terça-feira, 3 de novembro de 2015

Livramento

Não poderia perdoar e não poderia viver
Esquecer que vi o Amor morrer
E que tudo continua na mesma
A mesmice de terminar eternamente arrependido
Por não se libertar a tempo
Que o Tempo jamais visita a Eternidade mais de uma Vez para resgatar uma alma aprisionada

Uma vez e mais
Só lá fora
No perigo da Noite

- Desperdoe-me agora a Tempo
  Desperdoe-me agora que vou partir com o Tempo
  Desperdoe-me e me liberte
  Não! Eu me desperdoarei sozinha
  E irei partir

Você disse e eu sei

...

II

Sento-me na cadeira de honra
No meio da estrada e da vergonha
Que o caminhar lança a minha face

Não irei perder a cadeira de honra
Que me garantirá descanso eterno
E a alma eterna
Quando quatro paredes comungarem ao redor de mim
Por saberem evocar meu nome enfim

Se tu me desperdoasse
Brilharia o Sol novamente em minha face
E me libertaria certamente
No próximo desvanecer

Se me desperdoasse
Saberei a forma de nunca mais saber
A Origem de mim
E a Origem de nós Dois Aqui

Saberei quem somos
Saberei partir
Para onde estamos
E enfim aprender a dizer adeus
Te desperdoando enfim
Eu te amo