
  Pareçam Contendas ou Pacificações
  Sejam Amor, sejam seus trovões
  A nenhuma Flama de onde está
  Perdemos de vista

- Agora toma então no coração a centelha
  E incendeia! Incendeia!
  Que é tal o Vestido Escarlata dela Passar
  Por nossos bosques, nossos mares
  E nossos Pomares no Deserto

(Suas Mãos rápidas
 Dão a Música para quem precisa partir)

(Ela Convida
 E quem é Amante
 Pode Abraçar a sua Amada)

- O Amor que passar por estas Florestas irá se agarrar a Ti

( Nos Bosques
  Os Orvalhos irão cantar
  Para quem estiver no caminho do Amor
  Na iminência de encontrar sua Amada e confirmar o desejo dos Corações
  Atentai! Atentai!
  Atentai para vossos ouvidos!
  Forcejai! Forcejai!
  Ainda...)

  Nestas Florestas
  Andei e Andei e encontrei um Sol que só brilhará a Ti
  E se tu passares por perto a trajetória será a Ti
  E quando chegares onde queres ele irá te Servir

- Daimon será Chuva | Sinto as Gotas
  Dama Verdade, Dama Verdade

- Serão a Ti todas as Gotas que quiserem precipitar por Amor

- Eu sonho com Divindades a haverem Fragmentos das Tundras Azuis em Montaria | Fragmentos de Fragmentos | Infinitudes de Infinitudes| Deidades!
  Você é a Dama Principal a qual o Amor está a fitar enquanto você está a Olhar para algum Lugar
  E eu acordo com o Alto Sol do Amor brilhando em sua Direção
  Amizades e Deleite Iluminado - O Jardim de Flamas
  Dama de Fogo - Dama Flama

- Encontrar o Amor Eterno... Maior obsessão é encontrar o teu olhar

- Eu acordo ante a Chuva e para Ela
  Dama Paisagem, Dama Movimento
  Eu sei o que o máximo Desejo está na relva em que você deita seus Pensamentos

- Espalharei reclinos de amor, espalharei cinzas azuis e nenhuma porta irá se fechar quando nossa ventania soprar contra tudo com grande fúria, mas não toda ela que porção maior dela retornará para nós Dois

- Eu queimo-me em sonhos finalmente
  Dama Sonho, Dama Desejo

- Certamente Maior Amor há em Teu Maior Desejo, Dama Minha

- Quando olho para teu olhar sem fim eu me apresso para teu Amor
E sem fim partimos em Disparadas que nem as Estrelas ousaram

- Você é a Noite
  Além das Trevas Sem Fim e da Luz Viajante
  Você é a Dama, Eu vejo
  Transformando Fortalezas em Fantasia
  Transformando Fantasias em caminhos para quem ama entrar em Seu Sonho

- Certamente és a mais Bela, a qual meu amor espera, Ante a Noite do Despertar e a Manhã de Caminhantes. Certamente meu Amor que atravessa os Campos-Templos do Sol, chegará a Ti, minha Amada! Deusa da Noite! A Manhã Gostaria de haver para ela o Teu Nome!

- Eu estarei esperando nas Montanhas
  Um Amor e uma Promessa... Ainda Caminhando
  Que eu irei atravessar o Paraíso e lá não irei parar
  Até ver você Dama Paraíso onde eu verdadeiramente irei repousar meu coração

- Todos os mais Doces Perfumes dos Jardins levam a você
  Assim como os mais Altos Momentos do Amor têm a Sua Face
  O que eu compreender do Amor eu irei dedicar a você
  Todos os Acontecimentos de Amor eu irei viver por você por todo Atravessar de minha Vida

- Cantando e Dançando para um Amor que nunca irá Cansar
  Contando tempo e Tempo - Colhendo Eternidades dos Momentos em seu Jardim
  E enquanto meu Amor puder cantar e a Vida ao Seu Lado Dançar
  Amor e Vida - Vento e Asas - Eternidades e Momentos - Tudo ao redor irá celebrar a Chance - E eu irei fazer uma Canção para o Destino - Mais um entre seus Amantes Apaixonados
  Outro Ser vivendo dentro do Sonho de meu Coração - Encobertado

- Daimons! Voêm! Iolet! Iolet!
  Dama Paisagem-Maravilha! Dama Refúgio dos Sonhos
  Eu irei reclinar o meu coração perto de você
  Sabedoria do Amor eu irei encontrar Dançando Peito ao Peito a Noite que Você É

- Iolet! Eu não esqueço que os Céus estão Vazios
  Quando nós bebemos da Essência do Amor de Nossos Jardins
  Eu irei levar para ti a sua Taça e irei preenchê-la
  Meu Coração eu irei preencher com Você
  O Amor virá para a Sua Liberdade Favorita - E nos Campos do Jardim nós iremos passear e desbravar
  Dançando e Sabendo - O Segredo dos Céus que iremos Proteger
  Que iremos haver uma Filha do Céu destes
  Que irá crescer no meio de Nosso Amor
  Visitará os Céus Acima
  E os Segredos estarão contando por Tempos incontáveis

- Noite Tal És
  De longe Beleza de Belezas
  Eu sei que você tem meu coração desde o Início
  Até as Estrelas de minha alma Além
  Sustentadas por suas Mãos
  Libertadas por Seu Beijo

- A Mais Bela e esperada de amores e amores em tempos de tempos! A Mais bela! Minha adorada! Venha ao amor em meus braços! Desde que teu olhar no meu olhar colocou em mim o Amor, meus passos não conhecerão outra Dança que não a tua! Dançarina! Sonho-Mor de Amor das Aves que voam e das gentes que sonham.

(As Solitárias Aves
 E os Solitários Sonhos
 Encontrarão aquela Amada
 E toda harmonia de seres se dará
 Em torno da Dança dos Abraços dela
 Que virão como ondas
 As ondas que serão mares cada um delas
 E todos os mares e amares serão daquela Amada)

(Olhos desvanecentes

 Abrigo para os trovéns

 Areias rasgam a Noite
 - ... Acima!

