domingo, 5 de janeiro de 2014

CLVI

Perdoe-me
Agora sei que a dádiva que estendestes
Não era para mim

Perdoe-me
A proximidade com o sonho do teu coração
Não era eu, nem em imaginação

Talvez num pesadelo
Mas mesmo se lhe fosse manancial
Nem isso permitiria-me ser

Talvez me amas
Nas distâncias, alturas, profundidades...
Mas aí perto... Oh! Não chego...

Próximo! Como quem quer amar
Eterno! Como quem quer te amar
Minha alma se enfraquece...

Não, ainda não nobre o suficiente
Nem com o desprezo que se dá
Aquele que se sacrifica
Por amar alguém como tu

Desperdoe-me
Não era para mim
Não era para esse coração idólatra