terça-feira, 5 de novembro de 2013

Poema 1: Aurora

“Aurora, aurora bureal”
‘Aurora in Brazil’ é ironia
Então porque poeta diz tal coisa?

Cale tua boca
Enquanto não largo a boca de tua musa inspiradora
E que poema farás agora?
A respeito do adultério?

Viraste padre, não poeta
Queres pregar e não ensinar o amor
“Mas, poeta não ensina o amor
Todo poeta é fingidor
E de todos seus papéis o mais fingido é o de doutrinador”

De todos os pecados o maior é a glutonaria
Mas tu pregas fome, morte e dor
Enquanto estou com tua musa a inventar o amor

Mas erga tua cabeça
Tome esse copo com cachaça
Vá para o templo dos poetas aposentados
E pelo fim último da rima: Pereça na desgraça!

Deixe-me continuar com o legado da poesia
E em troca te dou um prato com lentilhas
...   

Aurora
De todas as cores
És sempiterna no céu

Daqui onde recrio paraíso
Cobiço a formosura em teus lábios de mel
E procuro teu ritmo ao te envolver em meus braços

Receba meu amor
Com à medida que tu quiseres
E com minha eterna alegria em nossos encontros

Fugiremos para o mar
Percorreremos o mundo
Te amarei todos os dias
E te banharei em minha ternura

Tu provarás o amor maior do universo
Pois em cada estrela escreverei um verso
Agradecendo a Deus por te amar

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