 Rosa Azul

 A Sinfonia Azul

 Ela dá o Toque de suas Mãos
 Então
 A Sinfonia Azul acontece
 Assim foi que aconteceu ao Amor
 E deste então
 O Amor não sabe mais exatidão
 Quando olha para Aquela Amada)

Redemoinhos

"O Besouro não sabe voar porque não sabe cair"

---

"Na Inocência ninguém tem medo do Prazer"

---

Sentimentos enganosos só o são porque já foram sentidos
No sentir ninguém se engana
No sentir se ama
No sentir a salvação da Mente
No sentir O Retorno a Origem
No Avanço

---

Animal Esplêndido
Fera Insuperável
Inimia Inalcançável
A se fortalecer com minha vontade de te combater
Te deixar partir com as multidões
A pouca ínfima parte de mim
É selar a nossa paz

Não-Amor - Eu Te Culpo

Se me perdoas
Matas a minha história
Se eu te perdoo
Esqueço a tua
Não haverá perdão
Não haverá esquecimento
Do que o Amor fez por nós
E contra nós

Não negues teu orgulho
Não negues meu lamento
Assim não perderemos o meu e o teu
O Nosso que não damos conta de assumir

Não culpes as outras gentes
As malécias de nosso amor
- A Culpa é tua!
Diga na minha cara!
Seja a tua fúria contra mim!
Não dê a verdade de teu amor
Para mais ninguém
Que jurei amar o teu amor
Por completo
Com fúria
E com letal brisa

Há mais ninguém nossa culpa e nosso não-amor
Nós que éramos os Dois Amantes no Parque
E mais ninguém
É nossa a Dor
E de mais ninguém
Não darei de meu grande amor
Aos diabos e aos pedintes do caminho
Minha malécia junto a ti
É meu maior tesouro
E se rejeitas, fica para mim
E para mais ninguém além de ti

Nós somos os Dois Amantes no Parque
Nós somos os Dois Amantes nas Trevas

Nós somos os Dois Amantes no Parque
A Jurar Solidão um ao outro
Nas Juras-Prisões que nos sentenciamos
Em beijos banqueteadores de prisões
Ávidos, Ávaros e Amargos
Insaciáveis e insaciando-se um do outro

E se acaso perdoas de nós as nossas culpas
E doas as nossas culpas aos outros
Em espírito de caridade obscura
Eu...
Eu...

- Não te permito!

Não Serão.

Não serão outras Qualquer Uma
Para que você seja a Uma

Seja assim

O que tu és é o que tu és
O que sou é o que sou
As demais coisas são
As demais pessoas estão

Estar é ser
Estar é ser

Graças!
Graças!

Não-Credo

Eu não acredito na
Metamorfose do
espirito e no
sopro do pão yo
no creo no
creddo non.
Goso controlo mundo
metamorphosae
metamorphoseae

Eu não acredito
Na Metamorfose do Espírito
E no Sopro do Pão

Eu não acredito no Goso Controle do Mundo
Na Metamorfose da Terra em Pão
Eu não acredito não
Eu não acredito não
Pão e Controle - Mundo

Eu não acredito
Na Metamorfose do espírito
E no sopro do Pão

Eu não acredito
Na Metamorfose do espírito
E no sopro do pão

Eu não acredito
Na Metamorfose do espirito
E no sopro do pão

Afastai de mim outros credos
Em Oração

Atos de Amor a Amada que se foi

I

Não tenhas mais dúvida
Digo a ti com sinceridade
Na linguagem formal do Amor

O Livro do Amor que lês
tão bela pelos Campos
Pertencem a mim

Que nada e a ninguém
é dado o direito de dizer
As palavras maiores de te Amar
Que não eu

Vás minha Amada saboreando Amor Zeloso
Que os Céus enviaram o Paraíso
Para habitar o teu sorriso
Eu o ouvirei quando cantares junto as tuas dinas companheiras

II

Quatro Damas se abraçam
Vibram o Amor
Todos que guardaram Amor no coração
Ouvem altissonantemente suspiros
e Marcham nas Ruas para declararem o Amor

A Grande Amada
Benfeitora de todos
Ouve: És nossa Vida Querida

A Bem Amada diz:
Estou contente de vós no coração
Dançai agora que já vos cantarei

III

Sorrisos e giros
É o teu Amor ventando para Mim
Como amar as canções sem ter fim
E escalar montanhas com Brisas fáceis

Se o Horizonte é Azul
Cheio de Flores
E teu Semblante concentrado
Contempla, mergulha, adentra

Não demorarei a declarar
meu grande amor
Mas não direi quantas
músicas sonhei até
chegar onde finalmente
te encontraria
Tu saberás - Quem sou
E como suspiro de Amor
No Silêncio do Beijo
Na Sinfônia dos Beijos

IV

Vita!
Que se pensará
Se não convidar este amor
A rapidamente entrar

Encanto! Entres agora também
Um lugar ao tranquilo inflamar
Tens por direito
E mais altissonantemente cantas
E cantarás
Ao perguntares:
Quem é ela?
Quem é ela?

Verdadeiramente é diferente
O Amor que cai no peito
As mãos a se tocarem
Levemente impondo ternuras intensas
Sentimentos e Natura
Abrigada por buscadores
Quem amam
E agora lhes vai
Entidades e Divindades
Que vão em Prazer
Lhes fazer Companhia

V

Eu creio que Amo
O Amor com que te amei
Eu creio que esta Romaria
Me levará a Roma
Aos teus Palácios
O Amor em seu Colo
Abraçarei
E em mim abrigarei prazeroso
O Amor em que te percorrerei

Queira Deus fazer os Campos mais diminutos
E o Amor Maior
Para te encontrar mais e mais vezes
E só percorrer grandes distâncias se estiver ao seu lado.

VI

Eu bem que queria dizer ao meu coração bardo
Que é hora de dormir
Mas a cítara de teu Amor nos canta
Eu Melodia quero sonhar-te

Bem que as gentes prudentes
Disseram-me para sair daqui
Mais o Amor me lançou
na Imensidão onde estão teus prediletos
Infinitos Campos Bonitos
Retirar-se para longe é ainda amar mais
Não há como sair!
Assim quero!

VII

Que o Amor nos guarde
Dentro de Seu Cântaro
Lá velejaremos o Mar
Fluiremos Rio
Sairemos Chuvas

VIII

A Poção do Destino
Nos Possui
A chama do Amor
Nos liberta

Transbordar de Amor
é abrir as fronteiras do Destino
É transgredir seus desígnios
Carregando sua bandeira

Apenas Amantes
Encaram o Destino como iguais
Apenas Amantes
Beija-o Face a Face
No Rosto de quem ama

A Eternidade fácil
Suspira com os ecos
do Amor destas Gentes Amantes
que amam

Irão brincar os Fragmentos do Tempo
Divindade reconstruída em meros Festins
Se amarão, se dirão sim
Tempo, Destino, Eternidade
Serão convivas desta Festa
Assim estão transformados
Todas assim dançam
- Libertação!

IX

Dizem muitos que se pudessem voltar ao Passado fariam tudo de Novo. É exatamente isso o que eu fiz.

X

Ela estava tão pequenina
Deitada no estrado da Relva
Meditando nos Amores e em seus truques
Pagar o preço Ainda...

Ela está pequenina
E canta todas as suas conclusões
Pensa em entregar seu abraço
Quando Lembra do Destino
Pede Proteção - Lança sortes
Vê os abrigos caminharem e a Chuva a sorrir
Tudo e todos - Milhares de Milhares
Ela não conta
Sabe de cor
Conhece cada um
Que ilumina
- Ela canta

Amantes aos Milhares - Amor Um
Com pode ser isso?
Se a Luz Solar pode ser leve
A Divindade Verdade
Ela pode amar ainda mais
Ela já saiu como quem veio de sua leitura favorita
Levantou-se de seu recanto favorito com Inspiração
e Amor no olhar em direção a Vida

Quem será? Quem será?
Que ela irá escolher para amar?
Quem ela levará para seu Jardim Amado?

XI

Amadas Amigas!
Alegrai-vos e venham a mim!
Vamos dançar

Dancemos ao Redor da Grande Mesa
Lá há uma Dama mui querida
Que nos quer muito bem

Cartas e Maravilhas
Dançam e Voam entre nós
O Amor que estava guardado
Ouve a Melodia por uma porção de Tempo calado
E depois não consegue mais se dominar
Se põe a voar abraçado a Melodia

A União da Melodia e do Amor
Nossa Celebração agora é Comunhão
De toda gente querida
E todo o Mundo acolhido em nosso Seio

A Noite desce a Nós em forma de Lua
E abraça todas as irmãs
Nossa alegria e felicidade
Nos transborda de momentos
Que nos acaricia todo o sentir

XII

Uma Pessoa Hilária
Adentra o Jardim do Amor
Ora? Quem há de atender
Tão ilustríssima pessoa?

Rosas de Sol com a Felicidade
de todas as gentes traz
A pessoa hilária ilumina o Jardim
Cerimoniosamente
Generosamente
Veste uma Chapéu de Sol
Ilumina o Mundo... A Vida
Faz a Recepção em Nome
da Pessoa Querida
Depois recebe a Si
Com a Recepção que preparou na avenida

As Multidões curiosas se
ajuntam ao Redor do Lugar
E em cora cantam:
- Dançando! - Dançando!
As saias começam a girar
A Pessoa Hilária se
aquieta - Depois vai a um
esconderijo - Por fim revela
Os Tímidos Amores que lá estavam
E no último gracejo diz:

Os Meus Passos Dançantes
Permanecerão em Descanso
Até o Amor dançar

Então Amores se encontraram
Com as Bem Amadas
E a Pessoa
Mais Amada foi a
Pessoa Hilária
Que encontrou onde estão
Os melhores gracejos
E o lugar onde para sempre
irá ficar.

XIII

Brilhe Bela Dama
Brilhe
A Vila Primeira
E o Rio que Amor por você Declama
Só têm uma coisa para lhe dizer:
- Brilhe

Brilhe Bela Dama
Brilhe
A Noite resolveu despertar
estrelas para você
O Amor não para de lhe procurar nas redondezas
Apenas uma coisa a fazer:
- Brilhe, minha Dama. Brilhe.

Leve o Estandarte
de seu Amor entre as gentes
Dance simplesmente
Que essas gentes anseiam
por construirem um Mundo
O qual possam se unir
em Seu Nome e por seu Amor

O seu Amor - Não negue
Não negue - As Estrelas
brilham por você e têm cuidado
De seus caminhos
Sabem as coisas que traz a sua Sorte
- Brilhe Dama e Bela. Brilhe

XIV

Meu Amor
De Agora
Quero teu Adeus
E você junto a mim
Sou indiferente a Noite
Só quero saber de Ti
Perto

Só quero saber
De ver o Mar ondular teus cabelos
Em minha direção
Ao meu Coração
Não tardará
Até toda a noite nos pertencer
Eu te quero
As estrelas cadentes ou os fogos artifícios
Não são nada
Ante ao que sinto
E ante ao que tu sabes fazer
Criando Estrelas
na ponta de teus
Dedos
E trazendo-os ao teu quarto

Que é o Mundo para mim?
Se não for conquista contigo
Que é este Mundo? Se
não for uma canção Azul
A qual possa eu e teus
cabelos cantar para ti óh Musa?

Se tu não sabes óh Maravilhosa
Óh Bem Amada
Eu irei fechar meus olhos
com a Manhã
Depois de haver confiado
a ti
Todo o meu Amor

Por Ela

Por Éhla meu amor de eternidade
Por Éhla Sim
Por Éhla eu vou

Sinto os Campos por onde passeio o meu Amor

Por Éhla meu amor de eternidade

Tragédia

I

Nossa Sinfonia
Não foi ouvida
Por Agora e Nunca

Algo aconteceu
De repente eu não fui
E você desapareceu

Uma estrela caiu
A Escolho foi atendida
O Desejo não

Agora e Nunca
Deuses Efêmeros
Se eternizaram em nossos corações
A contra-gosto foram adorados

Não caberá a outros deuses
E outras gentes circenses decifrar-nos
Nós sabemos de nosso crime
Onde e como desertamos

A Sinfornia escrita
Tão linda
Aguarda Resposta
Que viva outros Amantes
Aquele nosso Amor

Eu na minha última Crença
Iria Peregrinar em tua cidade
Mas um Anjo se aproximou
(Se caído ou divino não sei
Sei que Anjo Era)
E fez uma Oração por mim
Dúvidas
Fontes em mim se abriram
Fluíram
Restando-me apenas a fé

Assim escrevemos
Lado a lado
A Tragédia

Dia a Dia
Piano a dois

A caravana passou
a música
se salvou

II

"Você já foi Amada por um Cigano?"
Sorriu a Donzela
E depois de cair em si num semblante sério
Veio aos meus braços a Mulher

III

Canto da Esperança:
"Amor meu se fez em mim
 Mais Forte ao ouvir
 O Encontro dos Sons
 A reunir nosso afastamento
 Vamos encontrar nossas canções
 Aqui na casa de minha irmã mui querida
 Contar as Estrelas que ouvirmos
 Ter fé

 Depois pela Praça caminharemos
 Ensinaremos as neófitas gentes a aspirarem por Amor
 Qual é a grande Altura que o Amor vibra
 Ah! Receba a carta minha
 Tal recebesse o meu Coração
 Tudo novo, tudo diferente
 Agora nos Amaremos tal deve Ser
 Amor faremos até o Amanhecer
 Amanheceremos e Anoiteceremos
 Amantes
 Até o fim de Nossas Vidas"

IV

Olá!
Estou feliz que estejas aqui
Estou feliz que as Pétalas mais doces
Possam ser sopradas ao coração

V

A Esperança de Amar
É um Sonho
Sem Comunicação

VI

Eu sou
Amante sem Amada
Vento com Direção ao Mar
Rio para adentrar abaixo da Terra
Co'a Fonte na Taverna

Você diz:
"Você é uma Falta
 Um Monumento erguido da Desgraça
 Como Presente-Castigo do Destino"

Disse bem porque você disse a Verdade
Mas é por estar ali amando
Ao invés dos amores que amei perseguir
Que eu repouso o coração na Liberdade
Sem mover a Livre Escolha de ser lugar
Que em outro passo se tornaria Prisão

VII

Liberto-me
Peso e Escuridão sou
Desço por Natura
Queda Final

A Sedução escura
E Intensa a Brilhar de Tua Vida
Fere meu olhar e o retém em Teu Encantamento
Quando passo pelo Vale de Montanhas
e mais alta paisagem é o teu olhar
Mas é a minha pesadíssima alma
que conduz meus passos
Ordem cega
E faço a minha Passagem
A minha peregrinação
Até enfim chegar no Templo
Suspensão de todos os sentidos
Estrela
Palavra Final no Lugar da Oração
Você no coração da Imensidão
Labirinto Interminável
Tua Procura na Memória
Teus Papiros / Minha Amada Rival

Desde então
Luz, Azul e Amor num Vestido
Estrelas Ainda...
Para Irmanar-se às Trevas Aqui

Sou Guardião deste Templo
E desta cor definitiva da minha escuridão

VIII

Na Avenida Desconhecida
Onde iria encontrar você
Lhe encontro

E não sei como nomear seu beijo suave
É outra palavra que lá me escapa
É mais uma dor da minha exultação
De Dois Amantes a se amarem fortes
Ventos ainda...

Nós somos estes Dois Amantes
As vezes creio
As vezes anuncio o Segredo

As vezes creio...

Todas Estações aqui
A Você Pertencem Primavera e Verão
A lhe cobrirem de Margaridas
Sobre a cama de Folhas secas da minha Vida
amo você ainda - Olho para você com Desejo e Despedida
Lhe abraço e colho mais um de seu beijo inominável

A mim cabe Perseguir a Melodia de Outono rara
A Estação não escolhida
Não-Caminho para você e para mim
É a minha alma

IX

Sabíamos o que seria
Por Razão na intuição
Se a Palavra Maldita
Dito que dever permanecer por razão oculto
Ecoasse aos seus ouvidos atentos

Você me entorpecia
Serpenteava com outras palavras
Saía para dançar com meus ouvidos
Até que desejoso
Enebriado, louco em êxtase
Disse o dito proibido
Você executou o ritual da libído

Na Queda Inevitável - Seu Corpo Inevitável

Que me livrará deste amor?
Que você há de me atirar mais e mais
Impiedosamente

Impiedosa Bela
Inimiga Amada
Negar o Amor quando você está por perto
É um sacrilégio
Tanto quanto acreditar que você facilmente me ama
Quando enfeitiçado sou por sua magia que duvido

Que não exista Amor
Sabedoria fácil que não
me Salva de você

Amante de pôr final ao meu Amor
Prolifere as chamas agora
Que talvez eu me salve depois

X

Flor da minha Escuridão
Era sobre era meus pensamentos desfaz
Adentra em mim Sua Sabedoria

A Mentre contra o Tempo
Enfim aprende
Seus fragmentos são levados por este Rio
Gotas serão, enfim

Flor da minha escuridão
A chave que me abre as portas
Quando o Nada contemplo
Estão em suas mãos

Bela Dama
A me salvar de afogar em Palavras
A inspirar em mim a Provisão de Silêncio
Salvação de meu Ar
E artes do Fôlego
Ah! Quão bom foi ter lhe encontrado
Você que há muito encontrara a mim

Você é a Arte de meu Tempo
Eu que deixarei de ser
Apago a Luz e o Espelho é só Espelho
Quando é a Meia-Luz
As Suas Pétalas Azuis enfim surgem
E passeiam sobre mim tal asas-Bonita
Irei voltar - Ressurgirei - Resserei
Depois da Visita do Mistério de Seu Amor

Estátuas

Ora Vós!
Gentes Vindas de renomear as estátuas
Óh! Que novos cânticos de liberdade trazeis
Depois de amaldiçoar e odiar quem
rejeitou a vossa peculiar forma de desfazer
o Paraíso

Talvez vindes cá perto
Para mil anos de só de Suas palavras imensuradas
imiscíveis e impesáveis
Para deleite da Deusa Sabedoria a vos contemplar
de longe | Apenas para haver-vos por perto
nas Distâncias Infinitas

Hipócritas!
Ah! Que é isso?
Novos Nomes para vós Criadores de Nomes
Criadores de Mundos Milhares
Fantasia tão Rica
Que esta Fantasia há de ser Fantasia Sozinha
Sem par para união de
Amantes de Quimeras de Vento
E panteras de areias ante o Mar

Ah! Obrigadinho por vossa visita
Agora que não importais
E se importais ou não
Eu vos afasto
Porque mais em frente Retiros da
Imaginação| Vos preparei Morada
Realidade adornada para Vosso finíssimo gosto
Que agora eu e minhas Amizades aqui
Ficaremos para assistir uma Inundação
Da Incessante Criação a vir da Verdade
Espetáculo dos Entendimentos nos Sentidos
E creio que não sois peixes-marinhos
E tendes amor a preservar vossas
casas de areias com zelo vital
Ah! Mais uma vez obrigadinho
Já vos vejo em partida ao Mar
Passar bem!

Rio de Ferro

I

A Alma Paralisada
Vaga
Em busca de Imensidão
Vinda das transformações no Nome
Procissão e Profecia
Obras de construção e Fuga
Que serão feitas

II

Rios de Ferro
Antes de Fogo
Dos Vulcões que vigiavam pelas gentes inocentes
E agora esperam

Almas guiadas como Alma
Nas palavras de Ordem de um quebrantado
Se colocaram nos Dentes de um Lobo
Que experimentado não será
Por seus caminhos de antes

III

Vague e Confie
- Voyage!
Reza e Silencia
As brutas artes ligadas a Vida

Faça a Vontade
Da Mágica Música não-vinda de
gentes Musicantes

Para seu coração
Dos papiros-música anticos
Lê somente a pausa
Dispensa os momentos
Esqueça os Instrumentos
E a História da Dor
Que sobre estes pesa

Te Amo Mais

I

Mais Silêncio
Mais Amor

II

Harpas caladas
Zelam em seus Corpos
Pelo Amor
E falam por mim a Ti
Quando minha alma inteira está em dor
Para exultação vigilante de teus passos

Eu posso tocá-la
E não emitir som
Nossos Silêncios subirão
Para levar Música aos Céus
Se parecer que as Nuvens choram
Assim como nós
São elas a se juntar
São elas a abraçar as Harpas Sagradas
Tal nós a abraçar as nossas lágrimas
Com Beijos Silenciosos
Leves-Valsas Lentíssimas - Trovões Mudos
Amor Intenso demais - Nós dois ajoelhados no
Altar sem mais ninguém a não ser
O Amor
A conduzir os Santos Ritos

Te amo mais
Quando abraças meu silêncio
Te amo ainda mais
Quando abraçada ao meu
Vens receber o Amor que de mim flui
Sem pausa
Sem palavras

Te Amarei

I

Eu não preciso olhar os Campos
onde amamos um ao outro
Eu consigo enxergá-los em meu Coração
E é melhor assim

Vou pensar em nosso amor
Como se ainda fosse fato
Ah! Meu Deus! E de fato não o é?
Quando deixou de ser? Em nenhum minuto
Ah! Meu Deus! Deus meu
Quando me custa esta Querida minha que criastes
Mas não quero que findais minha dívida nesta Sina
Misericórdia vossa é deixar que me
custe cada momento de amor alto que
devo pagar
Quer seja tudo o que eu vou encontrar
Ou menos
Menos que nada

II

Escurece
E eu consigo compreender
o seu amor plenamente
Recuso luz e maior entendimento
É Simples e o horizonte é plano para se ver

Que Difícil arte de amor
submetemos um ao Outro
O Simples Desejo - Nosso Guia- Em aspirar Sabedoria
Lançou sobre nós estratagemas infindas
Enrodilhamo-nos em tramas
E custoso amor fizemos
A nada reduzimos o conselho
das gentes sábias
Para amargarmos brasas
Que lançam as palavras por terra
Só as palavras encravadas no
Peito por violência de Amante
Fizeram nosso Livro
E aqui agora estamos
Lado a lado lendo
Em busca do fim
Sem frear A Mão impiedosa que
escreve

(Verdade...
 Por fúria e prazer nos vende
 Entrega-nos com fúria a clave
 da justiça
 e prazer de insânias
 em recompensa recebe)

III

Vou te amar tal um Vento
A Soprar por tua vida
Sempre ao Redor
A entrar por tuas narinas
Na Tua Inspiração retornar

Eu vou te amar
Por sobreviver tal um Amigo
A zelar pelo teu bem
Nos Amores que deves passar
A chamar Amizades por Ti
Das que se interessam das razões amorosas
Para escrutínio teu
Para Ao teu redor cantar
E celebrar tua Alma
Sendo Rios a banharem-te de Alegria

Eu quis muito ser alguém
Que te fosse um não-estranho
Podendo se aproximar de quando em quando
Teu olhar profundamente
Contemplar
E no momento do Amor
Teu olhar ver de longe
Longe
Calado e Presente
E Livre

Vou te amar Sim Querida
De todas as formas que quiser
me mostrar esta vida
Direto de meu coração ao teu

E quando tudo tiver fim
No eclipse seremos almas libertas
E voltaremos juntos para casa
E nos descobriremos como nunca

...Descobriremos
Como é um Beijo de Amor
Para Sempre

Onde você está

I

Quando vem no espírito a idéia
De que você me pertenceu
E que em um momento claro e verdadeiro
Você quis me amar e me amou sem medo
E a Descoberto
Eu enlouqueço
Eu peço que meu coração esteja
Onde você está

II

Voe fora
Voe longe
O Amor se esconde
Se não fugires agora
Depois não escapará

Voe fora
Voe fora
Já é eterno o Bastante
Se houver Crianças do Amanhã
Que elas ouçam falar deste Amor

III

Disse o Anjo

IV

Vejo formas de escrita antiga
E ponho-me a pensar
Como traduziam o amor as gentes sábias antigas

Se a tua pouca luz
Só faz aumentar as Sombras
Como quero que o meu pouco amor
Não faça aumentar as tuas dúvidas?

Paro e penso
Não seriam então as Tuas Sombras Coloridas
As que me atormentam vindas
de teu Amor brincante
Para que meu Amor Cresça
E que para você o Amor cante...

Ah! Tens a Sabedoria de quem
sabe andar com as Crianças
Apenas pensamentos-papiros
Ainda que com pássaros a cantar na
manhã não anunciada
Não poderão contigo

V

Eu preciso te deixar
Agora que sinto que vás embora
Eu preciso

Não imputes a mim orgulho
Ainda que maior seja o meu
Que lê e acompanha cada
movimentação do teu

Eu preciso te deixar

E estará tudo bem
Quando não está tudo bem
Sendo Verdade

Sangra-me as palavras
Que eu não gostaria de dizer
Se não ouvires como penso que se deve

Mas eu preciso estancar esta ferida
Eu preciso
Fechando-te meu coração com
extrema dedicação, esforço
e sacrifício, eu preciso!
Ainda que fechando-te a porta quando gentilmente
vieres bater a minha porta, eu preciso

Eu preciso viver, eu preciso

VI

Seja a Manhã anunciada
Em despedir
Seja abençoada
A Madrugada

XI

Fecho por agora o meu Livro das Decepções. O carinho que poderia curar minhas feridas esteve em tuas mãos. Fecho tuas mãos nas minhas feridas. Óh Corpo Incompreensível

X

Não é o Amor entre o Sol e Lua que está proibido. Tolices! Estão livres no espaço, se abraçam, se amam, cuidam juntos da terra. O Amor que está proibido é o vosso que aspirais a ser Duas Luzes Amantes que findariam as Luas e as Estrelas. É o vosso amor e não outro pelas deidades proibido, espalhadas pelo universo para servirem aos Amores de brilhos não-violentos.

Musa e Música

Eu te toco
Eu te nego

VIII

O Espírito da Morte faz invocações constantes aos Espíritos

- Vá! Revele o Amor que está escondido
A chaga maior da humanidade
O câncro que opera contra esta ao invés de ser a Luz do Mundo

Vá! Parta para o Laboro dos esforços além do que pensavas prudentes!
Vá! Parta para a seara das busca desesperadas
E a senda dos encontros!
Sem encontrar nada que é buscar diligente
E a tudo abraçar sem deixar partir
Que nenhuma sorte de encontros moderados faz bem ao coração
Revela-te! Revela-te!
Revela-te tal eu me revelo sem face
Ame com firmeza, tal eu vos amo!

VII

Hipócritas!

Dêem de ombros e vão embora
Eu e minha Amada ficaremos
E partiremos ao amor um do outro sem demora

VI

Não serei eu o Jardineiro do Amor Cortado
Destas Plantas que crescem para se cortar e despedaçar uma a outra

Não tenho mais pacto com o Jardim Suicida
Irei cortá-lo cada vez mais de mim
E Florescer num Caminho longo e demorado
Sobreviver

- Esteja afastada daquelas... - Um segredo de Amor Guardo

V

Dançar tal se fosse uma noite no Egito
Uma Última Noite

IV

Não espere
Não esperará o Amor
Quando por tanto tempo
Este já esperou

Eu avisto uma Poetisa-Bonita e ela vem
Ela está a cantar Cânticos de Amor e Amor
Não ouse se apressar
Não ouse hesitar

Não espere
Não esperará
Quando por tanto tempo
Ela cumpriu sua espera

III

Ama-me com Fúria
Óh Zelosa de Amor

II

Todo o meu sentido pertencente ao meu ido
(que se quebre todos os meus sentidos de meu ido)
Até que se liberte tudo o que possa sentir

(Peito maldito... dizendo as lágrimas de meu peito... Calando as lágrimas).

Para que o Livro das Decepções seja apenas uma vez escrito.

domingo, 27 de dezembro de 2015

Erro-Coragem-Amar

Se chamas minha coragem de amar
De erros a tua vaidade
Você não merece o amor que lhe apresento com coragem agora

Sou do amor
E não me permito me escravizar

A las flores

I

A las Flores
Sonho Avante
Demoras bastante
Num fogo eterno a queimar as pétalas
Que cobrirão meu coração inundado por elas

A las flores
Que haja coragem
O tempo agora urge
O tempo além devora
O tempo atrás agarra
Com as mãos
Minhas, tuas, suas
Mãos do Tempo
Apenas

A las flores
Passar bem a todo desespero
Passar bem
Arte Natura
Arte Naturai
Arte, Arte
Morte das Mortes
Que se guardam entre as Vidas
Que caçadoras de Morte serão

Ah! Canto Sublime!
Canto em que me enlouqueci
Entre outras obras de mim
Já aprendi meu ofício
Quero agora amar ou outro delírio
Senão desertarei o primeiro olhar
Que me cruzar
Visto que deserto nenhum
Virá me buscar
Abandonada das areias minha alma foi
Abandonada das areias - Eis o Decreto
Cala fundo na minha alma
A sentença universal de todas as almas poetisas
O fundo e o final de nossas vidas
Não serei condenado
Serei eternizado
No Eterno Julgamento
E isto apenas
Para que não seja eterno o fim
que nasceria de uma eterna despedida

Não seja eterno o fim
Que nascerá da despedida
Iminente
Ponte Esplêndida!
Animal Sem Igual
Ponte das nossas vidas
Entre Manos de Adeus
Mão dos Tempos Ainda
A brotar de nossas vidas
Até que se revele as águas e os espelhos
Que nascem dentro de nós
Fontes dos desesperos
Onde Amantes a não Amantes
Vêm colher os Adeuses
Que brotam de nossas águas
Vêm dizer a nós
Nosso segredo
Adeuses tantas vezes adorados
Nós o templo
Vêm dizer a nós
O que tanto sabemos
Razão desta eternidade entre as portas dos fins
Desaparecer as Rosas
Esconder as outras Flores

Havia uma Criança em nosso Olhar
Ela era um Nunca Mais
Em nossas Vistas
Até o momento em que foi chamada por um abraço estranho que nos demos
Para ser nossa Visão

II

Haiá! Haiáh! Haiá!
Silêncio a todos os toques de amor
Declara! Declara! Declarai! Declarei vós Deidades de Fim
Deidades de Jardins! A Dizer a mim!
Da Alegria Esquecida das Flores!
A me consagrar uma divindade
Para ser devorada por todas as outras!
Ah! Flores do Esquecimento!
Flores Esquecidas!
Esqueça minha alma, dai minha alma!
Ah! Flor do Esquecer
Flor do Morrer
Impõe meu desaparecimento
Dai vida aos Campos!

Aíah! Aíah! Aíah!
Estapeada a minha cabeça
Até cair em mim derrota
Derrotado pela Queda
Queda! Ah! Mestra Vitoriosa!
Ascende a quem quer bem!
Descende de vós quem recebe tuas graças!
E quem não parece bem a ti!
Devoras as alturas
E se coloca acima delas!
Para ter a Vitória para ti
E desaparecimentos a quem olhares para dar a Desgraça
Deidade da Trapaça
Tua Irmã Ainda

Ah! Flor do Meu Ainda!
Eiah! Eiah!
Flor do Meu Ainda!
Amanhã que se faz agora!
Muda minha História!
Muda Minha História!
Dê o rodopio a Flor Desvanecente
De minha Alma a Rodar um Eternamente
A Dança em que sobrevivo
A Dança da Vida

Flor do Ainda
Das Histórias Transformatriz!
Rodopio de Um Eterno Desvanecer que se dá em favor do que está ao Derredor!
Sonho Avante! Agora!
Alma a Rodopiar Galante!
Dança da Vida! Dança da Vida!
Genialidade da Sabedoria-Diva!

III

Flori!
Floréi!

Tome as Flores
Divindades
Reinares

Reinardes
Queiras tu também
Que esta Flor custa a minha vida
A outra é a minha Vida
Estas Duas me mantêm
Amo-te agora para sobreviver
Até o Fim do Tempo
A Cair sobre tuas Águas
Que serão derramadas
Quando lançares o que há de cima enfim
Terminando meus céus
Terminando meu ofício
Terminando meu martírio
Para as Flores permanecerem
No Meu Jardim Eterno
A Mim Pretérito
Eu Ainda de um Nunca Mais
Ah! Jardim Ainda - Jardin Nunca
Mais! Mais!

Vou te dar minha Alma
Que se foi
Tome da Flor
Beba dos Orvalhos
E se por acaso tu te perderes na Madrugada
Beba do Último Orvalho que será a tua última lembrança de mim
Assim te encontrarás
E nunca mais tornarás para cá

Querida! Querida! Em Teus Pés
Já deixei a Flor de Lótus por Adeus
Estrado de Teus Pés
Porta na Terra
Para queda de minha Alma
Última Saída
Primeira Tua Avenida
Teus Pés Ainda
O Ainda de Teus Pés
Vinda! Vinda!
Bem Vinda!

IV

Alta Torre
Amor Inalcançável
Vou entre as Ruínas de minha Criação
A Última Gênesis
Para levar minha Alma
E depositá-la em tuas mãos

Amor! Amada minha!
Querida!
Que faremos de nossas vidas?
Desvaneça, desvanecer
Desvaneça isto
Seja a Vida
Seja a Vida, Vida!
Que assim tudo vai aparecer
Tu e eu
Desatados da Terra
Crias do Jardim de Eras
Feras a nascer do Nosso Fim
Começos Infindos

Jurei a tua Sinceridade
E a Cor Azulada-Glória
Que Teus Cabelos me fazem ver
Que serei fiel ao teu Amor Escarlata
Enquanto a Praça for Praça
De Quatro Poetas a Declararem Amores
Ao Público de Musas que não estão Ali
Num Aqui onde estão todas elas
No Aqui - Jardim onipresente de todos os Amores
Moradas-Casas
Palácios a Elas

Quero em demasia colher a Flor a Nascer de minha Alma
Para ter acesso ao Eterno Jardim
Onde guarda-se o Segredo de todas as Flores
Eu coloco as mãos em meu peito
E tu enfim sai em secreto
Com Salvas de Palmas do meu coração
Cantando o Sim e Cantando o Não
Dançando e sapateando
Serpenteando
Eu tenho um coração aberto
Você me faz lembrar
Eu te faço passar

Olet! Iolet!
Flor Passante!
Amor Glorificante!
Olet! Iolet! Ioláh!

Você me faz lembrar
Eu te faço passar

A las flores tu e eu
Memória e Caminho
Nadam em diferentes Rios
A Água é indiferente a Comunhão
A Natureza daquilo que é
É
E brilha simplesmente
Na Serpente Imensa
Animal Esplêndida
Nos Rios da Lua Inteira da Noite Plena
Azuis entre Azuis Verdadeiros
Rios Primeiros
Assim é o que é
E brilha
E brilha

Lá
Você me faz passar
Você me faz lembrar
Memória vai a porta
Caminho vai a outra porta
A Simetria a si é Indiferente
Tudo a mesma coisa é
Entre os nadas mutantes de nossas almas
E os universos que se fazem
Fora e dentro daqui
Tudo a mesma coisa é

Passada a Lembrança
Cantarei aqui
Você voa
Acima de mim

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Oração a Não-Mente

A Mente mente
A Mente que sente
É navalha
Em qualquer mente desavisada

Desta navalha sangram palavras
Rios de mentiras
E mais um tolo cantante a alma (metafísica)
Canta para a vida
Cai na mente
Fora do Amor e fora da Morte

Fora com as palavras da mente
E com a mente das palavras
Que haja um mundo profundo
Um mundo de sentimentos
Sem palavras
Com lavras
De sonhos e delírios comigo
Um mundo sensível
Dentro da verdade e da natureza
De criaturas líricas visíveis
De livros andantes incríveis
Seja feita a nossa identidade
Eis a vontade
De não-mente
Eis a vontade
Defendida de infinitas possibilidades
No centro da vida
Da única vida e do único ser
Do amanhecer do amor e da noite
Do amanhecer do amor e da noite
Que acabam agora.

Ler-Pequenez

Ler para engrandecer a Alma é pequeno
Ler para se divertir é pequeno
Ler para expandir o conhecimento é pequeno

Ler para conhecer melhor quem escreve é pequeno
Ler para conhecer melhor a sociedade é pequeno

Ler é pequeno
Ler é apequenamento
Ler é a pequenez da alma

Ler são fragmentos que se lançam ao vento
Ler é fazer a percepção se contentar com migalhas
As migalhas das migalhas dos fragmentos

E para a leitura não aqui não findar sem a moral pequena para quem se perseverar a apequenar em humanidade
Seja com orgulhos leves (quem ou as gentes?) (e) ou pesadíssimas humildades
O apequenamento inevitável contraído
A contragosto esquecido ou esquecimento esclarecido
O Apequenamento em andamento
Perseguirá a Perfeita Pequenês
Até o Infinito

Amar Começar

Minha Amada
Não estás obrigada a nada
Não estás obrigada a viver comigo por toda a vida

Meu coração está aberto
Tal este é e tal tu és
Hoje me inicio no amor que me principiou
E isso
Isso
Não terá fim

Duas Damas

Uma Dama Vestida de Escuridão
Sustenta em seu colo e em seu Abraço
O Acordeão do Amor

Enqüant'a Dama da Treva-Escarlata
Abençoa os Cravos
Com suas Abençoadas Mãos

Ah! Retorna em mim a Esperança e a Força de Amante
No Fluxo do Amor que nunca parou
E a minha visão é enfim restaurada

Ah! Como eu não poderia perceber
O Amor que o Amor brilhou no Olhar
Ah! Não brilhou o amor em teus olhos?
Ah! Não é o Amor que te aqueceu quando me abraçavas?
Ah! Olhar de Melodia
Melodia Ela Própria
Acenda em minha Alma os trovões da sua

Uma Dama

I

A Dama canta
Um amor que fica

II

A Dama canta
E das vozes milhares nos mares
Colhe seu Amor de volta
E ao colher
As vozes milhares se voltam para o Jardim
O Jardim cresce
E o oceano o Jardim Crescente se torna

III

A Dama
Com amor a sustentar seu rosto
Diante da Beleza que despertou
Fecha os olhos carinhosamente
De Estrelas milhares
E se entrega docemente

A Rosa do Povo

I

A Rosa do Povo
Vive pois o Povo Canta
Com a Dama da Guitarra
A Dizer o Nome de Todos
Na Guitarra a Amar que soa...

Os ímpetos se balançam tal águas milhares
As Almas Crescem
E a força do Povo se faz mais perseverante

Ventos e Luzes em Força
Lançam as Distâncias a Nação deste Povo Feliz

A Rosa do Povo
Nasce das gentes com as Mãos no Amor de seu peito
A Rosa do Povo
A Dançar e a cantar com a Dama
Restam eternas

II

...

Luz

I

Quando me envolver a escuridão
Minhas mãos encontrarão
A Chave
para a Tua Redenção

II

Minhas mãos
Encontraram
Acariciam tua Face
Eu me redimo
E tu em mim
Continua

Adeus

I

Digas adeus
Se não amas a Dama Vermelha que vive num Oceano-Reino de Azul
Digas adeus e se não disseres
Eu garanto tua partida

Aqui ficam
Os que amam a Dama a subir na Montanha
A Nos Cantar Cântigas de Amor
Que coragem vai aos nossos corações Ainda

Aqui finda
O Templo onde se adora a covardia
Das Falsas Estátuas
Silhuetas sem solidez e com aparências de Eternidade que restariam
Lançamos fora Pedra sobre Pedra
Ao Porto que anseia sua partida

II

As Pedras que se lançam
Espalham sais no Chão
Uma Nuvem a Crescer tão Rápido
E a se desfazer tão Rápido
Em Olhares-Almas
Que voltam para contemplar
As suas não-voltas
Em Retorno Eterno

III

A Dama Vermelha Vive em Mim
O Oceano Reino de Azul
É que alimenta a minha Alma

A Verdade

I

A Verdade é que existem Nuvens a se espalhar no Estrado de Teus Pés
E Ondas a se erguerem altas no céu

Tu estás com a Direção das Direções
Em tuas mãos
E tu Dama Primeira
Hás de ditar Palavra por Palavra
E Passo por Passo da Dança Final
Do Templo do Mesmo

II

O Silêncio te Contempla
Enqüanto contemplas o Mar

Redenção

Eu me importo com as cores do Dia
E creio na Invisibilidade do Meu Coração
Serei Força
Serei Vida
E quando falar de Amor
Eu amarei